Episódio 23
Yeonwoo olhou em volta. Não havia ninguém no corredor do officetel, mas havia câmeras de CFTV em cada andar, e um segurança ficava postado no primeiro andar, então eles não conseguiriam tocá-lo de forma imprudente.
Eles provavelmente só tinham vindo avisá-lo e assustá-lo.
— Eu coloquei o officetel para venda urgente, então eu envio o dinheiro assim que receber. E eu já paguei parte, não paguei?
— É isso mesmo, o prazo de pagamento estava muito vencido! Com o pai que pegou o dinheiro emprestado tendo desaparecido, a gente devia esperar quietinho?
De repente, o Alfa se aproximou e deu tapinhas na bochecha de Yeonwoo.
— Não me toque.
Yeonwoo imediatamente sacudiu a mão dele para longe.
— Haha, valente.
— Aquela dívida não foi criada por vocês conspirando juntos em primeiro lugar?
Yeonwoo retrucou de forma cortante, e imediatamente uma mão bruta agarrou o cabelo de Yeonwoo.
— Ah!
— Para quem você acha que está levantando a voz? Você acha que eu sou fácil?
— …Solta!
— A culpa é do moleque louco sem capacidade nenhuma, que se apoia na mulher e no filho e fica rondando antros de jogo. É culpa nossa por ter emprestado o dinheiro para ele?
— Então, sabendo muito bem que ele é um moleque louco sem capacidade, vocês emprestaram um bilhão… Ugh!
— Shh, silêncio.
O Alfa puxou o cabelo de Yeonwoo para trás, trazendo seu rosto para perto, e o examinou devagar. Um cheiro forte de perfume misturado com suor velho, e os feromônios abafados de várias pessoas podiam ser sentidos no colarinho do Alfa.
— Hmm. Olhando assim, você realmente se parece com aquela mulher, Kim Soon-young.
Yeonwoo encontrou o olhar que o encarava sem se esquivar.
— Ah, eu me pergunto se a Kim Soon-young-ssi recebeu tratamento direito. Eu pintei o rosto dela com umas cores bem bonitas e vistosas.
O Alfa riu como se só o pensamento fosse divertido.
Naquele instante, os olhos de Yeonwoo se arregalaram como se fossem saltar.
— O quê? O que você acabou de dizer? Você bateu na minha mãe?
— Hahaha! Uau, esse aqui tem gênio.
— E se eu bati nela, o que tem?
Yeonwoo sacudiu a mão do Alfa com toda a força e desalinhou o cabelo. Mas os dois homens rapidamente o cercaram.
Um dos Betas deu tapinhas na bochecha de Yeonwoo.
— Hein? O que você vai fazer?
— Se vocês tocarem na minha mãe de novo, se vocês voltarem a procurá-la, porra, eu não vou deixar nenhum de vocês escapar.
Yeonwoo disse com clareza, dando um tapa sonoro na mão que tocava seu rosto.
O Beta sacudiu a mão, que havia sido empurrada por Yeonwoo, e o encarou com dureza.
— Eu te achei fofo, mas você não conhece o seu lugar e está escalando por cima de mim.
O punho do homem aterrissou no lado esquerdo do rosto de Yeonwoo num instante.
Tchac! Ao som de ossos se chocando, seu corpo esguio caiu completamente para trás.
— Kh!
O homem não lhe deu chance e chutou o Yeonwoo caído repetidamente. Uma dor surda se espalhou por seu estômago e suas laterais.
— Aquela vagabunda da Kim Soon-young tem uma história trágica. O marido! Hein? Não ajuda em nada.
— Kup, ah! P-Para…!
— Sempre! Rondando os jogos.
Cada vez que um chute voava, Yeonwoo se encolhia e agarrava o estômago, gemendo. Era a primeira vez que ele era espancado de forma tão unilateral, então ele nem pensou em retaliar.
E se aqueles desgraçados baterem na mãe assim também? E se eu não conseguir o dinheiro e eles forem até a mãe de novo?
Mesmo em meio ao espancamento indiscriminado, preocupações crescentes se revolviam em sua cabeça.
— Ainda assim, parece que o filho dela está morando em algum lugar decente. Um pai sem cérebro arruína o futuro do filho. Ele devia só jogar quietinho, por que ele foi deixar escapar que o filho está ganhando algum dinheiro…? Hein?
— Ei! O que vocês estão fazendo agora? Como podem brigar aqui?
Naquele momento, o segurança do officetel saiu correndo do elevador e gritou.
Os dois homens, que vinham sorrindo para baixo, para Yeonwoo deitado no chão com o lábio arrebentado, viraram a cabeça. Quando seus olhos se encontraram, os passos do segurança vacilaram e desaceleraram gradualmente.
— Não… Eu não acho que vocês sejam moradores daqui. Parem com isso!
— Ah, a gente só teve uma pequena divergência, uma pequena divergência.
— Se vocês não forem embora, eu vou chamar a polícia. Hein?
— A gente já estava indo de qualquer forma.
Conforme o segurança pegou o celular e gaguejou, os homens finalmente se afastaram de Yeonwoo.
— Ei, você aí, professor. Você consegue se levantar?
— Chefe Hong Yeonwoo. Vamos nos encontrar no nosso café na próxima vez? Diante de uma taça de café, com elegância. Hein?
Os homens cuspiram no chão onde Yeonwoo havia caído e deixaram o officetel sem pressa. Só então Yeonwoo se levantou com a ajuda do segurança.
— Você está bem? Como aquelas pessoas entraram aqui…? O que aconteceu? E-Eu devo chamar a polícia agora?
O segurança, que lembrava o rosto de Yeonwoo, olhou em volta com cautela.
— …Está tudo bem.
Sabendo que chamar a polícia não resolveria nada, Yeonwoo sacudiu a cabeça. Ele também recusou a oferta do segurança de trazer algum remédio para aplicar no rosto da guarita, então ele se ofereceu para levar as caixas e bolsas que Yeonwoo havia trazido do apartamento para dentro do quarto.
Depois de agradecer, Yeonwoo entrou no officetel e conferiu o rosto no banheiro, deixando a bagagem como estava.
Sua boca, que havia sido acertada diretamente por um punho, estava rasgada e o sangue havia secado nela, e havia um hematoma perto do queixo.
“Ah, eu me pergunto se a Kim Soon-young-ssi recebeu tratamento direito. Eu pintei o rosto dela com umas cores bem bonitas e vistosas.”
O coração de Yeonwoo ficou ainda mais ansioso por causa do que o agiota havia dito.
— O que eu devo fazer…
Se eles se meterem com ele e ainda assim não conseguirem o dinheiro, vão até sua mãe de novo e causar problema. Talvez não termine só em causar problema.
Dinheiro. Ele tinha que conseguir dinheiro por qualquer meio.
Yeonwoo sentiu o corpo tremendo de leve e cerrou os punhos com força. Sua mente, em pânico pelo medo da violência, estava tomada apenas por pensamentos de como conseguir dinheiro.
Mesmo que ele fizesse o empréstimo máximo no banco e o officetel que colocou para venda urgente fosse vendido, ele ainda precisaria de mais dinheiro. Os juros aumentavam em tempo real.
Mesmo que ele saísse para um segundo emprego depois de fechar o café, seria impossível juntar aquele dinheiro em um ou dois meses.
“Chefe Hong Yeonwoo. Vamos nos encontrar no nosso café na próxima vez? Diante de uma taça de café, com elegância. Hein?”
Eles sabiam onde ele trabalhava também. Eles estavam esperando diante da casa dele agora, mas na próxima vez definitivamente iriam ao café e o pressionariam.
Depois de mudar de perspectiva, Yeonwoo decidiu que tinha que se desfazer do café o mais rápido possível. O café em si pertencia a Chahyun, mas o direito de operar dentro dele pertencia a Yeonwoo, que era o locatário no momento do contrato. Foi sua habilidade que havia tornado o café famoso e mantido as vendas atuais.
Então, ao transferir o espaço do café, Yeonwoo estava plenamente qualificado a receber luvas do próximo locatário. Se fosse um café que mantinha vendas altas num ponto comercial tão principal, ele poderia receber 200 milhões de wons em luvas, se tivesse sorte.
Com 200 milhões de wons, ele poderia raspar dinheiro aqui e ali e pagar toda a dívida, com um pouco sobrando. Se tivesse sorte, talvez conseguisse montar um pequeno café novo num lugar com aluguel baixo.
Normalmente, ele receberia as luvas depois de o próximo locatário ser encontrado, mas ele se perguntou se poderia pedir a Chahyun que fosse compreensivo e as pagasse antecipadamente.
Yeonwoo encarou as caixas empilhadas de qualquer jeito na sala do officetel por um tempo e tirou o celular. Então ligou para Chahyun. Ao se deparar com uma ameaça primal que não conseguia enfrentar sozinho, ele não pôde deixar de pensar nele.
— A chamada não pode ser completada….
Como esperado, ele não atende. Ainda não havia resposta à sua mensagem.
Então a única coisa que restava fazer era ir diretamente até Chahyun.
— Haa…. Isso é o pior.
Essa situação em que ele tinha que pedir ajuda depois de dizer que queria terminar primeiro. Pensar que ele tinha que ser tão patético.
No entanto, aquela não era uma situação em que ele pudesse se apoiar no orgulho. Mesmo que fosse vergonhoso mudar de ideia de repente, ele tinha fé de que Chahyun não recusaria.
Yeonwoo limpou rapidamente a sujeira e o sangue do rosto. E cobriu a parte de baixo do rosto com máscara e boné. Foi uma sorte que seus olhos estivessem bem, já que os hematomas ainda não havia subido muito.
Depois de terminar imediatamente os preparativos para sair, Yeonwoo ligou para o secretário de Chahyun.
— Sim, aqui é para o Hong Yeonwoo-nim.
Felizmente, ele conseguiu falar com o secretário.
— Olá, senhor secretário. Sinto muito por contatá-lo tão de repente, mas, se eu fosse fechar o café que administro atualmente, com quem eu deveria falar a respeito das luvas?
Na pressa, Yeonwoo primeiro perguntou ao secretário sobre o contrato imobiliário. Ele lembrava que o secretário havia ajudado com quase toda a papelada antes de o Neobel abrir.
— Nesse caso, o senhor deveria perguntar ao Diretor primeiro.
— O Baek Chahyun está na empresa agora? Ele não está atendendo o telefone.
— O senhor está falando do Diretor? Ele não está em sua mesa porque está de licença.
— Então onde ele está? Ele foi em viagem de negócios?
A resposta do secretário não veio de imediato. O silêncio se estendeu por alguns segundos e, assim que Yeonwoo estava a ponto de perguntar por quê, o secretário falou de novo.
— Yeonwoo-nim. O senhor não sabia?
— Sabia o quê?
— O Diretor está internado atualmente devido a um acidente.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna