•.¸ ♫ Capítulo 09.4
9. Feroce (Parte 4/4)
— Gosta de mim, é.
Diante de Sihu, que murmurava, havia uma grande vidraça. Para além da janela, o mar de Jeju exalava beleza à vontade. Fitando o azul do mar, Sihu continuava a se lembrar de Yejun.
Se não fosse o incidente daquela vez, teria trazido Yejun para cá. Coincidentemente era época de férias, ideal para curtirem Jeju juntos. As coisas ficaram lamentáveis em vários aspectos. Por não poderem viajar juntos, por o primeiro sexo com penetração ter terminado daquele jeito. …Por não poder ver Yu Yejun.
— …
Diante do último pensamento, Sihu fechou os dois olhos. Pelo rosto bonito passou, rápida como um clarão, uma luz de confusão. Então é por isso que o apego físico dá medo? Diante das três sílabas do nome Yu Yejun, junto com a excitação, um sentimento terno se agitava dentro do peito.
Sihu, ainda que achasse aquilo ridículo, tinha dificuldade de dobrar o coração enternecido. Foi porque conhecia Yu Yejun, que aparecera diante de sua casa só com o pressentimento de que havia algo estranho. O corpanzil que ficara parado, imóvel, na rua daquele inverno escuro, sob uma nevasca intensa, ainda estava vívido.
‘Idiota.’
Os cantos dos olhos, já afiados, se ergueram ainda mais.
‘Sujeito chato.’
Tentou pensar de propósito de modo maldoso, mas a sensação de cócega permanecia.
No fim, Sihu não teve como não admitir. Ele se importava com o que aquele garoto andaria fazendo. Preocupava-se se o corpo dele estaria bem, tinha curiosidade sobre como ele estaria se sentindo.
— Ha…
Ele respirou baixo e passou a mão pelo cabelo. Os cabelos, que estavam bem arrumados, acabaram ficando levemente desalinhados. Como se não se importasse, os dedos longos repetiam sem parar o mesmo gesto.
Pouco depois, a expressão de Sihu estava estranhamente desmoronada. Sem perceber a tonalidade avermelhada que pousara em sua bochecha, baixou a mão.
No quarto de onde se via o mar azul, deitado sobre a cama, Sihu começou assim a se masturbar. Soltou o cinto e, num só gesto, revirou a calça e a roupa de baixo, e agarrou o sexo. Só de percorrê-lo algumas vezes, o mastro se empertigou. Quando acariciou com o indicador aquilo que se erguia firme, da glânde levemente fendida escorreu um líquido transparente.
— Huf.
Um som lânguido escapou por entre os lábios. Naquele dia, em particular, sua sensibilidade sexual estava elevada. Assim que tocou a glânde , um arrepio subiu como se uma corrente estática se erguesse dentro do corpo. Teve por instinto o pressentimento de que, naquele ritmo, ia acabar gozando em menos de um minuto.
Em meio à região inferior dormente de prazer, achava a situação ridícula. Em plena luz do dia, se masturbando sozinho num quarto de hotel. E ainda por cima, pensando em Yu Yejun, entrara de repente no cio.
Os olhos, meio ocultos pelos cílios longos, se estreitaram. O que de repente coçou foi nada menos que o períneo. A região que estava oculta pelas ceroulas ficou sensível, como se uma pluma houvesse pousado sobre ela. Diante da situação inesperada, os lábios de Sihu se contorceram, mexendo-se.
— …
A mão que segurava e sacudia o sexo parou. Então, em vez de se acalmar, o corpo foi tomado por um anseio ainda mais aflito.
Veio junto a lembrança de quando o períneo fora chupado. A região, que jamais fora tocada por outrem, fora sugada por Yejun. Estavam vívidos os lábios que a envolviam sem folga, a língua que a acariciava com suavidade, a carícia que a sugava, chup, chup, como se fosse extraí-la.
Só de recordar, o corpo já ardia. Sihu ficou parado por um bom tempo e logo tirou por completo a parte de baixo.
Os dedos escorregaram do mastro para o saco e caíram, acariciando o períneo. Assim que pressionou algumas vezes, da ponta do sexo escorreu uma quantidade ainda maior de líquido. Era estranho aquele corpo todo sensibilizado, como se um Rut tivesse chegado.
Os dedos, com a ponta firme, agora passavam pelo monte inchado e protuberante e se dirigiam mais para baixo. Sihu ergueu o tronco e abriu as pernas. Os dois joelhos, erguidos bem alto, se contorciam de leve.
— …Ugh.
As paredes internas que envolviam seus dedos estavam quentes. Sihu, com a outra mão apoiada na cama, continuava a remexer o buraco de baixo. Era um movimento ainda mais habilidoso que o de Yu Yejun, que lhe tirara a primeira vez.
Era natural. Ao contrário de Yu Yejun, que fora virgem, Baek Sihu era alguém que brincara com o traseiro de inúmeros parceiros.
Por isso não tinha dificuldade em alargar o próprio traseiro. Foi por isso que, não muito depois, encontrou com precisão a região da próstata. Ele tocou a área que se projetava, protuberante, e inspirou fundo.
— Haa…
Diante do prazer que subia aos poucos, uma força se concentrou no baixo-ventre e nas coxas. Não era uma posição fácil para se alargar o traseiro sozinho. Ainda assim, Sihu movia os dedos com firmeza. Era porque, de bruços, erguendo só as nádegas para socar o buraco de trás, sabe-se lá por que, seu orgulho se feria.
‘Já não há mais o que ferir, não é?’
Junto à orelha ardente, o outro “eu” murmurou em tom carregado de riso.
‘Já foi até comido por trás, e ainda banca o pudico.’
Comido por trás. Aquele garoto, com a razão perdida por causa do Rut, o virara e enfiara o próprio membro dentro do buraco.
Só de recordar, uma vertigem subia e a região do pescoço esquentava. Sihu, com o rosto franzido, enfiou os dedos ainda mais fundo. Naquele estado, firmou a ponta dos dedos e raspou de leve a próstata. Ao mesmo tempo em que tudo diante de seus olhos ficou turvo, do sexo estourou um líquido opaco.
— Khá.
Sihu, que emitiu um som entre os dentes, logo retirou os dedos do buraco. Os dedos brancos, longos e bonitos, agarraram de imediato o sexo. Assim que o percorreu uma vez naquele estado, uma quantidade ainda maior de sêmen escorreu.
Chic, chic!
Um som obsceno grudou no buraco excitado da orelha e não se descolava. Sihu fechou os dois olhos com força e inclinou a cabeça de lado. E esfregou a orelha, que coçava, no ombro erguido. Pouco depois, uma quantidade ainda maior de líquido sujou por completo a palma da mão de Sihu.
— …Ha.
Na respiração ofegante havia um riso leve. Chegara aonde dava para chegar. Agora até se masturbava enquanto socava o buraco de trás.
Aquilo era ridículo, mas, além disso, não era tão desagradável quanto ele imaginava.
Pelo contrário, talvez por ter aliviado uma vez, seu ânimo ficou mais leve. Mesmo quando tomou uma ducha logo em seguida e tornou a se vestir, seu semblante manteve a serenidade. O mesmo valeu quando pegou o celular com a mão que exalava, em vez de cheiro de sêmen, um aroma ameno de loção.
Agora, o que Sihu ia fazer era pôr em ação o impulso que sentira desde que chegara a Jeju.
‘Entrar em contato com Yu Yejun.’
Assim, planejava perguntar tudo o que lhe despertara curiosidade: como estava o corpo dele, se entrara em período de estabilidade, se ele era mesmo Alfa.
De pé diante da janela, Sihu examinou o relógio no pulso esquerdo. Faltava cerca de uma hora até o próximo compromisso. Era um tempo adequado para trocarem notícias um do outro.
— Um relógio, é.
Murmurando um monólogo, Sihu fitou o relógio em silêncio. O relógio de pulso, que refletia a luz do sol de modo transparente, era um artigo de luxo de alto valor. O relógio, cujo destaque era a borda dourada, parecia que ficaria bem em Yejun também. Imaginando o formato dele envolvendo o pulso grande e firme de Yejun, ele assentiu com a cabeça.
— Hum.
Isso, ficaria bem. No instante em que pensava até aí, uma voz familiar tocou a concha de sua orelha.
— …Hyung.
Era uma voz totalmente rouca, como a de quem acabara de acordar. Diante daquela voz que de forma alguma se podia chamar de alegre, Sihu franziu o espaço entre as sobrancelhas. Não estará doente em algum lugar?
— Alô?
— Estou ouvindo.
— Ah…
— O que houve com a sua voz?
— Tem passado bem, hyung? Faz tempo.
Em vez de responder, Yejun disse o que ele mesmo queria dizer. A sinceridade contida na voz que murmurava se cravou com força no peito de Sihu. É um sentimento viscoso demais, profundo demais.
— …Responda, não desconverse.
Por reflexo, ele acabou emitindo um timbre ríspido. Era porque não queria admitir que se tratava de um comportamento nascido do acanhamento e do constrangimento.
Um silêncio desconfortável se estendeu. Se magoado, ou atrapalhado, Yejun não disse nada. Só então os músculos faciais de Sihu, que estavam enrijecidos, relaxaram.
Falei duro demais? Sihu baixou a mão que apoiava o cenho e a examinou devagar. O que entrou em seu campo de visão foi o próprio pulso. No pulso revelado, com a manga da camisa arregaçada, havia um hematoma.
De quão forte ele teria mordido para ainda estar avermelhado? Veio-lhe forte o pensamento de que fora sorte ele ser Alfa, pois, se fosse beta, não teria terminado apenas com um desmaio.
— É que, uht!
De repente um gemido leve tocou a concha de sua orelha. Diante do som que parecia contido, Sihu tornou a erguer a cabeça.
— O que houve…
Foi no instante em que ia perguntar o que houve. De súbito, a ligação caiu. Sihu manteve o silêncio por um instante e, com naturalidade, tentou reconectar. Pensando, sem dar muita importância, que ele devia ter apertado algo por engano.
Contudo, em vez de atender, Yejun bloqueou a ligação de novo, ‘tuc’. A testa, que estava lisa, começou aos poucos a se tensionar. Quando a terceira tentativa de contato também terminou em fracasso, Sihu moveu os lábios de um vermelho-vivo.
— …Isso me irrita, no fundo.
Era um jeito de falar brando, mas um murmúrio que trazia, não sem razão, um ar gélido. Tornou a apertar o botão de chamada, mas não se concretizou conforme desejava. O que voltou a Sihu, que franzia o rosto com força, foi um som mecânico e seco.
[O aparelho está desligado. Após o sinal, sua ligação será direcionada à caixa postal…]
— …
Verificou o visor do celular. Ao confirmar que não ouvira errado, os cantos da boca de Sihu se ergueram vagarosamente. Era um sorriso difícil de chamar de agradável, ou melhor, ao qual não seria impróprio chamar de irritado.
Ora vejam só.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna