Capítulo 36
Capítulo 2 – Parte 9 。°✩°。⌒♡*:・
Se perguntando do que se tratava aquilo, Dojin espiou ligeiramente para observar a cena. Então viu Yoonyoung, escondido entre os guardas. Ele estava sentado na soleira do portão principal com os braços apoiados nos joelhos, e os guardas, incapazes de simplesmente deixá-lo, rondavam ao seu redor.
— Sa-yoonnim!
Por que ele está fazendo isso aqui em vez de dentro de casa? Horrorizado, Dojin apressadamente o chamou e correu até ele.
Como se por sinal, Yoonyoung, que estivera sentado com as longas pernas encolhidas observando a aproximação de Dojin, reagiu ao chamado. Um beicinho de desagrado apareceu em seu belo rosto pálido, e ele se levantou de um salto.
— Você está atrasado.
— É por isso que você estava esperando? Está calor, por que você não estava dentro de casa?
— Você está dez minutos atrasado.
Yoonyoung pontualmente bateu no relógio de pulso e soletrou. Ele havia pensado que talvez esperasse, mas nunca imaginara que ele estaria fazendo isso. Dojin lançou um olhar de desculpas aos guardas.
Quando Yoonyoung finalmente se levantou e entrou, os guardas também se dispersaram. Dojin rapidamente o seguiu pelo portão principal e sussurrou baixo para Yoonyoung.
— Por que você estava sentado no chão sujo?
— …Eu estava esperando, e você não vinha.
— Desculpa. Eu estava no telefone com a Do-yeon e me atrasei um pouco.
Diante da menção de Do-yeon, Yoonyoung parou onde estava. Dojin, que também havia parado de andar, olhou para ele. Os lábios de Yoonyoung se contraíram. Seu rosto, que parecia inexpressivo, mostrava sinais de nervosismo quando observado mais de perto. Ele estudou o rosto de Dojin com atenção e perguntou numa voz baixa.
— …Ela disse que estava tudo bem você ficar aqui?
Dojin não pôde deixar de rir. Se ele estava tão constrangido, não dava nem para pensar em provocá-lo, quanto mais em prolongar aquilo. Não com o garoto que estivera sentado no portão principal feito uma criança, esperando por ele.
— Sim, ela disse que está tudo bem.
— …É.
Yoonyoung sorriu encabulado e abaixou bem a cabeça. Vendo os cantos de sua boca se erguerem suavemente, parecia que ele estava incrivelmente feliz, mas tentando esconder.
— Que alívio.
— Então, por favor, me perdoe por estar atrasado hoje.
— Hmpf, vou deixar passar só por hoje.
Sei. Este era um garoto que jamais conseguiria fazer algo que outra pessoa não gostasse. Dojin observou Yoonyoung com um olhar carinhoso, depois de repente seguiu um impulso. Fazia um tempo que ele não via o alto fofo de sua cabeça, já que Yoonyoung havia ficado mais alto que ele, mas agora, graças à sua cabeça abaixada, o topo fofo de sua cabeça estava visível, como que pedindo para ser afagado.
Seguindo o desejo de tocar o cabelo castanho e macio, Dojin estendeu a mão. Ele gentilmente acariciou seu cabelo para que o garoto sensível não se assustasse e fugisse, e Yoonyoung espiou para cima só com os olhos. Dojin sorriu largamente para Yoonyoung, que o observava, piscando seus longos cílios.
— Bom menino, Yoonyoung.
Ele havia dito aquilo esperando totalmente que ele pulasse e protestasse, já que odiava ser tratado como bebê, mas a reação de Yoonyoung foi diferente do que ele esperava. Ele na verdade abaixou mais a cabeça para Dojin e murmurou suavemente.
— Me afague mais. É gostoso.
Agora era a vez de Dojin ficar atrapalhado. Ele estremeceu diante do movimento de Yoonyoung se esfregando contra sua palma, pedindo mais. Ele costumava se eriçar sempre que era tocado, mas em algum momento, ele havia começado a enrolar Dojin no dedo. De repente consciente da sensação macia se esfregando contra sua palma, ele puxou a mão para trás.
— Não quero. Acho que você não lavou o cabelo, Sa-yoonnim.
Diante das palavras que estragaram o clima, Yoonyoung ergueu a cabeça de súbito. Franzindo a testa, ele protestou como se genuinamente injustiçado.
— Por que você diria isso? Estraga-prazeres total.
— Claro que foi uma piada. Você acreditou nisso?
— Eu sou muito mais limpo do que você, velho. Eu vi você ir dormir sem se lavar depois de beber daquela vez.
— Uau, você só percebeu isso agora? Eu sou incrivelmente sujo.
Yoonyoung fez beicinho e passou por Dojin. Apressando-se para segui-lo, Dojin mal conseguiu acalmar seu coração assustado. Esse garoto estava ficando cada vez mais parecido com uma raposa, constantemente fazendo coisas que eram ruins para o coração de Dojin nos momentos mais inesperados.
Ele não podia se deixar abalar de forma constrangedora por um garoto tão jovem. Apostando seu orgulho de mais velho, Dojin queria manter a compostura.
— Sa-yoonnim, Sa-yoonnim, você está de mau humor?
— Sim.
— Eu não vou fazer piadas assim de novo. Desculpa, então vamos fazer o que você quiser fazer hoje.
O mau humor de Yoonyoung nunca durava mais que alguns segundos. Assim que Dojin rapidamente o alcançou e o apaziguou, Yoonyoung diminuiu o passo. Quando Dojin ficou de pé à frente dele no jardim e sorriu largamente, a expressão de Yoonyoung finalmente cedeu.
— O que eu quiser fazer?
— Sim. A gente foi ao vale da última vez porque outras pessoas queriam, então agora vamos fazer o que você quer fazer, Sa-yoonnim.
— Então a gente devia sair pra algum lugar de novo?
Dojin assentiu. Já que ele era um garoto que ficava sempre dentro de casa, sair parecia uma ideia muito melhor. O único problema era que não havia realmente nenhum lugar para ir.
Ele achava que Yoonyoung recusaria o vale por causa do que aconteceu da última vez, e depois disso… talvez uma trilha? Eles não podiam exatamente brincar numa comporta de arrozal.
— Sa-yoonnim, você gosta de trilha?
Yoonyoung fez uma cara que dizia que ele não sabia direito. Bem, fazia sentido. Para alguém da idade dele, trilha era em sua maioria algo que você era obrigado a fazer durante atividades em grupo. O próprio Dojin gostava disso à sua maneira, tendo passado muito tempo com adultos, mas…
— Você sabe que a gente não precisa se forçar a sair, Sa-yoonnim. Brincar em casa também está bom.
— Mas… eu sinto que você fica entediado já que a gente está sempre em casa.
— Eu fico feliz só de estar no mesmo espaço que você, Sa-yoonnim.
Dojin disse, piscando um olho. Yoonyoung, que estivera continuando sua explicação, entreabriu a boca, depois sua testa franziu bruscamente. Dojin sentiu-se um pouco sem jeito diante da rejeição intensa. Que fique claro, aquela piscadela nunca havia falhado com as senhoras de meia-idade…
— Por que você, de repente, está agindo todo fofo.
— Como é?
Yoonyoung virou a cabeça com uma testa profundamente franzida. Ele ergueu uma mão para cobrir a boca e murmurou numa voz extremamente irritada.
— É irritante porque você parece tão treinado… Você fez isso com outras pessoas também?
Agora ele viu que não era uma rejeição, mas constrangimento. Diante da reação excessivamente fofa de Yoonyoung, o pescoço de Dojin ruborizou ligeiramente, e ele forçou uma piada para impedir que a atmosfera ficasse estranha demais.
— …Eu já fiz umas boas moças e rapazes chorarem. Uma piscadela dessas e o serviço é por conta da casa!
— Promíscuo.
— Ei, é uma piada.
Como ele havia dito a Do-yeon, ele não tinha nenhuma intenção de fazer nada com Yoonyoung. Embora eles tivessem vislumbrado os sentimentos um do outro, não seria certo criar uma atmosfera estranha com um garoto que ainda não era adulto. Antes que Yoonyoung pudesse fazer algo, Dojin rapidamente mudou de assunto.
— Então vamos perguntar à Madame Ju. A gente só jogou gonggi porque a Madame Ju nos deu.
Depois de sua última conversa com Dojin, a Madame Ju havia mudado de atitude, ainda que não abertamente. Ela falou com Yoonyoung mais algumas vezes, e não pareceu se importar mesmo quando Yoonyoung não respondia. Ela também estava se esforçando mais para mudar o cardápio, como que querendo encontrar algo que Yoonyoung comesse bem.
Talvez sentindo aquele esforço, Yoonyoung assentiu diante das palavras de Dojin. Ele estudou seu rosto com atenção, mas estava calmo, então não parecia que ele estava se forçando.
Isso mesmo. As pessoas podem mudar.
Era difícil mudar facilmente devido a tendências de uma vida inteira, mas Dojin achava que deveria pelo menos respeitar o esforço de mudar.
Eu deveria estar agindo assim com o Kim Seok-ju também…
Por mais que ele tentasse vê-lo com bons olhos, havia algo arrepiante em Kim Seok-ju.
Era porque sua animosidade em relação a Kim Seok-ju era maior do que seus sentimentos em relação à Madame Ju? Talvez fosse preconceito, mas as coisas que ele fazia continuavam dando nos nervos dele. O jeito como ele havia sorrido de forma significativa para ele no vale, e seus movimentos suspeitos, sumindo o dia todo.
O problema era que não havia um bom motivo para achar defeito em Kim Seok-ju. Era irracional condenar uma pessoa com base em sentimentos pessoais.
No fim, Dojin pôs de lado sua inquietação e entrou na mansão. A casa estava cheia de um aroma apetitoso, como se os preparativos do café da manhã já estivessem completos.
Do problema da Do-yeon de manhã aos seus sentimentos sobre Kim Seok-ju, ele estava surpreendentemente cansado, então Dojin clareou a mente por um momento. Durante o tempo que passara pensando apenas em Yoonyoung, a realidade não havia parecido tão concreta. Seu coração estivera complicado, mas aqueles haviam sido momentos oníricos.
Dojin olhou ao redor da mansão enquanto subia as escadas. Ele havia se acostumado com aquela casa enorme.
Aconteceu naturalmente depois de ir e vir todos os dias por dois meses. Diferente de antes, quando era difícil até pôr o pé dentro, ao menos sua relutância havia diminuído. Embora ele ainda achasse que era um mundo à parte do seu.
— Dojin, você chegou? Sente-se e faça sua refeição.
— Bom dia. A senhora já comeu?
— Eu sempre belisco umas coisas enquanto cozinho, então não se preocupe comigo.
A Madame Ju sorriu radiante, satisfeita por Dojin ter perguntado. A mesa estava diferente hoje, como se ela quisesse experimentar algo novo. A mulher que geralmente preparava principalmente comida coreana havia posto omurice feito com ovos e uma salada.
Curioso com a combinação incomum, Dojin olhou primeiro para Yoonyoung. Para Dojin, que comia o que lhe davam, o cardápio não tinha importância, mas Yoonyoung era diferente. Ele era exigente com a comida e não parecia gostar de nada em particular, então ele se perguntou se ele gostaria.
Yoonyoung, sentado à mesa, encarou o omurice e então, surpreendentemente, pegou sua colher. Era enternecedor ver o garoto, que tinha especialmente pouco apetite de manhã, tomar a iniciativa.
Consciente de Dojin e da Madame Ju o observando com olhos expectantes, Yoonyoung deu uma olhada neles e então pegou uma colherada. O omurice fofinho, moldado de ovos batidos, desapareceu na boca de Yoonyoung.
— …Está gostoso.
Não era piada; Yoonyoung não largou sua colher. A Madame Ju perguntou de volta, surpresa.
— Agrada o seu paladar? Eu sempre fiz comida coreana, então experimentei algo novo desta vez.
— Sim, está delicioso.
— Ai, que maravilha.
Diante da voz feliz da Madame Ju, os cantos da boca de Yoonyoung se suavizaram ligeiramente. Vendo Yoonyoung, que não tinha para onde se virar, mudando pouco a pouco, o coração de Dojin também se tranquilizou.
Dojin imediatamente se sentou também, e o café da manhã começou. Ou assim parecia. Mas Yoonyoung, que estivera mexendo com a colher, olhou na direção de onde a Madame Ju estava e fez uma sugestão inesperada.
— …A senhora gostaria de comer com a gente? A comida não fica gostosa quando esfria.
Yoonyoung apontou para uma cadeira vazia, repetindo uma frase que Dojin usava feito hábito. No começo, a Madame Ju nem percebeu que a sugestão era para ela, mas quando Dojin olhou para ela, seus olhos se arregalaram e ela perguntou de volta.
— Está falando comigo, Sa-yoonnim?
— Sim.
— Nossa, o que o senhor está dizendo? Como eu poderia comer na mesma mesa?
— Não faz diferença nenhuma, faz?
Yoonyoung realmente parecia não se importar, e Dojin rapidamente assentiu, concordando. Ele mesmo era um empregado comendo com eles, então por que a Madame Ju não poderia? Na verdade, era mais incômodo ter a senhora idosa ali parada sozinha.
Diante disso, a Madame Ju, embora sem saber onde se enfiar, lentamente se sentou na cadeira. Ao contrário de seus movimentos hesitantes, seu rosto enrugado estava cheio de alegria. Dojin observou a cena com o coração aquecido e empurrou sua porção do omurice em direção à Madame Ju.
— Coma isto. Qual é o sentido de fazer se a senhora nem chega a provar?
— Não, não. Eu fiz isso pra você, Dojin.
— Estou bem só com arroz branco.
— …Divida o meu.
Então Yoonyoung ofereceu seu prato. A Madame Ju repetidamente cobriu o rosto, atrapalhada com os acontecimentos que se desenrolavam ao seu redor, mas quando Yoonyoung e Dojin começaram a dividir a comida, ela finalmente começou a comer.
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Continua… ⌒♡*:・..
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✦ Tradução, revisão e Raws: Bella donna&Faby&Othello