↫─Capítulo ⚝ 36
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 36
Lee Ja-kyung, que esperava perto da cozinha, nocauteou um homem vestindo um traje de cozinheiro quando ele entrou no banheiro e depois o despiu completamente. Ele o levou para a cabine do banheiro após amarrar suas mãos e pés. Lee Ja-kyung trocou de roupa e foi para a cozinha.
Era hora do jantar, e todos estavam tão ocupados com a preparação da comida que não notaram que um estranho havia se infiltrado. Lee Ja-kyung foi para o depósito de alimentos enquanto evitava os olhares das pessoas e encontrou uma caixa marcada por Wang Lun.
Quando a abriu, ela estava cheia de cebolinhas. Ao colocar a mão dentro, pôde sentir o plástico duro. Lee Ja-kyung o retirou após tocar a tampa. Ele estava prestes a sair quando deu de cara com um funcionário. O funcionário olhou para Lee Ja-kyung com uma expressão insatisfeita.
— Novato?
— Sim…
— Quem te mandou vir aqui?
Lee Ja-kyung baixou a cabeça.
— O Chef Kim me mandou aqui…
— Kim Young-woo?
Afinal, dizem que Kim é o sobrenome mais comum na Coreia.
— Sim… Chef Kim Young-woo…
— O que ele te mandou buscar?
O homem se aproximou e Lee Ja-kyung abriu um pouco a tampa da caixa e verificou o conteúdo.
— Cebolinhas.
— Seu moleque, pegue isso e leve para ele, não seja descuidado…
— Sinto muito. — Ele se curvou e o homem fez sinal para que ele fosse, com um olhar irritado no rosto. Lee Ja-kyung virou-se com um suspiro. Ele baixou a cabeça e se afastou da multidão, então moveu-se com a caixa na mão para o depósito onde o lixo era coletado.
Ele sentiu um cheiro fétido assim que abriu a porta. Fechou a porta, tirou suas roupas de cozinheiro e vestiu novamente suas roupas comuns. Ele pegou sua arma, faca e uma granada de fumaça da caixa, e então saiu depois de escondê-las aqui e ali. Ao sair, notou Choi Ki-tae caminhando ao longe e correu rapidamente para trás da parede.
Ele esperou que ele saísse antes de prosseguir para subir as escadas. Enquanto caminhava pelo corredor do segundo andar, violinos, violoncelos e pianos apareceram no palco do salão de banquetes, e a apresentação começou. A atenção das pessoas foi atraída para aquilo. Todos estavam bem vestidos, e aquilo o lembrava de um baile de conto de fadas.
Lee Ja-kyung, que caminhava olhando para baixo, parou de surpresa. Ele franziu a testa, perguntando-se se tinha visto corretamente, e verificou novamente. Por que aquela pessoa estava lá…
Kang Il-hyeon, que bebia champanhe enquanto assistia à apresentação, virou a cabeça. Lee Ja-kyung sentou-se e escondeu-se sob o corrimão. Porra…!
Um funcionário que avistou Lee Ja-kyung aproximou-se rapidamente.
— Convidado. Você está bem?
Lee Ja-kyung acenou com a cabeça.
— Estou bem. Só fiquei tonto por um momento.
Ele falou em chinês, e o homem também perguntou, em chinês, se poderia acompanhá-lo até o seu quarto. Lee Ja-kyung balançou a cabeça e levantou-se lentamente de costas para Kang Il-hyeon. Ele olhou ao redor, mas sua atenção foi atraída para o palco. Uma mulher de vestido estava ao lado dele. Ele não tinha ideia de quem ela era, mas parecia ser próxima de Kang Il-hyeon.
Lee Ja-kyung caminhou rente à parede depois de agradecer ao funcionário para evitar ser visto o máximo possível. Wang Lun sentou-se após estar deitado quando Lee Ja-kyung entrou no quarto. Ele tinha uma expressão entediada no rosto, provavelmente por estar sozinho sem um celular.
— Você chegou? A arma?
Lee Ja-kyung abriu a jaqueta e confirmou a arma. Vendo seu rosto obscurecido, Wang Lun perguntou com uma expressão preocupada.
— Você está bem? Sua aparência não parece boa.
— Ele está lá fora.
— Quem?
— Kang Il-hyeon.
Wang Lun não conseguiu manter a boca fechada.
— Por quê?
— Eu também não sei. Ouvi dizer que ele chegaria de Hong Kong amanhã de manhã, então por que…
Wang Lun saltou de seu assento, colocou a mão na cintura e caminhou de um lado para o outro no pequeno quarto. Lee Ja-kyung, que estava perplexo, tirou sua arma e a examinou. Ele não tinha ideia de por que Kang Il-hyeon estava aqui a esta hora, mas contanto que não se destacasse, ele ficaria bem. Tudo o que ele tinha que fazer era completar o trabalho no horário, ir para o barco que os homens de Wang Lun haviam atracado por perto e desaparecer.
— Vai ficar tudo bem?
— Eu não me importo, ele não me viu.
Lee Ja-kyung olhou para o relógio. Do quarto ao lado, um gemido fraco podia ser ouvido. Um grunhido e batidas ocasionais contra a parede. Wang Lun franziu a testa enquanto fumava um cigarro.
— As pessoas costumam ficar excitadas logo no início da noite?
Ele encostou o ouvido na parede. — Oppa, eu gosto tanto disso —, os olhos de Wang Lun se estreitaram com o som do que acabara de ser dito do outro lado. Alguém bateu na porta do quarto exatamente quando Wang Lun estava prestes a deixar o cigarro cair da boca, e ele se afastou da parede, assustado.
Lee Ja-kyung piscou para ele sair, depois virou-se para a janela para que seu rosto ficasse escondido. Uma funcionária com o cabelo bem preso bateu na porta. Ela entregou o tablet e se afastou. Wang Lun o confirmou.
Havia fotos de homens e mulheres, bem como informações sobre o tamanho do corpo, altura e peso. Aqueles que já haviam sido escolhidos estavam bloqueados.
— Me diga se você tiver uma ideia.
Ele foi para a cama depois de entregar o tablet para Lee Ja-kyung. Wang Lun tinha um antigo amante que nunca saía do seu lado. Ele fingia ser forte, mas quando seu amante dizia uma palavra, ele abaixava a cauda e se tornava um cão gentil.
Lee Ja-kyung colocou o tablet de lado. Ele também se deitou na cama. Os dois passaram um tempo no quarto. O jantar também foi entregue no quarto. Faltavam cerca de três horas para o trabalho, então ele tinha que permanecer o mais discreto possível até lá.
Lee Ja-kyung lembrou-se de Kang Il-hyeon, que vira lá fora enquanto estava deitado na cama. Por que diabos ele veio aqui? É claro que ele pode ter investido na família de Choi Ki-tae, como Kang Seok-joo. Mas quando Kang Il-hyeon lhe disse que ia para Hong Kong e apareceu no lugar errado, ele sentiu uma estranha sensação de traição.
Ele então se sentou, envergonhado por suas emoções. Wang Lun perguntou o porquê do outro lado e Lee Ja-kyung balançou a cabeça. Ele se deitou novamente, apagou seus pensamentos sobre Kang Il-hyeon e concentrou-se apenas no plano para completar o trabalho com segurança.
***
Conforme a meia-noite se aproximava, o número de pessoas diminuiu significativamente, pois todos foram para seus quartos. Lee Ja-kyung saiu e caminhou pelo corredor usando óculos escuros. Gemidos e ruídos podiam ser ouvidos de dentro das portas de vez em quando. A essa altura, eles provavelmente estavam desfrutando do prazer de tomar as drogas fornecidas como cortesia.
Os seguranças de Choi Ki-tae carregavam armas por toda parte e realizavam uma vigilância rigorosa. Quando ele olhou para baixo, a multidão restante ainda estava reunida e conversando. Felizmente, Kang Il-hyeon não estava em lugar nenhum. Lee Ja-kyung aproximou-se do guarda, estendeu um maço de notas de cinquenta mil won em dinheiro e sussurrou secretamente.
— Ei… eu gostaria de conseguir mais drogas. O preço não importa. A mais forte.
O guarda verificou a situação de Lee Ja-kyung e chamou alguém pelo rádio. Logo depois, um homem de terno e óculos apareceu vindo do andar de baixo. O homem atraente cumprimentou Lee Ja-kyung educadamente e verificou o convite e a chave do quarto.
Embora o crachá do homem dissesse Chefe, ele se lembrava de tê-lo visto com o Presidente Choi no salão de banquetes.
— Por favor, volte para o seu quarto e espere, eu as trarei para você.
Lee Ja-kyung assentiu enquanto o homem sorria gentilmente. Quando o homem intitulado Chefe se virou, todas as luzes do navio se apagaram. Ruídos podiam ser ouvidos aqui e ali enquanto o ambiente escurecia. Confuso, o Chefe procurou por alguém via walkie-talkie. Teria sido bom ter uma lanterna, mas não havia nenhuma disponível porque até os funcionários haviam devolvido seus celulares.
Um funcionário do andar de baixo saiu com uma lanterna e a acendeu, mas ela nem sequer começou a iluminar o espaçoso interior do navio. No entanto, o vigilante estava usando óculos escuros com função infravermelha, então os movimentos das pessoas eram facilmente capturados.
Lee Ja-kyung deu um passo à frente e esbarrou no homem intitulado Chefe. Ele cambaleou com o impacto repentino, deixou cair o walkie-talkie e agarrou o corrimão.
— Ah!
— Oh, não. Sinto muito. Não consigo enxergar nada à frente.
— Tudo bem, senhor. Poderia, por favor, voltar para o seu quarto? Traremos os itens que você precisa assim que a energia for restaurada.
Nesse ínterim, ele não perdeu a compostura e foi até gentil. Lee Ja-kyung pegou o walkie-talkie e o fone de ouvido que o homem havia derrubado, deu um passo atrás e caminhou pelo corredor oposto ao dos quartos. No caminho, as portas dos quartos se abriam e pessoas gritavam por toda parte.
Os funcionários estavam ocupados tranquilizando os hóspedes em pânico. Apesar de Wang Lun ter entrado no porão e desligado a energia, não demoraria muito para que ela fosse recuperada. Como a energia de emergência havia sido danificada, havia uma alta probabilidade de suspeitas serem levantadas imediatamente após a descoberta.
Levou aproximadamente 30 minutos para recuperar. Ele precisava encontrar e matar Choi Moon-seong. Sua velocidade de caminhada aumentou. Ele evitou as pessoas que vagavam no escuro. Alguns funcionários carregavam lanternas e acendiam as luzes, guiando aqueles que estavam fora de seus quartos de volta para eles.
No cruzeiro em caos, Lee Ja-kyung usava um fone de ouvido. Ele podia ouvir as comunicações no walkie-talkie. Várias vozes estavam misturadas.
— A linha de energia de emergência foi cortada.
— Quero que vocês controlem a entrada e reforcem a segurança.
— Quanto tempo levará para restaurar?
— Estimado em cerca de 30 minutos.
— Porra. Recuperem de qualquer maneira. E liberem os outros caras e garantam que eles peguem quem fez isso. A equipe de segurança verifica o CFTV quando a eletricidade voltar.
Era a voz irritada de Choi Ki-tae.
— Sim.
— E coloquem mais pessoas na sala de massagem VIP.
— Quantas você quer dizer?
— Eu não sei, seu bastardo! Mandem o máximo de pessoas possível para lá. Porque meu pai está lá agora.
Lee Ja-kyung desdobrou o mapa do cruzeiro em sua mente. A sala de massagem VIP ficava no canto mais distante do primeiro andar. Ele não tinha certeza se o Presidente Choi estava realmente recebendo massagens lá, mas era um lugar com segurança apertada antes das luzes se apagarem.
Ele verificou a hora e correu para o andar de baixo. Sem surpresa, os funcionários que se reuniram após ouvirem o rádio estavam acampados em frente ao local. Eles também tinham uma luz de emergência. Alguns até usavam isqueiros para iluminar o ambiente.
Lee Ja-kyung, que prendia a respiração atrás da parede, puxou uma bomba de fumaça de seus braços. Quando pressionou o botão e a lançou com toda a força para o local, duas bombas de fumaça caíram no chão e uma enorme nuvem de fumaça subiu. As pessoas reunidas na fumaça escura ficaram confusas e em pânico.
O que é isso? Tragam um extintor! É um incêndio? Não acendam o isqueiro! Gritos e tosses podiam ser ouvidos de todas as direções. Lee Ja-kyung levantou sua máscara que cobria parcialmente o rosto, prendeu a respiração e misturou-se entre eles. Em uma situação em que não conseguia ver direito por causa da fumaça, ele seguiu a parede e entrou.
Os funcionários lá dentro também se surpreenderam quando a fumaça entrou, então foi uma confusão generalizada. Lee Ja-kyung fingiu ser um funcionário e gritou com eles.
— Tem um incêndio lá fora! Todos para fora. Rápido! Vocês têm que ir depressa!
Os guardas que vigiavam o interior pareciam desorientados enquanto os funcionários saíam correndo e gritando. Quando Lee Ja-kyung tentou entrar mais a fundo, um dos guardas iluminou seu rosto para confirmar. — Quem é você? — Ele perguntou a Lee Ja-kyung. Lee Ja-kyung então tirou seus óculos escuros. — Você não me conhece?
Lee Ja-kyung desferiu socos quando o homem se aproximou. O homem voou para trás e Lee Ja-kyung usou os pés para chutar o peito do homem. Assim que puxou sua faca para matá-lo, a luz acendeu e o ambiente iluminou-se.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna