Episódio 3
Como se perguntasse até quando ele ia ficar só encarando, Chahyun arqueou as costas. Seus olhos brilhavam de expectativa. Ao mesmo tempo, seu membro pulsante tocou a bochecha pálida de Yeonwoo.
Yeonwoo olhou de relance para os olhos de Chahyun antes de entreabrir os lábios e tomar a ponta de seu membro na boca.
Era duro e grosso, já fazendo sua mandíbula doer.
— Hmm.
— Faz direito.
Ele pretendia fazer direito mesmo sem ser mandado. Do contrário, sofreria sendo penetrado por Chahyun a noite inteira.
Yeonwoo abriu bem a boca e tomou a haste mais fundo. Sentiu um feromônio Alfa pesado, junto com um cheiro levemente salgado e masculino.
— Nhg…, ugh.
O rosto de Yeonwoo, com a respiração restringida por ter aquele membro, já estava ruborizado. Ele movia a cabeça para cima e para baixo para sugar a haste que havia engolido.
— Não use os dentes.
Chahyun instruiu, acariciando o pescoço de Yeonwoo com a mão. Sua voz baixa, rachada de excitação, estimulava sua orelha macia.
Chup, chup. Sons vergonhosos e explícitos ecoavam. Ele sentiu o calor subir até as pontas das orelhas.
Vencido pela vergonha, Yeonwoo baixou os olhos e se concentrou na felação. O olhar de Chahyun estava fixo nos cílios longos e nos lábios vermelhos de Yeonwoo, sem nunca deixá-los.
— Hoo.
Quanto mais fundo e mais rápido Yeonwoo movia a cabeça, mais os gemidos satisfeitos de Chahyun ecoavam no quarto.
Ele acariciou com delicadeza as bochechas estufadas de Yeonwoo com a mão antes de jogar sua franja para trás com brutalidade. Quando sua testa, que estava coberta, foi revelada, seu rosto ruborizado ficou completamente exposto. O rosto de Yeonwoo, com o pau dele inteiro na boca, parecia uma tela branca com uma quantidade muito pequena de tinta vermelha espalhada.
— Combina bem com você.
Chahyun murmurou em voz baixa, apanhando os cabelos macios de Yeonwoo entre os dedos.
Ultimamente, ele não parava de se arrepender de ter montado o café para ele. Imaginá-lo sorrindo e cumprimentando clientes todo o dia com aquele rosto lhe torcia as entranhas.
Havia muitas razões pelas quais o café de Yeonwoo ia bem, mas Chahyun sabia que uma delas era aquele maldito rosto bonito. O cara que vendia café era desnecessariamente gostoso.
Este rosto e este corpo lascivos deveriam ser vistos só por mim. Chahyun moveu os quadris, com esses pensamentos obscenos. Ele tinha que borrar Hong Yeonwoo de esperma para marcar seu território. Para que outros Alfas não ousassem nem tocá-lo, empapado de feromônios Alfa.
— Euk, ugh, nhg…! Heup.
Yeonwoo gemeu, aflito com a haste grossa que estava enterrada fundo em sua garganta, mas não a evitou e relaxou a garganta de forma admirável. As lágrimas que vinham se acumulando finalmente escorreram por suas bochechas.
— Merda, aguenta só um pouco mais.
Chahyun rosnou entre os dentes cerrados, ameaçando-o. E revolveu a mucosa quente e macia de Yeonwoo, forçando sua garganta a se abrir.
— Hoo-ung! Ugh…!
— Você sempre gosta quando eu aperto o fundo dos seus molares com o meu pau.
Chahyun riu, malicioso. Quando Yeonwoo, que estava chegando ao limite de prender a respiração, se debateu, seu membro saiu no momento exato.
— Haa, haa…, ha.
Chahyun olhou para baixo, para Yeonwoo, que recuperava o ar, e agarrou sua haste lustrosa, esfregando-a contra as bochechas avermelhadas dele. Yeonwoo fechou um olho e franziu o cenho.
O baixo-ventre de Chahyun se retesou ao sentir a sensação daquele rosto macio por toda a haste do seu pau.
— Toma de novo.
— Está bem…
Yeonwoo abriu a boca com os olhos semiabertos, atordoados.
Chahyun não o deixou tomar sua glande imediatamente, mas esfregou sua haste contra a linha esguia do maxilar e o narizinho dele. Yeonwoo movia a cabeça com aplicação, seguindo o trajeto irregular para tomar seu membro. Parecia que ele estava implorando para receber sua porra, o que levou a excitação de Chahyun ao ápice.
— Faz logo. Hmm…?
Yeonwoo, que sabia exatamente do que Chahyun gostava, lambeu sua glande com a língua e o apressou.
— Fazer?
— Hmm.
— Onde?
— …Ugh, na minha boca.
— Abra.
Yeonwoo abriu a boca como se estivesse esperando por isso. Chahyun, que finalmente sucumbiu à tentação, enfiou seu pau até a raiz naquela boca aberta.
— Ah-heup!
— Merda….
Depois de mover os quadris com brutalidade algumas vezes, ele não conseguiu vencer a sensação de ejaculação e enterrou a haste fundo na garganta dele enquanto jorrava. As vibrações do esperma descendo pela garganta eram sentidas através de seu membro.
— Kh.
— Ugh, hmm….
Um pouco depois, Chahyun retirou seu membro. Yeonwoo tossiu, com toda a garganta formigando, mas lambeu com a língua o esperma que restava na ponta do membro de Chahyun. Quando seus lábios tocaram de leve, houve um estalo suave.
— Haa…. Haa, está… feito.
Antes que ele pudesse terminar de falar, Chahyun agarrou o cabelo de Yeonwoo com força e o puxou para si, beijando-o. Ao contrário do toque bruto, o beijo foi muito suave.
Chahyun provou e roubou o ar da boca de Yeonwoo como se estivesse com ainda mais sede. Queria tomar controle de tudo, sem deixar nem um pedacinho para trás.
— Hmm… ugh.
Era por isso que Yeonwoo tinha ficado com medo. Ele se perguntava se talvez estivesse sendo enganado.
— Por que está me olhando desse jeito?
Chahyun inclinou a cabeça e perguntou, quando Yeonwoo ergueu os olhos úmidos para ele.
— Você não tem nada para me dizer?
Chahyun afastou completamente os lábios e olhou para baixo, para Yeonwoo, que ainda estava de joelhos entre suas pernas.
— Tenho.
Yeonwoo engoliu em seco.
— …O que é?
— Se você faltar ao tratamento de novo na próxima vez, vai ser realmente castigado a noite inteira.
Chahyun murmurou com seriedade e pinçou o peito de Yeonwoo.
— Ah, o que você está falando.
— Parece uma brincadeira? Estou falando sério.
— Sai. Vou escovar os dentes.
— Por que você está limpando depois de eu ter tido o trabalho de gozar?
— Não fique colado em mim, você é pesado.
— Você realmente não pode faltar à consulta no hospital na semana que vem.
— …….
— Hein? Me responde.
— Está bem.
— Bom garoto.
Sua mão grande desarrumou o cabelo molhado de Yeonwoo.
Yeonwoo apenas sorriu de leve. O conteúdo da conversa, suas atitudes e a forma como ele o olhava não eram diferentes de quando estavam na faculdade.
Por isso ele esperava que o que a mãe de Chahyun havia dito não fosse verdade. Que fosse mentira para separar o Omega Hong Yeonwoo, que não tinha nada e ainda tinha uma deficiência.
— Estou com sono. Quero dormir agora, de verdade.
— Vamos dormir.
Chahyun ergueu Yeonwoo no colo. Seus pés balançavam no ar.
Yeonwoo estava a ponto de mandá-lo colocá-lo no chão, mas relaxou o corpo. Os dois entraram no quarto lado a lado.
* * *
No dia seguinte.
Antes de tudo, ele precisava de provas antes de perguntar se ele tinha uma noiva. Não era para encurralar Baek Chahyun, mas provas para o próprio Hong Yeonwoo.
Provas de que a mãe de Chahyun havia mentido.
Provas de que sua vida pacífica não se romperia.
Yeonwoo precisava disso.
Assim que confirmou que Chahyun havia saído para o trabalho primeiro naquela manhã, ele foi para o hospital universitário em Gangnam em vez de ir ao café.
— Hong Yeonwoo? O que te traz aqui? Sozinho, sem o Chahyun.
Yeonwoo, que estava sentado numa cadeira no saguão do primeiro andar, virou a cabeça ao som de alguém o chamando. Sang-gyun, de jaleco branco, se aproximava com uma expressão intrigada.
— Hyung. Como você tem passado?
— Bom, estou sempre no hospital, então.
Oh Sang-gyun. O filho do diretor do Hospital Universitário Juseok, trabalhando como cirurgião.
Era um conhecido que ele tinha conhecido através de Chahyun, e foi ele quem conectou Yeonwoo a um centro de reabilitação quando ele havia machucado o tornozelo antes.
Eles se encontravam com frequência por causa do tratamento e agora tinham ficado próximos o bastante para trocar novidades em jantares de vez em quando. Ele também era uma das poucas pessoas que sabiam do relacionamento entre Chahyun e Yeonwoo.
— Tem uma coisa que eu quero te perguntar.
— O que é? É importante?
— É importante para mim.
Sang-gyun olhou em volta e decidiu que seria difícil conversar ali, então fez sinal para que ele o seguisse. Yeonwoo o seguiu em silêncio.
Pensando bem, Oh Sang-gyun era a pessoa mais adequada para lhe contar a verdade.
Uma pessoa com posição social que saberia que Chahyun ia se casar. E a pessoa de quem eu posso me aproximar mais facilmente. Além disso, ele tem um bom caráter.
— Hyung. Eu já sei de tudo, então me conte com sinceridade.
Yeonwoo disse de forma preventiva, assim que saíram do saguão aberto e entraram numa sala silenciosa.
— O quê, de repente assustador….
Sang-gyun arregalou os olhos e fingiu estar com medo.
Claro, era mentira que ele sabia de tudo. Ele pensou que não conseguiria a resposta que queria se perguntasse de forma ingênua, pedindo a verdade sem saber de nada. Então decidiu blefar de forma apropriada.
— O casamento do Baek Chahyun.
— Hein?
— Hyung, você também sabia, não é?
Depois de fazer a pergunta, Yeonwoo engoliu em seco.
Por favor, diga que não sabe. Isso é um absurdo, é a primeira vez que ouço isso….
— O Baek Chahyun?
No entanto, o coração de Yeonwoo afundou com a voz calma de Sang-gyun. Yeonwoo encarou fixamente sua expressão atormentada.
— …Você sabia, não é?
— Yeonwoo-ah, isso é assunto da família dele, então é meio demais eu dizer qualquer coisa….
— Ah, então era verdade.
Ele definitivamente parecia saber de algo.
Eu só estava testando o terreno, e fui pego na hora, desse jeito.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna