Episódio 79
Capítulo 79 ── ⋆⋅☆⋅⋆
3 meses depois.
— Ora, vejam só quem está aqui. Baek Chahyun num evento beneficente? Quase não te reconheci, é tão fora do seu feitio.
Um colega de turma, avistando Chahyun ao entrar no local, aproximou-se dele fingindo uma surpresa exagerada. Depois, notou tardiamente Oh Yumin ao lado dele e a cumprimentou sem jeito.
— O casamento de vocês é no mês que vem, né? Estão mesmo apressando as coisas.
— Simplesmente aconteceu assim. E você nunca perde um evento, não é?
Chahyun retrucou, olhando ao redor. O salão ainda não estava lotado, já que o jantar formal não tinha começado.
— Não é que eu esteja em todo lugar; é que você nunca dá as caras, Baek Chahyun. Principalmente ultimamente, você está terrível.
— De que adianta vir a essas coisas? Só se ganha sermão de velho.
Mas hoje ele estava ali justamente para causar boa impressão nesses velhos, então aguentar os sermões era inevitável. Embora tivessem antecipado o casamento, precisavam aparecer em eventos com Oh Yumin para dissipar a impressão de que estavam apressando demais as coisas.
— Aliás, os convites de casamento já foram enviados?
— Já. Depois você pega um com o meu secretário.
— Ei, Yumin-ah. Esse aí é mesmo um noivo cujo casamento é daqui a menos de um mês? Você devia cuidar melhor dele.
— Eu tenho. Aqui mesmo.
Oh Yumin tirou um convite da bolsa e o entregou ao colega. Ele sorriu, abrindo o envelope grosso.
— Como esperado, você tem mais bom gosto que o Baek Chahyun. Como estão os preparativos? Qual é a sensação de ter reservado o local?
— Não acho que você devia se preocupar com isso, Jang Dong-jun.
Chahyun baixou a voz e ergueu uma sobrancelha.
— Por quê?
— Sua mãe está vindo para cá.
— Ah.
Assim que Chahyun terminou de falar, uma mulher de meia-idade com uma blusa marfim e uma saia bege que ia até abaixo das panturrilhas se aproximou deles.
— Ai, meu Deus, Chahyun e Yumin. Quanto tempo.
— Olá.
— Como a senhora tem passado?
— Bem, bem. Ouvi falar de vocês dois. Nossa, vocês ficam mais bonitos cada vez que os vejo. Ficam tão bem juntos.
Ela alternou o olhar entre Chahyun e Oh Yumin, que estavam lado a lado, e cobriu a boca ao rir.
— Acho que nunca vi o Chahyun com o cabelo solto assim. Ele fica impressionante de qualquer jeito.
— Ela disse que me deixa mais másculo.
Chahyun deu de ombros e alisou o cabelo diante do elogio.
— Quem? A Yumin?
Ele apenas sorriu em resposta. O colega fez com os lábios “Argh, que brega”, parecendo enojado.
— O Dong-jun só fica desleixado com esse tipo de cabelo.
— Mãe.
— Enfim, já encontraram um lugar para morar?
— Sim. Vamos nos mudar para Pyeongchang-dong.
Desta vez, Oh Yumin respondeu com um sorriso simpático.
— Pyeongchang-dong? Por que tão longe?
— Gostamos de sossego. E tem montanhas por perto, então o ar é limpo.
— É verdade. Se gostam de sossego, não há lugar melhor. Aliás, o Jang Dong-jun também precisa se casar… Quantos anos ele tem? Só vive jogando golfe.
— Mãe, eu ainda tenho vinte e poucos. Vinte e sete ainda é jovem.
— Nojento, tão nojento.
— Bom, sinceramente, é a idade em que ele está mais nojento.
A mãe de Dong-jun caiu na gargalhada com as palavras de Chahyun.
— Temos alguém para encontrar lá dentro. Até mais tarde, senhora.
— Está bem, nos vemos no casamento.
Chahyun e Oh Yumin trocaram cumprimentos educados com mãe e filho antes de seguir mais para dentro. Quando teve certeza de que não havia ninguém por perto, Oh Yumin falou.
— Você devia carregar os convites com você.
— Seus pais vão cuidar da distribuição, para que se dar ao trabalho?
— Só parece que você não se importa.
— E quando foi que eu me importei?
— É, acho que nunca.
Oh Yumin balançou a cabeça, decidindo não discutir.
— Quer uma bebida?
Chegando à recepção de coquetel, ela ergueu a taça e perguntou a Chahyun.
— Não.
— Por quê?
— Tenho que dirigir depois.
— Pode chamar um motorista.
Chahyun balançou a cabeça, então Oh Yumin não insistiu.
Depois disso, conhecidos vieram cumprimentá-los. Oh Yumin frequentava eventos com frequência, mas Chahyun raramente era visto, então todos pareciam surpresos.
—Senhoras e senhores, obrigado por estarem conosco. O jantar beneficente começará em breve. Por favor, dirijam-se aos seus lugares.
Logo, um anúncio foi feito em todo o salão informando que o jantar beneficente estava prestes a começar. Seguindo as instruções, Chahyun e Oh Yumin ocuparam os lugares designados.
* * *
Quando o jantar beneficente estava terminando, Chahyun foi direto para o estacionamento.
Oh Yumin, que tinha bebido muito, disse que estava cansada e se hospedou num hotel no mesmo prédio. Chahyun estava preocupado em ter que cuidar dela, o que seria um incômodo, então ficou aliviado por ela ter se virado sozinha.
Ligando o carro, Chahyun conferiu o relógio. 22h20. Se partisse agora para a casa de campo em Gangwon, chegaria perto da meia-noite. A essa altura, Yeonwoo provavelmente estaria dormindo.
Antes de sair, Chahyun trocou por um paletó limpo que o secretário tinha deixado preparado no banco de trás. Ultimamente, ele sempre mantinha roupas extras à mão, já que eventos com muita gente podiam deixar cheiros ou feromônios impregnados.
Vestindo o paletó novo, abriu um aplicativo no celular e conferiu a câmera de segurança embutida no teto da sala da casa de campo. A tela mostrava Yeonwoo lendo um livro na sala. Embora fosse difícil ver com clareza, Yeonwoo andava bastante absorto em confeitaria ultimamente, e o livro que segurava era maior que um livro comum, então provavelmente era um livro de receitas.
Um leve sorriso surgiu nos lábios de Chahyun enquanto ele ligava para Yeonwoo.
—Oi. Onde você está? Vai chegar tarde hoje?
Yeonwoo atendeu imediatamente.
— O trabalho demorou, então estou saindo só agora.
—Você deve ter estado ocupado.
— Não tem jeito. Provavelmente vou estar atolado até o mês que vem.
Depois que o casamento terminasse, essa agenda exaustiva desapareceria. Até lá, Yeonwoo estaria com a gravidez bem avançada, então ele planejava voltar cedo para casa e passar o máximo de tempo possível com ele.
—Você deve estar cansado. Não seria melhor dormir em Seul hoje?
— Não, já saí.
—Você não precisa se forçar…
Desde que se mudou para a casa de campo, Yeonwoo sentia pena de Chahyun, que tinha que viajar uma hora e meia em cada trajeto. Dizia a Chahyun que ele podia vir no dia seguinte ou no fim de semana se estivesse cansado, mas Chahyun repetia o trajeto entre a casa de campo em Gangwon e Seul quase todos os dias, a menos que houvesse algo especial.
Até o próprio Chahyun achava aquilo loucura, mas vinha repetindo essa loucura havia três meses. Nem sentia vontade de parar.
— O que você está fazendo?
Chahyun, depois de confirmar que Yeonwoo estava lendo um livro no sofá da sala, perguntou como se não soubesse de nada. Yeonwoo, sem saber da existência da câmera na sala, fechou o livro e abraçou uma almofada do sofá.
—Estava conferindo uma receita. Assei de acordo com a receita, mas a fornada de hoje queimou um pouco.
— Acho que vou ter que comer tudo de novo.
—É. Dá pena jogar fora.
— O que você assou?
—Cookies de aveia e scones. Mas acho que eu nunca conseguiria vender isso num café… Ai.
A voz de Yeonwoo, vinda do alto-falante, soava desanimada.
—Quando o professor faz, dá certo, mas eu sempre deixo cru ou queimo.
— Será que você não tem jeito para confeitaria?
—O quê? Ninguém é bom nisso logo de início.
Depois de dizer isso, Yeonwoo bocejou longamente.
— Vá dormir se estiver com sono.
—A que horas você chega?
— Não sei. Meia-noite?
—Então posso acabar dormindo mesmo.
— Tudo bem se dormir.
—Tá… Mas me acorde quando chegar.
— Acordo.
—Dirija com cuidado.
— Tá.
Ao desligar, Chahyun conferiu o horário de novo. Passava um pouco das 22h30. Ainda teria que dirigir por mais de uma hora para ver Yeonwoo.
Olhou de relance para o GPS, que mostrava o endereço da casa de campo em Gangwon, depois voltou o olhar para a frente. Originalmente usada como casa de campo da família, seus pais lhe deram o imóvel pouco depois de ele se tornar adulto.
Ele não sabia porquê, mas, desde o momento em que decidiu se afastar da cidade, aquela casa de campo não saía de sua cabeça. Era como se não houvesse outra escolha; ele imaginava vividamente passar o tempo ali com Yeonwoo.
Chahyun tamborilou no volante algumas vezes e acelerou.
Ao entrar na casa de campo, as luzes estavam acesas na sala à meia-luz. Chahyun tirou o paletó com familiaridade e foi para o quarto. Lá, viu Yeonwoo dormindo profundamente sob as cobertas.
— Chegou?
Quando Chahyun se aproximou e beijou sua bochecha, Yeonwoo perguntou com a voz sonolenta.
— Cheguei.
— Você deve estar cansado de dirigir tão tarde…
— Estou. Exausto.
Em resposta, Yeonwoo, de olhos fechados, ergueu levemente os cantos da boca e deu tapinhas no lugar ao seu lado.
— Vá dormir logo. Vem cá.
Em vez de se deitar direito, Chahyun colocou a mão sob as cobertas e sentiu a barriga de Yeonwoo. A barriga, que tinha crescido bastante ultimamente, agora mostrava claramente que ele estava grávido.
Chahyun mordiscou de leve a orelha macia de Yeonwoo e sussurrou.
— Como está o Saebyeok? Aprontou alguma hoje?
— Um pouco.
Saebyeok era o apelido da criança.
Desde mais ou menos o quinto mês de gravidez, a criança ficava particularmente ativa tarde da noite ou de madrugada, quando Yeonwoo estava dormindo. Como resultado, ele sofreu com falta de sono por um tempo. Então os dois, naturalmente, apelidaram o bebê em sua barriga de Saebyeok, “madrugada”.
— Seu pestinha.
Chahyun acariciou a barriga de Yeonwoo e disse suavemente.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna