Capítulo 15
Capítulo 15 。 ₊°༺❤︎༻°₊ 。
Yeoul sentiu como se tivesse sido atingido por um raio sem qualquer aviso.
Não conseguia acreditar no que havia acontecido e levou a mão à própria bochecha. Não fazia ideia do que estava acontecendo. Sentiu-se injustiçado, e uma onda de raiva tomou conta dele.
Mas tentou não perder o fio da razão.
Não sabia que tipo de violência poderia acabar cometendo contra Baek Cheonhui.
Logo, ouviu passos apressados subindo as escadas.
Quando se virou, viu o secretário Kim acompanhado de vários homens vestidos de preto.
— Você está bem?
A expressão do secretário Kim estava calma, como se já esperasse que as coisas terminassem daquela maneira.
Em seguida, os homens que o acompanhavam avançaram rapidamente e arrastaram Baek Cheonhui para longe.
— Soltem-me! Me deixem ir!
Baek Cheonhui gritou a plenos pulmões.
Mas não conseguia competir com a força daqueles homens corpulentos e acabou sendo arrastado até o primeiro andar.
Yeoul sentiu que sua cabeça explodiria tentando entender o que estava acontecendo.
O secretário Kim olhou para Yeoul e falou:
— Parece que o senhor Baek Cheonhui entrou escondido nesta mansão para evitar nossos olhos.
— Entrou escondido?
— Sim. Segundo a governanta, ele parece ter ficado escondido no depósito do primeiro andar.
— Ah…
— Provavelmente veio por causa do encerramento do contrato com o Diretor-nim, mas não se preocupe. O Diretor-nim vai resolver isso adequadamente.
Mesmo com aquelas palavras, depois de ter levado um tapa, Yeoul não conseguia deixar de se preocupar.
Além disso, mesmo que Baek Cheonhui tivesse realmente se escondido na mansão, ao vê-lo tão abatido, Yeoul começou a pensar de outra maneira.
Como se tivesse sido mantido em cativeiro…
Por um instante, uma suspeita perturbadora passou pela mente de Yeoul.
— Não… Não pode ser…
Mas era uma imaginação tão absurda que ele balançou a cabeça.
O secretário Kim havia dito que cuidaria da situação, então provavelmente mandaria Baek Cheonhui de volta em segurança.
Pouco depois, não havia mais nenhum sinal de Baek Cheonhui ou dos homens.
Será que eles foram embora?
Yeoul olhou para a sala de estar do primeiro andar através do corrimão para confirmar.
Estava silenciosa.
De repente, sentiu-se cansado, como se fosse acabar se envolvendo em algum assunto problemático.
Sua cabeça estava pesada, e ele sentia a força abandonar suas pernas.
Yeoul pressionou a testa com a mão, entrou no quarto e se deitou na cama.
Como Eun Sajun voltaria tarde naquele dia de qualquer maneira, pensou que talvez pudesse simplesmente dormir.
Fechou os olhos.
Quanto tempo havia passado?
Quando Yeoul abriu os olhos novamente, o teto escuro e o ambiente do quarto foram as primeiras coisas que viu.
Ele não sabia quanto tempo havia dormido.
Yeoul ergueu o corpo, que parecia ter ficado encharcado de água.
Então tirou o celular do bolso e verificou a hora.
Passava um pouco das nove da noite.
Yeoul suspirou e se levantou.
Talvez porque tivesse acordado depois de um sono profundo, sua garganta estava seca.
Pensando que deveria ir até a cozinha, levantou-se da cama e saiu do quarto.
A iluminação principal da sala de estar do segundo andar estava apagada, e apenas as luzes suaves de ambiente iluminavam o espaço.
No entanto, a governanta e os outros funcionários, que normalmente circulavam pela mansão, não estavam em lugar algum.
Um leve cheiro metálico chegou ao nariz de Yeoul.
O que é isso?
Será que alguém está preparando carne?
Yeoul inclinou a cabeça e desceu as escadas.
Mas, conforme se aproximava da sala de estar do primeiro andar, aquele cheiro ficava cada vez mais forte.
Yeoul voltou a ficar confuso.
Sentiu que não deveria dar mais um passo.
Então tentou retornar ao segundo andar.
Foi quando percebeu o que pareciam ser manchas vermelho-escuras espalhadas pelo carpete branco.
Além disso, havia marcas que pareciam ter sido deixadas por algo que fora arrastado.
— O que é isso? Que diabos?
Ao olhar mais atentamente, algo brilhou.
A maldita curiosidade de Yeoul falou mais alto, e ele se aproximou.
Era um piercing em formato de anel.
Quem seria o dono desse piercing?
O cheiro metálico, que antes era apenas um vestígio, tornou-se cada vez mais forte e invadiu suas narinas.
Observando mais de perto, as manchas vermelhas no carpete se estendiam até o sofá.
E, sobre o sofá, alguém estava caído em um estado miserável.
Era Baek Cheonhui.
Havia uma faca cravada em seu pescoço, e seus olhos estavam arregalados.
— Hã?
Além disso, embora houvesse uma faca enfiada em seu pescoço, seus dedos tremiam levemente.
Era a prova de que ele ainda estava vivo.
— Hic!
Yeoul ficou tão chocado que seu coração começou a bater descontroladamente.
— Me… salve…
Baek Cheonhui gemeu fracamente.
O que ele havia feito antes — dar um tapa em sua bochecha — tinha sido desagradável, mas isso não significava que ele merecesse morrer daquela maneira.
Yeoul estava prestes a se aproximar para retirar a faca cravada no pescoço daquele Ômega.
— O que você está fazendo aqui?
— Hic!
A voz de alguém percorreu sua espinha.
Assustado, Yeoul virou a cabeça.
Eun Sajun estava ali, com um olhar afiado.
O coração de Yeoul afundou ao vê-lo.
— Não… eu…
Ele estava completamente desconcertado.
Normalmente, Eun Sajun sempre chegava tarde por causa das horas extras. Então por que havia voltado tão cedo naquele dia?
— Eu… estava com sede, então desci.
Tentou falar da maneira mais calma possível, mas não era fácil.
— Então por que está parado aqui em vez de beber água? Vou pegar água para você.
Eun Sajun estava prestes a ir até a cozinha.
— Ah… uuh!
O gemido de Baek Cheonhui passou pelos ouvidos de Yeoul.
— Você quer água gelada? Ou em temperatura ambiente?
Em meio a tudo aquilo, Eun Sajun parecia ter se esquecido completamente da existência de Baek Cheonhui naquele espaço.
Mas Yeoul não conseguia continuar aquela conversa trivial com Eun Sajun enquanto Baek Cheonhui ainda respirava.
— Hum… Diretor-nim… Essa pessoa ainda está viva. Precisamos chamar uma ambulância imediatamente…
Quando Yeoul tentou se aproximar de Baek Cheonhui, Eun Sajun chegou até ele primeiro.
Então segurou a faca que estava cravada em seu pescoço.
— Uuuh!
Baek Cheonhui soltou um gemido úmido e seu corpo se contorceu.
Yeoul pensou que Eun Sajun talvez estivesse prestando os primeiros socorros.
Mas…
Ao contrário do que Yeoul imaginara, Eun Sajun cravou a faca no pescoço de Baek Cheonhui com força.
Não apenas uma vez.
Duas, três vezes.
A faca entrou profundamente.
Os dedos de Baek Cheonhui, que até então ainda se moviam um pouco, ficaram imóveis, como se tivessem parado para sempre.
— Hiik!
Chocado, Yeoul desviou o olhar do corpo de Baek Cheonhui, que havia se tornado um cadáver frio.
Era doloroso demais continuar olhando.
— De agora em diante, nosso querido não viu nada.
O rosto de Eun Sajun enquanto falava calmamente não demonstrava o menor sinal de culpa.
Não.
Pelo contrário, ele parecia extremamente confiante, como se tivesse feito algo completamente natural.
— Ah… nada?
Yeoul piscou repetidamente, perguntando-se que tipo de loucura Eun Sajun estava dizendo.
Como ele consegue fazer uma coisa dessas?
Eun Sajun se agachou para ficar na altura dos olhos de Yeoul.
Seu olhar afiado era mais frio do que a geada dos meses de maio ou junho.
Ele segurou o queixo de Yeoul com a mão coberta pelo sangue coagulado de Baek Cheonhui.
— Você só precisa carregar meu filho.
—……
— Então finja que não viu, mesmo tendo visto. Finja que não sabe, mesmo sabendo.
Diante daquela atitude coercitiva, Yeoul ficou sem palavras.
O Eun Sajun de quem havia ouvido falar através de Shin Taeon não era normal.
Ele já sabia disso.
Mas, naquele momento, sentiu que Eun Sajun era ainda mais louco do que Shin Taeon.
— Responda. Diga que não viu nada.
Suas palavras autoritárias carregavam um significado claro: ele não deixaria aquilo passar caso Yeoul não respondesse da maneira que queria.
— Por que você não está respondendo?
Yeoul sentiu como se tivesse caído em uma enorme armadilha, mas não estava em posição de escapar.
Além disso, se não obedecesse à vontade de Eun Sajun naquele momento, poderia acabar como Baek Cheonhui.
E, nesse processo, Yeoul naturalmente resistiria também.
Ele não podia permitir que Eun Sajun visse novamente seu lado violento.
— Sim… sim… eu não sei… Eu não sei de nada.
Yeoul precisava agradá-lo porque queria descobrir o código o mais rápido possível e fugir dali.
Ao ver a expressão de Yeoul, Eun Sajun pareceu satisfeito e levantou um canto dos lábios.
— Então, o que você quer fazer agora?
Era uma pergunta feita como se estivesse testando se Yeoul negaria a própria situação.
— Eu… estou com sede. Quero beber água.
Yeoul respondeu com cautela.
— Entendo.
Eun Sajun sorriu suavemente com os olhos, aparentemente satisfeito com a resposta de Yeoul.
Yeoul soltou um suspiro de alívio, como se tivesse acabado de superar um obstáculo gigantesco.
— Espere.
Eun Sajun se levantou imediatamente, foi até a cozinha e voltou com um copo de água, estendendo-o para Yeoul.
— Aqui. Beba.
Seu gesto era assustadoramente gentil.
Yeoul não teve escolha a não ser aceitar aquele copo de água.
。 ₊°༺❤︎༻°₊ 。 。 ₊°༺❤︎༻°₊ 。
Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Gabby.