Episódio 71
Episódio 71 ── ⋆⋅☆⋅⋆
O berço não era tão pequeno quanto Yeonwoo esperava. Havia muitos tipos diferentes, cada um com alturas e tamanhos variados.
— Olá. Estão procurando algo em particular?
Yeonwoo, sentindo que precisava de ajuda, assentiu rapidamente à pergunta da funcionária.
— Estou procurando um berço para colocar no quarto do bebê, mas não sei qual escolher.
— Entendi. Normalmente, berços de madeira são populares para recém-nascidos, mas os berços com proteção lateral também estão vendendo bem hoje em dia. São os mais seguros porque não há risco de queda….
A funcionária, como se estivesse esperando por isso, apontou cada um dos berços expostos e explicou suas características.
De berços portáteis a camas familiares onde adultos podem dormir junto, cada um tinha seus prós e contras, o que tornava mais difícil escolher quanto mais Yeonwoo ouvia.
— Nada de cama familiar. Vou dormir separado da criança à noite.
Chahyun disse com firmeza, mas Yeonwoo fingiu não ouvir. Continuou focado na funcionária, que explicava com afinco.
Olhando ao redor os itens pequenos, parecidos com brinquedos, Chahyun não conseguia deixar de imaginar a criança nascendo e usando aquelas coisas. Tinha certeza de que seria adorável.
Originalmente, ele só saíra para dar a Yeonwoo, que estava sempre em casa, uma mudança de ares, mas, conforme olhava, Chahyun também foi ficando bastante absorto nas compras de artigos para bebê.
— Chefe, um momento.
Enquanto olhavam a seção de berços, o gerente, que estava afastado, se aproximou. Ao ser chamado, Chahyun olhou de relance para Yeonwoo e se virou.
— Continue olhando. Volto depois de uma conversa rápida.
— Tá.
Só depois de se distanciar de Yeonwoo, Chahyun olhou para o gerente.
— Fale.
— A senhorita Oh Yumin chegou à loja de departamentos.
Diante disso, a expressão de Chahyun azedou imediatamente. Ainda havia bastante tempo até o encontro.
— Em que andar?
— Fui informado de que ela está atualmente na seção de beleza, no primeiro andar.
— Não a deixe subir aqui. Tenho que te dizer tudo?
— …Sim, terei cuidado para evitar que os caminhos se cruzem.
Era um pedido irracional desde o início. Como ele poderia bloquear o caminho de Oh Yumin, que, como Chahyun, era cliente VIP da loja?
O gerente sabia que era impossível, mas respondeu obedientemente por ora. Depois, falou baixinho no microfone de ouvido que usava, dando algumas instruções.
Depois de terminar a conversa, Chahyun voltou a se aproximar de Yeonwoo, que agora olhava cadeiras, mas parou, pensativo.
O que aconteceria se, por azar, Yeonwoo esbarrasse em Oh Yumin? Eles tinham se encontrado uma vez numa reunião antes, então ele não passaria sem reconhecê-la.
Ele não se importava com o que Oh Yumin pensasse, mas Yeonwoo definitivamente ficaria desgostoso. Havia também a possibilidade de ele descobrir informações desnecessárias sobre o casamento.
Yeonwoo acabaria descobrindo que ele não tinha intenção de se tornar seu cônjuge nem de colocar a criança em seu registro familiar, mas não seria hoje. Agora, sua prioridade era que ele recuperasse a saúde. Então concluiu que seria melhor evitar esbarrar em Oh Yumin.
Chahyun se arrependeu tardiamente de ter levado Yeonwoo àquela reunião no passado. Se não os tivesse deixado se conhecer naquela época, essa situação preocupante não teria acontecido.
De qualquer forma, sem querer estragar o humor de Yeonwoo, que tanto se esforçara para melhorar, Chahyun se aproximou dele.
— Vamos parar….
— Posso comprar isto?
Ele ia dizer vamos para casa, mas Yeonwoo, sem ouvir a voz de Chahyun, apontou para algo.
— Claro.
Chahyun respondeu por reflexo, sem nem olhar o que era. Sua boca se moveu sozinha.
— Ah, senhor. Esta é uma cadeira de alimentação ajustável em três níveis. Quando a criança começar a comer papinha, pode ser colocada na mesma altura dos adultos. Vem em conjunto com uma bandeja….
Yeonwoo observava atentamente enquanto a funcionária dobrava e desdobrava a cadeira, ouvindo a explicação. Chahyun esqueceu que ia dizer para irem para casa e ficou olhando em silêncio para a expressão de Yeonwoo, que tinha ficado séria. Já tinha visto aquele rosto antes. Quando foi?
Ah, quando ele fazia bebidas no café. Ele sorriu por dentro, como se tivesse feito uma grande descoberta. Ele também ficava tão concentrado diante da máquina naquela época.
No fim, Chahyun não conseguiu interromper as compras de Yeonwoo e ouviu a explicação da funcionária junto com ele. Móveis de bebê, inesperadamente, tinham muito a aprender, e os dois ficaram tão sérios como se estivessem numa aula.
— Chefe.
Enquanto aprendiam a separar a cadeira da bandeja, o gerente se aproximou de novo. Chahyun estalou a língua, irritado, deixou Yeonwoo para trás e se virou.
— O que foi?
— A senhorita Oh Yumin está subindo para cá.
O gerente não conseguiu esconder a expressão aflita e sussurrou.
— O quê? Por quê?
— Ela disse que pretende comprar um presente para uma amiga que teve um filho….
— Haa.
Chahyun ficou de lado com uma expressão incomodada e pôs as mãos na cintura. Então fez sinal para o gerente se aproximar.
Quando o gerente chegou bem perto de Chahyun, uma voz baixa saiu.
— Pare-a antes que ela chegue aqui.
— Chefe, mas….
— Ou então. Nós, que estávamos comprando primeiro, é que devemos ir embora?
— …Me desculpe.
O gerente baixou a cabeça, constrangido, diante do murmúrio de Chahyun. Sua mente trabalhava a toda velocidade, calculando como resolver a situação.
No entanto, ambas as partes eram clientes VIP. Não VIPs comuns, mas clientes de primeira linha, dos melhores.
Havia um limite para o quanto ele podia orientá-los a mudar seus trajetos de compra para evitar um encontro.
— Então vou levar isto.
— Vai levar? Se escrever seu endereço aqui, entregaremos na sua casa hoje mesmo.
Antes que o gerente encontrasse uma solução, Yeonwoo terminou as compras no momento certo.
— Pode mandar para o endereço do meu cadastro.
Chahyun disse, pagando pelos móveis e artigos que Yeonwoo tinha escolhido.
— Precisa de mais alguma coisa?
— Não. Vamos agora. Fiquei tempo demais aqui.
Yeonwoo, conferindo o horário de repente, se surpreendeu ao perceber que tinha ficado ali por bastante tempo. Ao mesmo tempo, sentiu uma onda súbita de cansaço e foi para o estacionamento com Chahyun.
Graças a isso, o infeliz encontro dos dois com Oh Yumin na seção de artigos para bebê não aconteceu.
O gerente, observando os dois caminharem em direção ao elevador, relatou a situação no microfone de ouvido com alívio.
No caminho para casa. Yeonwoo, sentado no banco do passageiro ao lado de Chahyun, que estava ao volante, lambia uma casquinha de sorvete.
Antes de saírem da loja de departamentos, ele de repente quis sorvete, então Chahyun voltou até a praça de alimentação no primeiro subsolo para comprar. Chahyun, que desenvolvera uma obsessão em alimentar Yeonwoo com tudo o que ele quisesse, olhava para ele com satisfação.
— Talvez seja porque eu saí hoje…. O tempo passou voando.
— Pois é.
— Mas acho que comprei demais e estou me arrependendo um pouco. Na verdade, podia ter comprado as roupas e os brinquedos depois que o bebê nascesse. Vai levar muito tempo só para organizar tudo quando chegar.
— Organizar? É só contratar alguém.
Chahyun respondeu como se dissesse por que ele se daria a esse trabalho. Depois disso, a conversa entre os dois não parou durante todo o caminho para casa.
Chahyun acrescentava uma resposta a tudo que Yeonwoo dizia, sem deixar escapar uma única palavra. Era simplesmente bom vê-lo comendo bem, se movimentando bem e falando bastante. É assim que ele fica animado quando está em boas condições? Pensou consigo mesmo.
— Pode subir na frente. Tenho trabalho pendente, então preciso voltar ao escritório.
Um tempo depois, ao chegar ao apartamento, Chahyun disse enquanto estacionava o carro na garagem.
— Ah. O escritório…. Você disse que ainda não tinha terminado o trabalho.
Yeonwoo murmurou como se tivesse acabado de lembrar. Como se estivesse decepcionado.
— Tenho coisas pendentes.
— …Obrigado por arrumar tempo mesmo estando ocupado. E por ir ao hospital comigo.
Antes de sair do carro, Yeonwoo hesitou por alguns segundos antes de abrir a boca. Diante disso, um sorriso torto apareceu nos lábios de Chahyun.
— Obrigado?
— É.
— Então faça alguma coisa a respeito.
— Está falando sério?
— E eu estaria brincando?
Ele não esperava que Yeonwoo o beijasse imediatamente. Chahyun, surpreso, arregalou os olhos, depois agarrou a nuca de Yeonwoo e inalou profundamente seu aroma perfumado.
Os feromônios de Yeonwoo também eram incríveis, mas seu cheiro corporal sutil, parecido com sabonete, deixava as pessoas loucas. Então, mesmo sabendo que ser exposto a feromônios de Alfa não era bom para ele, não conseguiu recusar o beijo.
— Haa.
No momento em que separaram os lábios, Chahyun arfou com força e cerrou os dentes. Era preciso muita paciência para suprimir os feromônios em momentos assim.
Mas, alguns segundos depois, Chahyun não resistiu e beijou Yeonwoo de novo. Não parou nas línguas grudadas, mas provou minuciosamente a mucosa macia e quente. A carne que tocava a ponta de suas papilas era doce como fruta.
— Uht, Chahyun-ah.
Yeonwoo chamou Chahyun, soltando um hálito úmido. Então, sem aviso, passou de repente para o banco do motorista e se sentou no colo de Chahyun.
— Ei, Hong Yeonwoo. O que… o que você está fazendo?
— Você não gosta?
Chahyun exibia uma expressão raramente desconcertada. A bunda de Yeonwoo se esfregava lentamente contra seu membro, que endurecia. Como se ele soubesse exatamente em que estado estava.
— Sai daí. Esqueceu que você não pode fazer isso comigo?
Chahyun rosnou, como se fosse levantar o corpo de Yeonwoo e colocá-lo de volta no banco do passageiro. Não conseguia acreditar que ele estava fazendo aquilo depois de ter ouvido tantas vezes da médica que ser exposto por muito tempo a feromônios de Alfa fazia mal à saúde.
— Você me mandou fazer alguma coisa.
— Não quis dizer para você subir no meu pau assim.
— Eu sei.
— Se você sabe….
— Mas você consegue controlar seus feromônios, não consegue?
Yeonwoo passou os braços firmemente em volta do pescoço de Chahyun, como se não fosse soltá-lo, e sussurrou em seu ouvido.
— Merda, você acha que isso funciona do jeito que você quer?
— …Você consegue.
Yeonwoo, baixando uma das mãos, esfregou sutilmente a calça social de Chahyun. Graças ao fato de já tê-lo acariciado com a bunda por um tempo, seu membro, já rígido e ereto, logo se revelou para fora da calça com alguns toques.
Chahyun cerrou os dentes para suprimir os feromônios que tentavam vazar sozinhos. Tinha conseguido contê-los até certo ponto, mas não sabia quanto tempo aquilo duraria. Especialmente diante do sedutor Hong Yeonwoo, que acariciava seu membro para cima e para baixo com a mão.
Então Chahyun estava numa situação realmente terrível. Já era surpreendente o bastante que Yeonwoo tivesse subido nele primeiro no carro apertado, mas ele tinha que esconder os feromônios de algum jeito, e os movimentos da mão de Yeonwoo, que apertava seu membro da raiz à glande e subia e descia, eram malditamente habilidosos. Como se ele tivesse feito aquilo inúmeras vezes.
Chahyun estava à beira de perder o juízo com o estímulo excessivo. Mesmo no meio disso, sentia constantemente a vontade de gozar. Chahyun sabia que precisava afastar Yeonwoo, mas não conseguia. Ele era levado, impotente, pelos movimentos sedutores da mão de Yeonwoo, respirando com dificuldade no carro apertado.
— Hah, porra.
Acima de tudo, ele estava faminto havia muito tempo. Estivera tão focado na saúde de Yeonwoo ultimamente que nem conseguia lembrar quando tinha gozado pela última vez.
Antes que percebesse, o pré-gozo escorria da glânde de Chahyun, fazendo um som obsceno enquanto Yeonwoo movia as mãos.
— Hong Yeonwoo… Kuht.
Logo, Chahyun não conseguiu resistir à vontade de gozar e gozou nas mãos brancas e macias de Yeonwoo. Ele tensionou o corpo inteiro para suprimir os feromônios, e uma tensão extrema e arrepios percorreram seu corpo.
Porra. Que diabos é isso?
Chahyun engoliu uma praga áspera e encarou Yeonwoo. Não conseguia acreditar que ele estava agindo de forma tão imprudente, sem se importar com o que teria acontecido se ele não tivesse conseguido controlar os feromônios.
— Que diabos você está….
— Você está recebendo uma ligação. Não é o seu celular?
Mas Yeonwoo, como se não tivesse medo da expressão feroz de Chahyun, apontou despreocupadamente para o celular que vibrava. Como ele disse, o celular que Chahyun guardara no bolso recebia ligações sem parar.
Era realmente hora de ir encontrar Oh Yumin.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna