Capítulo 38
Capítulo 2 – Parte 11 。°✩°。⌒♡*:・
Vai ficar tudo bem se eu me sair bem. Eu só tenho que manter a esperteza para que nem o Yoonyoung nem eu nos machuquemos. Mesmo que eu leve um corte ou uma facada, contanto que não seja um ferimento fatal…
Enquanto ele organizava seus pensamentos caóticos, a cabeça de Dojin virou de súbito ao som de uma grama farfalhando que passou rente ao seu ouvido. Parecia ter havido uma presença no beco estreito que levava ao quintal da mansão, então ele caminhou silenciosamente em direção à passagem lateral.
Mas quando ele se aproximou silenciosamente do quintal, não havia ninguém ali. Olhando ao redor, Dojin encontrou uma bituca de cigarro descartada em frente à porta dos fundos que levava para dentro da mansão. Ela acabara de ser apagada, pois brasas de um laranja avermelhado ainda se espalhavam dela.
Será que era do Gerente Park?
Um pressentimento gélido espetou a nuca de seu pescoço, e Dojin vasculhou a área por um longo tempo. A existência do “rato” que o Gerente Park mencionara antes abruptamente se enraizou em sua mente.
Ele havia expressado a intenção de usar hoje como pretexto para pegá-lo. Se a pessoa em questão tivesse escutado esta conversa…
Eles ou cortarão o rabo e desaparecerão, ou apressarão as coisas. Ele não sabia se o Gerente Park havia dito aquilo com esta situação em mente, mas Dojin percebeu que esta noite não seria tão divertida quanto ele havia pensado.
Ele esfregou o rosto algumas vezes com as palmas secas e tirou o celular. Caso o pior acontecesse, ele enviou todo o dinheiro que havia economizado para sua Tia e então rapidamente fez uma ligação.
Mas sua Tia, assim como de manhã, permaneceu inatingível. Seu Tio e Do-yeon também não estavam atendendo os celulares.
Será que eles foram trabalhar mesmo sendo fim de semana? Dojin se perguntou, depois de repente ficou enjoado da própria impotência. Ele puxou a gola de sua camisa em frustração, depois forçou sua ansiedade para baixo e voltou à mansão onde Yoonyoung esperava.
* * *
Dojin fez sua jogada quando o sol começou a se pôr e a escuridão caiu. Para evitar despertar a suspeita das gêmeas, ele primeiro enviou guarda-costas para patrulhar a montanha e montar guarda. O Gerente Park, como se seu aviso da tarde fosse sem sentido, acenou com a mão e disse a eles para se divertirem.
Cada um deles recebeu um walkie-talkie. Embora todos em Bump já soubessem que Yoonyoung morava numa mansão magnífica, eles omitiram os fones de ouvido dos walkie-talkies para minimizar a exposição.
Ao contrário das preocupações de Dojin, Kim Seok-ju não se ofereceu. Ele disse ao Gerente Song para cuidar disso e agiu como se não tivesse interesse em para onde eles iam. Assim, todo o pessoal enviado eram guarda-costas sob o comando do Gerente Song. Isso era um alívio.
— Obrigada por vir com a gente, oppa. Sinceramente, achei que você não fosse ligar.
Yunae sorriu radiante e expressou sua gratidão enquanto se encontravam na entrada e subiam a montanha juntos. Segurando as grandes lanternas que Dojin havia distribuído, eles seguiam em direção à casa abandonada. Miju, que vinha bem atrás, fez uma careta e resmungou para Dojin.
— Ah, oppa! Achei que você não fosse ligar, estava tão decepcionada.
— Se você está com tanto medo, vá pra casa, sua covarde.
— Quem disse que eu estava com medo?
— Então venha quietinha. Ah, é. Sabe de uma coisa? Dizem que se você fica falando sozinha, os fantasmas acham que você está falando com eles. Pode ter um bem atrás de você agora.
— Ei!
Miju de repente acelerou de trás e correu em direção a Yunae. Yunae deu risadinhas e fugiu de Miju, e no processo, Dojin e Yoonyoung ficaram sozinhos. Yoonyoung, que estivera em silêncio o tempo todo desde que começaram, sussurrou assim que as garotas ficaram longe o suficiente.
— Senhor, tem algo errado?
— Como é? Por que a pergunta?
— Você parece pra baixo desde a hora do almoço.
Parecia que ele não conseguia deixar de demonstrar. Dojin nem confirmou nem negou, apenas cruzando o olhar com Yoonyoung.
Os olhos castanhos, que claramente estiveram observando só a ele, seguravam silenciosamente o reflexo de Dojin. Olhar para Yoonyoung, que olhava para ele com o pôr do sol às costas, revirava seu coração. Era tão sincero e terno que era difícil de suportar.
Para onde eu iria, deixando você para trás? Você não é o único que precisa de mim. Eu preciso de você, também.
Se o ambiente era tal que ele tinha que proteger Yoonyoung mesmo ao custo da própria vida, então Dojin queria ainda mais não deixar Yoonyoung sozinho num lugar tão assustador. Ele amava e prezava Do-yeon, mas assim como Do-yeon dissera, o que Dojin queria fazer era estar ao lado de Yoonyoung.
…Eu não tenho escolha a não ser pedir descaradamente ao meu Tio e à minha Tia para cuidarem da Do-yeon.
Ele estava preocupado com sua Tia, que ainda estava incomunicável, mas se chegasse a esse ponto, ele poderia terminar a experiência da casa abandonada e depois pedir permissão ao Gerente Park para ir para casa por um tempo. Se ele pedisse sob o pretexto de acertar seus assuntos, ele provavelmente teria essa permissão.
— Nada está errado, então não se preocupe. Eu só estava com algo na cabeça.
— É algo que você não pode me contar?
— Não é isso, é só que eu não consigo entrar em contato com a minha Tia. Estou preocupado que algo possa ter acontecido com a Do-yeon. Eu não ouvi nada em particular, mas…
Não havia necessidade de mencionar sua conversa com o Gerente Park, e falar sobre o rato só alimentaria a ansiedade de Yoonyoung, então ele omitiu isso. Fingir que não havia absolutamente nada de errado seria enganar Yoonyoung, então Dojin compartilhou um breve fato.
Diante da menção do nome de Do-yeon, a expressão de Yoonyoung se ensombreceu. Ele perguntou numa voz misturada com culpa e ansiedade.
— …Então, você não pode ficar aqui?
Nuvens escuras rapidamente se juntaram sobre o rosto de Yoonyoung, que estivera empolgado por dias. Era impressionante como ele havia conseguido esconder aquilo até agora. Embora sua estrutura tivesse mudado para a de um homem adulto e ele tivesse um ar mais másculo, seus olhos ainda juvenis estavam cheios de desespero. Dojin, que o observava quieto, soltou uma risada suave.
— Não, eu já te falei que vou ficar aqui. Consegui a permissão da Do-yeon, também.
Diante disso, a tez de Yoonyoung clareou novamente. Mas talvez se sentindo culpado por estar feliz demais, ele resmungou baixinho.
— Sua irmã vai me odiar por roubar você, não vai?
Que garoto bom. Até se preocupar com a Do-yeon. Como ele podia achar que Dojin o deixaria quando estava sendo fofo assim?
— Não. A Do-yeon não é assim.
— É verdade. Já que ela é sua irmã, ela provavelmente é gentil.
Yoonyoung rapidamente afirmou as palavras de Dojin, depois hesitou antes de cautelosamente confessar.
— …Sabe, eu sei que estou sendo egoísta. Você só está ficando porque eu estou insistindo, mesmo que você tenha a sua própria situação.
Yoonyoung explicou com olhos culpados, como se aquela parte estivesse pesando em sua mente. Dojin o escutou quieto.
— Então… eu vou te tratar melhor.
Uma conclusão tímida foi alcançada. Ouvindo o sussurro baixo de Yoonyoung, Dojin sorriu. A inquietação de sua conversa com o Gerente Park pareceu se lavar, e ele encontrou paz conversando com Yoonyoung.
— Quem fica só porque insistem? Eu estou ficando porque quero. O Sa-yoonnim nem come sem mim. Como é que eu poderia deixar um bebê desses?
— …É.
Yoonyoung não negou o apelido constrangedor e apenas assentiu. Yoonyoung, que agia de forma infantil quando precisava, era tão adorável.
Uma vez reconhecidos, seus sentimentos eram difíceis de controlar. Seu coração batia impotente, tornando difícil falar. Sua garganta parecia apertada, e ele achou que sua voz poderia tremer.
— Eu vou te proteger não importa o quê. Eu vou estar sempre ao seu lado, Sa-yoonnim, então não se preocupe.
— Você promete?
— Sim. Você não sabe que eu sou bom em cumprir promessas? Eu te levei ao mercado, não foi?
— …É verdade.
Finalmente, uma sensação de alívio se assentou nos olhos de Yoonyoung. Seus lábios se suavizaram numa curva gentil enquanto ele fitava Dojin sem parar. Seus olhares entrelaçados fizeram seu rosto queimar, mas era tão arrebatadoramente bom que Dojin também não conseguiu desviar os olhos.
Era uma cena onírica. O cabelo castanho esvoaçante de Yoonyoung e seus belos olhos, que ele nunca se cansava de olhar, combinavam tão perfeitamente com o céu do pôr do sol. O vento que havia começado a soprar com a chegada da noite fez as folhas farfalharem acima de suas cabeças, e o vívido cheiro de verão que ele inalou naquele momento fez seu coração disparar.
Enquanto trocavam olhares incontáveis vezes, absorvendo apenas um ao outro, um certo anseio fez cócegas em seus lábios. Ele podia ver Yoonyoung, que encarava atentamente o rosto de Dojin, cerrar o maxilar enquanto seus cílios tremiam finamente.
Sem que nenhum dos dois fizesse o primeiro movimento, seus olhos caíram nos lábios um do outro. Foi Yoonyoung quem se moveu primeiro. Seus lábios se entreabrindo ligeiramente, Yoonyoung baixou a cabeça com um ar extremamente nervoso. Seus rostos, que estavam a uma distância moderada, lentamente se aproximaram.
Isso é…
Dojin, que estivera observando Yoonyoung se aproximar como que hipnotizado, de repente caiu em si. Bem no fundo de seu coração, um desejo de fingir não perceber e simplesmente beijá-lo estava surgindo, mas uma vez que abrisse aquela porta, seria difícil se conter depois.
Eu não posso me tornar o desgraçado maluco que abusou do jovem mestre menor de idade sob meus cuidados. Dojin decidiu se controlar firmemente. Cortando decisivamente seu desejo remanescente, ele virou a cabeça bruscamente.
— O sol tá quase se pondo, então vamos indo? A Miju e a Yunae devem estar esperando.
Virando o corpo sem jeito, Dojin caminhou a passos largos à frente de Yoonyoung. Yoonyoung, que estivera se aproximando de Dojin, virou a cabeça bruscamente e o chamou emburrado.
— Senhor?
— Vamos, Sa-yoonnim.
— …Por que você fez aquilo agora há pouco?
— Fiz o quê?
— Por que você… começou, e depois parou.
— Comecei o quê?
Quando ele fingiu ignorância e deu uma olhada para trás, os olhos de Yoonyoung estavam cheios de indignação. Ele parecia tão decepcionado e injustiçado que até franziu as sobrancelhas e mordeu o lábio com força.
Mas ele também parecia constrangido. O fato de que ele não conseguia se forçar a dizer a palavra “beijo” só mostrava que ele era um garoto, um garoto.
— Vocês dois, andem logo! Por que vocês são tão lentos, gente de perna comprida!
Miju e Yunae tinham um talento para salvar Dojin de momentos difíceis. Incapaz de superar sua decepção, Yoonyoung, que estivera à beira das lágrimas, encarou as duas com ressentimento. Para escapar de Yoonyoung, que continuava testando-o, Dojin deliberadamente apressou o passo.
Yoonyoung, que estivera ali parado desolado, cerrou os dentes e alcançou Dojin. Algumas passadas de suas longas pernas fecharam a distância entre eles. Tendo o alcançado com uma velocidade temível, Yoonyoung estendeu a mão e agarrou as pontas dos dedos de Dojin. Foi um gesto cheio de indignação.
— Então eu só vou segurar sua mão.
— Haha, as crianças estão olhando… Você está de boa com elas te provocando por ser medroso?
— Sim.
Achando sua resposta teimosa e recusa em soltar fofas, Dojin decidiu ir na onda. Ele também se sentiu sentido ao ver aquele rosto cheio de indignação, então agiu como se a sensação enlouquecedoramente cocegante que se espalhava das pontas de seus dedos não fosse nada. Não era a primeira vez que eles davam as mãos, mas com Yoonyoung, até um toque simples como aquele o fazia tremer. Era um caso sério.
— É ali, oppa.
Quando Yoonyoung e Dojin finalmente as alcançaram, Yunae apontou para um matagal de arbustos. O sol estava se pondo rápido, então não era claramente visível, mas assim como haviam ouvido, havia uma casa abandonada. Uma pequena trilha havia sido gasta nos arbustos, como se pessoas tivessem ido e vindo com frequência. Parecia que chegar lá não seria problema.
— Certo, vamos. A gente deveria descer antes que fique escuro demais. Eu vou primeiro.
Dojin decidiu tomar a dianteira. Embora Kim Seok-ju supostamente tivesse verificado o interior, não dava para confiar nele. Era o mesmo mesmo que o Gerente Song e os membros da equipe, que haviam chegado antes e se posicionado, tivessem lhe dito por telefone que não havia nenhum problema específico.
Ainda segurando a mão de Dojin, Yoonyoung trotava atrás dele. Miju, que estivera observando-os entrar, podia ser ouvida sussurrando de trás.
— Ei, Cha Yunae. Segura minha mão também.
— Pfft.
— Por favor… Estou morrendo de medo.
— Tá.
Tendo chegado até ali, seu espírito de luta havia se enfraquecido, deixando apenas o medo, e Miju fez seu pedido honestamente. E assim, emparelhados de dois em dois, eles seguiram para a casa abandonada.
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Continua… ⌒♡*:・..
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✦ Tradução, revisão e Raws: Bella donna&Faby&Othello