•.¸ ♫ Capítulo 11.2
11. Fine (Parte 2/13)
Uma dissonância ressoou pelo espaço inteiro. A mão de Sihu, que pressionava as teclas com toda a força, convulsionava. Sobre as costas da mão, com as veias saltando, brilhava o suor. As unhas bem cortadas arranhavam as teclas pretas sem parar, revelando por completo o ar de excitação.
Nesse instante, a pessoa atrás dele estendeu a mão e, no mesmo movimento, pressionou as costas da mão de Sihu.
Bam!
O sexo grosso abriu o buraco de Sihu e entrou até o fim. Sihu, arqueando a cintura para a frente, produziu o mesmo som de piano de antes. Então Yejun fez com que ele firmasse os dedos que tremiam sem parar e murmurou baixinho.
— Ergue a mão.
— E quando, foi, você que apertou.
— Firma os dedos e faz um círculo. Pensa que está segurando uma bolinha de gude, isso.
Assim que terminou o elogio “muito bem”, Yejun arrancou de uma vez o sexo que cravara. E então tornou a enfiá-lo até o fim e moveu a região inferior de modo grosso. Sihu, que oferecia as nádegas com as mãos nas teclas, soltou um “ah!” e abriu bastante a boca.
Todos os nervos se concentraram no pau alheio que entrava em seu corpo. Aquilo, longo e grosso, movia-se vagaroso, espetando e esfregando aqui e ali. Como que querendo lhe avisar que ele estava comendo um pau pelo buraco de trás. Diante do calor que parecia queimar todas as células do cérebro, a Sihu não restou senão baixar de novo a mão.
— Ugh… Haa.
Enquanto soltava o fôlego com aspereza, algo tocou suas costas. O corpo sensibilizado percebeu com facilidade que era o dedo de Yejun.
Os dedos pressionaram a nuca e desceram aos poucos, escorregando para baixo. Diante da carícia que percorria a espinha, o vão das nádegas formigou sem motivo. Sihu soltou um som entre os dentes e franziu o rosto. O ato de alguém invisível acariciar suas costas era ao mesmo tempo estranho, arrepiante e também excitante.
Os dedos, que desciam vagarosos, de repente espetaram as pregas do buraco. Sihu, diante da situação inesperada, sem se dar conta, apertou o buraco e mordeu ainda mais forte o pau de Yejun. Por entre as coxas, algo escorreu em fios. Que aquilo seria o gel acumulado dentro de seu corpo ou o fluido de Yejun, dava para saber sem nem precisar olhar.
Bum, bum!
Remexendo as pregas do buraco, Yejun moveu o quadril com força. A cada vez que o pau ia e vinha pelo buraco aberto pelos dedos e pelo pau, um som molhado estourava. A cada investida violenta, Sihu era empurrado para a frente sem parar. Os pés, apoiados nos calcanhares, tremiam como que em dificuldade.
— Espera…
— Ainda não terminei de te ensinar.
Achando que aquilo não daria certo, ele tentou barrá-lo, mas Yejun nem fingiu ouvir. Pelo contrário, agarrou-lhe a cintura com as duas mãos e apenas o enfiou mais fundo.
Sihu soltou um “hup” de som chocado e cerrou o punho. A nota de piano esmagada golpeou seus ouvidos, e logo algo comprido espetou o ponto extremo. Diante da sensação dos órgãos internos sendo comprimidos, palavra alguma saiu.
Nesse ínterim, a carne interna do buraco, tomada de excitação, sugava o pau sem descanso. A cada vez que grudava e se descolava, emitia um som, “chuuup”. Talvez achando divertido, Yejun soltou um riso baixo. E então, repetindo o movimento de enfiar fundo e tirar, fazia com que o mesmo som saísse.
— Ha!
Sihu golpeou com força as teclas com o punho. A boca contorcida, surpreendentemente, desenhava algo parecido com um sorriso. Ele, sentindo aquilo entrar e sair como que empurrando suas paredes internas para cima, murmurou.
— Merda, ha, por que é tão bom, que droga.
— Está bom?
— Está bom, então deixa, huf, quieto.
Ele, ainda com o punho cerrado, apenas virou a cabeça e olhou para cima, para Yejun. O branco azulado dos olhos estava congestionado, vermelho de prazer. Sihu disse como que zombando.
— Se eu não gostasse, será que teria deixado você comer meu traseiro?
Yejun, que o fitava atônito, logo ergueu os cantos da boca. As covinhas pareceram surgir e ele colou o corpo. Os pelos dele esfregavam sem parar as nádegas de Sihu.
— Que bom, hyung, que você está me poupando.
— Ugh, devagar…!
— Então vou confiar e abusar mais.
O peito de Sihu, que respirava com ofego, inchou intensamente. Era porque Yejun movia o quadril feito um cão no cio. O sexo empertigado socava seu interior sem dó, paac, paac.
Diante do sexo violento, os joelhos de Sihu começaram a ceder. Ele confiava na própria resistência, mas contra Yejun não havia como vencer de jeito nenhum. Diante da força e do vigor incansável de um alfa dominante mais jovem que ele, Sihu acabou desabando.
— Ah!
A sensação do sexo saindo por trás era tão boa que arrepiava. Ele, ofegando, agarrou o piano. Sentiu de modo vívido que seu buraco de baixo, palpitante, escorria algo. Também desta vez, teve a sensação de que virara um ômega.
Foi quando Sihu, com a região dos olhos avermelhada, soltava a respiração desordenada. Sem que se notasse, Yejun já estava sentado atrás dele, apoiado nos joelhos, e, agarrando-lhe as nádegas, puxou-o para si. Quando o buraco se abriu, o pau tornou a se empurrar até o fim.
As unhas arranharam o piano e caíram para o banco abaixo. Assim que Sihu agarrou a beira do banco, Yejun soltou o fôlego com aspereza e socou a cintura para cima. O mastro, com veias saltando protuberantes, raspou afiado as paredes internas. Diante de um prazer próximo da dor, a carne interna mordia aquilo longo e grosso como se fosse delicioso.
— Ah, devagar, eu, pedi!
— Haa, hyung.
— Ugh, khá, hunf.
— Espetar fundo, huf, é bom?
— ?
— Você aperta mais.
Yejun murmurou com voz rouca e agarrou com mais força as nádegas de Sihu. Foi só por um instante que amassou as nádegas brancas a ponto de deixar marca da palma da mão; escavando as paredes internas estreitas, socou até o fim. Sihu, sem se dar conta, baixou as pupilas.
Como já acontecera antes, o baixo-ventre se projetava, protuberante, como que se exibindo. Sob a barriga inchada, seu próprio sexo escorria líquido pré-seminal em pingos.
Foi só por um instante que ele apreciou o próprio membro, com o ar de excitação evidente; o corpo de Sihu sacudiu com força. Era porque aquilo que entrara enchendo suas entranhas se movia depressa, esmagando aqui e ali dentro de seu corpo.
Pac, paac! Paac!
O som surdo do atrito grudou viscoso na concha da orelha. Sihu, com a orelha avermelhada, moveu ele mesmo a cintura. Ajustando ao momento em que o pau entrava, apertou com força as paredes internas.
Yejun soltou um gemido baixo e enfiou de uma vez até a raiz do mastro. Os joelhos de Sihu, apoiados no chão, tremeram ainda mais.
Uma pessoa podia sentir tanto assim? A ponto de nem sair um gemido decente da garganta. Sihu, sentindo a glânde enorme pressionar com força seu ponto extremo, encostou a testa no banco. A cada vez que ela esfregava de um lado para o outro, o cabelo ficava um caos e se erguia feito plumas de dente-de-leão.
— Ugh!
Nesse instante, o lóbulo de Sihu foi sugado. Yejun, com o corpo bem colado, acariciava a orelha com os lábios. Ele lambia com a língua aquele lugar bem maduro e, com a mão, agarrava e abria as nádegas de Sihu. O buraco que mordia o pau também se retesou, tenso, e emitiu um som molhado. Diante do som obsceno, Sihu, sentindo-se ainda mais excitado, soltou um riso.
Escorreu.
O líquido desceu pela coxa. Diante da sensação de cócega, no instante em que ele ia fechar as pernas, Yejun encostou os lábios na nuca e moveu o quadril. A cada vez que o pau grosso socava e saía do interior, não conseguia respirar direito. Sihu, agora com a cabeça jogada para trás, soltava um som de fôlego quente.
— Huec, ah, uht, Yu Ye, jun… Khut!
Yejun respondeu com um “sim” e ergueu as duas mãos. As mãos que agarravam as nádegas subiram e agarraram os dois braços de Sihu. Sihu, que num átimo ficou com os dois braços puxados para trás, sem se dar conta, ergueu bem alto as nádegas. Os mamilos, que estavam levemente enrijecidos, roçaram no banco e deram uma sensação estranha.
— Uht.
Sihu franziu o rosto diante da sensação da carne sensível roçando. Mas não conseguia se importar por muito com o próprio peito. Era porque a velocidade do pau que entrava e saía de suas entranhas foi ficando cada vez mais rápida. Ele, com os braços imobilizados pela mão firme e enorme, apenas remexia de leve as nádegas.
— Agora, chega…
— Acha que vai gozar?
— Ugh!
— Hyung, estou perguntando se você vai gozar.
Um sussurro suave penetrou o buraco de sua orelha. Sihu, com dificuldade, apenas virou a cabeça e franziu o cenho. Era uma expressão de “preciso mesmo responder pra você saber?”. Nesse instante, Yejun soltou os dois braços dele de uma vez. Diante da liberdade repentina, Sihu perdeu o equilíbrio.
Foi quando, sem querer, abraçou o banco com força. Sem tempo nem para perceber que situação era aquela, um peso considerável se aproximou de suas costas. Nas pupilas arregaladas de Sihu despontou um ponto de exclamação.
— Hup!
Yejun esmagou Sihu com seu corpo enorme. A cada vez que fazia isso, Sihu, tendo o peito estimulado pelo banco à sua frente, abria bastante a boca. A saliva que não conseguira engolir estourou e sujou o banco.
Mesmo em meio a isso, o pau grande recuava e, escancarando o interior, se empurrava até o fim. Foi quando o mastro, com veias saltando ferozes, raspou em cheio a próstata inchada.
— Ugh, ah, hunf…!
Junto com um som breve, Sihu fechou os dois olhos com força. No instante em que o mastro grosso esmagou a próstata e a glânde se cravou até no cólon, ele não conseguiu mais conter o clímax.
Sihu, agarrado ao banco, tremeu o corpo como que em convulsão. De seu sexo empertigado começou a escorrer líquido em fios.
Quando, sem se dar conta, apertou a parte de baixo, Yejun emitiu um som parecido com um rosnado. E então, abraçando com força a cintura de Sihu que se retorcia de um lado para o outro, baixou a cabeça. Foi quando os cabelos castanhos faziam cócegas na pele em brasa. Do pau dele, que se cravou com um ‘pac’, também começou a jorrar algo quente.
— Ha, mer… Ugh!
O rosto de Sihu ficou vermelho. O pau do alfa jorrava sêmen quente, como que anunciando que estava dentro de suas entranhas. A cada vez que sentia o líquido grudar nas paredes internas, o coração batia mais depressa. A ponto de fazer pensar que ia romper o peito e saltar para fora, de tão rápido. Bum, bum.
— Haa, ha…
Enquanto respirava com ofego, seu queixo foi agarrado. Sihu olhou para quem, à sua vontade, agarrara e virara seu queixo. Os olhos que sempre reluziam afiados e intelectuais estavam lânguidos, afrouxados. Ele, com um rosto tornado lânguido pelo rescaldo da ejaculação, sorriu em silêncio.
— …Não pode sorrir assim.
— Por quê. Porque fica de pau duro?
— Ahaha.
Depois de olhar alternadamente para o sinal de pele e a covinha fincados no rosto de Yejun, Sihu abriu levemente os lábios.
Diante da ordem muda, Yejun de bom grado estendeu a cabeça para a frente. Os dois, ainda conectados um ao outro, trocaram um beijo viscoso. O espaço, que estava silencioso, logo se encheu com o som da saliva se misturando.
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(Continua na parte 3)
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna