•.¸ ♫ Capítulo 09.2
9. Feroce (Parte 2/4)
Diante da força violenta, Sihu acabou sendo empurrado para a frente. Agarrando a cabeceira da cama e tensionando o buraco de baixo, Sihu logo soltou um “ugh” de gemido dolorido.
O interior, socado por horas a fio desde que fora penetrado pela primeira vez, estava agora todo inchado. Como a glânde continuava entrando e socando as paredes internas ardidas, era difícil manter a consciência. Sihu, de olhos fechados, murmurou um palavrão. Só agora se arrependia de não ter dado o supressor.
— Hyung.
Yejun agarrou-lhe a cintura com força e emitiu um som de fôlego desordenado.
— Haa, ha, hyung.
Esse maldito hyung, hyung. No instante em que ia se irritar, algo grosso empurrou a carne interna e penetrou até o fim. No rosto de Sihu, que ficara pálido, se espalhou um ar de choque.
— Mais, devagar. Caralho, uht.
O fôlego faltava e as palavras não saíam direito. Enquanto franzia a testa de vergonha, Yejun agarrou e abriu as nádegas de Sihu. As pregas do buraco palpitaram e emitiram um som obsceno. O sexo longo e grosso saiu de uma vez e voltou a entrar de uma vez, cravando-se lá dentro.
— Hec!
Eu disse pra ir devagar, seu desgraçado! Ele gritou “ei!”, mas Yejun apenas murmurava sempre as mesmas palavras.
— Hyung, Sihu-hyung…
Pac, paac, pac!
O pau penetrava tão depressa que dava para se preocupar se, naquele ritmo, o interior de seu corpo não seria virado do avesso. No instante em que tudo diante de seus olhos escureceu como que apagado, Sihu perdeu o equilíbrio e tombou para a frente.
Assim que o fez, a mão de Yejun agarrou seus dois braços e impediu que ele desabasse por completo. Sihu franziu o rosto e retorceu o tronco, mas não conseguiu vencer a pegada dos dedos que o enlaçavam feito planta aquática.
Sihu, que não imaginava que ficaria assim tão imobilizado, acabou soltando um “que é isso?” de espanto. Nesse ínterim, Yejun movia o quadril, segurando-o firme. Sihu, capturado com firmeza, agora não podia sequer emitir um gemido, restando-lhe apenas curvar a cintura.
— Ah, huuf, uht, ah…!
Quanto tempo terá passado? No campo de visão embaçado entrava a luz azulada do amanhecer. Sihu, que olhava a janela com uma expressão enevoada, examinou o próprio estado.
O corpo, que balançava, estava um desastre de marcas de dente e de beijo. As pupilas que fitavam a pele avermelhada aqui e ali estavam turvas feito névoa. Sob a região dos olhos havia até sombras acinzentadas, indicando que toda a sua energia fora sugada.
Contudo, lamentavelmente, o parceiro não interrompia o ato de esmagá-lo por baixo.
— Agora, para com, isso…
Em algum momento havia mudado para um tom de súplica. Era humilhante, mas, diante do pensamento de que precisava escapar dali, não havia jeito. Sihu, respirando com ofego, estendeu o braço na direção da gaveta.
A tentativa de tirar o supressor terminou em fracasso. Foi porque os feromônios de Yejun agarraram e esmagaram seu corpo exausto. O aroma, que o subjugou com facilidade, desceu pela garganta e feriu fundo os pulmões. Sihu, com a respiração dificultada, tossiu de leve e remexeu a cintura.
— Hec!
Aquilo que entrava abrindo as paredes internas trespassou o ponto extremo. Diante da enorme pressão, Sihu, sem conseguir sequer soltar um gemido, jogou a cabeça para trás. Os cabelos negros balançavam de um lado para o outro e cobriam a testa por inteiro.
— !
Enchendo com a glânde e o mastro o buraco de quem não conseguia dizer nada, Yejun prosseguiu o movimento de quadril. As paredes internas escaldantes grudavam no sexo que ia e vinha e emitiam um som voraz.
Em meio à agonia de estar morrendo de cansaço, diante do prazer que subia, Sihu retesou as pernas. Yejun, com as duas pernas dele, que tremiam, apoiadas em seus ombros, socava com força para baixo.
Quando o corpo de Sihu se dobrou pela metade, o sexo, tendo entrado mais fundo, pressionou de modo grosso o ponto extremo. Diante da pressão que fazia parecer que a cabeça e o coração iam explodir, a boca de Sihu se abriu bastante.
— Hyung… ugh, que gostoso.
— Ei, cara…
A espuma branca grudada na região da união escorria em fios. Quando o formato feito creme escorreu pelas nádegas, Sihu moveu o pomo de adão com dificuldade. Diante do gemido que escapava por entre seus lábios, Yejun também emitiu um “uht” breve. No rosto tomado de calor despontou uma expressão da qual não se sabia se era alegria ou tristeza.
— Eu gosto de você.
Diante daquela confissão final, Sihu arregalou os olhos. Yejun baixou a cabeça e desviou o olhar, e naquele estado começou a socar o interior sem parar. Como que pedindo para esquecer a frase de agora há pouco, era um movimento violento, sem trégua.
A cada vez que o sexo pressionava as paredes internas, o líquido acumulado estourava. O buraco de baixo, ao seu bel-prazer, mastigava e se agarrava ao mastro. Diante do choque de se sentir trespassado feito uma lança, Sihu soltou um “cac!” e sacudiu o corpo com força. A saliva que não conseguira engolir sujou o queixo afilado.
Yejun mordeu com força a parte de baixo do queixo dele, que tremia. Ao mesmo tempo, o pau, que recuara, tornou a se mover e penetrou até o fim.
Foi quando, ao mesmo tempo em que esmagava o ponto extremo com força, as veias que saltavam protuberantes raspavam a região da próstata. Nas pupilas de Sihu se espalhou um ar de comoção.
— Sai!
Sihu, horrorizado, fez menção de empurrá-lo. Ainda assim, Yu Yejun, sem se mover nem um pouco, apenas o abraçava com ainda mais força. A cor de Sihu, com a respiração dificultada, ficou azulada.
— ?!
Diante da tensão, todo o corpo se retesou e enrijeceu. O sexo cravado ali dentro se inchou intensamente. Aquilo que só um Alfa em Rut consegue fazer: o “nó”.
O pau, já grosso de saída, aumentou de tamanho e golpeou o interior. Sentindo a ameaça de que as entranhas iam explodir, Sihu agarrou o lençol.
O sexo inchado foi empurrado até o ponto mais fundo. Diante da sensação arrepiante, não conseguia dizer nada. Um choque enorme penetrava impiedosamente o interior de seu corpo. E, durante todo esse tempo, o pau continuava aumentando de tamanho.
— Hunf, huuf…! Para, com isso…!
Yejun soltava um fôlego áspero e beijava a bochecha de Sihu. Ao mesmo tempo, o sexo que esmagava o ponto extremo se contorceu e começou a jorrar sêmen. A quantidade de sêmen que violava as paredes internas escaldantes aqui e ali era maior do que a de uma pessoa comum.
Sihu tentou se esquivar de Yejun, que o abraçava com força, mas foi em vão. Era porque o pau, semelhante ao sexo de um cão no cio, tampava o interior do buraco.
— Ah, uht?!
O buraco, cravado sem folga, se contorceu e repetiu contração e relaxamento. E, mesmo em meio a isso, o Alfa continuava a disparar sêmen. Por algum motivo, o sexo de Sihu, que não recebera estímulo algum, também ejaculou. O líquido que saiu do pequeno meato uretral sujou o peito e o baixo-ventre.
Diante do orgasmo intenso, o tronco se contorceu com força. Esmagando aquele corpo de Sihu, Yejun baixou a mão. O movimento dos dedos escorregando pela pele lembrava o ato de tocar piano.
Os dedos, que desciam com elegância, logo pararam no baixo-ventre. Quando pressionou a barriga que se projetava, protuberante, sêmen feito suco vazou e encharcou os pelos e o saco de Yejun. Sihu abriu a boca como se fosse dizer algo, mas no fim não conseguiu emitir som algum, soltando apenas a respiração ofegante.
O sexo que entrara no corpo se expandiu mais uma vez. Diante daquela presença que inchava ainda mais, as pupilas de Sihu ficaram turvas. O campo de visão, branco feito uma noite polar, num átimo virou preto.
Ah, que loucura…
Se soltou ou engoliu a última frase, nem o próprio Sihu sabia. Foi porque, no instante em que as veias que saltavam ferozes esmagaram a carne interna, sua consciência se apagou.
— Hut…!
O corpo, que estava enrijecido, desabou sobre o lençol. Amparando o outro, que tombava frouxo, Yejun mordeu a concha da orelha. Assim que mastigou a pele delicada, o sexo empertigado de Sihu disparou uma segunda ejaculação.
Tendo por último aquela ejaculação chocante, Sihu perdeu a consciência.
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Depois disso, quando Sihu tornou a abrir os olhos, a primeira coisa que o encontrou foi a dor. Assim que piscou as pálpebras, diante da dor que subia, ele franziu o cenho. O corpo inteiro doía intensamente, como se tivesse apanhado de alguém.
Chegado a esse ponto do pensamento, a boca de Sihu se contorceu de vergonha. Foi porque percebeu que a expressão “como se tivesse apanhado” não diferia em nada da realidade.
A sensação do pau alheio golpeando sem parar suas entranhas reviveu. Em seguida, ele também se lembrou de que aquele sexo dera o “nó”, e de que ele próprio se debatera diante do tamanho que inchava mais e mais e desmaiara junto com a ejaculação.
— …Ha.
O calor se concentrou de golpe no rosto. Sihu, que erguera a mão direita e apoiara a testa, logo se levantou. A cada vez que pisava no chão, as pernas longas tremiam de leve. Sem saber bem por quê, sentiu raiva e desferiu um soco forte na própria coxa.
Foi quando avistou um espelho de corpo inteiro ali perto. Ao ver o próprio estado refletido no espelho, Sihu não teve como não estalar a língua.
— Que estado.
A voz rachou de leve. Sihu baixou a mão direita que envolvia a testa e agarrou o próprio pescoço. Naquele estado, com a boca cerrada numa linha reta, fitou o espelho por um bom tempo.
Era uma figura à altura da expressão “um desastre completo”. O penteado, antes bem ajeitado, estava revirado e espetado ao seu bel-prazer. A linha do pescoço, que descia do queixo, estava toda coberta de marcas de beijo, e as clavículas, os ombros e o abdômen abaixo dela também.
Sihu, com o olhar fixo no abdômen, franziu o rosto com força. A cor do rosto, já avermelhada, ficou ainda mais intensa. Foi porque se lembrou dos dedos de Yejun, que, diante do “nó” que ele experimentava pela primeira vez, a um passo da morte, pressionavam seu baixo-ventre.
Graças a isso, não lhe restara senão sentir o sexo que inchava enquanto seu buraco o apertava ainda mais.
O baixo-ventre, ao recordar o que se passara horas antes, se contorceu ao seu bel-prazer. Embora tivesse passado bastante tempo, a pressão da mão permanecia na barriga.
Com as sobrancelhas grossas franzidas, Sihu inclinou a cabeça de lado. Os cabelos espetados balançaram e cobriram por completo a testa reta.
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(Continua na parte 3)
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna