Capítulo 04
ᥫ᭡. Capítulo 04
O homem que estava batendo em Dojin parou por um momento, como se não esperasse que ele fosse intervir. No entanto, não demonstrou nenhum sinal de concordância. Em vez disso, olhou para Yoon-young de cima a baixo, como se fosse um inseto irritante. Aquele era um olhar tolerante.
— Sayoon-nim, o senhor deveria ficar fora disso. Não, que Sayoon-nim que nada. Ei, foi você quem tornou isso um transtorno para todo mundo ao sair de casa. Isso não é da sua conta pra estar se metendo. Então fique quietinho antes que eu conte ao Presidente.
O homem de meia-idade que estivera parado ao lado de Yoon-young também pareceu concordar, caminhando lentamente para deter o rapaz.
— Sayoon-nim, vamos agora. Nós cuidamos das coisas por aqui.
— Fui eu que saí, então por que outra pessoa está apanhando? Ele não fez nada de errado. Não há necessidade de ir tão longe só porque eu saí um pouco de casa!
— Sayoon-nim.
O homem de meia-idade o chamou baixinho. Sua voz severa não continha preocupação, mas sim intimidação. Ao ouvir aquilo, o outro homem, achando que a situação estava mais ou menos sob controle, afastou a mão de Yoon-young com um tapa e agarrou Dojin pelo colarinho. Percebendo que estava prestes a ser arrastado para a trilha isolada da floresta, o Gerente Song o seguiu apressadamente.
— Senhor Kim Seokju, me desculpe. Ele ainda é jovem e cometeu um erro; não pode deixar passar só desta vez? Vou garantir que mantenha a rédea curta nos outros caras para que isso nunca mais aconteça. Então, se o senhor pudesse deixar por isso mesmo…
— Cale a boca, se não quiser morrer.
A paciência de Dojin acabou ali. Qual era o sentido de aguentar aquilo como um idiota se já estava demitido? Com tantos olhos observando, será que eles realmente o matariam? Por mais que fossem bandidos, matar alguém por algo tão trivial os tornaria verdadeiros imbecis. Não era como nos velhos tempos, em que as coisas podiam ser facilmente encobertas.
— Uau, ainda bem que me precavi ao falar com a senhora do mercadinho mais cedo.
De qualquer forma, seria difícil escapar de um vilarejo esquecido como aquele, então Dojin decidiu usar a cabeça primeiro. Diante de suas palavras afiadas, o homem desviou a atenção do Gerente Song. Não importava por qual ângulo se olhasse, ele era só um idiota esquentado.
— O que você acabou de dizer?
— Não pensei que vocês fossem espancar alguém assim por causa de uma coisa dessas. Mas, por via das dúvidas, disse a ela para avisar a polícia se eu não aparecesse amanhã e dei minhas informações pessoais.
Era uma mentira completa, mas Dojin blefou com toda a sua força. Felizmente, sua mentira funcionou. O homem de meia-idade, que até então era apenas como um espectador, suspirou irritado e deteve o homem chamado Kim Seokju.
— Seokju, já basta. Não cause um problema desnecessário, vamos só embora.
— Não, chefe. Esse desgraçado nos olha de cima como se não fôssemos nada. As pessoas que moram aqui são apenas alguns velhos. O senhor está me dizendo para recuar por medo disso?
O homem não demonstrou nenhum sinal de recuar, aparentemente enfurecido por ter sido contrariado. Ao tentar soltar a mão dele, Dojin ouviu um grito convulsivo e foi jogado no chão com brutalidade. Dizem que não há uma única pessoa sã entre os que dão socos, e aquele homem parecia ser o exemplo perfeito.
Como esperado, ele ergueu o enorme pé, mirando direto na cabeça de Dojin, como se não quisesse lhe dar tempo de desviar.
Vendo o movimento sem hesitação, Dojin sabia que poderia estar em apuros de verdade se fosse atingido. Ele poderia levar uma surra e deixar as coisas se acalmarem, mas não poderia simplesmente ficar deitado ali e se ferir gravemente. Sua amada irmãzinha o aguardava; não valia a pena arruinar sua vida por uma diária de 300 mil wones.
No fim das contas, Dojin decidiu agir. Apressadamente usou o antebraço para bloquear o pé que voava em direção à sua cabeça. Ignorando a dor que atravessou seu músculo e chegou ao osso, ele agarrou o pé que descia, pisoteando novamente. Enquanto Seokju, que murmurava um “porra”, perdia o equilíbrio, Dojin torceu o corpo para desviar e, então, se levantou instantaneamente e jogou o corpo contra ele.
— Eu disse pra parar!
Dizem que não há como vencer contra um grupo, mas, como tanto o Gerente Song quanto o homem de meia-idade pareciam estar só observando, Dojin julgou que era melhor conter a situação e correr.
Seokju foi empurrado com força e cambaleou para trás. Dojin correu atrás dele e acertou um golpe no queixo com o punho carregado. Tec, o som de carne colidindo ressoou alto enquanto ele caía. Como se nunca esperasse um contra-ataque, Kim Seokju gritou: “Seu maluco!”
Dojin se lançou para subjugar o berrante Seokju. Com um golpe de imobilização, ele prendeu o braço e o pescoço de Seokju com força. Enquanto Dojin pressionava impiedosamente para garantir que o braço de Seokju não escapasse, o corpo robusto do outro homem se contorcia. Gorgolejando, Seokju, que claramente não estava lutando à toa, resistia com todo o corpo, tentando se libertar.
Porém, os golpes de imobilização de Dojin eram famosos até entre lutadores profissionais. Sua força persistente e agarradora era formidável, e ele não abria mão de sua posição facilmente, nem mesmo diante de uma diferença de categoria de peso.
“Só nocauteá-lo e correr. Por ora, correr e pensar depois.”
Enquanto Dojin calculava friamente o tempo que levaria para estrangulá-lo até a inconsciência, algo frio tocou sua nuca. Sobressaltado, ele estremeceu, olhou para o pescoço e viu um pedaço de metal. A lâmina, reluzindo em azul, parecia ameaçadora o suficiente para perfurar carne facilmente à primeira vista. Definitivamente, não era algo que uma pessoa comum carregaria.
— Rapaz, você deveria ter parado quando eu estava sendo tolerante.
Com a lâmina tão próxima a ponto de perfurar sua garganta com o menor movimento, Dojin revirou os olhos para olhar quem falava. O homem de meia-idade que observava ao lado de Yoon-young agora estava parado ao seu lado, sorrindo.
— Gerente Song, é sua responsabilidade limpar essa bagunça.
— Ch-Chefe…
O rosto do Gerente Song estava branco, como se não pudesse imaginar que algo assim fosse acontecer. Era óbvio que ele queria sair dali imediatamente. Dojin sentia o mesmo. Ele também queria se afastar daqueles malucos desgraçados. “Sério, uma faca numa briga de socos!”
Aproveitando a pausa de Dojin, Seokju xingou e o empurrou para longe. A lâmina roçou o pescoço de Dojin com uma ferroada gélida, deixando uma linha vermelha. Uma dor aguda raspou pela sua nuca.
— Esse desgraçado é louco de verdade!
Seokju, incapaz de suportar o fato de ter sido subjugado, avançou num frenesi. Dojin decidiu que não poderia mais ficar ali e se impulsionou do chão para correr, mas Seokju o agarrou pelo tornozelo como um fantasma vingativo.
Perdendo o equilíbrio, Dojin rolou na terra. Os Feromônios de Seokju, que se erguia ferozmente, o inundaram primeiro e, ao mesmo tempo, uma sombra violenta caiu sobre ele. Num instante, um pesado pé estava diante de seu rosto.
“Ah, que droga.”
Ele teve o pressentimento visceral de que estava prestes a se machucar seriamente. Achando que não podia evitá-lo, instintivamente cobriu a cabeça. Porém, de repente, um arrepio gélido percorreu sua espinha. Era uma sensação estranha demais para ser apenas medo do que estava por vir, e os olhos de Dojin se arregalaram. Uma voz desolada ecoou acima de sua cabeça.
— Eu mandei parar.
