↫─Capítulo ⚝ 29
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 29
— Uau. Porra. É tão grande mesmo quando olho de novo.
Kang Seok-joo olhou para a piscina da sala de estar no segundo andar e disse algo que poderia ser um insulto ou admiração. No quintal, a equipe estava enchendo a piscina finalizada com água. A cor do azulejo também era azul cobalto, então apenas olhar para ela já refrescava os olhos.
Kang Seok-joo virou-se e aproximou-se de Lee Ja-kyung. Ele estava vestido com um terno preto impecável hoje e seu cabelo também estava com gel e puxado para trás. Lee Ja-kyung odeia dizer isso, mas ele parecia mais com Kang Il-hyeon quando se vestia assim.
— Depressa, vista-se. Vamos juntos.
Kang Seok-joo pediu para irem ao funeral juntos. A fábrica de Choi Ki-tae explodiu há alguns dias, matando seus subordinados, incluindo seu irmão mais novo, e causando um alvoroço. Apareceu no noticiário da TV uma vez, mas quando perguntado se tinha visto, Lee Ja-kyung simplesmente balançou a cabeça.
Mesmo que pessoas tenham morrido dessa forma, não foi amplamente divulgado em jornais ou noticiários de TV. Devido à investigação, o corpo não pôde ser recolhido por alguns dias, então o funeral só foi realizado hoje. A investigação também foi apenas uma conversa usada para abafar o caso antes de seguir em frente.
— Como uma pessoa pode bater neles desse jeito? Os mortos tiveram as cabeças explodidas e seus cérebros derramados.
Lee Ja-kyung, que estava ouvindo, franziu a testa e expressou nojo.
— Isso é terrível…
— Disseram que foi um tiro, uma morte.
Seok-joo fingiu disparar uma arma no ar. Paang, paang, paang, e então apontou para Lee Ja-kyung. Olhe para a forma como ele atira. Vá para o exército, seu bastardo.
— Levante a mão.
— Não tem graça… pare com isso.
Seok-joo endireitou a postura e riu.
— Eu nunca faria isso. Ser baleado com uma arma como um idiota. Isso não é patético?
Apenas olhando para a expressão de Kang Seok-joo, ele parecia alguém indo para uma festa de celebração, não para um funeral. Sem surpresa, Lee Ja-kyung descobriu que Choi Ki-tae tinha uma relação hostil com seu irmão mais novo. Havia uma razão pela qual ele estava salvo como bastardo em vez de um nome no telefone de seu falecido irmão caçula.
— Talvez depois do funeral, Choi Ki-tae faça uma festa imediatamente?
— O irmão dele não acabou de morrer?
— Eu sei. Farei a mesma coisa quando o Diretor Kang morrer.
Kang Seok-joo rangeu os dentes. Deve haver muitas coisas acumuladas. A cicatriz em sua têmpora estava muito mais clara do que quando ele a viu pela primeira vez. Ele ouviu que Kang Il-hyeon a perfurou com um picador de gelo. Il-hyeon sentiu muita intenção de matar, mas não o matou.
— Só estou dizendo, por precaução… Você não vai contar isso ao Diretor Kang, certo?
Mesmo depois de insultar Kang Il-hyeon, ele estava com medo e fez questão de conferir.
— Eu não vou… Não somos tão próximos.
— Certo? Vocês dois têm personalidades completamente diferentes, e não conseguem se entender.
Ainda assim, Kang Seok-joo estava orgulhoso do fato de pensar que Lee Ja-kyung era mais próximo dele do que de Kang Il-hyeon. Ele queria dizer-lhe que sua distância mental poderia ser mais próxima dele, mas não fisicamente. Lee Ja-kyung disse que ele e Kang Il-hyeon já haviam comido juntos uma vez. É claro que ele queria acrescentar que não foi absolutamente porque ele gostou
***
Lee Ja-kyung pensou que seria um hospital porque foi dito ser um funeral, mas era um templo razoavelmente grande. Havia carros pretos do lado de fora do templo, e pessoas em roupas pretas se aglomeravam lá dentro. Centenas de pessoas pareciam ter se reunido. A maioria dos carros que chegavam se movia junto.
As pessoas que desciam dos carros subiam as escadas e se dirigiam ao topo, onde o incensário estava preparado. Grinaldas feitas de crisântemos estavam alinhadas em ambos os lados do caminho de subida, e os pranteadores se reuniam e comiam sob a tenda azul no quintal.
Havia pessoas fingindo se conhecerem enquanto ele caminhava com Seok-joo. A maioria das pessoas costumava perguntar sobre o bem-estar de seu pai. Ele sentiu o cheiro do incenso ao se aproximar do incensário. Choi Ki-tae estava cumprimentando as pessoas no salão enquanto usava uma braçadeira de principal pranteador.
Lee Ja-kyung seguiu Seok-joo para dentro depois de tirar os sapatos. O homem na foto, cercado por crisântemos brancos, é o homem em quem Lee Ja-kyung atirou há alguns dias. Seguindo os pilares de pedra, ele acendeu o incenso e se curvou, rezando para que ele não fosse para um lugar bom.
Dizem que bastardos como ele não deveriam nascer e deveriam passar o resto de suas vidas no inferno para que o mundo ficasse em paz.
— Obrigado por virem até aqui.
Choi Ki-tae estendeu a mão para Lee Ja-kyung. Não havia vestígios de tristeza em seu rosto. Lee Ja-kyung apertou sua mão e expressou suas condolências.
— Você deve estar triste…
Choi Ki-tae sorriu e baixou a voz.
— Não. Na verdade, não.
Esse cara também era bem escroto. Ele tentou sorrir, mas a entrada estava ficando barulhenta. Lee Ja-kyung pensou que havia uma comoção porque alguém havia chegado, mas era Kang Il-hyeon. Ao lado dele estava Park Tae-soo.
A atenção das pessoas foi imediatamente atraída para ele quando ele apareceu. Pessoas que estavam comendo aqui e ali largaram suas colheres e foram cumprimentá-lo, curvando as costas e fingindo se conhecerem. Até os idosos se curvavam diante de Kang Il-hyeon. Mesmo estando entre muitas pessoas, sua presença era nítida. Lee Ja-kyung pareceu entender por que Kang Hoon tinha medo de seu filho.
Kang Il-hyeon sorriu gentilmente. Vendo isso, Seok-joo xingou baixinho de lado.
— Porra… Mesmo de longe, ele parece nojento…
Choi Ki-tae também ajudou.
— Ei. Não o deixe vir. Estou tentando me concentrar em comer o Yukgaejang.
Um homem então se aproximou de Kang Il-hyeon. O homem de cabelos brancos estava usando a mesma braçadeira que Choi Ki-tae. Como o via por trás, Lee Ja-kyung não conseguia ver seu rosto muito bem. Lee Ja-kyung manteve um olhar atento no homem. Il-hyeon o estava confortando segurando sua mão. Ele também tinha uma expressão triste no rosto. Suas habilidades de atuação eram incríveis. Ele era o melhor.
Kang Il-hyeon aproximou-se após a conversa. Quando o homem de meia-idade que estava de mãos dadas virou-se e revelou seu rosto, os olhos de Lee Ja-kyung se arregalaram.
É ele.
O homem que deu drogas aos seus pais. O homem que ia à sua casa com frequência e transava com sua mãe. O homem que veio empunhando um taco de golfe, alegando que seu pai roubou drogas. E o homem que tentou matar o jovem Lee Ja-kyung.
Seu cabelo grisalho estava ralo após 15 anos, mas seu rosto não mudou muito. O homem deu a volta na mesa novamente, cumprimentando a todos.
Kang Seok-joo ficou surpreso e estendeu a mão para tocar em Lee Ja-kyung, que estava parado sem reação.
— Yi An, vamos embora.
Mas ele chegou um passo atrasado. Kang Il-hyeon estava bem na frente dele antes mesmo de ele calçar os sapatos. Kang Il-hyeon colocou as mãos nos bolsos das calças, levantou um pouco o queixo e olhou insatisfeito para os dois. Lee Ja-kyung percebeu o olhar cortante apenas eventualmente. O medo de Kang Seok-joo parecia ser perceptível daqui. Kang Il-hyeon nem sequer lhe dera permissão para sair pela primeira vez desde o incidente com o tiro.
— Por que nossos dois jovens mestres vieram aqui?
— Hyung. Eu… estou tentando confortar o Ki, Ki-tae…
O olhar de Il-hyeon mudou de Seok-joo para Lee Ja-kyung.
— E quanto a Yi An?
Lee Ja-kyung olhou para Seok-joo. Ele veio porque Kang Seok-joo pediu para irem juntos, mas seu propósito ao vir aqui era verificar o rosto de Choi Ki-tae e sua família.
— Eu também… Eu, eu quero confortá-lo também…
— Quem?
Il-hyeon perguntou, e Lee Ja-kyung rapidamente virou a cabeça para olhar para Choi Ki-tae. Ele estava recebendo outros pranteadores que acabavam de entrar no salão.
— Ali… É ele…
Os olhos de Kang Il-hyeon tornaram-se frios.
— Vocês eram tão próximos assim?
— Não sou próximo… Quando uma pessoa está triste… Temos que compartilhar a dor juntos… Foi assim que aprendi…
Uma das sobrancelhas de Kang Il-hyeon arqueou-se tortuosamente. Então Lee Ja-kyung notou um pequeno arranhão no topo da sobrancelha de Il-hyeon. Ele não conseguia ver o rosto dele em casa há dois dias, então parecia que ele tinha ido a algum lugar e tido uma briga.
— Quem é este? É o Seok-joo.
O pai de Choi Ki-tae, que ele vira há pouco, apareceu inesperadamente. De perto, ele parecia cansado. Seu rosto estava sombrio, seus olhos eram profundos e, por outro lado, Lee Ja-kyung estava furioso. Kang Il-hyeon entrou no salão depois de olhar para Lee Ja-kyung. Ele pretendia escapar durante esse tempo, mas o pai de Choi Ki-tae o chamou.
— Quem é este amigo…?
— Meu nome é Zhang Yi An… Eu sou de Hong Kong.
— Oh, entendo. Obrigado por vir.
O homem estendeu a mão. Era a mão que esfregava os seios de sua mãe e esbofeteava suas bochechas quando ele era jovem. Se possível, ele queria cortá-la ali mesmo. Mas ele educadamente estendeu a mão e a apertou.
— O senhor deve estar triste… Espero que seu filho vá para um lugar bom.
Ele deu tapinhas na mão de Lee Ja-kyung.
— Obrigado. Seu amiguinho é atencioso.
Lee Ja-kyung baixou o olhar, esperando que sua raiva do homem não fosse revelada. O homem, que soltou sua mão, inclinou a cabeça e encarou Lee Ja-kyung.
— Nós… Já nos encontramos antes?
— É a primeira vez que o vejo…
O homem riu.
— Certo. Você é tão bonito que eu não o esqueceria se o tivesse conhecido.
A aparência maldosa que ele tinha no passado não estava em lugar nenhum, e agora ele era apenas um pai que perdeu o filho e caiu em um sentimento de perda. Já que o homem veio, ele disse para comerem e irem, e então entrou no salão. Lee Ja-kyung e Seok-joo desceram rapidamente antes que Il-hyeon saísse. Seok-joo baixou a voz e se inclinou para mais perto de Lee Ja-kyung.
— Vamos comer em outro lugar. Vou ficar com dor de estômago se comer aqui.
Ele concordou. Enquanto apressava os passos, ouviu a voz de Kang Il-hyeon atrás de si.
— Yi An.
Seok-joo parou, fechou os olhos com força e xingou baixinho. Ele virou-se e Kang Il-hyeon aproximou-se dele.
— Se você estiver a caminho de casa, pegue o meu carro.
Ele falou educadamente, mas seus olhos estavam ferozes.
— Eu posso ir com o Seok-joo…
O olhar dele desviou para o lado e focou em Seok-joo. Certo? Kang Seok-joo, sem surpresa, já dera um passo atrás. Ele disse que tinha esquecido de um compromisso e, temendo que Kang Il-hyeon ficasse zangado, despediu-se com uma curvatura de cintura e saltou para fora. Lee Ja-kyung suspirou baixinho. Ha, aquele bastardo…
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna