•.¸ ♫ Capítulo 11.10
11. Fine (Parte 10/13)
Bum, bum, bum!
Yejun, que ia dizer algo, logo desistiu. Era porque, assim que separasse os lábios, o coração que pulsava sem parar parecia que ia saltar para fora. Enquanto empurrava garganta abaixo o fôlego que se acumulava camada após camada, Sihu moveu a mão e agarrou o lençol.
— Ha, ugh…
O peito de Sihu inchou. O mamilo e o vão do peito, inchados, estavam reluzentes e límpidos. No instante em que percebeu que aquilo também era uma obra que ele mesmo criara, um calor quente se espalhou pelo corpo inteiro de Yejun.
Nesse momento, Sihu arqueou a cintura e ergueu os joelhos. Da boca escancarada estourou, junto com a respiração áspera, um som que se interrompia aos pingos.
— Isto, tira, agora…!
Uma voz que não deixava de ter certa urgência golpeou os ouvidos de Yejun. Só então lhe vieram de repente à mente os brinquedos que enfiara dentro do corpo de Sihu. No campo de visão que desceu, entrou a barriga de Sihu.
— Ugh, ha!
Um gemido dolorido estimulou seus ouvidos. Nesse ínterim, a barriga continuava a se remexer. Era a região que se inchava de um jeito agradável toda vez que o pau de Yejun entrava até o ponto extremo. Assim que aquela lembrança lhe veio, a boca ficou completamente seca.
As pupilas de Yejun, congestionadas de vermelho, reluziram com fereza. Ele colou o corpo a Sihu, que soltava o fôlego com aspereza. Em seguida, o que fez foi apoiar a palma da mão no baixo-ventre e pressioná-lo com força.
— Ugh!
Talvez por ser uma situação inesperada, Sihu apenas arregalou os olhos com a boca firmemente cerrada. Ao ler o espanto que transparecia nas pupilas negras, o peito de Yejun fervia. O impulso de querer atormentá-lo ainda mais penetrou até a medula dos ossos.
Croc, croc!
Yejun agiu à sua vontade. A cada vez que pressionava o baixo-ventre, Sihu estremecia e se debatia com força. Era claro que, ao se concentrar uma força no corpo, ele apertava ainda mais os brinquedos.
— Hec, para, huhf, de aper… tar?!
Sihu não conseguiu terminar a fala direito. Era porque os dedos comprimiam a barriga com força.
As pernas longas de Sihu, que golpeavam o lençol, num instante enrijeceram. O corpo, que chegara ao clímax, tremeu como que em convulsão. Yejun, em meio à excitação de que parecia que ia ejacular mais uma vez, abraçou-o.
Os dedos que atormentavam a barriga desceram. Aquilo logo agarrou a ponta do sexo que estava empertigado. E, aplicando força sobre o meato uretral, girou a mão devagar. Ainda abraçando Baek Sihu com força.
— !
Sihu agora começou a ejacular sem conseguir sequer soltar um gemido. Diante do líquido quente que sentia sob os próprios dedos, Yejun lançou o olhar naquela direção. Assim que descolou os dedos, sêmen branco escorreu em fios pelo mastro.
Diante da cena estimulante, até Yejun esqueceu o modo de respirar. Nesse instante, tarde demais, percebeu que havia uma última coisa a fazer.
‘Ele pediu pra tirar.’
Já ejaculou também, então agora tenho que fazer como o hyung quer. Yejun, sem conseguir dizer nada, abriu as pernas do Sihu-hyung, que ejaculava. E então agarrou de uma vez os fios cor-de-rosa.
— Espe…!
Talvez tendo percebido algo tarde demais, Sihu tentou dizer algo. Mas era tarde. Era porque Yejun já os arrancara de uma vez. Junto com um som ‘pom!’, quando os ovos saíram abrindo o buraco, Sihu jogou a cabeça bruscamente para trás.
‘Ah.’
As pupilas de Yejun se agitaram. Ele os tirara de uma vez por parecer que estava sofrendo, mas parecia que aquele estímulo fora excessivo.
Yejun, atrapalhado, jogou fora os brinquedos e examinou o rosto de Sihu. Ele, com os olhos arregalados como que surpreso, apenas respirava com ofego.
— Ha, haa, ha…
— Você… está bem?
Quando perguntou com cuidado, Sihu franziu o rosto. Yejun, ao mesmo tempo em que sentia pena, achava que a bochecha dele, avermelhada, era bem obscena. Um riso subiu e os cantos da boca se contorceram.
— Yu Ye, jun…
Sihu murmurou um “caralho”. Yejun captou a muito custo o ar de riso que transparecia no palavrão tênue.
— Faz de novo o que você fez agora há pouco.
Assim que ouviu aquilo, Yejun, junto com o alívio, soltou o riso que reprimira. E então remexeu no mamilo de Sihu, que ainda estava empertigado. A textura daquilo, protuberante, que tocava seus dedos, era agradável.
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— Não será que você criou um fetiche?
Um sussurro baixo grudou em sua nuca. O semblante de Yejun, que virou às pressas para trás, ficou vermelho feito um tomate.
— Você, Yejun. Não será que você criou um fetiche por tocar peito?
— …
— Ficava tocando sem parar.
A pessoa que emitiu a voz, Sihu, estava recostada na janela bebendo chá. O semblante dele, que fitava Yejun segurando a alça da xícara, era o mesmo de sempre.
Contudo, Yejun engoliu saliva seca, como se tivesse testemunhado uma cena obscena. Era porque, ao encarar o rosto do outro, ao mesmo tempo impassível e indiferente, lhe veio à mente o Baek Sihu de algumas horas atrás.
Os cabelos negros desalinhados, a testa molhada de suor, e o rosto bonito e o peito manchados de fluidos por toda parte… Assim eu vou ficar de pau duro de novo.
Yejun às pressas girou as pupilas e desviou o olhar. Ficar excitado só de cruzar o olhar. Diante da possibilidade de que nessas o rut viesse, a nuca esfriou.
— …Haha!
O que quebrou aquela tensão de Yejun foi o som de riso do outro, que ele não esperava. Yejun, como se nunca tivesse desviado o olhar, examinou às pressas Sihu. Não ouvira errado. Baek Sihu, sem dúvida, ria. E ainda por cima com som.
Talvez tendo sentido o olhar surpreso, Sihu pigarreou com um “hum” e fechou a boca. Contudo, os cantos da boca erguidos se contorciam como se ele fosse gargalhar a qualquer momento. De fato, não se passaram alguns segundos e Sihu, inclinando até a cabeça, tornou a soltar uma risada.
— Ahaha!
Os cabelos que cobriam a testa balançaram de leve. As pupilas curvadas de modo agradável e a boca que virara um arco também eram magníficas como nada. Acima de tudo, o que agitava o coração de Yejun era a voz. Na voz que ressoava pelo espaço transparecia um ar de contentamento.
Assim que percebeu que o humor do outro estava bom a ponto de rir alto, o embaraço se dissipou. Os cantos da boca de Yejun, que franzia o rosto com um “que foi”, também se ergueram.
— O que é tão engraçado?
— É engraçado.
Sihu inclinou o corpo na direção da cortina que cobria a janela. O rosto bonito estava cheio de vigor.
— Fica revirando só os olhos feito uma criança que fez algo de errado, como não achar engraçado?
E então, talvez com a garganta seca, bebeu um gole de chá. Murmurando sozinho um “ah, que engraçado”.
Yejun, que olhava para aquele Sihu, sentiu que seu coração ondulava feito onda. Era uma emoção que ele nunca sentira até conhecê-lo. Se fosse procurar uma experiência parecida, seria mais ou menos a de quando ouvira ao vivo a apresentação de um pianista renomado. A emoção de estar transbordando diante da bela melodia era parecida com a de agora.
‘Não.’
A luz que transparecia nas pupilas de pigmentação clara também ondulava serenamente.
‘É mais que isso.’
Haverá algo que sacuda minha alma tanto quanto o som do riso de Baek Sihu? Esta felicidade que me envolve da cabeça aos pés, quem, além de Baek Sihu, poderia dar? A ponta dos dedos coçava.
Yejun aproximou-se do lado de Sihu e recostou de leve o corpo. Os braços de um e de outro se sobrepuseram devagar.
— Você não pode rir de novo pra mim? É agradável de ouvir.
Disse com anseio, mas não foi fácil. Sihu, como se nunca tivesse gargalhado, fingiu não ouvir e bebeu chá. Diante da frustração, Yejun sentiu o impulso de choramingar feito uma criança.
— Vou ter que me esforçar pra fazer você rir com frequência, hyung.
— Rir com frequência? …Tem um jeito, sim.
— Qual?
De Sihu exalava de leve aroma de chá-verde.
— Da próxima você é quem se amarra.
— Aí você ri pra mim?
— Hum, e tem que me deixar tocar seu peito também.
— Claro. Eu já disse, pra você fazer também, hyung.
O último acréscimo, “esfregar no vão do meu peito”, ele o murmurou de propósito como um sussurro.
— Fala bem, Yu Yejun. Se você ia ser tão soberano assim, por que raios seu rosto ficou vermelho?
— É que achei que talvez tivesse sido demais…
— Foi excessivo mesmo. Ainda está formigando, aqui.
Sihu fez de leve um gesto com os olhos na direção do próprio peito.
— E não é só isso? Eu pedi pra tirar e você foi apertar minha barriga. Ainda bem que combina com meu gosto, porque se fosse eu não, mas outra pessoa…
Por algum motivo ele não terminou a fala. Yejun, que ficou estranhando, piscou os olhos devagar.
Assim que saiu a palavra ‘outra pessoa’, ele se preparou para ter o peito arranhado. Achou que o hyung ia de novo escavar seu íntimo, mas não foi. Pelo contrário, diante da figura que fechou a boca de imediato como se tivesse cometido um deslize, o coração se agitou com força.
— Hyung?
Chamou com inocência feito uma criança que não sabe de nada e examinou o rosto do outro. O olhar que esquadrinhava aqui e ali para descobrir o que ele estava pensando era insistente.
Talvez incomodado com o olhar que grudava, Sihu agitou o ar com a mão que não segurava a xícara. E então virou completamente as costas para Yejun.
O estranhamento se transformou em compreensão num átimo. Diante do fato de que Sihu não traçara friamente uma linha, a temperatura corporal de Yejun subiu ainda mais. De tão contente, até o dorso do nariz ardia.
Yejun, com as bochechas avermelhadas, sorriu. As pupilas reluziam feito estrelas, como se tivesse recebido uma confissão do próprio Sihu.
— Por que você vira as costas?
Sihu fingiu não ouvir e apenas bebeu chá. Yejun colou o corpo às costas dele. Pensando em como revelaria esta emoção, baixou o olhar na direção da nuca de Sihu.
O que exalava da pele lisa era o cheiro de alfa igual ao de Yejun. Sendo que o normal era, por instinto, ficar em alerta, diante do aroma que entrava fundo nos pulmões, só o corpo se excitava. Yejun, sentindo o próprio coração bater depressa, abriu a boca.
Estremeceu.
O corpo de Sihu tremeu de leve. Yejun deslizou os lábios encostados abaixo da orelha. Os cantos da boca, que se moviam emitindo um som “chuc, chuc”, se ergueram.
— …Aos poucos vou acabar te virando de bruços.
A voz de Sihu, que murmurava baixinho, nesse meio-tempo estava rouca. Yejun, com os lábios enterrados na nuca dele, estendeu os dois braços. Quando o abraçou com suavidade, Sihu soltou um som de fôlego lânguido. Que na ponta dele transparecia um calor estranho, Yejun, que o abraçava, percebeu com facilidade.
Abrindo a mão bem larga, acariciou o corpo do outro. O contorcer que sentia na palma da mão em brasa era adorável. Yejun, remexendo com os lábios a linha que descia do pescoço ao ombro, ergueu o olhar.
Nesse momento oportuno, por entre a cortina aberta, o raio de sol se despejou de golpe. A luz criada pelas pupilas de castanho claro, sem dúvida, carregava, ao contrário de antes, um calor.
Yejun, que fitava a luz em silêncio, logo fechou os olhos devagar. E tornou a puxar e ruminar o pensamento que lhe viera durante o passeio.
‘É primavera.’
Todo o interior do peito se aqueceu, ameno. Era um calor quente, como se a luz do sol tivesse penetrado dentro de seu corpo. Os cantos da boca de Yejun se ergueram devagar.
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(Continua na parte 11)
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna