•.¸ ♫ Capítulo 11.8
11. Fine (Parte 8/13)
Arrogante. Elegante e soberbo, como se, desde que nascera até então, nunca tivesse estado abaixo de ninguém.
Yejun sentiu duas emoções se cruzarem feito teia de aranha. O impulso de dobrá-lo e a atração de querer venerá-lo. Nas pupilas castanhas se espalhou uma luz carregada de calor.
Zuu.
Yejun baixou os cílios longos e moveu a mão. Diante do movimento vagaroso, Sihu abriu o vão entre as pernas como que mandando ele continuar. A coxa branca e lisa feito mármore e o sexo grande e grosso entraram em seu campo de visão. O fôlego que se acumulara escapou por entre os lábios, e a mão que escorregava para baixo por fim tocou o sexo.
— Hum.
As nádegas, que estavam sentadas na cama, remexeram de leve. O vibrador, de vibração fraca, movia-se de cima a baixo com calma. A cada vez, o sexo, com veias saltando protuberantes, começou a se erguer empertigado. Para incitar a excitação, aquilo em forma de ovo percorria insistentemente cada canto do sexo.
— Huuf…
Sihu, arqueando a cintura, soltou um longo suspiro. Uma força se concentrou nas mãos amarradas pelas algemas e os joelhos se ergueram.
O vibrador firmou a ponta e, no mesmo movimento, pressionou a glânde avermelhada. A cada vez que se movia de leve seguindo a linha curva, do meato uretral escorria líquido límpido.
Chic, chic.
Um som obsceno começou a se harmonizar com a música de jazz. Como se até aquilo tivesse sido gravado junto, era uma harmonia bastante coesa.
Só de ouvir o som já era obsceno, e o pomo de adão de Yejun se contorceu com força. Reprimindo a própria emoção com força, ele pôs o vibrador na palma da mão. E, pouco antes de ele cair, agarrou-o junto com o sexo. Talvez surpreso com o estímulo repentino, Sihu soltou um gemido afiado e breve.
— Ugh. Onde você aprendeu uma coisa des… hmpf.
Sobre os lábios que murmuravam baixo, Yejun encostou os próprios lábios. Depois de lamber a carne macia, empurrou a língua até o fundo. Toda a pele que a língua tocava estava quente e umedecida.
Yejun, sentindo a vibração que ressoava “zum zum”, inclinou a cabeça de lado. Ao mudar o ângulo, as línguas de um e de outro se misturaram com familiaridade. A cada vez que esfregavam e roçavam, saliva límpida encharcava a língua. Diante do pensamento de que estava misturada com a saliva de Sihu, a região inferior ficou pesada.
— Ha, merda.
Quem soltou um palavrão afiado não foi Sihu, e sim Yejun. Era um som que ele emitira sem se dar conta diante do calor que subira de golpe. Quando franziu o cenho, o olhar interessado de Sihu grudou em seus lábios.
— Toda vez que você faz isso, acho estranho. Sendo que você tem cara de quem não sabe xingar.
— Ah, desculpa. Não gosta de ouvir?
Sihu, em vez de responder, apontou com um gesto dos olhos para a própria região íntima. O sexo, agarrado pela mão grande e firme, estava ainda mais inchado. Aquilo, com o ar de excitação evidente, parecia prestes a entrar em rut.
Yejun, tendo lido o sentido, sorriu em silêncio. Diante do semblante que ficou radiante, Sihu meneou a cabeça como que dizendo “entendeu?”.
Em seguida, ele estendeu as duas mãos amarradas pelas algemas e abraçou o pescoço de Yejun. Os troncos colados se esfregaram e o som do coração batendo, bum, bum, ressoou. Yejun, torcendo secretamente para que o som do pulso acelerado fosse o do outro, moveu a mão.
Os dedos que não seguravam o vibrador desceram seguindo a espinha. O toque vagaroso, como uma aranha tecendo o fio, tocou até o vão das nádegas e tornou a subir. A cada vez que acariciava de cima a baixo assim, Sihu soltava o fôlego com aspereza.
Yejun firmou as unhas bem cortadas e arranhou de leve a pele de Sihu. As costas, que deviam estar sensibilizadas, se contorceram com força.
Satisfeito com a reação do outro, Yejun, no mesmo movimento, apoiou o peso e esmagou Sihu. Sihu, que recompunha a respiração, franziu o rosto mas caiu docilmente para trás.
Depois de beijar a testa de quem estava largado sobre a cama, Yejun entrelaçou os dedos com os dele. Talvez estranhando o gesto repentino, os olhos de Sihu se estreitaram.
— É que eu queria fazer isto assim que a gente chegasse em casa. Segurar sua mão, hyung.
— …Que infantil.
Embora falasse assim, Sihu apertou a mão com firmeza. Com o sentido de gratidão, Yejun beijou as costas da mão dele. Nesse ínterim, o vibrador que pressionava o mastro do sexo desceu e tocou o saco.
Aquilo tocou de leve a carne macia e depois esfregou o períneo inchado e protuberante. A cada vez que acariciava o monte molhado de gel e líquido pré-seminal, o buraco de baixo se contorcia sem parar.
Vendo a parte de baixo que se movia como que querendo comer, a região dos olhos de Yejun se avermelhou. Por um instante, era uma cena obscena a ponto de dar vertigem. Quando ele ficou sem palavras, uma voz cheia de zombaria tocou seus ouvidos.
— Por que congelou, essa agora.
— …
— Quem escolheu estes objetos foi o senhor concunhado solteiro, né.
Yejun apenas ergueu os olhos e cruzou o olhar. Ao contrário dele, com os olhos revirados para cima, as pupilas negras de Sihu estavam levemente curvadas.
— Estou combinando com o seu gosto. Que tal deixar transparecer um pouco que gosta?
As orelhas ardiam. Sihu, que o arrastara para a loja de produtos adultos, dissera o seguinte:
‘Escolhe tudo que você quiser.’
Diante daquilo, Yejun hesitou por um bom tempo e perguntou com cuidado. Se ele escolhesse, será que ele deixaria fazer tudo?
Baek Sihu, em vez de responder, desenhou um riso igual ao de agora. E então, com a mão grande e firme, amassou a nuca de Yejun uma vez e a soltou.
Por que só eu estou tão apressado? Tanto quem está amarrado quanto quem está com as pernas abertas é o Sihu-hyung. Por que só eu que estou aflito?
Em meio a uma emoção coberta de insatisfação e teimosia, o vibrador desceu. Aquilo em forma de ovo cor-de-rosa forçou passagem pelas pregas do buraco e tentou a inserção.
— Ugh.
Quando o enfiou à força, Sihu soltou um som entre os dentes. Yejun, fingindo não ouvir, enfiou o vibrador por completo. Em seguida, derramou gel sobre as pregas que estavam levemente inchadas do sexo da noite anterior. Quando uma força se concentrou no buraco, o líquido escorreu vagaroso.
As pupilas de Yejun, que fitavam, sem que se notasse, estavam afrouxadas. Com as pupilas turvas feito névoa, ele pegou os outros vibradores que deixara sobre a cama. Aqueles que vibravam se chocaram e ressoaram ainda mais alto.
‘São pequenos, então dá pra enfiar mais.’
Como se tivesse lido aquele pensamento de Yejun, Sihu tentou barrá-lo com um “espera”. Mas Yejun, antes que os dedos dele se dirigissem para baixo, enfiou mais um ovo dentro. Aquilo que já estava lá dentro emitiu um “ziiing!” barulhento. Pegando também o último, Yejun soltou uma voz rouca.
— Não se preocupe, hyung. Você está gostando.
Era a resposta à fala de “que tal deixar transparecer um pouco que gosta”.
— Rebeldia, é? Enfia tudo de qualquer jei… to.
A voz de Sihu, que num átimo comeu três ovos pelo buraco de baixo, se interrompia aqui e ali. Parecia sobrecarregado, mas Yejun percebeu com facilidade, com a sensação apurada peculiar de alfa, que ele estava sentindo. A boca formou um arco e criou as covinhas.
A vantagem do estado de ter mudado de beta para alfa era poder conhecer as reações de Baek Sihu de modo mais detalhado que antes.
Yejun encostou a mão abaixo do sexo do outro, que estava empertigado. E então enfiou no buraco os dedos, mais longos e grossos que os dos outros.
— Uht!
A cintura de Sihu deu um pulo. Observando a reação que se contorcia, remexeu o interior das paredes. Sentiu na ponta dos dedos os ovos que estavam lá dentro se moverem, tremendo. Quando os empurrou mais fundo, Sihu estremeceu e caiu completamente para trás.
— Devagar.
Na voz afiada transparecia calor a rodo. Um sorriso despontou de leve na boca de Yejun e sumiu. E então, agarrando e pressionando a coxa de Sihu, remexeu a carne interna com os dedos enfiados no buraco. A mucosa que emitia um som molhado, chuc, chuc, parecia um ômega em ciclo de cio.
Sentindo a nuca esquentar, Yejun enfiou dois dedos. Esfregava a próstata inchada e chegava a enfiar os dedos até a raiz.
Ao mesmo tempo em que uma força se concentrou no buraco, os fios cor-de-rosa que saíam de fora balançaram. Diante do formato feito uma cauda, o pau de Yejun, que apreciava, ficou duro, ereto.
— Haa.
Yejun, que soltou o fôlego trêmulo, beijou a face interna da coxa de Sihu. Diante do beijo suave, a pele dele se contorceu, mexendo-se.
Uma pessoa que gosta de ser penetrada assim, e ainda por cima só se dedicava a ser ativo. Chegado a esse ponto do pensamento, o júbilo floresceu por completo. Ainda que o hyung tivesse feito sexo com brinquedos com outra pessoa, colocar por baixo seria a primeira vez. Feliz com esse fato, o corpo inteiro chegava a formigar.
Os lábios escorregaram para dentro seguindo a linha lisa. Achando que os lábios chegariam ao próprio sexo, Sihu prendeu a respiração.
— Você errou.
Yejun descolou os lábios da coxa enrijecida de tensão. As pupilas, sob os cabelos castanhos desalinhados, reluziam de modo perigoso.
— Não vou chupar o seu pau, hyung.
…É que preciso observar isto.
— !
Os ombros de Sihu se ergueram bem alto. O rosto contorcido foi ficando vermelho, cozido, e as pupilas se agitaram de um lado para o outro.
Sem que se notasse, Yejun descolara a mão que pressionava a coxa. Os dedos, que se moviam tateando sobre a cama, por fim tocaram o botão do vibrador. Com o dedo naquilo que regulava a intensidade da vibração, Yejun subiu para o máximo.
— Ha… Que loucura, ugh…!
Os brinquedos, que ganharam intensidade de uma vez, atormentaram o interior de Sihu. Grudando nas paredes internas, sacudiam o corpo com toda a força.
Ziiiing! Ziiing!
Diante da vibração forte a ponto de fazer as próprias unhas doerem, Yejun soltou um longo fôlego. O anseio de querer ver o interior penetrou até a medula dos ossos. Foi por isso que abriu os dois dedos em tesoura.
Junto com um som viscoso, o buraco se abriu. O gel acumulado lá dentro derreteu e escorreu. Foi só por um instante que fitou o líquido que escorria pelas nádegas; Yejun dirigiu o olhar à região que queria ver.
A carne interna que se via de relance era de cor vermelha. A figura do interior forçosamente expandido se contorcendo era obscena demais. O fato de que havia três vibradores enfiados naquele lugar estreito incitava de novo a excitação.
A música que enchia o quarto, sem que se notasse, havia parado. Em meio ao silêncio sereno, apenas o som da vibração dos brinquedos ressoava barulhento.
Se por vergonha ou por prazer, Sihu murmurava um palavrão e remexia o corpo. Os olhos de Yejun, que apreciava a parte de baixo, foram subindo aos poucos. O lugar aonde o olhar que percorria chegou foi o peito de Sihu.
— Ah, hunf.
Sihu, que soltava um gemido breve, arqueou a cintura. O peito, que balançava de leve em compasso com isso, era branco feito um ovo bem cozido e descascado. Foi só por um instante que fitou o peito, feito de músculo e agradavelmente inchado, e o vão entre eles; Yejun soltou um “ah” parecido com um suspiro de admiração.
O que o deixou admirado foram os mamilos de Sihu. Ao contrário do rosto, que não tinha um único canto frágil, os mamilos presos ao peito eram de um rosa delicado.
•´¨*•.¸¸.•*´¨•.¸ ♫ ¸.•´¨*•.¸¸.•*´¨•
(Continua na parte 9)
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna