↫─Capítulo ⚝ 15
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 15
Ja-kyung olhou fixamente para a fumaça que era sugada pela ventilação. Ele não conseguiu dormir e rolou na cama a noite toda e, quando acordou pela manhã, sua mente estava meio turva. Pensou que se lavar com água fria seria melhor, mas continuou na mesma.
Ele estava desesperado por nicotina devido ao estresse excessivo. Puxou um cigarro eletrônico e fumou, e pareceu que se recuperou. Sua mente gradualmente recuperou a estabilidade. Após repousar os braços e pernas na banheira, lembrou-se do que aconteceu ontem à noite.
A sensação que rastejou por suas nádegas era distinta mesmo em meio à sua confusão. Maldito. Ele o chutou com os pés, mas ainda queria matá-lo. Mesmo após retornar ao seu quarto, o desejo induzido pela droga persistiu até que ele não aguentou mais e teve que ir ao banheiro e cair no sono.
Aquilo foi simplesmente vergonhoso demais.
— Bastardo.
Ele soltou um xingamento enquanto olhava para o teto. O telefone tocou enquanto ele rangia os dentes. Era uma ligação de Wang Han. Ouviu a voz amigável dele assim que atendeu o telefone. Mas Wang Han observou que a voz de Ja-kyung estava sem energia e quis saber o que estava acontecendo.
— Não é nada demais.
— Então por que você está tão desanimado? Não está doente, está?
Ja-kyung moveu a cabeça e olhou para baixo, entre as pernas. Havia uma leve dor na região lombar, mas ele jamais queria falar sobre isso porque era constrangedor.
— O que você está fazendo cedo de manhã?
— Onde você está agora? O GPS foi ativado ontem à noite.
— Usei em outro lugar por um segundo. Envie para o meu celular do começo ao fim.
Ontem à noite, Ja-kyung escondeu um GPS no banco do passageiro do homem com a tatuagem de duende. Ele não tinha ideia do que estava pensando. Talvez estivesse curioso sobre o cara que o lembrava de sua infância, ou estivesse curioso sobre a realidade do grupo que tentou matar Ja-kyung naquela época. Ele descobriria sobre isso quando voltasse e verificasse.
— Ei. As informações do Kang Il-hyeon que o hyung me deu, é só aquilo?
— Do que você está falando?
Ele não conseguiu se forçar a perguntar se Kang Il-hyeon gostava de homens. Encerrou a conversa após insistir que não era nada. Ja-kyung, que jogou o celular na banheira e olhou fixamente para o teto, levantou-se de onde estava.
Ele subiu na borda da banheira e colocou a mão no ventilador. Empurrou o dedo pelo pequeno buraco por onde a fumaça era sugada, mas não se moveu. Caso ele empurrasse para o outro lado e ele se deslocasse ligeiramente.
Oh. A placa do ventilador abriu e se separou do teto quando ele manteve uma posição estável e empurrou para cima com esforço. Ligou a lanterna do telefone e olhou lá dentro; estava empoeirado. Não tinha ideia de onde aquilo levava e era menor do que esperava. Estava se perguntando se conseguiria entrar.
Maldito. Com uma expressão insatisfeita, ele recolocou a placa, reinstalou-a e sentou-se na banheira.
— Você deveria ter me dito antes. Não tenho motivos para não lhe mostrar.
Foi surpreendente que Kang Il-hyeon tenha mostrado o porão de boa vontade. Se ele perguntasse onde ficava o cofre, provavelmente lhe diria. Imaginou que o outro estivesse sentindo algo semelhante a interesse ou uma queda por ele. Não tinha certeza se o homem o estava provocando por diversão ou se ia tentar algo.
Por que ele não agia simplesmente como um louco, entregava a bunda para Kang Il-hyeon e o persuadia gentilmente a contar onde fica o cofre? Deveria fazer isso? Talvez ele entregasse a chave.
Ja-kyung estremeceu ao se imaginar ofegante sob Kang Il-hyeon. Oh, merda. Loucura. Era insano. Existe um limite para ser cegado pelo dinheiro. Ele estava completamente louco. Deu um tapa na própria bochecha, levantou-se e saiu do banheiro.
Estava deitado na cama, com as pálpebras fechando constantemente. Acabou dormindo e, quando acordou, já passava da hora do almoço. Eventualmente ficou com fome e desceu para comer.
As refeições eram geralmente preparadas pela governanta da família, que era uma excelente cozinheira. A culinária coreana, assim como a de outros países, era feita perfeitamente para Ja-kyung comer.
Ele parou a cerca de dois terços do caminho da escada quando ouviu uma voz lá embaixo. Esperava que não fosse ele, mas Kang Il-hyeon estava sentado no sofá conversando com Park Tae-soo. Ficou confuso sobre o porquê daquela pessoa estar em casa em vez de ir trabalhar. Ele se virou e correu de volta para o segundo andar, mas Kang Il-hyeon o chamou por trás.
— Yi An. Onde você vai?
Ja-kyung parou ao ouvir a observação. Filho de uma cadela. No entanto, imediatamente relaxou sua expressão e se virou, sorrindo de forma polida.
— Bom dia, Diretor.
— Já é tarde agora.
— Sim, tem razão. É que eu perdi a hora…
— Você deve estar muito cansado. Não dormiu ontem?
Ja-kyung cerrou o punho atrás das costas. Havia um limite para ser descarado. Ele provavelmente o estava irritando de propósito, ou já estava com demência. Se o objetivo era irritá-lo, você conseguiu, seu bastardo.
— Eu tenho insônia…
— Oh, não. Parece que minha casa não é confortável.
— De jeito nenhum. Estou muito confortável porque o senhor tem cuidado muito de mim.
Eles estavam tendo uma conversa que nem queriam, mas então Kang Il-hyeon lentamente levanta a mão e a lambe como um cão. Ja-kyung ergueu os dois cantos da boca e fingiu não ver. Então desejou a ele um bom dia de trabalho e retornou ao segundo andar. Ponderou se o homem o seguiria ou não, e ele seguiu.
Ele acabou se virando em frente à porta, apenas para encontrar Il-hyeon já diante dele.
— Tem mais alguma coisa a dizer…?
— As câmeras de segurança serão removidas amanhã. Se você tiver objetos de valor no quarto, coloque-os no cofre com antecedência.
Seus ouvidos se aguçaram ao ouvir a palavra cofre.
— Um cofre?
— Você não viu? Converti a estrutura da cama em um cofre. Eu o resetei, então você mesmo pode configurar a senha.
As palavras inesperadas elevaram a pequena expectativa de Ja-kyung.
— Que incrível… Um cofre assim é usado em todos os quartos?
Il-hyeon assentiu.
— Normalmente.
Oh. Então, que tal o seu quarto? Ele perguntou com os olhos, mas Il-hyeon não respondeu. Além disso, se ele dissesse isso de forma muito casual, despertaria suspeitas. Ontem, ele foi descuidado e pego de surpresa. Encarou-o nos olhos para tentar entender o que estava acontecendo. Olhos escuros sorriram enquanto olhavam para ele.
— E sobre ontem, vamos fingir que não aconteceu. Seria desconfortável para ambos.
Ja-kyung sorriu calmamente.
— Ontem… O que aconteceu?
Il-hyeon estendeu a mão e tentou tocar seu ombro assim que ele terminou de falar, e Ja-kyung, assustado, deu um passo para trás. Os lábios de Il-hyeon se curvaram para cima em um arco.
— Viu. Você se lembrou.
Ja-kyung continuou sorrindo, mas suas entranhas estavam fervendo. Queria se repreender por ter tropeçado e recuado agora pouco. Kang Il-hyeon disse: — Vejo você depois do trabalho — e retornou pelo caminho de onde viera. Ja-kyung rangeu os dentes enquanto o via se afastar. É, ria o quanto puder.
***
— Sinto muito pelo que aconteceu ontem. Você não disse mais nada ao meu irmão, disse?
Kang Seok-joo veio ver Ja-kyung depois do almoço. Ele agia como um rei no esconderijo ontem à noite, mas assim que chegou à casa de Kang Il-hyeon, tornou-se um covarde novamente.
— Não disse nada.
— Como esperado.
Kang Seok-joo passou o braço pelo ombro de Ja-kyung como um velho amigo. E contou a ele sobre a mulher de ontem à noite que se sentou ao lado de Ja-kyung, dizendo que ela gostou muito dele, e até contou que ela era a única filha de uma família jurídica bem conhecida.
— Ela está obcecada por você. Tem me ligado desde manhã pedindo para eu dar o seu contato. O que acha? Ela é bonita e tem um corpo legal, gostaria de encontrá-la?
Ja-kyung sorriu timidamente e ajeitou os óculos.
— Bem…
— Não me diga que você ainda não fez?
— O quê?
Kang Seok-joo fez um gesto sexualmente sugestivo com o dedo. Ja-kyung riu internamente. Ele se sentiu atraído por uma irmã chinesa que morava ao lado quando tinha 15 anos. Conheceu muitas mulheres depois disso, mas quando começou este trabalho, tornou-se cada vez menos frequente. Os olhos de Kang Seok-joo brilharam quando ele não conseguiu responder, como se nunca tivesse feito antes.
— Isso é ótimo. Há uma exposição diferente amanhã, vamos lá.
Ele não sabia o que era, mas não parecia uma exposição real. Olhando para o rosto de Kang Seok-joo, ele parecia muito feliz.
— Seus amigos vêm também?
— Amigo? Quem?
— O amigo que me levou para casa ontem. Eu nem pude agradecer porque estava ocupado…
— Oh, não se preocupe. Foi apenas um favor que pedi a ele.
— Vocês dois são muito próximos?
Kang Seok-joo semicerrou os olhos e pensou por um momento antes de chegar a uma conclusão.
— Devo dizer que somos mais parceiros de negócios do que amigos? Porque investi no que ele está fazendo.
Mesmo depois de dizer isso, Kang Seok-joo imediatamente mudou suas palavras.
— Claro, é segredo. Não fale sobre isso com o meu irmão.
— Eu não gosto de falar com outras pessoas…
Kang Seok-joo expressou sua apreciação por ele e deu um tapinha no ombro de Ja-kyung. Sem ser solicitado, deu uma breve explicação sobre Choi Ki-tae. Quando questionado sobre a tatuagem no braço, afirmou que ele não representava nenhuma organização e apenas queria se parecer com o pai. Ja-kyung lembrou-se de ter visto um homem no passado e suspeitou que ele fosse o pai de Choi Ki-tae.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna