Episódio 72
Episódio 72 ── ⋆⋅☆⋅⋆
— Este é o terceiro modelo. É um anel que enfatiza o minimalismo, eliminando decorações desnecessárias. Suas linhas limpas e seu brilho sutil combinam naturalmente com qualquer estilo. É perfeito como acessório diário ou como peça de destaque.
— Hmm. Ah, é simples demais. Estou em dúvida. Mostre o próximo.
— O quarto modelo é…
Chahyun manteve uma atitude morna o tempo todo enquanto olhava os anéis que o funcionário trazia. Oh Yumin, que ao menos tinha algum interesse em acessórios, era a única que reagia com algumas palavras.
Quando nem isso havia, o silêncio se prolongava por muito tempo depois que o funcionário terminava de falar.
— O que acha? Eu gostei do segundo e do quinto.
Oh Yumin, que mexia nas unhas recém-feitas e ouvia a explicação por obrigação, perguntou a Chahyun. Ele assentiu como se não se importasse.
— O que você quiser.
— Então vou ficar com o segundo.
— Entendido. Alguma gravação ou detalhe adicional que gostariam de…
— Não, obrigada. Só o básico.
— Não precisam nem das iniciais gravadas?
— Ah. Acho que seria legal ter as iniciais.
O funcionário explicou quanto tempo levaria para receberem o anel se fizessem o pedido agora. Depois, confirmou a fonte das iniciais e o tamanho dos dois anéis.
— Ah, é. Meu pai disse que quer jantar em algum momento no mês que vem.
Oh Yumin abriu a boca como se tivesse lembrado de repente. Chahyun, que estava ali parado sem nem tentar esconder a expressão de tédio, apenas revirou os olhos e olhou para ela.
— Com os pais dos dois lados?
— Aham.
— Qual é a ocasião?
— Como eu vou saber? Provavelmente só para perguntar como estamos antes de marcar a data do casamento.
Oh Yumin deu de ombros. Chahyun assentiu.
— Entre em contato pelo meu secretário.
— Você pergunta ao seu secretário até sobre a agenda dos seus pais?
— Sim. Eles vão coordenar isso do lado deles.
Chahyun deu batidinhas com a mão na vitrine transparente que continha os acessórios caros enquanto respondia.
— Seu secretário deve ser ocupado. Que pena.
Ele não respondeu às palavras de Oh Yumin, que estalou a língua.
— Mas por que você precisa de um gerente quando vai fazer compras?
Alguns segundos depois, Oh Yumin apontou desconfiada para o gerente parado na entrada da loja e perguntou.
— Você era tão viciado em compras assim? Não combina com você.
Chahyun virou a cabeça como se não se desse nem ao trabalho de responder. Justo nesse momento, o gerente de quem Oh Yumin estava curiosa se aproximou deles.
— Chefe. O deputado Kim Sang-ho, da Assembleia Nacional, está neste mesmo andar.
Diante das palavras dele, Chahyun finalmente endireitou o corpo, que estava apoiado na vitrine.
— Se já viu todos os anéis, vamos.
Ele encarou o funcionário como se perguntasse se podiam ir, e o funcionário se despediu, dizendo que entraria em contato quando o anel estivesse pronto.
— O que está fazendo? Anda logo, vem.
Chahyun, que ela achou que simplesmente iria embora sozinho, parou na entrada e chamou Oh Yumin. Ela achou inesperado e se aproximou de Chahyun, puxando conversa.
— Vai direto para casa?
— Devo ir.
— O pessoal vai se reunir hoje à noite. Vem com a gente.
— Muito trabalho.
— Não sei nem como você consegue respirar com tanta preguiça.
Eles trocaram palavras triviais assim e caminharam lado a lado em direção à escada rolante. Então Oh Yumin percebeu que a direção em que estava andando era estranha e parou tardiamente.
— Mas por que por aqui…
— Deputado. Que coincidência encontrá-lo aqui.
Justo nesse momento, Chahyun se aproximou de um homem de meia-idade de terno e o cumprimentou. O homem recebeu Chahyun com um aperto de mão satisfeito.
— Ah, se não é o chefe Baek.
— Como tem passado?
Era o deputado Kim Sang-ho, que o gerente mencionara antes. Ele era próximo do pai de Chahyun e já o tinha encontrado antes.
— Eu estou sempre igual. Soube que você está indo bem ultimamente? O presidente Baek sempre se gaba do filho quando me encontra.
— Ele só está dizendo isso.
— Mas o que o traz aqui?
— Vim pegar a aliança de noivado com Yumin.
— Ah, é mesmo? Soube que vocês vão se casar em breve.
— Olá. Sou Oh Yumin.
Oh Yumin cumprimentou o homem de meia-idade com recato, adequadamente à situação. O homem olhou para o jovem casal com uma expressão satisfeita.
— Vocês dois ficam bem juntos. É bom ver gente jovem. Vamos jantar juntos qualquer dia desses.
— Sim. Então já vamos indo.
Quando o homem se afastou, Oh Yumin apagou o sorriso do rosto e encarou Chahyun.
— Você me trouxe por aqui de propósito, não foi?
— Ele é um velho próximo dos nossos pais, então se eu mostrar a ele que você e eu estamos juntos, ele vai sair espalhando.
— Loja de departamentos é para fazer compras, não para fazer coisas assim.
— É bom porque não preciso dizer eu mesmo.
— Moleque maluco.
— Você é gentil demais.
Quando os filhos estavam prestes a se casar, os pais faziam o possível para mantê-los próximos do parceiro escolhido pela família. Quanto melhor a relação com o parceiro do casamento arranjado, mais conveniente era.
Por outro lado, por mais que a família se esforçasse para uni-los, se as pessoas que iam se casar brigassem, coisas problemáticas aconteceriam. Filhos ilegítimos, grandes perdas por casos amorosos desnecessários, e assim por diante.
Por esse motivo, os adultos tentavam fazer o casamento antes que os filhos estivessem completamente estabelecidos, numa idade em que ainda podiam ser controlados pelos pais.
Por isso, criar uma imagem que agradasse aos pais reduzia a quantidade de problemas pelos quais se tinha que passar. Mesmo que cada um tivesse seu próprio amante, podiam evitar interferências até certo ponto. Como resultado, era necessário fingir estar em bons termos com Yumin externamente, consciente dos olhares de fora.
— Estou indo.
Chahyun deu as costas para Oh Yumin como se tivesse terminado com ela. Para ir para casa.
* * *
Alguns dias depois. Quando Yeonwoo conferiu o celular à noite, tinha recebido uma mensagem do funcionário de meio período.
[(Foto)] [Chefe~~! Saiu a amostra do design do suporte de copos e da cinta térmica] [Disseram que preciso decidir o que revisar até amanhã e avisar…?] [O que eu faço??]
Assim que viu a mensagem, Yeonwoo se surpreendeu e ligou rapidamente. Descobriu que a empresa de design tinha enviado o novo design de embalagem da Neobel que ele solicitara havia muito tempo. O problema era que já fazia alguns dias que a amostra tinha sido enviada, e restava só um dia para pedir revisões.
Parecia que o funcionário de meio período não tinha aberto o pacote porque era uma entrega para Yeonwoo pessoalmente e o deixara empilhado num canto do depósito. Mesmo depois de enviar a amostra, a empresa de design ligou diretamente para a loja porque não tinha notícias de Yeonwoo, e só hoje descobriram a situação.
O motivo de as coisas terem dado errado era que ele tinha trocado o número do celular recentemente.
—O que eu faço, chefe? Desculpa não ter visto antes.
— Não, não é culpa sua. Eu devia ter verificado.
—Então o que eu digo a eles? Mando imprimir do jeito que está?
Yeonwoo ficou perdido em pensamentos por um momento. Não podia mandar produzir sem verificar a amostra direito. No entanto, também não podia cancelar o pedido completamente, porque já tinha pagado o sinal, e os suportes e cintas existentes logo acabariam. De qualquer forma, ele precisava de um novo design.
— Minhyuk-ah, então…
Justo quando Yeonwoo ia abrir a boca, ouviu o som da porta da frente sendo destrancada. Chahyun tinha chegado do trabalho.
— Vou trabalhar amanhã e resolvo isso.
Na verdade, a solução era simples. Ele podia simplesmente ir trabalhar e verificar pessoalmente.
O problema era que Chahyun ainda era contra Yeonwoo ir trabalhar. Por motivos de saúde.
—Ah, tá! Então vou deixar atrás da porta do depósito.
— Tá. Por favor, cuide do fechamento hoje.
Yeonwoo desligou rapidamente e foi para a sala depois de ouvir os passos de Chahyun.
— Chegou?
Chahyun estava tirando o paletó com a gravata afrouxada. Yeonwoo tentou cumprimentá-lo, mas ele estava ao telefone com alguém.
Ao vê-lo formar as palavras “Só um momento” com os lábios, Yeonwoo assentiu.
Chahyun, que tinha tirado o paletó, se aproximou enquanto falava ao telefone e afastou o cabelo de Yeonwoo. Depois, acariciou de brincadeira as bochechas e o queixo dele com os dedos.
Preciso dar um jeito de dizer que vou trabalhar amanhã…. Yeonwoo o observava pensando nisso.
* * *
No dia seguinte. Yeonwoo acabou indo trabalhar na Neobel sem que Chahyun soubesse. Isso porque tinha tentado encontrar o momento certo para perguntar várias vezes no dia anterior, mas falhara todas as vezes.
— Chahyun-ah. Sobre eu ir trabalhar no café….
— Café? A médica disse para você tomar cuidado. Descanse mais. Você mal almoçou hoje.
Mesmo quando ele tocava no assunto casualmente, Chahyun não levava a sério e mudava de assunto.
— O quarto do bebê já está todo decorado?
— Ah, tá. Mais ou menos.
— Se precisar de mais alguma coisa, vamos ver juntos.
— Não. Podemos ir completando aos poucos. Mas o café….
— Quando você vai jantar?
— Ah, daqui a pouco.
— Você não comeu muito no almoço, então tente comer bastante no jantar.
— Tá.
Yeonwoo não conseguiu dizer mais nada sobre ir trabalhar no café e jantou.
Ultimamente, a relação com ele tinha ficado mais tranquila, então hesitava, com medo de que essa paz fosse quebrada. Acima de tudo, Chahyun recebia uma série de ligações de trabalho mesmo depois de chegar em casa naquele dia, então não era fácil voltar ao assunto.
Yeonwoo, que ficou observando-o, cochilou e adormeceu assim que terminou de jantar.
Infelizmente, ele dormiu demais no dia seguinte, então, quando acordou de manhã, Chahyun já tinha saído para o trabalho. Em muitos sentidos, as condições não eram favoráveis, o que tornava tudo difícil.
Yeonwoo julgou que daria trabalho demais pedir permissão por mensagem ou ligação agora, então foi trabalhar no café sem dizer uma palavra.
Ultimamente, não parecia que estava sendo vigiado por ninguém, então planejava sair por um tempo de manhã e voltar antes do almoço.
Ele mentiu para a funcionária, dizendo que ia ao mercado dar uma caminhada, só por precaução.
— Meu Deus, chefe! Quanto tempo!
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna