Episódio 80
Capítulo 80 ── ⋆⋅☆⋅⋆
Então ele puxou o cobertor que cobria Yeonwoo e levantou o pijama dele até o peito. Logo, a barriga saliente ficou exposta.
— Ugh…
Yeonwoo, ainda sonolento, gemeu como se reclamasse. Chahyun não se importou e beijou a barriga dele antes de puxar para baixo, desta vez, a calça do pijama. Tirou-a de uma vez junto com a cueca, expondo ao ar o membro ainda mole.
— Ugh, Baek Chahyun, não.
Apesar dos protestos, Chahyun não ouviu. Agarrou imediatamente o membro dele e o moveu para cima e para baixo, sem pressa.
— Faz alguns dias, então acumulou.
— Agora não, eu não… Ah, eu não quero…
Yeonwoo torceu o corpo, tentando afastá-lo. Mas, por causa da barriga pesada, havia um limite para sua resistência. Chahyun aplicou um pouco mais de pressão na glânde rosada, que começava a endurecer. Em resposta, a parte interna das coxas brancas estremeceu.
— Você não quer, mas por que está tão duro?
— Eu acabei de acordar… Heuh, Chahyun-ah. Espera.
Yeonwoo tentou erguer o tronco, mas, antes que conseguisse, Chahyun abaixou a cabeça e colocou a glânde de Yeonwoo na boca.
— Ah! Baek, Baek Chahyun!
Se um Ômega grávido forçasse a barriga por muito tempo por causa de estímulo sexual, isso sobrecarregaria o corpo dele. Se começassem as preliminares, o melhor era terminar o mais rápido possível.
Chahyun, que sabia disso melhor do que ninguém, abriu mais a boca e chupou fundo o membro de Yeonwoo. Conseguia sentir o membro, agora totalmente ereto, pulsando em sua boca. Ao mesmo tempo, feromônios de Ômega se espalharam pelo quarto, tão inebriantes que preenchiam cada canto.
— Ugh… Ah.
Chahyun ergueu os olhos para conferir a expressão de Yeonwoo, mas sua visão estava bloqueada pela barriga saliente, e ele não conseguia ver nada.
Era uma pena não poder ver aquele rosto lascivo, mas a situação também era excitante e nada ruim.
— Não segure, só goze.
Ele deu tapinhas na barriga saliente e moveu a cabeça, levando Yeonwoo implacavelmente, com seriedade.
Yeonwoo balançou a cabeça diante do prazer avassalador. Então, sentindo algo, arregalou os olhos e empurrou o ombro de Chahyun com o pé.
— Espera, só um minuto… Dentro da minha barriga… Haah.
— O quê? O Saebyeok se mexeu?
— Ugh, Chahyun-ah… Por favor, ah!
— Eu te disse, essa criança é uma pestinha.
Chahyun tirou a boca do membro dele e riu, acariciando rapidamente com a mão o membro molhado de saliva. Yeonwoo, contorcendo o corpo sem saber o que fazer, não conseguiu suportar o prazer e gozou na mão grande de Chahyun.
O corpo de Yeonwoo desabou de exaustão. Ele cobriu o rosto com as mãos e ofegou.
— Louco… Ha, eu realmente não sei.
— Por que está xingando quando o Saebyeok está acordado? Ele ouve tudo.
Chahyun limpou o sêmen com um lenço de papel e disse brincando enquanto recolocava as roupas de Yeonwoo. Yeonwoo o encarou, depois estendeu os braços para Chahyun como se pedisse um abraço.
Chahyun sorriu e abraçou Yeonwoo de bom grado.
— Cheguei.
* * *
Chahyun acordou com o barulho que ecoava na sala. Então viu a luz do sol intensa entrando no quarto pelas cortinas.
O lugar ao lado dele na cama, onde Yeonwoo deveria estar, estava vazio. Chahyun jogou para trás o cabelo desgrenhado, abriu a porta do quarto e saiu. A luz do sol da manhã entrava pelas janelas de vidro voltadas para o jardim, iluminando intensamente a sala.
A velha casa de campo tinha uma atmosfera densa, com sua decoração em tons de madeira. Uma sensação confortável e aconchegante permeava a casa inteira.
Yeonwoo estava cozinhando na cozinha com ilha conectada à sala. Agora que o enjoo tinha quase passado, ele cozinhava sempre que tinha tempo.
Ele combinava perfeitamente com aquela casa de campo. Muito mais do que Chahyun tinha imaginado vagamente.
Recentemente, a saúde de Yeonwoo tinha se estabilizado a ponto de ele mal se lembrar de como estivera precária. Todos os números preocupantes tinham voltado ao normal, e seu estado era bom.
Por isso, Chahyun muitas vezes sentia que estava sonhando sempre que via aquela cena pela manhã.
— Acordou?
Yeonwoo, que andava de um lado para o outro na cozinha sozinho, notou Chahyun e perguntou.
— É sábado e você não precisa trabalhar, então tentei fazer umas coisinhas.
Ele fez um gesto com a concha, como se pedisse que provasse. Chahyun desaprovava Yeonwoo entrar constantemente na cozinha com o corpo grávido, mas não conseguia impedi-lo com firmeza.
Antes de tudo, como Chahyun se deslocava para Seul, Yeonwoo passava muito tempo sozinho. As pessoas que cuidavam da casa de campo e o professor de confeitaria iam e vinham, mas era uma relação de empregador e empregados, então ele não podia simplesmente relaxar com eles.
Por isso, ele pretendia deixar Yeonwoo fazer o que quisesse o máximo possível na casa de campo. Desde que não fosse perigoso.
O motivo de não impedir Yeonwoo de insistir em fazer doces todos os dias era o mesmo.
— Você fez tudo isso sozinho? Podia ter me acordado.
— Você trabalhou até tarde ontem à noite, não foi? Chegou tarde.
— Você também não devia exagerar, agora que a barriga está pesada.
Chahyun abraçou Yeonwoo por trás e beijou seu pescoço.
— Eu disse para provar.
— Hmm. Está delicioso.
— Sério?
— Sério.
Yeonwoo sorriu satisfeito e desligou o fogo sob a panela fervente. Quando abriu o armário para pegar um prato, Chahyun, que estava grudado em suas costas, afastou-se e se adiantou.
Ele arrumou o espaço para que Yeonwoo pudesse servir a comida no prato, depois tirou da geladeira o arroz e os acompanhamentos básicos.
Yeonwoo acompanhou os movimentos dele com os olhos e serviu a sopa. Vários meses tinham se passado desde que viera para a casa de campo, mas Chahyun ainda não tinha recuperado as memórias dele.
Ele achava que Chahyun se lembraria de algo, nem que fosse um pouco, se ficasse naquele lugar onde tinham vivido juntos no ensino fundamental. Era amargo, mas, por outro lado, achava que a situação atual também não era ruim. Ele ainda amava Chahyun, e Chahyun o tratava com sentimentos semelhantes.
— Não é uma ligação para você?
Enquanto estavam sentados frente a frente à mesa tomando café da manhã, uma vibração soou fracamente do quarto. Quando Yeonwoo perguntou, Chahyun assentiu casualmente.
— Posso atender depois.
— Aconteceu alguma coisa no trabalho? Por que estão te ligando até no fim de semana?
Yeonwoo lembrou das frequentes noites tardias de Chahyun ultimamente e perguntou, intrigado.
— Infelizmente, o trabalho acumulou. Vai estar tudo resolvido até o mês que vem.
— Que alívio então. Fiquei preocupado que você estivesse cansado.
— Eu aguento.
Enquanto conversavam frente a frente, o café da manhã terminou antes que percebessem. Chahyun foi imediatamente para o jardim atender o telefone.
Yeonwoo ficou olhando para Chahyun, que se apoiava no tronco de uma árvore plantada num canto do jardim e falava ao telefone. Ultimamente, ele atendia as ligações do trabalho do lado de fora, sem exceção. Antes ele não se preocupava tanto com a confidencialidade do trabalho, mesmo na frente dele.
Com certeza havia momentos em que ele se sentia perto dele fisicamente, mas longe. Yeonwoo achava estranho, mas logo descartou a inquietação, dizendo a si mesmo que era porque estava sensível por causa da gravidez.
Quando Chahyun terminou a ligação e entrou em casa, Yeonwoo falou com ele.
— Vou ao supermercado comprar ingredientes para fazer doces.
— Vou com você. O que vai fazer hoje?
— Pão de banana e cupcakes.
Um grande supermercado ficava a cerca de 15 minutos de carro da casa de campo. Havia lojas de conveniência e mercadinhos mais perto, mas, para fazer compras, geralmente iam ao grande supermercado, que tinha mais opções.
Quando saíram, o tempo estava bem quente, embora já fosse o fim do verão. Ele se perguntou por que Chahyun insistira em falar ao telefone do lado de fora com tanto calor.
Se estava preocupado com ele, podia ter atendido no escritório ou em outro cômodo…
— Coloque o cinto.
— Ah, tá.
Yeonwoo, que entrou no carro, moveu o corpo devagar para colocar o cinto. Depois que a barriga cresceu, seu corpo ficou pesado, e levava tempo para torcer o corpo sentado ou mudar um pouco o ângulo. Por isso, Chahyun sempre se certificava de que Yeonwoo tinha colocado o cinto direito antes de dar a partida.
— Mas por que estou sentindo cheiro de…
Yeonwoo notou de repente um feromônio estranho no carro e parou. Não era de uma só pessoa, mas uma leve mistura de feromônios de várias pessoas.
— O quê?
Chahyun perguntou a Yeonwoo, que tinha parado de falar. Em vez de responder, Yeonwoo virou-se e conferiu o banco de trás. Lá, havia um paletó que parecia ser de Chahyun largado.
— Isto é seu?
— É.
Quando Yeonwoo esticou o braço e pegou o paletó, Chahyun assentiu com naturalidade.
— Parece que tem feromônios de outras pessoas misturados.
Além disso, um feromônio de Ômega era particularmente forte. Não chegava a ser uma marcação, mas parecia que tinham ficado próximos por bastante tempo, não apenas num breve encontro.
— Talvez seja porque saí para uma reunião ontem à tarde. Te incomoda muito?
— Ah. Não é tão ruim.
Yeonwoo assentiu, concordando depois de ouvir a explicação. Achou que podia ser isso, se fosse uma reunião.
— Assim não dá. Vou levar para dentro e deixar lá.
— Não precisa ir tão longe…
— Pode te deixar enjoado.
Chahyun pegou o paletó da mão de Yeonwoo e saiu do carro. No mesmo instante, ele ouviu vagamente algo cair no tapete sob o banco.
— Chahyun-ah. Acho que caiu alguma coisa aqui.
Yeonwoo chamou apressado, mas ele já tinha entrado na casa de campo.
Sem outra escolha, Yeonwoo soltou o cinto e se inclinou para conferir ele mesmo sob o banco.
Então viu um anel prateado brilhando levemente no canto do tapete.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna