. ₊ ⊹ Capítulo 04.2
. ₊ ⊹ . ⋆ Capítulo 04 – Prova de Admissão
Pt. 02
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Ao sair do quarto da grã-duquesa, Gizel abriu a porta da sala de reuniões. Os ministros, que já haviam chegado, estavam ao redor do trono. Ele caminhou pelo centro e se sentou.
Neste ano, ao contrário dos outros, quando o inverno era sempre ocupado e ansioso por ataques de monstros, os grandes dispositivos mágicos construídos no ano anterior desempenharam seu papel de forma excelente, resultando em um sucesso muito maior na defesa primária das muralhas. As batalhas, que antes só eram concluídas depois que reforços de Laudken chegavam, agora muitas vezes eram contidas antes de se tornarem incêndios.
Graças a isso, os principais tópicos das reuniões recentes eram frequentemente sobre a vida cotidiana. Enquanto processava os documentos enviados pelos nobres de Laudken e pelos senhores de cada região, Gizel perguntou:
— O conde von Hildebrut desenvolveu um novo método de extração de membryl?
— Sim. Ele diz que quer testar no baixo rio Vals. Se for posto em prática, os coletores também deverão ser enviados para supervisionar.
— O baixo rio Vals no inverno é perigoso para extração…
Enquanto Gizel apoiava o queixo e pensava por um momento, a mão que sustentava o queixo, abaixo de sua visão, de repente se iluminou. Com essa emissão de luz inesperada, ele rapidamente tirou a mão do queixo e olhou para baixo. Mas o brilho dourado momentâneo, que ofuscara seus olhos, havia desaparecido.
Seguindo a luz que se desvaneceu como fumaça, Gizel examinou sua mão e os arredores. Vendo isso, um ministro ao lado perguntou:
— O que foi?
— Parece que algo brilhou aqui perto, vocês não viram?
Gizel moveu a mão levemente no ar abaixo do queixo, e o ministro fez uma expressão confusa. Gizel virou a cabeça e olhou para os outros ministros. Eles também olhavam para o soberano com expressões de quem não entendia nada.
Poderia facilmente pensar que tinha visto errado, mas Gizel Zibedad era um mago. A sensação que sentiu quando sua visão se iluminou era certamente a mesma de quando a energia mágica se movia. E, se a luz brilhante só havia sido vista por ele, isso significava que a própria luz era um tipo de magia.
Mas, a menos que ele mesmo tivesse lançado ou pedido a alguém, quem ousaria lançar uma magia em seu soberano? Seus olhos, que percorriam rapidamente sua memória em busca de algo que pudesse ter perdido, se estreitaram levemente.
— Entendi.
— O que disse?
— Nada. Continuem a reunião.
Como Gizel frequentemente se perdia em seus próprios pensamentos, os ministros estavam acostumados com essa situação. Eles não questionaram mais e continuaram a conversa. Durante o inverno, havia muitas coisas para cuidar. Embora fosse uma reunião oficial diária, sempre surgiam novos problemas na mesa.
Quando a reunião oficial terminou e os ministros começaram a se retirar um a um, Gizel verificou o relógio na parede do escritório. A prova de Rensley Malocen ainda não havia terminado.
Ele se levantou e saiu do escritório. Os atendentes que o aguardavam do lado de fora o seguiram.
— Vai para o laboratório?
— Não, vou dar uma passada na igreja.
O tempo lá fora, que se encaminhava para o meio-dia, estava mais ameno do que pela manhã. Gizel saiu da torre principal e partiu em direção à igreja.
Como não havia eventos especiais nem dias de assembleia, a igreja estava vazia, mas alguns comerciantes que tinham vindo para orar, perguntar sobre dias santos ou receber bênçãos antes de uma longa viagem estavam reunidos diante do sacerdote. Quando Gizel entrou, os olhares surpresos se voltaram para ele. Embora seu reinado fosse relativamente curto, seu soberano era altamente estimado por ter trazido grande paz e prosperidade a Oldenland, mas, por outro lado, em comparação com os reis anteriores, sempre havia comentários murmurados de que ele era uma pessoa peculiar. Um homem de pedra, que só repetia o trabalho e a pesquisa dentro do castelo principal, raramente saindo, a menos que houvesse um motivo especial. Os soberanos anteriores visitavam a igreja com frequência como um dever, oravam e conversavam com os clérigos, mas Gizel Zibedad só aparecia na igreja do castelo principal quando havia eventos obrigatórios.
Ele chamava os sacerdotes ao laboratório para pedir suas opiniões sobre suas pesquisas com muito mais frequência do que visitava a igreja para orar. O sacerdote que estava realizando uma consagração também o recebeu com uma expressão de surpresa pela visita inesperada.
— Bênçãos ao Guardião. O que o traz aqui pessoalmente, Vossa Alteza?
— Há algo que gostaria de verificar. Posso falar com o sumo sacerdote?
Ninguém deixaria de dar prioridade ao pedido do soberano. O sacerdote deixou os visitantes de lado por um momento e conduziu Gizel até a sala de orações do sumo sacerdote. Após conversar com o clérigo na porta, ele se virou para Gizel.
— Ele está aí. Não tem nenhum compromisso especial, pode entrar.
Gizel balançou a cabeça brevemente e entrou pela porta aberta.
O trabalho de magos e sacerdotes é semelhante. Eles realizam os rituais necessários, rezam e estudam para buscar a verdade.
No entanto, enquanto os magos estudam as leis da natureza ou a teoria mágica, os sacerdotes cultivam a fé e estudam a vontade divina. A magia divina que os sacerdotes realizam tem um caminho e princípios completamente diferentes da magia elementar que ele estuda. Embora às vezes conseguissem bons resultados em cooperação, fundamentalmente não eram feitiços que ele pudesse usar amplamente, então o interesse de Gizel pela magia divina era limitado.
— Há quanto tempo, Vossa Alteza.
— Desculpe a intrusão repentina.
O sumo sacerdote sorriu bondosamente e balançou a cabeça. Ele apontou para uma cadeira de visita.
— Sente-se, por favor. Vou pedir um chá.
— Não. Não pretendo tomar muito do seu tempo. Vim para fazer uma pergunta.
— Outra pergunta sobre magia?
Como ele já havia visitado repentinamente várias vezes para pedir conselhos urgentes quando estava imerso em suas pesquisas, o clérigo estava tranquilo. Gizel balançou a cabeça.
— Sobre a cerimônia de casamento que realizamos recentemente. Naquela ocasião, não realizamos um ritual que envolvesse luz em nossos pulsos?
— Ah, está se referindo ao Ritual de Vinculação?
— Que tipo de poder mágico ele realmente tinha?
O velho sumo sacerdote riu baixinho. Tinha a expressão de um avô olhando para o neto.
— Embora seja um tipo de magia divina, é difícil dizer que tem um poder específico. Quando os plebeus se casam, eles trocam presentes como anéis ou colares. Pode-se dizer que é uma magia ritualística, adequada a uma sagrada cerimônia de casamento real, que simboliza a troca de almas em vez de presentes.
— Então não tem poder específico.
Gizel repetiu as palavras dele em voz baixa. Parecia que estava aceitando a resposta, mas, como se ainda tivesse dúvidas, continuou:
— Na verdade, há pouco, o pulso onde a manifestação daquele ritual estava imbuída brilhou brevemente. Também senti uma energia mágica se movendo. Não parece que teria se manifestado sem razão ou efeito.
— É mesmo?
O sumo sacerdote, ao contrário, arregalou os olhos para Gizel. Mas foi por um instante. Ele rapidamente recuperou a expressão bondosa de avô. Parecia ainda mais alegre do que antes.
— Embora seja uma lenda, há uma teoria de que, quando os corações daqueles que estão vinculados se tornam verdadeiramente um, o ritual também ganha poder. Dizem que, quando essas pessoas unidas desejam fortemente a mesma coisa ao mesmo tempo, podem ler os pensamentos uma da outra sem precisar falar. Como se pudessem ver a mente ou o coração do outro.
— …Não senti nada assim.
— Como eu disse, é quase uma lenda. Eu também nunca vi pessoalmente, então não sei como isso se manifestaria. Mas, de qualquer forma, isso não significa que a afeição entre Vossa Alteza e a Grã-duquesa é tão profunda? Não é uma magia que cause danos às pessoas, então não precisa se preocupar. Se acontecer de brilhar novamente, eu também gostaria muito de ver.
Gizel observou o velho por um momento. Não parecia que ele estava enganando ou escondendo algo. Também não havia motivo para o sumo sacerdote querer prejudicá-lo. Era o clérigo que, quando ele era criança, lhe dava guloseimas e mostrava truques de mágica para brincar, cuidando dele.
Não sabia o motivo, mas, a menos que fosse totalmente impossível, já era o suficiente. Concluindo que precisaria observar um pouco mais, Gizel se despediu dele.
— Obrigado pela resposta. Voltarei a visitá-lo.
— Apareça com mais frequência. Enquanto os jovens estão ocupados, os velhos ficam solitários.
Gizel prometeu que sim e saiu da sala de orações. Ao caminhar pelo corredor e chegar à igreja principal, o relógio na parede marcava meio-dia. Seus passos se aceleraram. Era a hora em que a prova de Rensley havia terminado.
Ao chegar à torre principal, ele se dirigiu diretamente ao quarto da grã-duquesa. Dispensando até mesmo os atendentes, antes de bater à porta, ele esperou um momento no mesmo lugar. Caso a prova ainda não tivesse terminado, sua voz poderia atrapalhar. Então, ouviu-se uma conversa vinda de dentro do quarto.
— Bom trabalho, senhor Malocen. Então, após a correção, darei o resultado no início da noite.
— Sim! Entendido!
À voz ponderada do comandante da ordem de cavaleiros, seguiu-se a voz alegre de um jovem.
Era uma voz cheia de energia e vigor. Sem precisar verificar se ele havia se saído bem na prova, ao ouvir aquela voz que já permitia adivinhar a resposta, Gizel finalmente bateu e abriu a porta.
A luz do sol alto entrava pelas janelas completamente abertas, iluminando o quarto da grã-duquesa sem necessidade de outra iluminação. Anton, que recolhia as provas, e Rensley, que estava prestes a se levantar da cadeira, olharam para o novo visitante. Anton curvou-se rapidamente em reverência.
— Chegou, Vossa Alteza.
— Vossa Alteza!
Antes mesmo de Anton terminar a saudação, Rensley se levantou de um salto. Com isso, a cadeira que quase caiu para trás oscilou e equilibrou-se. O homem que empurrou a mesa com um rangido aproximou-se dele, quase correndo. Seus olhos violetas excitados brilhavam como jóias. Embora fosse uma pergunta cuja resposta já era conhecida, Gizel perguntou mesmo assim:
— A prova correu bem?
— Sim! Não houve uma única questão que eu não soubesse! Acho que realmente me tornei um gênio. Assim que via as perguntas, as respostas surgiam na minha cabeça. Era como se minha cabeça não fosse minha. Consegui memorizar toda essa quantidade em apenas uma semana… Nunca soube que tinha tanto talento para estudar!
Gizel ouviu atentamente as palavras do examinador, que se derramavam como uma canção animada. Quando levantou os olhos para olhar para Anton, o comandante da ordem de cavaleiros, com uma expressão de suspeita, pigarreou brevemente e guardou as provas e os objetos.
Gizel desviou o olhar para Rensley. E respondeu sem hesitar ao seu relato animado:
— Impressionante. Tudo isso é resultado do esforço do senhor Malocen.
— Sim, é verdade! Muito obrigado por sua ajuda, Vossa Alteza.
Anton, que estava prestes a sair do quarto após uma despedida rápida, teve que pigarrear mais uma vez. Foi porque os dois, de pé e se encorajando mutuamente, bloqueavam a porta, impossibilitando uma saída silenciosa.
— Então, vou entregar as provas à banca examinadora. Vossa Alteza, senhor Malocen, até logo.
— Sim, comandante! Obrigado!
— Confio a você.
Anton estava desconfortável. Sentia cheiro de fraude e nepotismo, mas não havia provas. E o suspeito era o grão-duque Gizel Zibedad, que, para alcançar o que desejava, ignorava as objeções e as críticas, seguindo em frente como se não ouvisse. Se ele realmente quisesse a entrada de Rensley Malocen, com certeza faria de tudo para colocá-lo.
O comandante da ordem suspirou fundo para se acalmar. Mesmo sem se preocupar ou suspeitar precipitadamente, o mais importante, no final, era a habilidade prática. Ao ver as costas de Rensley correndo em direção ao grão-duque assim que este entrou no quarto, sem qualquer peso ou compostura, ele não conseguia ver nenhum traço da dignidade necessária a um cavaleiro.
Se perguntassem qual é o talento mais importante no combate, cada um responderia de forma diferente, mas Anton citaria a cautela em primeiro lugar. Ser cauteloso não significa ser lento. A cautela no combate é não se surpreender com situações imprevistas ou ataques repentinos, manter a calma, avaliar rapidamente e decidir a resposta, e agir.
— As questões que Vossa Alteza destacou realmente apareceram muito. Vossa Alteza não teria participado da elaboração da prova, por acaso?
— Não. Isso não seria justo.
— Realmente impressionante. Mesmo sem ter participado da elaboração, previu tão bem as questões. Será que a inteligência de Vossa Alteza me contagiou enquanto estudávamos juntos, e eu também me tornei um gênio?
— É porque me lembro de quais questões foram apresentadas nas provas de admissão de cada ano. Observando as tendências, é fácil perceber quais são as perguntas frequentes. Qualquer um pode fazer isso.
Por algum motivo, a conversa desagradável dos dois escapava pelas frestas da porta, mesmo depois de Anton ter saído do quarto, fazendo-o coçar a orelha.
Foi um casamento falso que ele concordou por compaixão pela situação de abandono na terra natal. E agora esse hóspede, que se instalou assim, balança o rabo para o grão-duque, bajulando e pensando em obter privilégios nos bastidores.
— Não é um sujeito astuto e dissimulado?
Anton balançou a cabeça. Ele só podia desejar sinceramente que seu soberano, em quem confiava por sua perspicácia, não se tornasse um rei tolo, seduzido pelas histórias de um estrangeiro cuja verdade ou falsidade era incerta, tomando decisões erradas. Não foi assim que muitos tiranos na história começaram sua jornada?
Ele se afastou do quarto da grã-duquesa com um pessimismo carregado de ansiedade.
— Não preciso esperar a correção, já passei. Só escrevi respostas certas.
Enquanto Rensley, cheio de confiança, sorria, uma leve expressão de constrangimento logo se misturou.
— Não sei como poderei retribuir essa gentileza. Não tenho nada, e, como sabe, o dote e os presentes que trouxe de Cornia são insignificantes. Para Vossa Alteza, devem parecer coisas sem valor, então não posso retribuir com esses objetos…
Ao ouvir isso, Gizell, como se tivesse pensado em um novo ponto, perguntou de repente:
— Entendo. O que você acha que eu esperaria de você?
— Hã?
— Sabe o que eu quero, mesmo sem eu dizer?
Rensley piscou os olhos, confuso, e depois, franzindo ligeiramente a testa, fitou Gizell como se tentasse ler sua mente. Depois de se concentrar, contendo a respiração, ele encolheu os ombros e falou entrecortadamente, como se estivesse se desculpando:
— …Não… É uma vergonha, mas não faço ideia… Por mais que eu tenha me tornado um gênio, parece que não posso ler os pensamentos dos outros…
Como se sentisse realmente envergonhado por não ter adivinhado o que Gizel queria, as orelhas de Rensley ficaram levemente vermelhas. Sua voz também foi diminuindo. Ele não insistiu e deu-lhe a resposta adequada:
— Não fiz nada que mereça ser chamado de favor. Deixar uma pessoa talentosa sem fazer nada, abandonada, não está de acordo com os ideais de Oldenland. Pude ajudar com os estudos, mas a prova final dependia da capacidade do senhor Malocen.
— Sim, eu sei.
— Quando é a prova prática de combate?
— Ainda… Acho que me avisarão quando a aprovação na prova escrita for decidida.
— Vai precisar de um lugar para treinar.
Gizel apoiou o queixo e ficou em silêncio. Embora a ideia fosse boa, Rensley, que não ousava esperar tanto, também permaneceu quieto.
Ele tinha confiança na sua equitação e esgrima, mas já fazia um bom tempo desde que montara ou empunhara uma espada. O corpo endurece rapidamente quando não é usado, então ele tentava se movimentar regularmente mesmo dentro do quarto, mas suas habilidades certamente haviam diminuído em comparação com quando treinava diariamente. Como não podia sair, não podia montar nem mesmo ver os cavalos.
Onde estaria Marilyn? A senhora Samlit, que prometeu investigar, ainda não dera notícias.
— Com quem você aprendeu esgrima? Havia algum mestre que ensinava na corte real?
— A equitação aprendi naturalmente ajudando nas cavalariças, mas a esgrima só os filhos legítimos, os príncipes, aprendiam. No entanto, também tive um mestre. Em Celestine, a capital de Cornia, há um grande mercado. Lá, há uma taverna administrada por um espadachim de um braço chamado Pedro. Ele dizia que era um mercenário famoso na juventude, mas, para ser honesto, poucos acreditavam nele. Vivia embriagado todos os dias. Mas, para mim e para Yvette, aquele Pedro era o mestre de esgrima. Por isso, acredito na história de que ele foi um mercenário famoso. Ele era realmente forte. A esgrima real não é grande coisa? Toda a esgrima que aprendi foi para uso prático.
Rensley, que estava contando sua longa história, de repente fechou a boca com força. Foi porque um bocejo inoportuno estava prestes a sair. Ele conseguiu conter, mas as lágrimas brotaram reflexamente. Vendo isso, Gizel percebeu seu estado e mudou de assunto.
— Você se concentrou durante toda a semana, deve estar cansado. Deixe as preocupações para depois e descanse.
— Ainda é meio-dia. Estou bem.
— Vou indo. Terminamos a conversa amanhã.
— Pode ficar mais um pouco, está tudo bem…
Rensley respondeu, como se completasse a frase, mas Gizel foi andando, como se não tivesse ouvido. Antes de fechar a porta, ele enfatizou mais uma vez:
— Descanse.
Rensley balançou a cabeça. Depois que a porta se fechou, o quarto, agora vazio, parecia um lugar diferente, tão silencioso.
Ele suspirou levemente e se jogou na poltrona em frente à lareira. Era uma imitação da postura do grão-duque, que frequentemente se sentava assim no laboratório subterrâneo. Estava quente, confortável e relaxante. Agora entendia por que ele gostava tanto daquele lugar. Se tivesse que ficar sentado por muito tempo, ficaria entediante, mas…
Observando a chama tremeluzir, ele piscou lentamente os olhos meio fechados. Embora só tivesse tomado a poção por dois dias, ele havia se esforçado como se estivesse sob algum feitiço durante toda a semana. A experiência incomum de se dedicar aos estudos, reduzindo o sono noturno, havia terminado, e o cansaço adiado o atingia como uma dívida a ser paga.
— E se eu dormir um pouco?
Rensley cambaleou em direção à cama e se enfiou sob as cobertas. A cama, que não havia sido preparada para dormir, não o envolvia com o mesmo aconchego da noite, mas também não estava tão fria a ponto de ser difícil deitar um corpo cansado.
Assim que fechou os olhos, um sono profundo o envolveu, e Rensley não resistiu.
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↫─✧ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna