↫─Capítulo ⚝ 35
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 35
— Não posso evitar. É que meu pai só gosta do Diretor Kang.
Kang Seok-joo inclinou-se para fora da piscina e bebeu com um canudo o suco de melancia que os funcionários acabaram de lhe trazer. Embora fosse junho, a temperatura no meio do dia estava bastante alta, e ele suava profusamente mesmo parado. Enquanto se sentava na espreguiçadeira, Lee Ja-kyung suspirou.
Ainda faltava tempo para o dia em que decidira matar Kang Il-hyeon e, nesse ínterim, ele mencionou o desejo de ficar na casa de Kang Seok-joo, mas o Presidente Kang recusou. O motivo era que Kang Il-hyeon fora contra. Kang Seok-joo disse que o Presidente Kang favorecia apenas Kang Il-hyeon, mas após conhecer as circunstâncias, percebeu que não era necessariamente o caso.
— Não faça isso, entre e nade. A água está fresca e boa.
Lee Ja-kyung balançou a cabeça e deitou-se com os braços cruzados, olhando para o céu. A cor do céu azul e o guarda-sol vermelho combinavam maravilhosamente. Vendo aquilo, parou de pensar em Kang Il-hyeon por um momento e pensou em Choi Ki-tae.
Choi Ki-tae disse que alugaria um cruzeiro e daria uma festa no mar esta noite. Esta festa foi feita para tranquilizar os clientes que estavam preocupados com o atentado em Doksan-dong. Todo tipo de drogas e entretenimento estaria disponível, assim como grandes e pequenas negociações.
Kang Seok-joo parecia ignorar esse fato. Lee Ja-kyung estava suando, apesar de estar debaixo de um guarda-sol. Assim como Kang Seok-joo, ele queria se despir e mergulhar na água. Kang Seok-joo, que nadava de costas enquanto se abanava com as mãos, virou-se para encarar Lee Ja-kyung.
— O que é isso no seu pescoço?
— O quê?
— Um curativo no seu pescoço. Você se machucou?
Lee Ja-kyung fingiu que não era nada. As marcas não sumiam facilmente, então ele acabou cobrindo-as com um curativo. Era difícil porque todos que via desde a manhã perguntavam se ele estava ferido. Se fosse inverno, ele teria usado uma camisa que chegasse até o pescoço.
— Você está…?
Kang Seok-joo perguntou com um sorriso malicioso quem era. Kang Seok-joo perguntou se a garota era a modelo de antes e se os dois já tinham estado juntos. Quando Lee Ja-kyung disse que não, Kang Seok-joo listou, ligando as pessoas que tiveram contato com Lee Ja-kyung uma por uma. Ele jamais imaginaria que fosse Choi Ki-tae.
— É só um pequeno arranhão, por isso coloquei…
— Fingindo ser inocente.
Ele riu e continuou nadando. Ele realmente gosta de água. A mãe deles pode ser diferente, mas ele é muito semelhante a Kang Il-hyeon nesse aspecto. Ele não tinha certeza se Kang Il-hyeon gostava da piscina ou se sentia falta da mãe.
Pensando bem, ele retornará à Coreia amanhã. Ele precisa ir da empresa direto para casa antes que ele chegue. Uma mensagem chega ao seu telefone enquanto ele se refrescava com o suco de melancia.
Era uma mensagem de Wang Lun reconfirmando quando e onde se encontrariam.
Enquanto respondia, Kang Seok-joo estendeu o braço para fora da piscina e ligou a música. Batida após batida, num ritmo mais rápido que os batimentos cardíacos, Seok-joo balançou a cabeça com entusiasmo. Lee Ja-kyung também bateu palmas no tempo da música. Um plano sobre o que fazer à noite estava se formando em sua mente.
***
O som do motor de um veículo vindo de longe alterou a expressão do guarda no portão. Um pequeno caminhão passou em frente ao portão há pouco e parou para ver o que estava errado antes de reiniciar o motor. O guarda moveu-se em direção a ele porque estava insuportável.
Ele bateu na janela, e um homem de cabelo curto colocou o rosto para fora.
— O que você está fazendo?
— Ah, o motor parou de repente.
— Para onde você está indo?
Os olhos do guarda estavam cautelosos. O motorista apontou para frente com o dedo. Havia casas, bem como algumas fazendas. O caminhão do homem, sem surpresa, cheirava a esterco. O guarda franziu a testa.
— Esta é uma terra privada, então você não tem permissão para passar livremente.
— Sério? Eu não sabia porque é a minha primeira vez. Mas o que posso fazer? O carro não se move. Deixe-me descer e dar uma olhada.
O homem saiu do assento do motorista e abriu o capô do carro. O guarda permaneceu logo atrás do homem. Se houvesse qualquer comportamento suspeito, seria resolvido imediatamente. Por um tempo, o homem, com o rosto enfiado no carro, resmungou.
— Ah, isso aqui soltou. Afinal, tanto carros quanto pessoas sofrem panes conforme envelhecem.
Tak, o homem bateu o capô para fechar e subiu no assento do motorista. Ele deu marcha à ré, virou o carro e dirigiu de volta pelo caminho de onde viera. O guarda, deixado sozinho, estalou a língua em desagrado. Imediatamente, um rádio pôde ser ouvido de dentro da casa. Era Park Tae-soo.
[O que está acontecendo?]
— Nada. Ele deve ter pegado o caminho errado.
O guarda voltou e parou em frente ao portão. O lugar estava mais quieto hoje, como um rato morto.
A luz de um carro distante aproximou-se dos olhos de Lee Ja-kyung enquanto ele se abaixava na grama. Os faróis pareciam dois olhos. Quando um caminhão se aproximou, Lee Ja-kyung abriu a porta apressadamente e subiu no banco do passageiro.
Wang Lun estava no assento do motorista. Ele deu a Lee Ja-kyung tempo suficiente para cruzar a cerca em frente à casa de Kang Il-hyeon com segurança há pouco.
— Você chegou bem na hora.
Wang Lun soltou um longo suspiro. Apesar de as crianças terem sido confiadas a ele, Lee Ja-kyung assumiu o risco de um evento inesperado e não tinha certeza se deveria ou não fazê-lo. Além disso, ele teve que suportar todas essas preocupações sozinho porque Lee Ja-kyung solicitou que Wang Han não fosse informado.
— Se o Han descobrir, ele vai tentar me matar.
— Eu te dou 10%.
De repente, a comissão de 5% saltou. Wang Lun riu tanto, com uma lágrima no olho, que suas preocupações de antes foram ofuscadas.
— Tudo bem. Manterei minha boca fechada até morrer.
Ele encontrou o subordinado de Wang Lun no meio da rodovia principal e trocaram de carros. Não apenas isso, mas os dois vestiam ternos elegantes e tinham o cabelo aparado. Ele começou a dirigir em direção ao Porto de Incheon depois de trocar o caminhão por um carro importado caro.
No caminho, Lee Ja-kyung olhou para o convite. Os nomes dos dois homens estavam escritos nos convites. Eram clientes regulares que foram brevemente sequestrados e detidos para a obtenção deste convite. O carro que estava na rodovia mudou para uma estrada nacional e prosseguiu para o porto.
— A arma.
— Eu a mantive no armazenamento de comida. Você sabe o quão difícil deve ter sido para mim trazê-la?
Lee Ja-kyung rapidamente abriu os cinco dedos, temendo que Wang Lun descartasse o assunto. Ele decidira dar-lhe um adicional de 5%, então queria que ele parasse de falar sobre isso. Ao contrário de Wang Han, Wang Lun estava disposto a correr riscos financeiros. Ele se assemelhava a Lee Ja-kyung nisso, e Wang Han sempre repreendia os dois quando eram jovens.
Lee Ja-kyung colocou óculos escuros pretos conforme o cruzeiro se aproximava. Carros já estavam enfileirados quando chegaram. A equipe de Choi Ki-tae estava vestida com ternos impecáveis, inspecionando convites e realizando revistas corporais no cais de onde o cruzeiro partiria.
Ao contrário dos convidados regulares, os VIPs entravam diretamente mediante convite, sem revista corporal. Ele estacionou em um local apropriado e caminhou em direção ao navio. Choi Ki-tae foi avistado entre a multidão vestida de ternos e vestidos. Felizmente, ele estava ocupado cumprimentando os VIPs ao seu lado.
Os subordinados de Choi Ki-tae confirmaram o convite enquanto ele esperava sua vez de costas para ele. Eles exigiram seu celular após o check-in, e ele seria devolvido quando desembarcasse. Lee Ja-kyung havia preparado o telefone duplicado com antecedência, então o entregou; eles o colocaram em um saco higiênico, marcaram e o colocaram em um local específico.
Eles também revistaram os corpos de Lee Ja-kyung e Wang Lun. Tudo ocorreu sem problemas, e ele recebeu a chave do quarto.
Crachás dourados indicando que eram passageiros foram pendurados em suas roupas na entrada. O navio era um navio de cruzeiro, e era maior e mais brilhante do que o esperado. Ao entrar, havia um lustre colorido pendurado no meio da cabine.
No interior, havia piscina, spa, cassino, casa de massagem e salão de apresentações e, no convés, havia piscina, área de prática de golfe e espreguiçadeiras. E, começando no segundo andar, a maioria eram quartos. Ele notou pessoas bebendo e conversando em grupos de dois ou três. Wang Lun pega uma taça de champanhe enquanto Lee Ja-kyung fica de olho em rostos conhecidos.
Lee Ja-kyung a pegou e a colocou de volta no lugar.
— Não beba.
— Só um gole.
— Pode ser a última bebida da sua vida. Recomponha-se.
— Você é muito rigoroso.
Wang Lun balançou a cabeça. Fingindo olhar ao redor, ele mapeou o layout do navio e o número aproximado de guardas. Então subiu para o quarto designado. Ele parou no meio do segundo andar para verificar o número escrito na chave.
O corredor dava para o centro do navio. Havia mais pessoas do que no primeiro andar, e elas estavam se divertindo. Lee Ja-kyung procurou na multidão e encontrou o pai de Choi Ki-tae, Choi Moon-seong. Ele parecia estar mais animado do que estivera no funeral há poucos dias, e parecia muito mais jovem agora que pintara o cabelo.
Ele estava ocupado cumprimentando as pessoas com uma mulher jovem que parecia ser sua acompanhante ao lado dele. Wang Lun olhou para ele.
— É aquela pessoa?
— Sim.
— Estou animado. Ele nem sabe que hoje é o dia do seu funeral.
Lee Ja-kyung permaneceu em silêncio. Ele ficou com a mão no corrimão, depois virou-se e passou o cartão na porta do quarto. Havia duas camas e um banheiro. Quando abriu a gaveta ao lado da cama, maconha e pílulas estavam preparadas como cortesia.
Wang Lun sentou-se na cama e sorriu.
— Ja-kyung. Não parece que estamos em nossa lua de mel?
Lee Ja-kyung tirou os óculos escuros e caminhou até a janela. Um rápido olhar através de uma pequena janela revelou o mar diante do céu noturno. As luzes dos barcos de pesca atraíam peixes do mar aqui e ali. Wang Lun aproximou-se dele e acendeu um cigarro. Ele soprou fumaça pela janela e encarou o mar escurecido. Os olhos de Lee Ja-kyung também estavam gradualmente se tornando tão negros quanto a escuridão.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna