Capítulo 39
Capítulo 2 – Parte 12 。°✩°。⌒♡*:・
Ao contrário de suas preocupações, não havia nada de especial na casa abandonada ou em seus arredores. Disseram que havia uma casa, e ele havia se perguntado o que era, mas era só uma única casa de telhado de sapê, sua data de construção impossível de adivinhar. O telhado de palha, as pedras de fundação, os beirais e a estreita varanda de madeira, tudo parecia extremamente velho.
Seu tamanho também era comum. Havia cerca de três cômodos e uma cozinha com a porta quebrada. Uma tampa de caldeirão rolando no quintal e uma vassoura espalhada falavam dos vestígios de uma vida passada.
Uma rápida olhada ao redor revelou que era razoavelmente assustador. O telhado estava deteriorado e parecia ter desmoronado, e as portas de painel de papel fechadas estavam repletas de marcas de queimadura. O interior da cozinha aberta era preto como breu e indistinguível.
Bem, como a maioria das visitas a túmulos ou casas abandonadas, não havia muito o que fazer de fato ali. Você só olha ao redor casualmente e sai com uma memória para se gabar pelo resto da vida.
Nesse meio-tempo, o sol havia se posto completamente, e a escuridão se assentou ao redor deles. Miju, que já vinha olhando ao redor com uma lanterna, gritou de terror quando o vento soprou, shwaaa, e farfalhou as folhas.
— Aaargh! Eu odeio tanto isso! Vamos descer agora, por favor, vamos!
— A gente nem olhou ao redor ainda, do que você está falando?
Enquanto Yunae e Miju discutiam, Dojin verificou Yoonyoung. Com.uma lanterna na mão, Yoonyoung a apontava para a casa de sapê com uma expressão nada impressionada. Dojin se aproximou dele e sussurrou suavemente.
— Você está com medo, Sa-yoonnim?
— Hmm…
Yoonyoung estudou Dojin, depois brincou com a mão que segurava e a apertou com mais força. Então, com um rosto que não parecia nem um pouco assustado, ele assentiu.
— Sim. Estou com medo. Por favor, segure minha mão com força.
Dojin ficou paralisado diante da jogada descarada de Yoonyoung. Ele já estava tão consciente de suas mãos firmemente entrelaçadas que não havia conseguido olhar ao redor direito, e agora Yoonyoung estava agindo todo esperto, até entrelaçando os dedos. Era o suficiente para deixá-lo louco.
— …Então me siga de perto.
— Tá.
Conduzindo Yoonyoung, que assentiu obedientemente, Dojin deu uma olhada superficial na área ao redor da casa de sapê. Enquanto isso, Yunae estava empenhadíssima em provocar Miju, soltando histórias assustadoras.
— Você sabia? Esse Sr. Yang que mora por aqui apareceu à noite, e ele viu uma luz acesa nesta casa que era pra estar vazia. Ele entrou pra ver quem poderia ser, e um homem saiu, disse que tinha acabado de se mudar, e o convidou pra ficar pra uma refeição. Ele achou que não podia ser, mas seguiu como que possuído, e dentro do quarto, adivinha só, tinha um machado coberto de sangue…
Miju cobriu os ouvidos, gritando: “Aaaaaah”, e apressou o passo. Decidindo que era melhor ficar com Dojin e Yoonyoung, ela correu para perto e os usou como escudo para se separar de Yunae.
— Por favor, levem essa maluca com vocês. Ei, Yoonyoung. Fica comigo um pouco. Eu realmente não consigo ir pra perto dela.
Talvez porque a tez de Miju estivesse tão medonha, Yoonyoung não conseguiu se forçar a afastá-la com aspereza. Até para Dojin, a visão de Yunae se aproximando com um sorriso largo era arrepiante. No fim, Yoonyoung ficou ao lado de Miju e disse a Dojin.
— Então a gente fica no quintal enquanto vocês dois verificam lá dentro.
— Ou eu posso ficar com a Miju?
— …Parece sujo lá dentro, então eu não quero entrar.
Era um motivo simples, mas claro, e Dojin ficou convencido. Ele já havia tido uma leve suspeita desde que descobriu que Yoonyoung odiava insetos, mas Yoonyoung era definitivamente muito mais limpo que outros garotos da idade dele. Segundo a Madame Ju, seu quarto estava sempre arrumado mesmo sem uma faxineira, e ele preferia morrer a beber de uma bebida que outra pessoa tivesse tocado.
Querendo dar uma olhada rápida e voltar, Dojin seguiu para a casa de sapê com Yunae. Uma rápida olhada para trás confirmou que Yoonyoung e Miju estavam se afastando, em direção à trilha por onde haviam entrado.
Secretamente decepcionado por estar separado de Yoonyoung, Dojin decidiu apenas dar uma varredura rápida no lugar. Mais do que qualquer coisa, ele estava ansioso por deixar Yoonyoung fora de sua vista.
Enquanto Yunae remexia empolgada pela casa, Dojin verificou a área atrás dela. Ele havia pedido que eles ficassem quietos para não assustar as crianças, mas estranhamente, ele não conseguia ver o Gerente Song nem nenhum dos outros membros da equipe.
Eles deveriam pelo menos estar no campo de visão para ver o que estava acontecendo. Sentindo-se perplexo, Dojin tirou o rádio. Naquele exato momento.
— Oppa, estou com um mau pressentimento. Vamos voltar.
Yunae havia chegado por trás dele e sussurrou. Sua atitude alegre havia sumido, substituída por uma expressão séria.
— O que foi?
— Como a Cha Miju e eu somos gêmeas, a gente tem esse tipo de sinal, sabe? Quando algo ruim está prestes a acontecer com ela, minha cabeça dói pra caramba, e está doendo agora. Vamos, rápido.
Como se por sinal, assim que Yunae terminou de falar, o rádio perpetuamente silencioso de Dojin crepitou, ganhando vida. Depois de uma rajada de estática, a voz do Gerente Song veio pelo aparelho.
— Código Um, Código Um. Solicito reforço imediato na trilha de entrada.
Ouvindo a voz urgente do Gerente Song, Dojin reagiu instantaneamente. Yunae estremeceu diante do som do rádio, mas correu atrás de Dojin em vez de fazer perguntas. Contornando por trás da casa de sapê, Dojin apontou a lanterna para o quintal, mas não havia ninguém ali.
— Yunae, fique perto.
Embora seu coração estivesse disparado de ansiedade, Dojin calmamente verificou a trilha primeiro. Mas mesmo depois de vasculhar toda a entrada da casa abandonada, Yoonyoung e Miju não estavam em lugar nenhum.
Recuperando o fôlego e iluminando ao redor com a lanterna, Dojin finalmente encontrou um vestígio nos arbustos fora da trilha. Havia um sapato que parecia ser de Miju.
— Oppa, ali.
— Se algo acontecer, corra sem olhar para trás, entendeu?
— Sim. Entendi.
Ele não podia deixar Yunae sozinha nem mandá-la montanha abaixo, sem saber que perigos poderiam estar à frente, então Dojin acabou entrando com cautela com ela atrás dele. Ele não sabia o que havia acontecido de repente, mas não parecia ter havido uma luta física. Era isso que era estranho.
Uma sensação de mau agouro espetou a nuca de seu pescoço. Se tivesse sido um animal selvagem, teria sido mais seguro correr para dentro da casa de sapê em vez de fugir daquela forma. E se fosse uma pessoa, Yoonyoung poderia ter usado seu poder, assim como antes. Embora ele não soubesse o princípio exato por trás disso, parecia que Yoonyoung conseguia subjugar pessoas com seu Feromônio quando se sentia ameaçado.
E ainda assim, o que apertava o nó de ansiedade em sua garganta era o fato de que nem Miju nem Yoonyoung haviam feito um som. Era como se… eles tivessem obedientemente seguido alguém por aquela trilha perigosa.
Prendendo a respiração, Dojin abriu caminho pela floresta e encontrou um ponto onde uma luz era visível. Um facho de lanterna piscava, como que chamando-o.
Enquanto se apressava em direção a ela, Dojin viu a pessoa que ele procurava tão desesperadamente. Yoonyoung e Miju estavam de pé bem juntos, olhando em sua direção. Achando que eles o haviam avistado, Dojin apressadamente ergueu a lanterna e gritou.
— Sa-yoonnim!
O facho redondo da lanterna iluminou o rosto pálido de Yoonyoung. Por um momento, seus olhos se encontraram. Yoonyoung olhou para Dojin, e seus olhos pareceram se apertar tanto de alívio quanto de surpresa. Justo quando Dojin sentia uma sensação de estranheza diante da expressão indecifrável—.
Tchác!
Uma sombra escura que disparou de trás de Yoonyoung acertou a parte de trás de sua cabeça com uma tábua de madeira.
Sangue espirrou da tábua, tão grossa quanto o antebraço de Dojin, e jorrou pelo ar. Foi um ataque tão desprovido de hesitação que faria o sangue de um espectador gelar.
— Yoonyoung!
Um grito, semelhante a um berro, irrompeu dos lábios de Dojin. Seus olhos se arregalaram enquanto ele instintivamente corria em direção a Yoonyoung.
Através de suas pupilas, dilatadas ao limite, ele viu Yoonyoung desabando. Seu coração disparava como se fosse explodir, incapaz de entender o que estava acontecendo, por que aquilo estava acontecendo. Uma onda de fervor encheu todo o corpo de Dojin, fazendo seu sangue ferver.
— Oppa…! Atrás de você, cuidado atrás de você!
Enquanto Dojin avançava, gritando, Yunae berrou de trás dele. Quando um Dojin de olhos selvagens tardiamente se virou, o Gerente Song, que estivera sumido até então, estava ali de pé. Antes que Dojin pudesse sequer processar por que ele estava atrás dele em vez de com Yoonyoung, um impacto poderoso explodiu contra a parte de trás de sua cabeça.
Tchác. O mesmo tipo de tábua de madeira que havia acertado a cabeça de Yoonyoung emboscou Dojin. Yunae gritou enquanto outros guarda-costas a agarravam, e os gritos de Miju ecoaram de longe.
Deve ter sido um golpe direto, pois seus ouvidos zumbiam. Sua visão estava tão embaçada que Dojin brevemente fechou os olhos e os abriu de novo.
— Seu idiota de merda. E daí que você é um Alfa Dominante? Hã? Tudo o que eu tenho que fazer é esmagar a sua cabeça pra você não poder usar seus poderes.
Enquanto Dojin cambaleava e caía de joelhos, o Gerente Song pressionou seu ombro. Além de seu olhar baixo, ele viu um homem chutando Yoonyoung. Forçando seus olhos embaçados a se abrirem para ver à frente, o facho da lanterna no chão iluminou uma figura grande. Mesmo como uma silhueta, era claramente Kim Seok-ju.
Ah…
É uma armadilha.
Dojin percebeu que sua intuição, que vinha soando alarmes o tempo todo, estivera certa. Mas o que ele não conseguia entender agora era por que o Gerente Song o havia atacado. O Gerente Song era alguém muito distante de Kim Seok-ju.
— Como você ousa, seu desgraçado, como ousa me ignorar. Você é o mesmo moleque que costumava se encolher e apanhar sempre que eu só levantava a mão. Você acha que colocar esse Dominante-sei-lá-o-quê no seu nome muda alguma coisa? Você, seu filho da puta, seu desgraçado nascido num bar!
Kim Seok-ju gritou, cerrando os dentes assim como fazia quando costumava espancar Dojin. Depois de chutar Yoonyoung no estômago e nas costas, ele foi um passo além e começou a chutar sua pequena cabeça.
Vendo aquilo, força inundou o corpo de Dojin, que estivera convulsionando de choque. Empurrando para longe o Gerente Song que o imobilizava, Dojin se lançou sobre Kim Seok-ju com olhos injetados de sangue.
— Kim Seok-ju, seu filho da puta…!
Diante do comportamento desumano, Dojin viu tudo vermelho. Uma intenção assassina surgiu, e seus olhos só viam Kim Seok-ju. Ele não suportava o quão patético havia sido por achar que não deveria ter preconceito contra aquele lixo.
Seu corpo, consumido pela raiva, esqueceu completamente a dor e ultrapassou seus limites. Antes que alguém pudesse detê-lo, Dojin avançou ferozmente, dando uma cabeçada no torso de Seok-ju enquanto tombavam no chão.
— Você, porra! Ei! O que vocês estão fazendo, não vão agarrar esse cara!
Kim Seok-ju, que mal conseguiu bloquear Dojin que começou a desferir socos no instante em que se lançou, gritou para o Gerente Song. O Gerente Song, que estava ali de pé ao lado de Yunae, correu, gritando.
— Isso não está certo. Você prometeu não tocar no Jovem Mestre! Você disse que só ia lidar com o Jin Dojin!
— Cala a boca e tira esse desgraçado de cima de mim. Se você não fizer isso direito, eu não te disse que sua família e sua esposa iam morrer?
Xingando, o Gerente Song se lançou sobre Dojin. Mais dois guarda-costas que o seguiram se juntaram para afastar Dojin, e Kim Seok-ju se levantou do chão às pressas.
Trocando seu alvo de Yoonyoung para Dojin, ele se aproximou, ofegante de fúria. Enquanto seguravam Dojin de ambos os lados e o forçaram a se ajoelhar, Kim Seok-ju colocou seu peso enorme num chute no estômago.
— Keuk…!
— Ha, seu idiota. Você simplesmente não sabe qual é o seu lugar. Você não consegue entender a situação? Você está ferrado, seu desgraçado.
Junto com uma dor como se suas entranhas fossem explodir, Dojin se curvou. Vendo isso, Yoonyoung cambaleou e se ergueu do chão. Sangue escorria por sua testa branca, deixando tudo uma bagunça.
Mesmo com os olhos desfocados, Yoonyoung lentamente tentou se levantar, como que para vir até Dojin. Cerrando os dentes contra a dor, Dojin viu Yoonyoung tentando se erguer atrás de Kim Seok-ju e balançou a cabeça.
Yoonyoung, corra. Seu idiota, corra!
As palavras do Gerente Park passaram por sua mente. O aviso de que Yoonyoung poderia ser quem se machucaria se estivessem em perigo juntos estava se tornando realidade.
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Continua… ⌒♡*:・..
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✦ Tradução, revisão e Raws: Bella donna&Faby&Othello