↫─Capítulo ⚝ 37
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 37
— E o culpado?
— Ainda não o encontramos. Os outros caras ainda estão procurando por ele.
Slap, a mão grande de Choi Moon-seong voou e atingiu a bochecha de Choi Ki-tae. Choi Ki-tae, que cambaleou, endireitou-se como um joão-bobo e assumiu uma postura de descanso. Choi Moon-seong repetidamente golpeou a bochecha de Choi Ki-tae por frustração, fazendo com que o rosto de Choi Ki-tae ficasse vermelho como se tivesse sido cozido no fogo.
Os subordinados atrás deles mal podiam respirar diante da cena.
— Seus bastardos incompetentes. Vocês não conseguiram pegar nem uma pessoa!
— Eu com certeza vou pegá-lo. Por favor, acredite em mim.
Choi Moon-seong rangeu os dentes com força. Houve uma falha de energia quando ele estava recebendo uma massagem na sala dos fundos. Ele pensou originalmente que a eletricidade voltaria logo, mas quando percebeu que o lado de fora estava bastante barulhento, entendeu que estava acontecendo algo mais do que apenas um blecaute. Mas o intruso que estava bem na frente dele desapareceu. Um dos guardas foi nocauteado e disse que não conseguiu ver claramente, já que ele estava usando uma máscara.
— Você verificou a lista adequadamente?
— Sim. Verificamos tudo, desde as informações pessoais até a revista corporal.
— Então como ele entrou aqui! Ele até agiu!
— Sinto muito, vou encontrá-lo e me livrar dele o mais rápido possível.
— Não preciso das suas desculpas para nada. Os convidados jamais devem saber. Em particular, tome cuidado extra para evitar atrair a atenção dos VIPs.
— Sim.
Os convidados, já observadores, têm perguntado o que aconteceu. A explosão que ocorreu há pouco tempo deixou os convidados mais ansiosos. Seria desafiador resolver esta situação se ela surgisse novamente.
Ao mesmo tempo, seus subordinados olhavam para dentro e saíam de seu quarto privativo.
— Não há nada de errado lá dentro.
Choi Moon-seong entrou e Choi Ki-tae o seguiu.
— Eu com certeza vou pegá-lo. Não se preocupe muito, pai.
A raiva de Choi Moon-seong persistiu apesar da determinação de Ki-tae. Quando Choi Ki-tae saiu, Choi Moon-seong puxou a arma que havia escondido sob o travesseiro, colocou-a sobre a mesa e inspirou profundamente com a mão na cintura. Ele tomou a decisão de que, não importa que tipo de bastardo fosse, se fosse pego, ele cortaria seus membros e os jogaria na água.
Ele pegou um charuto, acendeu-o e caminhou até a janela. O convés estava sendo revistado por um grupo de homens. Seus olhos se arregalaram enquanto ele esmagava o charuto no cinzeiro e se virava. À sua frente, uma arma com silenciador estava apontada para sua cabeça.
A atenção de Choi Moon-seong voltou-se para a cobertura rasgada do ventilador de teto antes de mudar para a porta da frente. A porta que inicialmente estava aberta agora estava trancada firmemente. O invasor levou o dedo indicador à boca enquanto apontava a arma.
— Shhh.
E ele fez o gesto de cortar o pescoço. Ele fez uma ameaça de que, se chamasse alguém, ele o mataria a tiros imediatamente. Choi Moon-seong fixou um olhar severo no intruso. Os olhos do intruso eram familiares. O intruso removeu cuidadosamente a máscara que cobria metade de seu rosto enquanto o encarava intensamente.
Sem surpresa, este era o homem que ele vira no funeral de seu filho mais novo, há poucos dias.
Um honconguês que estava com Kang Seok-joo.
— Você, por que você…!
Lee Ja-kyung olhou para Choi Moon-seong com um rosto indiferente. Lee Ja-kyung escapou e se escondeu na ventilação do quarto do homem enquanto os guardas armados se concentravam perto da sala de massagem. Pareceram bilhões de anos durante aquele pequeno período de espera. Ele tentou matar o homem a tiros assim que Choi Ki-tae saiu, mas mudou de ideia. Ele ainda queria ver o rosto da pessoa que morria em suas mãos.
Choi Moon-seong estendeu lentamente a mão para o lado enquanto focava sua atenção para frente. Choi Moon-seong olhou para a palma da mão quando uma explosão de luz e um som estridente irromperam do cano do intruso assim que as pontas de seus dedos tocaram a arma. Mais tarde, uma dor severa surgiu. Ele não conseguiu nem gritar adequadamente e caiu.
Ele arquejou ao perceber que seus três dedos haviam desaparecido sem deixar rastros. Lee Ja-kyung aproximou-se do homem que tinha dificuldade para respirar e apontou a arma para sua testa. Enquanto olhava para baixo, os olhos de Lee Ja-kyung não mostravam sinal de misericórdia.
Choi Moon-seong ergueu a cabeça e olhou para Lee Ja-kyung. Um suor frio brotou em sua testa.
— Qual bastardo… te enviou?
Lee Ja-kyung tinha um sorriso ambíguo nos lábios.
— Se você souber, vai querer vingança?
— Você acha que estará seguro depois disso?
— Ora, ora. Seu filho mais novo disse a mesma coisa. Chamam isso de tal pai, tal filho na Coreia?
Os olhos dele se arregalaram antes de ficarem distorcidos.
— Seu bastardo! Meu filho!
— Lee Ja-kyung.
— O quê?
— Aquele que me enviou para te matar.
Choi Moon-seong foi baleado na testa assim que abriu os lábios para falar, e a parte de trás da cabeça, ensanguentada, explodiu imediatamente, manchando as cortinas. Choi Moon-seong cambaleou para trás e foi incapaz até de fechar os olhos. Lee Ja-kyung atirou nele enquanto mantinha uma expressão indiferente ao olhar para seu rosto.
Um, dois, três, quatro, cinco.
O passado que ele queria esquecer aparecia e desaparecia a cada tiro que dava. Sangue e carne espirraram por toda parte. Lee Ja-kyung parou de atirar quando o rosto dele estava destruído e seus olhos, nariz e lábios estavam desfigurados além do reconhecimento. Os globos oculares que haviam caído de seu rosto e rolado pelo chão estavam encarando Lee Ja-kyung.
Ele pisou neles e puxou os lençóis da cama para limpar o sangue em seu rosto e mãos. De repente, alguém bateu na porta. Lee Ja-kyung subiu no sofá e entrou no duto de ventilação. Ele fechou a tampa e rastejou para frente quando ouviu as vozes dos funcionários conversando lá embaixo.
Depois de rastejar por um tempo, a voz de Wang Lun veio através do fone de ouvido que ele havia colocado.
— Ja-kyung. Onde você está?
— Ainda não estou no barco. E você?
— Eu saí e entrei no barco. Também cuidei do CFTV, mas o problema é que a segurança está apertada agora, então é difícil chegar perto do cruzeiro.
— Tudo bem. Vou sair o mais rápido possível.
— Venha com cuidado. Estarei esperando.
Lee Ja-kyung, que estava rastejando para fora, arrancou a grade do banheiro dos funcionários e desceu. Ele limpou a poeira de seu corpo e colocou os óculos escuros no bolso. Ele se encostou ao lado da porta e verificou pela janela do tamanho de uma palma para ver se ninguém estava indo ou vindo.
Quando ele saiu, o andar de baixo estava barulhento. Muitos convidados podiam ser vistos fora de seus quartos, debruçados nos corrimãos para observar a situação enquanto os funcionários corriam garantindo que tudo estava sob controle.
Lee Ja-kyung estava tentando sair pelo convés, mas havia uma segurança pesada na porta diretamente em frente ao salão de banquetes. Lee Ja-kyung lembrou-se das outras escadas no terceiro andar. Ele começou a se mover em busca de outra entrada após desistir instantaneamente de tentar descer as escadas. Com cerca de meia volta restante, dois guardas armados apareceram de repente na esquina bem na sua frente.
Lee Ja-kyung passou por eles após baixar a cabeça em saudação.
Depois de um tempo, ele ouviu um chamado vindo de trás.
— Convidado. Por favor, pare um momento.
Ele caminhou mais rápido enquanto fingia não ouvi-los. A velocidade com que o seguiam aumentou também. Convidado. Convidado. Ele mordeu o lábio inferior enquanto as vozes deles ficavam mais altas. Lee Ja-kyung parou brevemente quando o som do gatilho sendo puxado pôde ser ouvido.
— Eu o aviso. Por favor, vire-se.
Lee Ja-kyung nem sequer se mexeu enquanto olhava para frente. O guarda segurava uma arma apontada para a nuca dele e estava a cerca de sete ou oito metros de distância. Para chegar à entrada, ele tinha que ir um pouco mais longe. Aparentemente, os guardas do outro lado também perceberam a estranheza e moveram-se em sua direção.
Lee Ja-kyung fechou os olhos com força. Então ele ouviu um som vindo de trás.
— O que houve?
Porra. Eu estou frito. Era Choi Ki-tae.
— Ele parecia suspeito, mas não quis parar.
Ele podia ouvir claramente os passos de Choi Ki-tae se aproximando. Suas mãos pareciam geladas. Não havia garantia de que ele escaparia em segurança mesmo se o matasse.
— Acho que você não ouviu. Poderia se virar e me deixar verificar seu rosto e convite?
Foi exatamente antes de Lee Ja-kyung levantar a mão e colocá-la dentro do casaco. A porta se abriu à frente, e uma pessoa inesperada apareceu. Os guardas que vinham do outro lado também pararam. Kang Il-hyeon tirou o telefone que segurava no ouvido e ergueu uma sobrancelha.
Quando seus olhares se cruzaram, os olhos de Lee Ja-kyung, cobertos pelos óculos escuros, tremeram erraticamente. De tudo o que podia acontecer…
Por um breve segundo, o silêncio pareceu insuportável. Um suor frio escorreu por suas costas. Kang Il-hyeon aproximou-se a passos largos, estendeu a mão e agarrou o braço de Lee Ja-kyung. Devido ao movimento inesperado, Lee Ja-kyung foi incapaz até de respirar, e Kang Il-hyeon sorriu ternamente e acariciou sua bochecha.
— Por que você está chegando só agora? Estive esperando por você.
Os olhos de Lee Ja-kyung se arregalaram. Ele estava quieto como um rato morto. O olhar de Kang Il-hyeon, que permanecera no rosto de Lee Ja-kyung, desviou-se.
— Vocês precisam de algo com o meu parceiro?
— Senhor… Ele é seu parceiro?
— E se for?
— Sentimos muito. Quase cometemos um erro.
Kang Il-hyeon sorriu com desdém e arrastou Lee Ja-kyung para dentro pelo braço. A porta se fechou atrás dele, e Lee Ja-kyung foi incapaz de se mover diante dela. Ele apenas moveu os olhos para olhar para Kang Il-hyeon à sua frente, mas o olhar dele estava mais frio do que o habitual.
Também estava silencioso do lado de fora da porta. Kang Il-hyeon foi o primeiro a quebrar o silêncio sufocante.
— Acho que conheço este rosto?
Lee Ja-kyung manteve a boca fechada e olhou para ele. Ele estava tão calmo como se tivessem se encontrado após marcarem um compromisso.
— Por que o gato que deveria estar em casa está neste navio?
Kang Il-hyeon moveu-se para bem na frente dele enquanto falava. Hoje, o cheiro da pele que ele costumava sentir estava mais inebriante. Lee Ja-kyung olhou ao redor do quarto. A cama de solteiro não tinha nada em cima. Kang Il-hyeon segurou a porta com as duas mãos, encurralando Lee Ja-kyung e impedindo-o de sair. Os olhos de Kang Il-hyeon estavam semicerrados e os cantos de sua boca estavam elevados ao olhar para baixo.
— Diga-me, Yi An.
— …
— Ou você tem outro nome?
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna