•.¸ ♫ Capítulo 11.13
11. Fine (Parte 13/13)
— Uht…
— Me responde.
— Não gosto de dizer a mesma coisa duas… ah!
A mão esquerda de Yejun subiu devagar da cintura para o baixo-ventre, e seguindo por cima dele. Sihu soltou um longo suspiro e baixou os olhos até a metade. O pulso nu do outro, com os ossos saltando protuberantes, entrou em seu campo de visão. Foi quando o anseio de amarrar aquela pele com algo se ergueu.
Farfalhar.
A mão se enfiou por dentro do roupão aberto. Sihu, que apenas observava achando “o que é que ele está fazendo”, logo tensionou o queixo. O lugar que a mão de Yejun tocou foi nada menos que o peito.
Que era para ouvir o som do coração, dava para ler com facilidade. Sihu torceu a cabeça e olhou para o rosto de quem estava atrás. Um silêncio carregado de calor pairava. Os olhares de um e de outro se enroscaram e os lábios se moveram de leve.
— Hyung, o coração…
— …
— O coração bate depressa.
Um sorriso despontou de leve na boca de Yejun e sumiu. Diante daquilo, Sihu, em vez de retrucar com palavras, começou a soltar seus feromônios devagar.
Os feromônios subiram pelo peito de Yejun até o pescoço. Foi no instante em que acariciavam a orelha e logo grudavam nas duas bochechas. De repente o queixo foi agarrado e os lábios de um e de outro se chocaram com força.
— Hum.
Sihu percebeu depressa que seu queixo fora fixado pela mão direita de Yejun. A mão esquerda dele, enfiada por dentro do roupão, ainda remexia no peito.
De algum modo era a sensação de ter os cabelos eriçados. Talvez por causa do pressentimento de que, nessas, seu íntimo seria completamente trespassado por Yejun.
Torceu a cintura para tirar a mão, mas Yejun não se moveu nem um pouco. Apenas sugava de leve o lábio inferior, incitando a excitação.
Diante da textura da língua que por fim se empurrou para dentro da boca, Sihu relaxou. O movimento que percorria minuciosamente a mucosa era vívido.
‘Está bem.’
Vamos ver você se mexer como quiser.
Quando desistiu, a aversão se dissipou e o júbilo tomou o seu lugar. Explorando do mesmo modo o interior da boca do outro, Sihu sorriu com os olhos. As pupilas negras reluziram de modo agradável com o desejo.
Os feromônios se enroscaram. Enquanto repetiam o esmagar, o ser esmagado e o tornar a virar em busca da posição superior, Yejun descolou os lábios. Ele, sem dar a Sihu nem tempo de recompor a respiração, enterrou a cabeça em sua nuca.
Quando os dentes raspavam a veia abaixo da orelha, as costas arrepiavam. Sihu, arfando com o peito subindo e descendo, jogou a cabeça para o lado. Sobre a linha protuberante do pescoço grudou o riso de Yejun. Parecia contente com o gesto de lhe oferecer o pescoço docilmente.
Farfalhar.
O cordão do roupão se soltou e a roupa caiu para baixo. Nesse ínterim, os lábios de Yejun, sem que se notasse, já se dirigiam do ombro à clavícula. A cada vez que aquilo macio lambia, um fôlego ameno tocava a pele úmida.
Sentindo tudo diante dos olhos ficar turvo, Sihu apoiou a testa com uma das mãos. Sobre as costas da mão branca, várias ramificações de veias saltaram com fereza.
Enquanto reprimia com força o impulso de esmagar Yu Yejun ali mesmo, algo úmido tocou a espinha. Aquilo, que se supunha ser a língua, firmou a ponta e fez cócega na pele.
— Uht…
— Aqui é bom?
Sussurrando baixo, Yejun tornou a chupar e lamber a mesma região. Quando a pele sensível foi mordida incontáveis vezes, uma força se concentrou no corpo.
Achando que não aguentava mais, Sihu tentou virar para trás. Nesse instante, sobre a região que devia estar reluzente de saliva, um bafo tocou. Quando Yejun soprou um “huf”, uma sensação de formigamento penetrou fundo dentro do corpo.
— Nem preciso ouvir a resposta pra saber.
— Bancando o soberano.
— Haha.
Diante do sinal de presença, Sihu virou a cabeça e olhou para Yejun. Sem que se notasse, ele estava ajoelhado, agarrando a cintura de Sihu com as duas mãos. No instante em que ia perguntar o que ele ia fazer, Yejun prosseguiu o mesmo ato.
A língua que percorria a espinha para baixo era estimulante demais. Quando ela desceu e tocou as nádegas, chegou até a subir uma vertigem.
— Até onde você vai lam, hunf!
Da boca por fim estourou um gemido agudo. Era porque as mãos que agarravam a cintura, sem que se notasse, agarravam e abriam as nádegas. Sobre o buraco revelado, a língua tocou. Quando a carne úmida esfregou e lambeu as pregas, um dos joelhos cedeu.
— Yu Ye, jun…!
Sihu chamou o nome de quem começara a chupar sua parte de baixo sem mais nem menos. Terá percebido a excitação contida em sua voz? Yejun riu com um “pff” e remexeu as pregas do buraco com os dedos. Diante do toque que esfregava de modo viscoso, o buraco impaciente se contorceu.
— Sua carne interna também aparece, hyung. A cor é bem bonita.
— …Cala a boca.
— Posso chupar, né?
— Chupou à vontade e agora vem pedir permis, ugh!
A língua que se estendeu longa lambeu o buraco. Diante do arrepio, não conseguiu terminar a fala. Enquanto Sihu estremecia, Yejun raspou as pregas com os dentes. Quando a sensação lancinante se espalhou, o buraco se abriu e mostrou o interior úmido.
Yu Yejun empurrou a língua até a raiz lá dentro. Quando a língua firme e ereta remexeu a parte de baixo, a cabeça de Sihu se dobrou para trás. As pálpebras tremeram de leve e os cantos da boca, que estavam em linha reta, se desmancharam.
Yejun, depois de tirar a língua que lambia o buraco, encostou os lábios sobre as pregas inchadas. E, naquele estado, sugou com força a ponto de sair um som ‘chuup’. Diante da força de sucção violenta, o pau de Sihu ficou empertigado. O líquido que escorreu do pequeno meato uretral pingou para o chão.
— Hec, hunf! Haa, haa, ha… Haa…
Assim que Yejun descolou o rosto, Sihu respirou com ofego. A veia abaixo da orelha pulsava sem parar, barulhenta. O que entrou em seu campo de visão turvo foi o próprio líquido caído no chão. Diante do fato de que soltara líquido em fios só por ter o interior chupado, um riso débil escapou de Sihu.
— Merda, por que você chupa tão bem.
— Porque tenho um bom professor.
Diante da voz afetuosa, Sihu franziu o cenho e cruzou o olhar com Yejun. Yejun, sem nem limpar os lábios, sorriu. Percebeu por instinto que ele também estava bastante excitado.
Os cantos dos olhos de Sihu ficaram ainda mais afiados. A luz que transparecia nas pupilas negras reluzia de modo estranhamente intenso. O interior, acariciado por aquilo macio, coçava a ponto de ser difícil aguentar. O anseio de querer enfiar por baixo o pau deste garoto atrevido ali mesmo se ergueu com força.
— Yu Yejun.
Sihu, que chamou o nome do outro, recompôs por um instante a respiração ofegante. A sensação de ter os cabelos eriçados, seria isto? O arrepio não desaparecia.
— Não a língua, huf, me dá outra coisa.
Depois de terminar de falar, ele baixou os olhos até a metade. E então fitou teimosamente o vão entre as pernas de Yu Yejun, que estava ajoelhado. Diante do olhar com sentido evidente, Yejun engoliu saliva seca.
Foi só por um instante; Yejun se levantou e avançou como que atacando. Sentindo a mão grande e firme agarrar com força seu pau, Sihu fechou os olhos.
