Capítulo 28
Capítulo 2 – Parte 1 。°✩°。⌒♡*:・
Como se o próprio céu tivesse se cansado da longa, longa onda de calor, começara a chover alguns dias atrás.
Estava nublado desde que ele abrira os olhos e, logo, toda Bump ficou coberta pela água da chuva. As árvores, agora de um verde profundo, curvavam suas cabeças sob o aguaceiro, e os arrozais estavam cheios até a borda de água. O reservatório, que vinha se esvaziando há um tempo, também estava cheio.
Diferente de Seul, que não passava de sombrios prédios cinzentos, a estação chuvosa em Bump, repleta de vegetação em todas as direções, tinha certo charme. Ao ouvir o som das gotas de chuva respingando nas folhas, o tempo passado dentro de casa não era tão ruim. Enquanto o calor que se enfurecera durante todo o verão diminuía brevemente, Dojin também passou um tempo tranquilo pela primeira vez em um bom tempo.
Quando será que ele vai voltar…
Dojin, que estivera cuidando da terra do jardim, de repente ergueu a cabeça para olhar a janela. A pequena janela do terceiro andar estava escura há dias.
Encarando distraidamente o quarto vazio e sem dono, Dojin lentamente baixou o olhar. Sem ninguém para servir, ele deveria se sentir à vontade, mas por algum motivo, aquilo continuava pesando em sua mente.
A Madame Ju, dizendo que não havia nada para fazer com o Sa-yoonnim fora, cuidava das três refeições diárias de Dojin, e o Gerente Park também lhe dissera para ir e vir como quisesse. A mansão, deixada com pessoas de posição semelhante e sem superiores, tinha uma atmosfera bastante despreocupada, mas só Dojin não estava aproveitando isso particularmente.
Mesmo que nada realmente tivesse mudado, Dojin ficou entediado o tempo todo. Conversar com Do-yeon pelo telefone era divertido, pelo menos, mas ele já não esperava ansiosamente pelas ligações com ela como antes.
A comida não estava tão gostosa quanto antes, e mesmo com mais tempo para ficar no celular, não era divertido…
Dojin forçou o olhar para longe da janela e começou a cavar. A chuva forte de anteontem havia levado embora a terra do jardim, e ele estava trabalhando para repô-la. Com a pessoa a ser protegida ausente, os subordinados não tinham nada de específico para fazer.
Gotas de chuva caindo do capuz de sua capa pingavam em suas botas. Dojin trabalhou por cerca de uma hora, reprimindo o olhar que insistia em vagar para a janela do terceiro andar.
Yoonyoung tinha ido para Seul. Foi dois dias depois de terem aplicado a tintura de balsamina, o dia em que a altura de Yoonyoung ultrapassou a de Dojin. Dojin, que chegara à mansão como de costume, percebeu que o nível dos olhos de Yoonyoung agora estava ligeiramente mais alto que o seu. Quando ele mencionou isso, sentindo-se orgulhoso, Yoonyoung respondera como um velho, dizendo que seus joelhos estavam doendo a noite toda.
Yoonyoung nem se importou com a piada do Gerente Park sobre o que havia em suas unhas. Embora não demonstrasse abertamente, um sutil ar de satisfação transpareceu em seu rosto, e o coração de Dojin também disparava toda vez que ele via as unhas. Vê-lo satisfeito em vez de constrangido era bom.
Talvez fosse por isso que seu olhar sempre ia primeiro para as unhas de Yoonyoung sempre que o via. Depois de dois dias, a cor laranja que manchara suas pontas dos dedos havia desbotado bastante, e agora só suas unhas tinham um bonito tom carmim.
Então, Yoonyoung foi convocado. Parecia que o presidente o havia chamado, talvez tendo ouvido relatos de que sua saúde havia melhorado significativamente. Essa informação veio da Madame Ju, não do Gerente Park.
Yoonyoung estava muito relutante em ir, mas não reclamou. Ele partira com um único “Já volto”, e Dojin não o via há quase uma semana desde então.
— Dojin-ssi, entre. Todos já foram chamados para o almoço, então venha comer um bife empanado.
— Ah, obrigado.
Mesmo ouvindo sobre seu acompanhamento de carne favorito, Dojin não estava particularmente com fome. Ele não comia nada desde o jantar da noite anterior, então deveria estar faminto, mas era estranho.
Ao entrar na mansão, ele viu o Gerente Song e Kim Seok-ju. Ao ficar cara a cara com Kim Seok-ju, quem ele não via há um tempo, justo naquele lugar, Dojin não conseguiu controlar a expressão. Apesar de franzir a testa no instante em que o viu, Kim Seok-ju, ao contrário de suas expectativas, acenou para que ele se aproximasse.
— Ei, venha se sentar.
Depois de ter sido designado para patrulhar a mansão e fazer outros serviços variados, Dojin não esbarrava em Kim Seok-ju há um bom tempo. Fosse porque o Gerente Park havia cuidado disso ou porque seus horários de trabalho tinham mudado, o mês em que ele não vira aquela cara fora surpreendentemente pacífico.
Dojin odiava Seok-ju, pois era um oponente com quem ele havia brigado como se fosse para matar, e conhecia sua personalidade de merda. Quando ele não se deu ao trabalho de esconder seu desconforto, o homem deu um sorriso largo.
— Seu moleque, quanto tempo faz aquela briga pra você ficar fazendo essa cara? A gente vai se ver por mais de um mês de qualquer jeito, então para de agir feito um Ômega e vem sentar. O jeon tá esfriando.
— Dojin-ssi, venha comer.
Com até o Gerente Song gesticulando para que ele se aproximasse, Dojin não teve escolha a não ser se sentar. A Madame Ju também se sentou ao lado de Dojin, e os quatro almoçaram tarde.
Aquele desgraçado, o que ele está tramando?
Dojin havia começado a trabalhar desde jovem, então sabia muito bem como eram os caras como Kim Seok-ju. Lixos que não conseguiam controlar a raiva e frequentemente quebravam coisas e batiam nas pessoas. Escória que não hesitava em bater nos fracos, se rebaixava diante dos fortes, depois os xingava pelas costas e descontava a raiva em outro lugar.
Havia muitos desse tipo entre os caras que malhavam. Desgraçados que achavam que a força era tudo no mundo, que agiam por instinto de acordo com a lei da selva.
Para ser sincero, mesmo que não tivessem brigado, Dojin teria antipatizado com Seok-ju. Ver o jeito como ele tratava Yoonyoung só confirmou que era inevitável.
— Estou curioso por que você está agindo assim de repente. Naquela época, você avançou pra cima de mim como se quisesse me matar, mesmo com o Gerente Park-nim mandando você parar.
Apesar da saudação amigável de Seok-ju, Dojin permaneceu em guarda, e o Gerente Song, que estava ao seu lado, interveio rapidamente.
— Calma, calma, todos nós trabalhamos no mesmo lugar, vamos evitar brigas. O Seok-ju-ssi refletiu bastante. Ele até veio até mim primeiro e agiu de forma amigável.
Era tão fora do feitio de Seok-ju que Dojin franziu a testa. Era estranho que o cara que costumava desprezar e ignorar o Gerente Song se desse ao trabalho de agir de forma amigável.
No entanto, fosse Kim Seok-ju realmente tivesse mudado ou houvesse um motivo maior, ele não se irritou com as palavras de Dojin e apenas deu de ombros.
— Eu caí em mim depois de ouvir o Hyeon-bae-hyungnim. Me acostumei a servir o jovem mestre mais velho e não conseguia entender qual era o meu lugar. Como o hyungnim disse, não vou achar um lugar melhor do que aqui. Ele disse que eu seria demitido na hora se causasse problema, então tô tentando ser obediente. Então pega leve comigo.
Ele não gostou do jeito que já estava falando informalmente com ele quando nem se conheciam direito, mas Dojin decidiu não fazer disso um problema. Pelo bem do Gerente Song, ao menos por enquanto, parecia ser a coisa certa a fazer.
— Sim, entendo.
— Foi mal. Toma um gole.
Pedindo desculpas primeiro, Seok-ju pegou a chaleira de latão sobre a mesa. Parecia ser makgeolli.
O Gerente Song pegou um copo de latão e o entregou a ele, e Dojin relutantemente aceitou uma dose. O líquido branco leitoso e espesso escorreu para dentro do copo.
— Ai, me dá um copo também.
— Claro, Imo. Por favor, tome um pouco.
— É bom te ver se dando bem com as pessoas, Seok-ju-ssi. Tente controlar esse seu gênio. É perturbador quando você se machuca.
— Viu? A Imo é a única que pensa em mim. Quando eu ficar rico, não vou esquecer de cuidar da senhora.
— Você parece ter se animado bastante depois de ir a Seul escoltar o Sa-yoonnim, não é? Tomar um ar deve ser muito melhor.
— Como a senhora sabia disso? A nossa Madame Ju é uma bela de uma informante, não é?
— Que informante que nada? Só sei porque vi você saindo naquela manhã. Achei que você voltaria com o Sa-yoonnim, então me surpreendi que você voltou primeiro.
— Aah, o que é que um Lacaio como eu ia fazer lá? Só o Hyeon-bae-hyungnim está lá. Eu? Só me diverti um pouco e voltei.
Por algum motivo, Seok-ju parecia estar de bom humor. Ele serviu um copo para a Madame Ju, depois para o Gerente Song, e por fim encheu o seu próprio.
Ele parecia excessivamente alegre, e Dojin ponderou sobre que “diversão” ele estava falando, depois desistiu. Provavelmente era algo que só ele acharia divertido e os outros achariam estranho.
— Tudo bem beber estando de serviço?
Sentindo-se sem jeito, Dojin perguntou ao Gerente Song. Diante disso, Seok-ju e o Gerente Song o repreenderam ao mesmo tempo.
— A gente tá de férias agora. O Sa-yoonnim não está aqui, e o time de segurança da casa principal em Seul está cuidando da guarda. A gente pode dar um tempo.
— O Sa-yoonnim é alguém que não liga nem um pouco pra esse tipo de coisa, então bebe sem preocupação. Dojin-dongsaeng.
Seok-ju agiu com intimidade, chamando-o de dongsaeng. Dojin, que não gostava de álcool desde o início e não era um bom bebedor, olhou sem jeito para os copos que tilintavam. Ele conseguia lidar com uma cerveja ou soju, mas makgeolli era seu veneno absoluto.
— Esse bife empanado está incrível, Madame Ju. O Dojin-ssi deve ser feliz comendo refeições assim todo dia.
— Nem me fale. Eu nunca desfrutei de um luxo desses nem quando servia o jovem mestre mais novo.
Seok-ju concordou, depois olhou para Dojin e sorriu com os olhos semicerrados.
— Vocês dois são bem próximos, hein? O Sa-yoonnim te leva pra todo lugar que vai, não é?
Dojin apenas deu de ombros. Ele não tinha particular vontade de falar sobre Yoonyoung com Seok-ju.
Ele sabia da última vez que Seok-ju havia ignorado Yoonyoung por muito tempo, e Yoonyoung também evitava abertamente Seok-ju. Ele não queria falar sobre Yoonyoung com uma pessoa dessas.
— Isso mesmo, o Sa-yoonnim gosta bastante do Dojin-ssi. Ele só come direito quando o Dojin-ssi está por perto.
— Nossa, é incrível que o Sa-yoonnim tenha se aberto com alguém.
Se todos vocês tivessem sido só um pouco mais gentis com ele, ele teria se aproximado de vocês há muito tempo. Dojin respondeu internamente com uma risada, “Haha.”
— Como vocês sabem, o Sa-yoonnim é muito gentil.
— É verdade… Teria sido ótimo se não fosse pela linhagem dele.
Quando a Madame Ju estava prestes a trazer à tona um assunto desconfortável, Dojin rapidamente mudou de assunto.
— Se estiver tudo bem para a senhora, Madame Ju, que tal irmos todos ao vale com o Sa-yoonnim? As crianças que vieram visitar esse bairro disseram que o vale é bonito. Por volta da época em que a chuva parar e o nível da água baixar.
— Ah, isso parece maravilhoso. O Sa-yoonnim provavelmente nunca fez nada assim. Seria como umas férias de verão.
— Será que o Gerente Park-nim vai permitir?
O Gerente Song, que estava escutando a conversa deles, ficou preocupado, e Seok-ju apontou para Dojin e exclamou em voz alta.
— Ele vai atender qualquer pedido do Dojin-dongsaeng. Não é?
— Não sei quanto a isso, mas é claro que a gente tem que pedir a permissão do Gerente Park-nim antes de prosseguir. A segurança é a maior questão.
— Por favor, façam isso. Está calor de qualquer jeito, então ir ao vale seria perfeito. A gente podia pelo menos molhar os pés e descansar um pouco.
Seok-ju estranhamente dava nos nervos dele, mas também agia de forma amável. Ainda assim, depois que Dojin mudou de assunto, todos ficaram absortos na conversa sobre o vale, ocupados discutindo o que preparar.
Tendo conseguido a permissão e alcançado seu objetivo, Dojin bebeu seu makgeolli em silêncio e comeu o bife empanado. Como resultado de manter a boca fechada e comer com afinco, ele estava bêbado sem perceber quando o almoço terminou.
O Gerente Song, que o achou começando a cochilar, deu uma risadinha e o deitou em algum lugar. Deitado no sofá da sala de estar, Dojin caiu num cochilo não planejado, sem nem saber exatamente onde estava.
Ele acordou à noite. Dojin, que havia adormecido como se tivesse desmaiado, arregalou os olhos, atormentado pela sede. Ele não havia bebido muito, mas sua cabeça estava latejando.
Makgeolli realmente não me cai bem… Xingando, ele tentou se levantar, mas uma voz veio de perto de sua cabeça.
— Durma mais. Você ainda cheira a álcool.
A voz de que ele sentira falta soou como num sonho em seus ouvidos. Dojin piscou na sala escura, perguntando-se distraidamente se estava sonhando. Os efeitos do álcool ainda não haviam passado, então era difícil pensar com clareza.
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Continua… ⌒♡*:・..
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✦ Tradução, revisão e Raws: Bella donna&Faby&Othello