Atordoado, ele ergueu o olhar e viu, acima de si, olhos cheios de fúria. Assim como viu durante o dia, aqueles olhos castanhos refletiam a luz e brilhavam em dourado. Era, sem dúvida, o rosto de Yoon-young, mas, de alguma forma, ele o sentia diferente. No momento em que o reconheceu, o ar ao redor deles ficou sufocantemente pesado.
— Hngh, ngh, ugh.
Ao perceber a mudança bizarra, Dojin também ouviu um som ofegante vindo de Seokju. O homem, com o torso grande curvado, tremia como se estivesse tendo uma convulsão, e o homem de meia-idade, parado ao seu lado, estava igual. Não eram só eles; Dojin, o Gerente Song, todos estavam sentindo a mesma coisa.
Ele nunca havia sentido uma sensação como aquela na vida.
Uma pressão, como se uma força invisível estivesse esmagando todo o seu corpo. O tipo de desesperança vaga que se sente ao encarar um oponente invencível numa luta estava agora ampliado dezenas de vezes, prendendo Dojin.
“O que está acontecendo? O que é isso…?”
O fato de que todos, exceto ele, também estarem agindo de forma estranha era bizarro.
Era só isso? A densidade do ar ficava cada vez mais espessa até se tornar difícil até mesmo respirar. Todo o seu corpo enrijeceu, e ele não conseguia se mover como queria. Era difícil até erguer um único dedo.
— Eu disse que ele não tinha nada a ver com isso. Você não consegue me ouvir? Por que é sempre assim?
Enquanto Dojin tentava de alguma forma compreender o fenômeno sem precedentes, o grito de Yoon-young alcançou seus ouvidos. Sua voz estava cheia de ressentimento. A agonia era tão intensa que era palpável para quem ouvia, como se ele estivesse prestes a perder a cabeça.
— Por favor, apenas pare!
Não se tratava do tom suave e baixo de um adolescente que havia acabado de sair da puberdade, mas de uma voz afiada que ele nunca havia ouvido antes e que se espalhava pelo ar. Ao mesmo tempo, os Feromônios que vagavam inquietos dentro dele começaram a irromper.
Suspiros de “ngh” ecoaram de todos os lados. As vias respiratórias de Dojin também se apertaram. Ele não sabia o princípio por trás daquele fenômeno, mas sentia que, se aquilo continuasse, algo insuportável aconteceria.
Como se reagissem às emoções de Yoon-young, todo tipo de agitação surgiu. Os Feromônios começaram a convulsionar erraticamente, atacando seus corpos. Sua mente virou mingau, e ele sentiu náuseas. Um pânico que tornava difícil erguer um dedo varreu Dojin.
Por fim, alguém foi o primeiro a mostrar uma reação anormal. Kim Seokju, que tremia violentamente, desabou no chão com um baque. Ao olhar para o rosto contorcido, Dojin viu espuma escorrendo do canto da boca. Ele era um desgraçado que o havia tratado como merda, mas vê-lo tendo uma convulsão o fez pensar que o cara podia realmente morrer.
Ele ainda não entendia, mas Dojin tinha certeza de que o garoto era quem estava causando aquela situação. Com todos, exceto Yoon-young, incapazes de se mover, não havia outra explicação. Se aquele babaca vivia ou morria, não era da conta de Dojin, mas um garoto como Yoon-young não devia se envolver em algo desagradável.
— Sayoon…nim.
Ele mal conseguiu forçar a voz para fora e chamá-lo. Diante disso, Yoon-young, que estava imerso em medo e raiva, teve um sobressalto, piscou e olhou para baixo, para Dojin.
Mal erguendo o rosto, que era uma bagunça do sangue de seu nariz, Dojin sussurrou:
— Já está tudo bem, então pare… Está tudo bem.
Ele se preocupou se suas palavras sussurradas, arrancadas com toda a sua força, chegariam a Yoon-young. Mal Dojin havia terminado de falar, uma mudança lenta começou. O ar pesado, que parecia pertencer a outra dimensão, se dissipou e voltou ao normal.
O poder sem forma que os pressionava desapareceu, e os Feromônios turbulentos se estabilizaram gradualmente. Seu corpo ainda tremia de ansiedade, mas ele se sentia muito mais vivo do que antes.
— Hngh, ngh…!
Assim que o ar mudou, o Gerente Song arfou em busca de fôlego e desabou. Depois de checá-lo, Dojin apressadamente checou Seokju. O corpo grande estava imóvel.
Dojin se moveu, quase rastejando no chão, para checar o pulso de Seokju. Quando tocou seu pescoço, pôde sentir seu pulso e percebeu que seu peito também subia e descia, ainda que fracamente.
“Ele não morreu, mas não sei em que estado está. Devo chamar uma ambulância?”
Ele remexeu no bolso, mas não conseguiu achar o celular, que devia ter caído durante o caos.
Ao se levantar cambaleante, Dojin procurou primeiro o homem de meia-idade que claramente estava no comando. Ele ainda estava parado ali, atordoado e segurando a faca. Dojin franziu a testa diante de sua aparência não muito normal, mas então o homem fez algo inesperado.
— Ó, oooh…!
Uma voz cheia de êxtase ecoou no ar. Dojin franziu o cenho diante da cena, que não combinava com a situação. Por um momento, ele até se perguntou se aquele cara havia enlouquecido. Mas o homem, alheio aos arredores, imediatamente correu até Yoon-young.
— Eu tinha minhas suspeitas, mas o que o médico disse era verdade! Haha, Sayoon-nim. Isso é maravilhoso! Vou entrar em contato com o Presidente agora mesmo. Esta é, verdadeiramente… uma ocasião de alegria para a família.
O homem de meia-idade, jorrando palavras incompreensíveis, agarrou os ombros de Yoon-young, como se estivesse orgulhoso dele. Diante disso, o garoto o empurrou bruscamente, como se tivesse tido um acesso, e gritou:
— Não me toque. Faça o que quiser, conte ao Presidente ou não, mas, de agora em diante, não aja como você agiu hoje.
— Sim, sim, Sayoon-nim. Claro, é o que devo fazer. Fui descuidado.
Como se sua anterior atitude desdenhosa em relação a Yoon-young tivesse sido uma ilusão, o homem de meia-idade agora tentava agradá-lo de forma servil. Sorrindo de orelha a orelha, ele olhou ao redor e encontrou os olhos de Dojin. O homem, que parecia ser de uma família comum, sorriu gentilmente e disse a Dojin:
— Você passou por maus bocados, rapaz. Considere o que aconteceu agora há pouco apenas um incidente infeliz causado por um mal-entendido. Seu rosto está machucado, então vamos voltar para a mansão por ora. Eu cuido desse tal de Seokju, então não se preocupe.
“Esse velho é a mesma pessoa que estava com uma faca na minha garganta há apenas um momento?”
Dojin sentiu um leve calafrio diante da mudança de atitude, que não mostrava traço algum de conflito emocional. Ele não sabia se todos os adultos agiam assim ou se aquele homem era particularmente uma cobra, mas ele agia como se a briga de socos de agora há pouco nunca tivesse acontecido.
— …Aquela pessoa não deveria ir ao hospital primeiro?
— É Choque de Feromônios, então acho que não há necessidade disso. Mesmo que morra, é algo que ele trouxe para si mesmo, então tudo bem.
— Ainda assim…
— Eu cuido disso, não se preocupe. Mas ouvi dizer que é raro alguém morrer por causa dos Feromônios de um Alfa Dominante, sendo assim, não se importe com isso.
Dojin franziu a testa, sem entender palavras como “Choque de Feromônios” ou “Alfa Dominante” saindo da boca do homem. Eram palavras que ele ouvia pela primeira vez na vida. Ele já ouviu falar de um Alfa, mas nunca sobre um Alfa Dominante, e se perguntou do que diabos aquele cara estava falando.
No entanto, o Gerente Song pareceu saber de algo, pois se levantou rapidamente de seu lugar diante das palavras do chefe. Então, como se fosse assunto seu, ele acrescentou:
— Vou levar o senhor Seokju no meu carro.
— Não, vou mandar alguém. Gerente Song, você fique aqui e vigie esse cara. Tem que ter espaço no carro. Nós vamos voltar primeiro, então espere só um pouco.
O homem terminou de falar rapidamente, então abriu a porta de trás do carro e chamou Yoon-young.
— Vamos, Sayoon-nim. O ar da noite é fresco no interior. O senhor se esforçou demais, então deveria ir descansar.
Exatamente como o homem disse, Yoon-young parecia exausto. Com o rosto pálido, ele deu uma olhada no Seokju desmaiado e virou as costas sem dizer nada.
Yoon-young, segurando a porta aberta e prestes a entrar no carro, hesitou por um momento e olhou para Dojin. O olhar foi breve e, com os olhos assustados, como se temesse algo, Yoon-young apressadamente fechou a porta.
Baque. Enquanto o som da porta do carro se fechando ecoava, o homem de meia-idade se dirigiu ao banco do motorista. Ao fazê-lo, ele fez um gesto para Dojin.
— Entre também, rapaz. Você não pode andar nesse estado.
— O quê? Eu?
Ele se perguntou se era certo levá-lo em vez do inconsciente Kim Seokju, mas o homem parecia estar falando sério. Seus olhos sorridentes se curvaram ainda mais. Então ele fez um gesto em direção ao banco do carona.
— Vamos juntos.
Diante da voz firme, Dojin acabou abrindo a porta do carona. Tantas coisas haviam acontecido num instante que ele estava desorientado. Embora quisesse muito sair daquele lugar, sentiu que era melhor lidar com as consequências do que fugir naquele momento.
Ele não sabia o motivo, mas o homem que parecia estar no comando de repente estava sendo amigável, e seu corpo inteiro doía. Sem meio de transporte, ser teimoso e se recusar a voltar com eles não era realista.
Dojin, sentado no banco da frente, deu uma olhada no retrovisor. A cabeça de Yoon-young estava tão baixa que só o topo de sua coroa era visível. Não conseguia saber que preocupações ocupavam aquela cabecinha, mas ele não parecia estar machucado. “Ele deve ter ficado muito assustado com o que aconteceu antes…”
Mas Yoon-young não mostrou o rosto. Incapaz de encará-lo, Dojin acabou baixando o olhar. Os ombros captados na borda de seu olhar forçadamente desviado estavam caídos, sem forças. Como uma criança chorando em silêncio.
Diziam que a onda de calor daquele verão seria brutal. Como se a noite fresca tivesse sido mentira, desde a manhã o dia já estava como uma fornalha escaldante.
Ao retornar à mansão, Dojin foi imediatamente atendido por um médico, que tratou de seus arranhões. Em seguida, foi guiado não para os aposentos dos funcionários, que ele deveria usar, mas para um dos quartos dentro da mansão. Ele queria voltar, preocupado com a bagagem que trouxera e com os itens que tinha comprado no mercadinho, mas aquilo permaneceu apenas em seu pensamento. Estava tão cansado que apagou assim que se lavou.
Acordou de manhã com a luz do sol se filtrando pelas grades da janela e caindo sobre ele. Enquanto abria os olhos, uma pontada de dor o atravessou. A bochecha em que havia sido atingido no dia anterior ainda latejava, e o interior de sua boca estava cortado e ardendo. Se olhasse no espelho, tinha certeza de que veria uma visão patética, inchada ou roxa da noite para o dia.
— Ah… meu corpo inteiro está doendo…
Sinceramente, até Dojin ficou intrigado com o motivo de seu corpo latejar tanto. Não era como se ele tivesse apanhado tão feio no dia anterior. Embora fosse grave se sua cabeça tivesse sido pisoteada, ele havia se defendido rapidamente. Praticamente não tinha ferimentos reais, mas, estranhamente, seu corpo inteiro doía.
“…Será por causa do que aconteceu ontem?”
Enquanto a sonolência se dissipava lentamente, a noite anterior se repetiu na mente de Dojin. O momento em que Yoon-young gritou de raiva e todos haviam congelado, incapazes de se mover.
Enquanto ele refletia sobre o fenômeno que não podia ser explicado pelo senso comum, as palavras do homem de meia-idade — Alfa Dominante, Choque de Feromônios — vieram à sua mente.
Um Alfa Dominante. O que diabos era aquilo?
𑣲⋆ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna&Flower
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Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com fatos reais.
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