Sobre as pálpebras tocou um fôlego quente. No instante em que percebeu que ia se deparar com um prazer ainda maior, a espinha arrepiou.
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Quando abriu os olhos, o que o encontrou foi a escuridão. Sihu, com um rosto afrouxado languidamente, olhou para o teto. Não tinha nem ideia de que horas eram. Só percebia o fato de que, para quem acordara sem querer, a mente estava clara.
Bastaria se levantar assim, mas de algum modo, naquele momento, queria ficar deitado. Os olhos que fitavam o teto se estreitaram devagar. Era por causa de um som de fôlego leve que ouvia em seus ouvidos. Buscando o fôlego que ressoava de modo regular, virou a cabeça.
Quando os olhos se acostumaram à escuridão, o rosto de quem dormia entrou em seu campo de visão. Yejun dormia profundamente, com o corpo virado na direção de Sihu. Sihu, ao ver o formato sereno das sobrancelhas e os lábios levemente entreabertos, riu em silêncio. Era porque se dera conta de novo de que o rosto dele tinha um ar juvenil. Ainda que ele próprio resmungasse que não era jovem.
Sihu, que estava imerso numa sensação lânguida, de repente murmurou um “ah”. E então, com medo de que Yejun acordasse ao ouvir seu som, logo fechou a boca.
Ele, que fez por um instante uma expressão pensativa, levantou-se em silêncio. O gesto de abrir a gaveta e tirar algo também era silencioso como nada.
Segurando aquilo na mão, Sihu fitou o espelho. Viu que ele mesmo, de roupão, reprimia o riso. Diante da figura feito um garoto travesso, franziu as sobrancelhas.
Era estranho, mas não era desagradável. Pelo contrário, o rosto relaxado até parecia não ser ruim.
As pupilas negras tornaram a se mover na direção de quem estava deitado na cama. Yejun tinha o sono bastante leve. Bastava um pequeno sinal de presença que ele logo acordaria.
Não tinha a intenção de acordar o garoto que dormia profundamente. Ainda mais quando havia algo que queria fazer escondido dele.
Sihu, que caminhou até o lado de Yejun, agarrou devagar o pulso dele. A luz do amanhecer que se empurrava por entre a cortina envolveu a pele dos dois. Examinando a pele que reluzia azulada, Sihu estendeu o que segurava na outra mão.
Com medo de que ele por acaso acordasse, a tensão arranhou a bochecha de Sihu. Ele pousou o braço que erguia sobre a cama e examinou devagar.
Sob a luz tênue, um relógio agarrava o pulso de Yejun. A pulseira de couro azul e os diamantes brancos cravados nela criavam uma sensação magnífica. Sihu ergueu os cantos da boca e emitiu um “hmm”.
Ficara bem além do esperado. Além disso, o fato de ter amarrado o pulso de Yejun com algo também despertava satisfação. Sihu, com os olhos estreitados, apreciou por um bom tempo o pulso de Yejun.
O que lhe veio de repente à mente foram as inúmeras apresentações que Yejun lhe proporcionara. , que ouvira no primeiro encontro, e . Várias melodias, como , em que transparecia uma sensação adorável, e a música que ele mesmo compusera, se misturavam e estimulavam seus ouvidos.
Um júbilo estranho golpeou seu peito. Sihu, ruminando as lembranças que penetravam o buraco de sua orelha e não se descolavam, fechou os olhos. Então uma ideia lhe veio de repente.
Yejun, daqui em diante também, lhe tocaria muitas músicas. Que tal procurar e presentear relógios que combinassem com cada música? Assim que esse pensamento passou, desenhou-se o rosto de Yejun, ao receber o presente, misturando metade surpresa, metade contentamento.
Sihu, ainda de olhos fechados, inclinou a cabeça de lado. O sorriso que transparecia no rosto bonito se adensou ainda mais. A expectativa pelas coisas que estavam por vir fez o pulso dele formigar.
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The Muse 2 Fim
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna