↫─Capítulo ⚝ 14
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 14
O elevador desceu quando Kang Il-hyeon pressionou o botão com sua impressão digital. Quando a porta se abriu, a primeira coisa que Ja-kyung viu foi uma pintura. Ele seguiu Kang Il-hyeon pelo corredor. Apesar de ser um subsolo, o sistema de ventilação era adequado, portanto não havia nenhum odor estranho. Era menos fechado do que ele imaginava, e as pinturas penduradas por toda parte faziam com que ele se sentisse em uma galeria.
Além das janelas de vidro visíveis no corredor, havia uma academia, um cinema e um estande de tiro. Kang Il-hyeon perguntou a Ja-kyung se ele já havia disparado uma arma enquanto passavam pelo estande. Ja-kyung respondeu que não, e Il-hyeon disse que o ensinaria se tivesse oportunidade.
Ele recusou educadamente. Poderia parecer excesso de confiança, mas mesmo com os olhos fechados, ele tinha certeza de que poderia atirar melhor que Kang Il-hyeon.
Por mais que olhasse ao redor, não parecia um lugar para esconder coisas importantes. Ele ficou sem graça por ter desejado entrar ali, pois era muito mais comum do que esperava. Ele seguiu, olhou ao redor e parou em frente à última porta. Era o único lugar que possuía uma fechadura.
Kang Il-hyeon reconheceu a impressão digital sem hesitação após inserir a senha. Ja-kyung memorizou imediatamente o número de oito dígitos. Quando a porta oculta se abriu, Ja-kyung foi o primeiro a descobrir uma grande estátua de Buda. Além disso, havia inúmeras antiguidades, incluindo pinturas antigas.
— Uau… É como se estivéssemos em um museu.
— Isso mesmo. Algumas delas vieram de lá.
Ele questionou para verificar se era real, e não era roubado, mas na maioria das vezes era um presente. Ele ficou perplexo sobre quem enviaria estátuas de Buda e pinturas de cem anos como presente. Algumas antiguidades estavam alojadas em uma vitrine de vidro. Os únicos itens para ver eram cerâmicas, queimadores de incenso, coroas e livros de história.
Kang Il-hyeon explicou passo a passo. Sua voz era séria e grave, mas ele falava mais claramente do que qualquer outro dublador. Ja-kyung ouviu atentamente sem perceber, mas de repente recobrou os sentidos ao pensar no propósito de ter entrado ali.
Ele foi para o outro lado e olhou para os armários decorativos após observar ao redor. Estava aberto, embora a maioria das coisas fosse do Japão ou da China, em vez da Coreia.
— Você pode tocar nas coisas ali.
Ja-kyung ficou intrigado com a ideia de poder tocar, então pegou um livro. Estava bem limpo e era grosso, mas assim que virou uma página, o rosto de Ja-kyung se franziu. Um livro erótico japonês. A figura estava vividamente retratada quando ele virou outra página.
Além do personagem, o pau era irrealisticamente grande e tinha uma aparência realista, por isso ele ficou horrorizado. Quando viu o homem empurrar o pau para dentro da buceta de uma mulher deitada com as pernas abertas, ele fechou o livro gentilmente. Ouviu uma risada baixa atrás de si.
— Você pode ver mais.
— Está tudo bem…
Além daquele, eram todos livros semelhantes. Ele não sabia quem os dera de presente para Kang Il-hyeon, mas não queria mais olhar para aquilo. Que coisa maravilhosa seria se esse livro erótico fosse exatamente o que o cliente solicitou. Ele poderia matar Kang Il-hyeon e levá-lo consigo depois de roubar daqui.
Ele soltou um pequeno suspiro e moveu-se um pouco mais para o lado. Havia belas tigelas em exibição em vez de livros. Entre as tigelas de formato idêntico, uma garrafa de cor brilhante se destacava. Era uma cabaça, mas a cor e o formato eram inteiramente do gosto de Ja-kyung.
Kang Il-hyeon disse que ele podia tocar, então ele a pegou sem hesitação. Quando a balançou levemente para a esquerda e para a direita, ela produziu um som de clique. Olhando para trás, Kang Il-hyeon estava verificando mensagens em seu celular. Ja-kyung, curioso, pegou a garrafa e abriu a tampa. Ele a girou com força porque estava apertada, mas assim que abriu, o aroma exalou.
Ele assumiu que era uma bebida envelhecida. O aroma era mais doce do que o imaginado enquanto ele aproximava o nariz da entrada da garrafa e inspirava. Ele não achou que fosse álcool a princípio, mas o cheiro era ótimo. Surpreendentemente, tinha um cheiro bom. Ele queria farejar mais e mais enquanto inalava. Ele inspira repetidamente sem perceber, mas ouve a voz de Kang Il-hyeon atrás dele.
— Yi An.
Sua cabeça girou em um instante, e seus braços e pernas relaxaram. Ja-kyung cambaleou para o chão enquanto a garrafa que segurava caía sem resistência. Kang Il-hyeon, que se aproximara dele às pressas, tinha uma expressão preocupada no rosto. — Você está bem? Sentiu o cheiro? — Em seus ouvidos, ele ouviu uma voz grave.
Seu coração estava disparado e o sangue corria por suas veias em uma velocidade maior que o normal. Suas pupilas estavam dilatadas e seus lábios entreabertos. Kang Il-hyeon olhou para ele enquanto ele expirava sem perceber.
— Isso, ha, o que é? Droga, é droga?
O rosto de Kang Il-hyeon mudou com dificuldade.
— Estimulante. Eu deveria ter te avisado com antecedência. Você está bem?
— Mer-, merda… Por que agora…
As palavras fluíram sem esforço de sua boca quando sua mente relaxou. Para se acalmar, ele balançou a cabeça, mas isso simplesmente o deixou tonto e não teve efeito. Mesmo em meio a isso, ele sentia a parte inferior das costas enrijecer. Ele tentava se levantar de seu lugar com as coxas apertadas, mas seu corpo não o obedecia.
Kang Il-hyeon segurou sua mão enquanto ela escorregava pelo chão e a envolveu em seu pescoço.
— Levante-se. Eu vou te apoiar.
Quando seus troncos se tocaram, ele esqueceu que era um homem e foi tomado pela luxúria. Ele mal conseguiu se levantar com a ajuda de Kang Il-hyeon, mas seu corpo desabou como roupa molhada e se enroscou nele. Contra sua vontade, ele queria abraçá-lo e esfregar-se nele.
Ja-kyung teve medo de se envolver em um incidente indesejado se permitisse aquilo, então empurrou o ombro de Kang Il-hyeon.
— Espere, espere, fique longe. Se nos tocarmos… Porra. Aah…!
Quando ele cai, seu corpo flui como água para o chão. Sua cabeça moveu-se violentamente e sua visão oscilou. O rosto de Kang Il-hyeon, de pé e olhando para ele, aparecia e desaparecia constantemente.
Talvez fosse assim que se sentisse ao beber e andar em uma montanha-russa sem parar. Seu estômago estava revirando, sua cabeça tonta, seu corpo não parecia pertencer a ele, e a luxúria vinha constantemente à tona.
Ele tinha que recuperar a compostura. Kang Il-hyeon segura a mão de Ja-kyung primeiro quando ele tenta esbofetear a própria bochecha. Sua mão, que estava envolta em seu pulso, estava quente. Kang Il-hyeon acariciou suavemente a área do pulso com o polegar. Ele estava ficando mais agitado. Kang Il-hyeon soltou a mão de Ja-kyung e olhou-o nos olhos.
— Você está com dor?
Ja-kyung balançou a cabeça impotente. Sua mente estava em branco e ele não conseguia pensar em nada para dizer. Apenas a voz de Kang Il-hyeon podia ser ouvida claramente acima da respiração quente em seu ouvido.
— Posso ajudar?
Seu corpo relaxou com o tom gentil. Ja-kyung, que lutava para respirar, balançou a cabeça, mas não se moveu. Ele entendia o que o outro dizia mesmo sob o efeito da droga. O rosto de Kang Il-hyeon, ligeiramente erguido, era escandalosamente bonito, e ele poderia acreditar se fosse uma estátua. Não haveria nada de estranho em ocupar um lugar em algum canto deste local secreto.
— Me ajudar?
Ao contrário do seu tom de voz, seus olhos eram tão perigosos quanto os de uma cobra venenosa. Ele era um homem. Kang Il-hyeon também era um homem. Ele deveria afastar a mão dele, mas de repente queria que alguém o segurasse e o prendesse. Ele não ia morrer por ter aceitado uma mão. A luxúria paralisara seu raciocínio, e não havia mais espaço em sua cabeça para pensar.
A mão de Il-hyeon agarrou sua cintura e o puxou para mais perto quando ele assentiu, e seu corpo sentado deitou-se olhando para o teto. Ji-ik, ele pôde ouvir o som do zíper de suas calças baixando. Ele pensou que o outro simplesmente ia tocá-lo, mas ele estava prestes a chupá-lo. Ele ficou surpreso. Não fazia ideia de que Kang Il-hyeon era gay. Não havia tal informação.
Ele não tinha certeza do que fazer se Kang Il-hyeon se oferecesse para penetrá-lo mais tarde, referindo-se ao fato de que o havia chupado uma vez. Ele se recusava a fazer sexo com um homem. Os pensamentos continuavam a correr por sua mente, mesmo estando confuso. Após tirar a camiseta interna, ele se levantou e moveu-se sobre a cabeça de Ja-kyung.
Então ele traz algo e despeja sobre o pau dele. O fluido encharcou seus testículos e escorreu pelo períneo, umedecendo tudo até as nádegas. Ja-kyung olhou para o teto, com os olhos bem abertos. Por favor, chupe ou esfregue.
Ele queria dizer algo, mas sua boca não abria. Não conseguia aguentar mais, então abaixou a mão, agarrou o próprio pau e tentou esfregá-lo, mas estava insatisfeito com o movimento lento. Kang Il-hyeon pegou sua mão, colocou-a de lado e agarrou a perna de Ja-kyung.
Então Il-hyeon abriu as pernas que estava segurando e as ergueu no ar. Enquanto Il-hyeon abria sua perna, Ja-kyung ficou perplexo. Logo, sua lombar se ergueu e algo duro tocou entre suas nádegas. Os olhos de Ja-kyung se arregalaram em perplexidade. Uma dor inimaginável desceu de sua lombar. Seus olhos ficaram cada vez mais abertos, e ele soltou um gemido.
— Espe… espere… Ai!
Uma dor excruciante seguiu-se, como uma faca sendo cravada em sua espinha. Ele tremeu como um peixe recém-pescado, seus braços agitando-se no ar. Foi só mais tarde que ele compreendeu o que estava acontecendo, e percebeu exatamente o que Kang Il-hyeon estava fazendo com ele.
Sua mente voltou a si como se tivessem despejado água fria sobre ele. Um buraco que nunca havia sido usado para mais nada se abriu. Ja-kyung reuniu forças e arrancou o tornozelo segurado por Il-hyeon, então golpeou Kang Il-hyeon.
A cabeça dele virou para o lado, e o pau enorme que havia forçado o buraco saiu. Ja-kyung lutou para se levantar e sentou-se. Kang Il-hyeon acariciou o próprio rosto e usou a língua para verificar o interior da boca. Então ele baixou as sobrancelhas escuras e sorriu como se fosse um vilão.
— Isso é demais. Para a pessoa que tentou te ajudar.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna