Capítulo 14
Capítulo 14 。 ₊°༺❤︎༻°₊ 。
Era a primeira vez na vida que Yeoul ouvia um grito tão desesperado.
Nem Park Hyeonjin, no passado, nem Chris, cujo olho havia sido perfurado naquele mesmo dia, haviam emitido um som como aquele.
Um arrepio percorreu todo o seu corpo de medo.
— O que foi isso?
Aquela voz não era de Eun Sajun. Também não parecia ser do secretário Kim. As governantas eram mulheres, então definitivamente não eram elas.
Isso significava, sem dúvida, que era Baek Cheonhui, que supostamente havia vindo ver Eun Sajun.
Um arrepio percorreu a espinha de Yeoul.
O que diabos aconteceu?
Com a tensão chegando ao limite, Yeoul não conseguiu mais permanecer no banheiro. Levantou-se e entrou no quarto.
Não podia continuar completamente nu em uma situação tão chocante, então começou a procurar algo para vestir.
Por sorte, havia um pijama cuidadosamente dobrado sobre a cama.
Parecia pequeno demais para ser do tamanho de Eun Sajun.
Provavelmente havia sido preparado para Yeoul.
Ele o pegou.
— Hã?
Não era um pijama comum.
Havia renda nas mangas e na gola. O tecido também era tão fino que, quando vestido, sua pele ficaria completamente visível.
Que tipo de modelo era aquele?
Yeoul chegou a se perguntar se era um pijama feminino, mas a peça tinha calças e parecia grande demais para uma mulher usar.
Ele teria preferido vestir outra coisa, se houvesse alguma alternativa, mas não havia mais nada à vista.
Sem escolha, Yeoul vestiu o pijama.
Como esperado, o tamanho serviu perfeitamente.
O modelo era desconcertante, mas aparentemente aquela roupa havia sido preparada para ele mesmo.
— Ugh!
Naquele momento, outro gemido veio do outro lado da porta.
As pupilas de Yeoul se dilataram ainda mais.
O que diabos estava acontecendo para alguém fazer aquele tipo de som?
Ele não conseguiu conter a curiosidade.
Yeoul abriu a porta e saiu.
O pequeno corredor levava a uma sala de estar que parecia tranquila, mas, talvez por causa dos gritos, tudo parecia de alguma forma distorcido.
Com a tensão chegando ao limite, Yeoul caminhou cuidadosamente na ponta dos pés.
Logo, direcionou o olhar para o corrimão que dava vista para o primeiro andar.
A iluminação principal estava apagada, e apenas as suaves luminárias de chão permaneciam acesas.
Não havia ninguém ali, nem qualquer sinal da presença de alguém.
— O que está acontecendo?
Yeoul ficou ainda mais confuso.
Para confirmar melhor, desceu as escadas.
Ao entrar na sala de estar do primeiro andar, tudo estava ainda mais silencioso, como se os gritos que havia ouvido momentos antes tivessem sido apenas uma fantasia.
Além disso, a sala estava tão impecavelmente organizada, sem sequer um tapete fora do lugar, que aquilo se tornou ainda mais estranho.
Yeoul inclinou a cabeça, perguntando-se se havia ouvido errado.
Mas o som havia sido vívido demais para ser simplesmente descartado como uma ilusão.
Alguma coisa aconteceu…
Yeoul franziu a testa enquanto olhava ao redor da sala.
Não havia nada.
Por precaução, verificou todos os lugares — a cozinha, a sala de recepção e outros cômodos —, mas cenas estranhamente tranquilas continuavam a aparecer diante de seus olhos.
Foi justamente quando Yeoul retornou à sala de estar, ainda confuso, que ouviu uma voz.
— O que você está fazendo aqui?
— Eek!
Ao ouvir aquela voz surgir como uma emboscada, Yeoul se assustou e se virou.
Eun Sajun estava ali.
O susto foi tão grande que Yeoul quase se mijou, mas conseguiu se controlar por pouco.
— Ah… parecia ter ouvido um barulho estranho, então fiquei assustado.
— Um barulho estranho?
O olhar questionador de Eun Sajun era como uma arma materializada.
Dominado pela frieza dele, Yeoul sentiu, de alguma forma, que não deveria mencionar os gritos.
Esse pensamento ficou ainda mais forte porque Eun Sajun não era um Alfa comum.
Acima de tudo, não havia nada suspeito à vista na mansão.
— Está tarde. Todos os funcionários já foram embora. Não há como um som desses acontecer.
— Isso… é verdade, não é?
Ou será que eu realmente ouvi coisas?
Mas também era estranho que Baek Cheonhui, que supostamente havia chegado pouco antes, não estivesse em lugar algum.
— E aquele Ômega? Você foi encontrá-lo há pouco.
— Ah, nós conversamos brevemente lá fora e depois nos separamos.
— Não era para discutir o encerramento do contrato? Isso pode ser resolvido com uma conversa tão breve?
— Estava tão tarde que parecia que a conversa acabaria se prolongando, então decidimos conversar com mais detalhes amanhã.
— Ah… sim…
Yeoul respondeu como se estivesse hipnotizado.
Realmente estava tarde.
Mas, se alguém havia vindo àquela hora, significava que estava desesperado. Por isso, era estranho que eles tivessem tido apenas uma conversa breve.
— A propósito, esse pijama fica muito bem em você.
Eun Sajun olhou Yeoul dos pés à cabeça.
Sob aquele olhar, Yeoul sentiu-se desnecessariamente envergonhado.
Pensando bem, o modelo daquele pijama era realmente estranho.
— Vamos dormir agora. Você passou por muita coisa hoje, então deve estar cansado.
— Ah… sim… entendi.
Yeoul assentiu.
Sentia-se inquieto e estranhamente desconfortável, como se estivesse sob algum tipo de hipnose, mas tentou ignorar aquilo.
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De volta ao quarto, Yeoul se deitou na cama.
Depois de terminar o banho, Eun Sajun também ocupou o espaço ao lado dele.
No entanto, os dois não ficaram colados. Mantiveram uma pequena distância entre si.
— Fico feliz que o pijama tenha ficado melhor em você do que eu esperava.
— Ah… sim. Obrigado.
Eun Sajun sorriu, aparentemente satisfeito.
— A partir de agora, use este quarto comigo. Acho que isso ajudará na concepção de um filho.
— Sim…
Para ser sincero, era desconfortável.
Mas, como precisava ficar de olho no pênis dele, não era uma proposta ruim.
— Durante o período do contrato, use as roupas, os sapatos e os acessórios que eu preparar. E o celular também.
— O quê? O celular também?
Yeoul ficou assustado.
Não apenas o contato de Shin Taeon estava salvo naquele aparelho, como ele também precisava se comunicar com ele.
— Sim. Parecia um modelo antigo, então vou comprar o mais recente para você.
— Ah… não. Vou continuar usando este. Ele faz ligações normalmente e não tenho problemas para usá-lo. Se eu quiser trocar, eu aviso.
Seria problemático se sua comunicação com Shin Taeon fosse descoberta durante a transferência do número.
Ele já estava sufocado pela questão da indenização. Não podia criar ainda mais situações complicadas.
— Tudo bem. Então, em vez disso, me passe seu número novamente. Não consegui falar com o número que estava no currículo.
— Ah… eu mudei de número por alguns motivos.
Aquele currículo era falso, então, naturalmente, o número também era falso.
— Vou te passar o número novo.
Como precisariam se comunicar durante um mês, trocar os números era necessário.
— Tudo bem. Se precisar buscar alguma coisa na casa da sua família, vamos separar um tempo para ir até lá. Se vamos ficar juntos até o parto, isso vai levar aproximadamente dois anos.
— Sim. Entendi.
Yeoul respondeu, mas não tinha a menor intenção de ir.
Como, na realidade, aquela relação terminaria em um mês, não havia necessidade de realizar a tarefa problemática de voltar à casa da família para buscar documentos que continham sua verdadeira identidade.
Acima de tudo, isso apenas criaria mais pontos fracos.
— Falando nisso, hoje é Natal.
— Ah…
Parecia que já havia passado da meia-noite.
— No próximo ano, vamos passar a véspera de Natal juntos, como deve ser.
— Sim… entendi.
Provavelmente não haveria um próximo ano juntos, mas Yeoul respondeu apenas para agradá-lo.
— Você deve estar muito cansado hoje. Vamos dormir?
— Sim. Tudo bem.
Yeoul assentiu.
A cama era extremamente confortável, mas talvez por ter passado por tantas mudanças naquele único dia, a tensão não abandonava seu corpo.
Além disso, o paradeiro de Baek Cheonhui havia sido esclarecido de uma maneira insatisfatória, o que tornava tudo ainda pior.
Por isso, Yeoul estava preocupado se conseguiria dormir.
Mas, pouco tempo depois, mergulhou nas profundezas do sono.
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— Huu…
Dentro de um quarto de hospital completamente cercado por paredes brancas…
Por ser uma suíte VIP, o espaço amplo estava mobiliado com móveis luxuosos e equipamentos médicos.
Naquele momento, o quarto estava tomado por uma fumaça nebulosa.
Isso acontecia porque Geum Yeojin estava sentado de maneira desleixada sobre a cama, com um cigarro na boca.
As mesmas íris de Yeoul percorreram o ambiente.
O quarto para o qual haviam sido transferidos por insistência de Shin Taeon era uma suíte VIP bastante luxuosa.
Yeojin havia pensado que talvez lhe dessem um quarto miserável, já que ele havia ameaçado seu irmão gêmeo, Yeoul, e dado um tapa brutal no próprio rosto.
Mas, pensando bem, aquilo era natural.
Afinal, eles já haviam sido parceiros que compartilharam o mesmo corpo.
Quando Yeoul estava lutando para pagar os empréstimos particulares, Shin Taeon se aproximou de Yeojin.
A condição era que ele vendesse seu corpo em troca do perdão da dívida.
Na verdade, considerando os atributos e a aparência de Shin Taeon, qualquer Ômega não conseguiria evitar babar por ele.
Yeojin não era diferente.
Por cerca de um mês, passou suas noites com ele.
Mas então…
Depois de encontros intensos, Shin Taeon examinou Yeojin dos pés à cabeça e fez uma expressão de espanto.
— Você estava me enganando?
— Não.
— Mentira. Você acha que eu sou idiota? Nunca mais entre em contato comigo.
E assim terminou aquela breve relação de parceiros sexuais.
O problema era que, depois disso, Shin Taeon demonstrou interesse por Yeoul.
Ele havia percebido o segredo que somente Yeojin vinha escondendo.
Mas havia outro Alfa extremamente Dominante como Shin Taeon.
Olhos azuis venenosos, como os de uma cobra peçonhenta.
No momento em que foi fazer uma entrevista para trabalhar como governanta por indicação de Shin Taeon, aquele homem olhou para ele e fez uma proposta.
— Quer fazer um contrato de gravidez comigo?
Mas, ao observar Yeojin, seu olhar rapidamente se encheu de desprezo.
— Seu corpo não serve para fazer um contrato de gravidez desse tipo. Não posso fazer nada. Venha trabalhar como governanta.
Geum Yeojin apagou o cigarro na cama e franziu a testa.
Mas Eun Sajun, que havia rejeitado a ele, havia pedido um contrato de gravidez a Yeoul.
— O Eun Sajun é um filho da puta esperto.
Ele se deitou na cama, indignado.
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A faca raspando contra o prato produzia um ruído bastante alto.
Yeoul trabalhava diligentemente com o garfo.
No prato havia ovos mexidos, salsichas, pão com manteiga e uma salada misturada com vários tipos de vegetais.
Yeoul enfiava tudo na boca enquanto olhava para o celular.
9h30.
Quando percebeu, já era dia 30 de dezembro.
Já haviam se passado cinco dias desde que chegara àquela casa.
Dos trinta dias, cinco já haviam sido consumidos.
Restavam vinte e cinco.
Yeoul sentiu o coração bastante pesado.
Isso porque mal havia visto Eun Sajun nos últimos dias.
Desde o dia em que fizeram o contrato, Eun Sajun estivera ocupado com alguma coisa.
Saía cedo para trabalhar e voltava tarde da noite.
Os horários de vida dos dois não coincidiam.
Por causa disso, Yeoul não havia conseguido ver nem mesmo o rosto dele, muito menos seu pênis.
Então qual era o sentido de fazer um contrato de gravidez se ele ficaria ausente desse jeito?
O tempo não podia simplesmente passar inutilmente daquele jeito.
Será que eu deveria tomar a iniciativa?
Mas como eu deveria fazer isso?
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E assim o dia passou e a noite chegou.
Naquele dia também, Yeoul recebeu a notícia de que Eun Sajun faria hora extra.
Yeoul ficou inquieto ao pensar que mais um dia passaria inutilmente daquela maneira.
Desse jeito, o mês vai acabar num piscar de olhos.
Depois de terminar o jantar, Yeoul bateu os pés, ansioso.
O que fazer? O que fazer?
Um suor frio também escorreu por sua testa.
Com o coração aflito, subiu para o segundo andar.
Mas então…
Creeek. Bang!
Um som agudo ecoou.
Yeoul olhou perplexo na direção de onde o barulho havia vindo.
Uma porta no canto da sala de estar estava aberta.
E ali estava Baek Cheonhui, com os cabelos desgrenhados.
Seu corpo inteiro estava coberto de sangue, e seus olhos estavam desfocados.
— Gasp!
Por que Baek Cheonhui, que supostamente havia ido embora cinco dias atrás, estava ali?
Yeoul ficou horrorizado.
— Merda. Você é aquele Ômega por quem Eun Sajun é obcecado?
— O quê? O que você quer dizer com isso…?
— Porra.
Baek Cheonhui se aproximou com um olhar feroz e deu um tapa no rosto de Yeoul.
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Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Gabby.