•.¸ ♫ Capítulo 11
11. Fine (Parte 1/13)
História Extra
1. Yu Yejun
2. Baek Sihu
11. Fine
Fine: fim, término
O lugar aonde os dois se dirigiram foi a casa de Sihu. Ao pisar na sala, Yejun arregalou os olhos como que surpreso. Parecia atrapalhado com o estado bagunçado da casa.
Nesse ínterim, Sihu examinava o presente. Ao abrir a caixa, a região de sua boca se contorceu, mexendo-se. O que entrou em seu campo de visão foi um alfinete de gravata.
— É que você parecia querer.
— Eu?
No instante em que perguntou sem querer, as conversas trocadas no último sexo lhe vieram à mente com nitidez.
‘Estava pensando em comprar um alfinete de gravata.’
‘Alfinete de gravata? Você gosta de que estilo?’
‘Por quê? Vai comprar pra mim?’
Foi uma fala feita de brincadeira. Uma frase que ele mesmo já esqueceu, Yu Yejun parecia tê-la guardado no coração.
Sihu prendeu o alfinete na gravata e verificou. O design simples não tinha o luxo que ele desejava, mas, ainda assim, fez com que sorrisse.
Sihu ergueu a cabeça com um rosto que ria de leve. Sem que se notasse, Yejun limpava a sala com diligência. Ele agarrou o braço do garoto, que ia tocar o cinzeiro de cigarros.
— Não mexa.
— Mas…
— Você acha que eu te trouxe aqui pra limpar?
— Então pra quê?
Deixando-se arrastar docilmente, Yejun perguntou fingindo não saber.
— Pra que você me trouxe?
— Nesse meio-tempo a manha de raposa aumentou de novo, Yu Yejun.
Sihu murmurou como um monólogo e sentou Yejun no lugar. Yejun, que apoiava as duas mãos embaixo, piscou os olhos depressa. O lugar onde ele foi sentado era o banco do piano. A expressão de “por que me sentar aqui?” era inocente feito a de uma criança.
Nos olhos de Sihu, que olhava para baixo, passou um brilho vermelho. Assim que se deu conta de que só agora podia enfim passar um tempo a sós com ele, a excitação cresceu de modo incontrolável. Sentindo a própria razão se esvair depressa, Sihu agarrou as duas coxas de Yejun.
O movimento que se contorcia sob suas palmas era adorável. Ajoelhado, abrindo o vão entre as pernas dele, Sihu ainda sorria.
— Devia ter te trancado aqui antes.
Se o rut viesse, que viesse; se não viesse, que não viesse; bastava fazer sexo. Ele, lamentando ter perdido aquela boa oportunidade, baixou a cabeça na direção da virilha de Yejun. Quando esfregou o vão entre as pernas com os lábios de modo gentil, um gemido familiar ressoou em sua cabeça.
— Espera aí.
— …
— Espera.
Só então Sihu ergueu o queixo, com o corpo enfiado entre as coxas de Yejun. Como uma fera faminta que avistava a presa, os olhos reluziam afiados. Contudo, os lábios, ao menos eles, desenhavam um sorriso de aparência bastante decorosa.
— Te dou um minuto. Se tem algo a dizer, diga.
Era um tom resoluto, como que dizendo que mais do que isso nem pensar. Sabe-se lá o que ele pensou, o semblante de Yejun ardeu em vermelho.
— Não seria melhor tomar banho?
— Não tenho essa folga.
— …E se, nessas, o rut vier de novo? No hospital disseram que estou em período de estabilidade, mas ainda assim…
— Aí melhor ainda.
A voz sem altos e baixos foi ficando aos poucos áspera. Por causa do período de algumas semanas de intervalo, a excitação subia ainda mais depressa. Sihu, que acariciava a face interna da coxa de Yejun, logo soltou a fivela da calça. Em seguida, o gesto de puxar a roupa de baixo e tirar o sexo foi mais apressado que o de costume.
Túm, o pau que saltou já estava duro, ereto. Sihu estreitou os olhos e examinou cada canto daquilo, de um vermelho-escuro. Talvez estimulado só pelo olhar, Yejun soltou um fôlego picotado.
Sihu o agarrou com uma das mãos e colou mais o corpo. A carne que tocava sua palma estava úmida. Quando a esfregou de cima a baixo de modo suave, os feromônios do outro se adensaram. Como alfa, era natural sentir antes de tudo cautela, mas o corpo, sensibilizado ao máximo, arrepiava só com o toque dos feromônios.
— Chega de se preocupar. Só se mexa como você quiser.
A garganta coçava de vontade de engolir o pau de uma vez. Pouco antes de se mover como desejava, Sihu, com as pupilas erguidas, disse mais uma vez.
— Como você quiser. Hã, Yejun-ah?
Sihu estava convicto de que Yejun havia lido sua mensagem. Foi porque no rosto de Yejun, que olhava para baixo soltando o fôlego ofegante, despontou um ponto de exclamação.
Diante do olhar trêmulo, Sihu botou a língua para fora e lambeu o lábio inferior. Os lábios, que estavam levemente ressecados pelo ar seco de inverno, começaram a se umedecer.
Por fim, Sihu, baixando a cabeça, abriu ainda mais a boca úmida. Para dentro da garganta que se contorcia, algo duro se empurrou por completo.
— Hmpf.
Diante do comprimento e da grossura do tamanho de um cassetete, não conseguiu engolir logo até a raiz. Sihu parou o movimento por um instante e apenas remexeu os lábios. A cada vez que engolia a saliva que escorria, uma força se concentrava na garganta. Talvez sofrendo com a força que apertava seu órgão sexual, Yejun soltou um “uht” de gemido breve.
Sihu, segurando a coxa de Yejun para se firmar, soltou o fôlego só pelo nariz. Quando conteve a excitação que subiu até o topo da cabeça, aquilo dentro de sua boca ficou ainda mais vívido.
As veias do sexo grudadas no céu da boca, a rigidez da glânde que entrava até o esôfago. Diante do gosto do pau, que experimentava depois de muito tempo, uma satisfação enfim se espalhou pelo corpo inteiro.
Ele, engolindo o riso, tornou a mover o rosto. A cada vez que movia a cabeça para frente e para trás, a glânde espetava a garganta, chuc, chuc. Quando a ponta dela esmagava de modo grosso a carne frágil, Sihu, sem se dar conta, soltava um “uht”. Então Yejun baixou a mão e acariciou a nuca de Sihu.
Os dedos que percorriam a pele eram afetuosos, mas os feromônios que escapavam não. Eram feitos apenas do desejo de esmagar, possuir e dominar Sihu ali mesmo.
Será que ele sentia assim mesmo quando era beta? Diante do fato de que podia conhecer mais a fundo o íntimo do garoto, uma sensação agradável arranhou a ponta de seus dedos. Sihu ergueu as pálpebras e examinou o rosto do outro.
— Hyung…
Yejun, que o chamava baixo, ainda tinha um rosto que reprimia algo com força. Os cantos dos olhos de Sihu, que o fitava, se estreitaram. Quando logo sugou o sexo mais fundo, a garganta assustada se estreitou. A intenção de estimulá-lo ainda mais de propósito era simples. Não se segure.
Os cantos da boca e o queixo começaram a formigar, mas ele não tinha a intenção de cuspir o sexo. Pelo contrário, com o rosto firmemente fixo, apenas sugava o sexo, chuup, chuup. Sihu, com os olhos revirados mostrando o branco, continuava a instruir.
Nesse instante, a mão de Yejun que acariciava seu pescoço agarrou sua mecha de cabelo. Os cabelos negros, agarrados de repente, ficaram um desastre num segundo. No instante em que arregalava os olhos diante da situação repentina, Yejun pressionou a cabeça de Sihu para baixo, entre as próprias pernas.
— Hmpf!
— Ugh, huuf…
Paac, pac, pac!
Yejun, sentado no banco, socava a região inferior para cima. As veias que saltavam protuberantes raspavam a mucosa. A carne que recuava e voltava a socar ora esmagava a língua, ora espetava a úvula.
Talvez por ter recebido permissão, Yejun se movia com ainda mais aspereza que na felação anterior. Mesmo enquanto Sihu se debatia de agonia, não soltava a mão que agarrava sua cabeça. Pelo contrário, pressionava-a mais para baixo, fazendo com que o sexo entrasse até o mais fundo.
Ao som surdo do atrito começou a se misturar um som molhado. Era porque a saliva se misturara ao líquido pré-seminal e escorria pelo mastro. Ao contrário de antes, agora, sem conseguir engolir direito, Sihu fechou os dois olhos com força. A glânde, que entrara de golpe, agora remexia dentro de sua boca.
— Ha…
Talvez tendo visto o rosto com uma das bochechas estufada, Yejun emitiu um som parecido com um suspiro de admiração. A cada vez que a parte curvada da glânde esfregava o interior da bochecha, o cóccix de Sihu formigava. Ele, diante de um prazer que não havia como recusar, remexeu de leve a cintura e botou a língua para fora.
Quando lambeu o mastro, as coxas de Yejun se contorceram. Foi só por um instante; mudando o ângulo do sexo, enfiou o próprio membro fundo, na úvula. Sihu enrijeceu, duro, de olhos arregalados. O sêmen pegajoso grudou no esôfago e era difícil de engolir.
— Hup, hmpf!
Soltando um som breve, Sihu se retesou. Sob o nariz que ostentava uma linha afilada, sentiu algo escorrer. No instante em que achou que não aguentava mais, Yejun puxou a cabeça dele para trás e o fez cuspir o sexo.
— Haa! Haa, haa, haa… Ha!
Foi só por um instante que ele respirou com ofego; Sihu procurou o lenço que estaria no bolso do casaco. Diante do fato de que algo saíra de seu nariz, a vergonha saltou.
‘Merda, e agora o que é isso.’
Diante da experiência inédita, pressionou às pressas a parte de baixo do nariz com o lenço. Yejun, que observava aquela figura, desenhou um riso tomado de calor.
— Haha.
Sihu franziu o rosto com uma expressão de “não ria”. Então Yejun curvou o corpo e tomou-lhe o lenço com suavidade. Em seguida, limpando ele mesmo o dorso do nariz com o lenço, sussurrou.
— Acho que espetei fundo demais. Até saiu sêmen pelo seu nariz.
— …Saiu o quê?
— Sêmen. Quer que eu mostre?
O rosto esquentou de golpe. Yu Yejun deve ter visto tudo isto. Deve ter visto por completo o sêmen escorrendo do nariz e da boca de quem chupava seu pau.
Sihu tomou o lenço e o jogou de qualquer jeito. Diante do som de riso que rodopiava em seus ouvidos, uma vertigem surgiu.
— Não ria.
— Tudo bem, hyung. Você está lindo.
— Que história é es… hmpf.
No instante em que ia repreendê-lo com um “que história é essa?”, foi beijado ali mesmo. Diante da sensação dos lábios cheios remexendo em sua pele, as costas de Sihu se empertigaram.
No instante em que os feromônios de ambos, como que rivalizando, se tensionaram e se misturaram, por entre os lábios que respiravam com ofego uma língua se empurrou para dentro. Aquilo, quente feito fogo, remexeu sem hesitar o interior da boca de Sihu, que devia estar coberto de sêmen.
Jogando a cabeça para trás, Sihu ergueu os cantos da boca em silêncio. Yejun encostou os lábios também sob o queixo e no pescoço de Sihu.
Chuá, chuá.
Quando gemeu diante do som constrangedor, Yejun soltou outra risada.
No espaço coberto de feromônios, os dois descolaram os lábios e cruzaram o olhar. Sem que se notasse, Sihu tirava ele mesmo o casaco. A aba da roupa, na qual restava um ar frio, escorregou para baixo.
— Você engole bem o sêmen.
Ele esperava uma reação atrapalhada, mas, inesperadamente, Yejun retrucou impassível.
— Você também, hyung.
— E retruca bem também.
Sihu se levantou e agarrou o queixo de Yejun, erguendo-o. E, assim, o que fez ao baixar a cabeça foi mordiscar a bochecha de boa cor. Por mais que a mordiscasse, o outro não demonstrava sequer sinal de dor. Pelo contrário, remexia a cintura de Sihu com as duas mãos e chegava a incitar sua excitação. Diante da satisfação, Sihu, com um rosto lânguido, assentiu.
— Que gracinha, aprendeu bem.
Diante do elogio, Yejun esboçou um sorriso contente. Na bochecha ruborizada restava uma leve marca de dente.
Sihu, que arranhava com a unha a marca que ele mesmo fizera e a covinha abaixo dela, agarrou com a outra mão a própria gravata. O alfinete preso na gravata reluziu, refletido pela luz.
— Yejun-ah.
— …Sim, hyung.
Talvez tendo sentido que o chamado não era comum, a voz de Yejun tremeu de leve. Apreciando a expectativa que transparecia nas pupilas de cor clara, Sihu moveu os lábios vermelhos.
— Você me ensina piano?
Era uma voz vagarosa e afetuosa, ao mesmo tempo velada e insinuante. Assim que ele terminou de falar, Yejun o empurrou e o derrubou. Sentindo a gravata se soltar com aspereza, Sihu soltou um longo suspiro. O som do fôlego, no qual havia um riso, logo se transformou em gemido.
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(Continua na parte 2)
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna