•.¸ ♫ Capítulo 08
8. Prestissimo (Parte 1/4)
Prestissimo: muito rapidamente
— Que loucura de doido.
Assim que ouviu, o palavrão lhe subiu à boca. Mesmo diante da voz afiada, Yejun não se moveu nem um pouco. Nos olhos que o fitavam com firmeza havia apenas seriedade.
Ao ler ali a sinceridade, Sihu soltou um riso débil. Em toda a vida, era a primeira vez que via alguém pedindo para chupar seu buraco de trás.
Por que raios aquele garoto ia tão longe assim? Com uma única ligação, vinha até aqui, e por isso ficava rondando lá fora até o corpo congelar. Agora dizia que queria chupar até a parte de baixo dele. Eram atitudes que Sihu, por mais dinheiro que lhe dessem, jamais tomaria.
A região do períneo que havia sido acariciada começou a coçar. Sentindo as marcas deixadas por Yejun, ele moveu apenas os olhos e examinou o entorno. As luzes de outros prédios se juntavam e se derramavam janela adentro. Só então se deu conta de que tinham unido os corpos sem nem acender a luz, e de que, graças a isso, o desconforto causado pelo episódio com o pai desaparecera.
Chegado a esse ponto do pensamento, a expressão de Sihu se suavizou. Os olhos negros voltaram a se dirigir a quem estava sentado entre suas pernas. O rosto de aparência juvenil que entrou em seu campo de visão estava ruborizado, avermelhado. Era digna de se ver a expressão de quem reprimia com força a timidez e a excitação.
O louco aqui devo ser eu, que acho essa cara fofa.
Sentindo o corpo se agitar novamente, Sihu abriu a boca.
— Se conseguir…
Ao ouvir aquilo, os olhos do outro se agitaram de golpe. Em meio ao silêncio carregado de calor, Sihu estalou a língua de leve.
— …tente aí.
Assim que ele acrescentou “mas acho que não vai conseguir”, Yejun ergueu suas pernas e o fez levantar o quadril. A ponta afilada do nariz cutucou o saco. Encostando os lábios sobre o períneo carnudo, Yejun voltou a sugar aquele lugar.
— …Ugh.
Esfregar a carne com a língua e juntar os lábios para sugar, chup, chup, era como um cachorro fora de si. Sem se dar conta, Sihu soltou um fôlego áspero e jogou a cabeça para trás. Os cabelos desalinhados balançaram, e a região dos olhos franzidos foi ficando avermelhada.
— !
Não muito depois, o corpo de Sihu, que se remexia, parou de repente. A língua que acariciava o monte estava descendo. Diante daquele movimento vagaroso, como uma aranha tecendo o fio, a espinha estremeceu num arrepio. Ele pretendia mesmo fazer isso?
— Você…
No instante em que ia perguntar se ele ia mesmo fazer aquilo, um dedo pressionou o períneo. Ao firmar a unha e arranhar a pele, uma força se concentrou por si só dentro de seu corpo. Por reflexo tentou fechar as pernas, mas o corpanzil de Yejun encaixado entre elas não permitiu.
Foi quando Sihu tensionou o queixo para reprimir o próprio estado de agitação. O dedo que arranhava o períneo desceu. Em seguida agarrou a região ao redor do buraco de baixo e a abriu com força. Diante da sensação das pregas fechadas se distendendo, Sihu murmurou afiado um “que loucura”.
Diante daquele tom todo eriçado, Yejun beijou-lhe a coxa como se pedisse calma. E então enterrou a cabeça no lugar que ele mesmo havia aberto.
A língua que tocava as pregas era quente demais. A cada movimento vagaroso, a saliva que escorria umedecia a parte de baixo. Sihu ergueu a mão direita e cobriu o próprio rosto. Quando emitiu um “merda” de emoção indecifrável, o movimento da língua parou.
— Está com vergonha?
Ao olhar para baixo, viu que Yejun já havia erguido a cabeça. Encarando aquele rosto delicado, Sihu murmurou com aspereza.
— Que besteira é essa?
— Achei que estivesse constrangido.
E então Yejun tornou a encostar os lábios na direção do buraco. Junto com um fôlego leve, um sussurro carregado de riso se espalhou.
— É que você ficou vermelho até o pescoço.
Mal os lábios tocaram sua parte de baixo, Yejun despejou uma carícia bruta. Segurando com firmeza o corpo de Sihu, que se remexia, sugou as pregas com força. Diante da sucção repentina, o buraco assustado se abriu e fechou. E a cada vez a ponta firme e ereta da língua espetava, chuc, chuc, entre uma prega e outra.
Sihu inspirou com um “ugh” e jogou o pescoço para trás. No mesmo instante, a língua que lambia as pregas espetou o buraco com força. Diante do ímpeto de que ela entraria, a cabeça de Sihu fervia borbulhante feito espuma.
‘Yu Yejun, esse maluco…!’
Como se tivesse lido justamente o pensamento de Sihu, Yejun moveu as duas mãos. Os dedos agarraram a região ao redor do buraco e a abriram largamente para os lados. O buraco se apertou com força, como que resistindo, mas acabou perdendo a força por causa da língua que lambia como que mandando abrir.
No instante em que a parte de baixo se abriu bastante, a língua se enfiou lá dentro. Diante da sensação da carne úmida rasgando caminho pela parte interna, o rosto de Sihu se contorceu. Um som molhado grudou em seu ouvido aguçado.
A língua não parou aí e entrou ainda mais fundo. Diante da textura pegajosa que se grudava às paredes internas, Sihu soltou um palavrão.
— Ha, caralho.
Assim que soltou o palavrão, uma força se concentrou na ponta da língua. Chuc, chuc — a carne, que entrara até a raiz, repetia sem parar o movimento de pressionar a mucosa e soltá-la. Aquilo que se contorcia dentro do seu corpo parecia um verme. Sihu, com o queixo tensionado, encarou o teto.
‘O que é que eu estou fazendo?’
Tanto Yu Yejun, que de fato chupava seu buraco de trás, quanto ele próprio, que deixava aquilo acontecer, pareciam loucos. Quando o choque pelo fato de ter a parte de baixo chupada se dissipou, o absurdo tomou o seu lugar. Sihu mexeu com irritação na testa que ardia escaldante.
Um alfa, ainda mais um alfa dominante, não tinha como sentir prazer por trás. Se fosse um ômega em ciclo de cio, vá lá, mas era impossível se desmanchar só porque uma língua entrara no ânus.
Chegado a esse ponto do pensamento, Sihu baixou os cílios longos e negros. Dentro do campo de visão entrou a cabeça do outro. Os cabelos fartos balançavam de leve.
Não era que sentisse prazer pelo buraco de trás, mas a figura do garoto que se punha a chupar até ali era bem obscena. O cabelo desalinhado, a pegada firme que apertava seu corpo, o som do fôlego ofegante e a textura da língua. Cada um deles era tão estimulante que chegava a dar vertigem.
Ele esticou o braço para trás e tateou a mesinha ao lado do sofá. Era para acender o pequeno abajur sobre ela. Queria ver Yejun num lugar mais iluminado. Foi quando, em meio ao anseio que subira de repente, seus dedos se firmaram.
Ao mesmo tempo em que a luz irrompeu, a parte de baixo ardeu. O joelho erguido de Sihu se contorceu. Como que dizendo que ele não sentira errado, o mesmo estímulo de agora há pouco se repetiu em sequência. Yejun estava firmando os dentes e raspando a região ao redor do buraco.
A cada vez que os dentes tocavam o períneo e as pregas, uma força se concentrava em seu corpo. Atrapalhado, ele encarou para baixo com um olhar de “que raios você está fazendo?”. Talvez tenha sentido aquele olhar de Sihu; Yejun ergueu a cabeça e cruzou os olhos com os dele. Os olhos que normalmente reluziam como a luz do sol de verão estavam agora turvos e afrouxados.
— Concentre-se.
Ao murmurar isso, Yejun estava com os olhos revirados para cima, mostrando o branco embaixo da íris. Diante da atmosfera afiada que aquele branco exalava, Sihu ergueu um dos cantos da boca. Fitando aquele rosto do qual o desejo escorria em gotas, sua região inferior esquentou.
— Então faça direito. Para eu me concentrar.
— …Acho que estou fazendo direito. Você ficou de pau duro, hyung.
Sihu riu afiado e ergueu a perna direita. Ao mesmo tempo em que a perna longa e firme se apoiou no ombro de Yejun, ela se retesou. O sentido do gesto de puxá-lo para si era claro: ‘faça logo o que estava fazendo’.
Então Yejun soltou um som esvaziado e segurou a parte de trás dos dois joelhos de Sihu, pressionando-os para baixo. E então encostou os lábios entre as nádegas erguidas e tornou a enfiar a língua. As pregas do buraco, encharcadas de saliva, se apertavam ao seu bel-prazer, envolvendo a língua. Da parte onde se uniam, saliva límpida escorreu e sujou o sofá.
Sentindo a língua quente e úmida, Sihu soltou o fôlego fundo. Com o passar do tempo, veio-lhe o pensamento de que aquilo também era bem suportável de se receber. Foi no instante em que, ao mesmo tempo em que o corpo relaxava, ele soltava um gemido de quem se sente à vontade.
— Hum… Uht?!
Os cantos da boca, antes em linha reta, enrijeceram, duros. A moleza sumiu de golpe porque a carne úmida havia pressionado com força algum ponto. Sihu, de olhos arregalados, sacudiu bruscamente a cintura.
— ?
O que foi isso? Uma sensação arrepiante feito corrente elétrica subiu pelas nádegas até o topo da cabeça. Diante de um choque que fez formigar até as vértebras do pescoço, nenhuma palavra saiu. Sihu agarrou o sofá para se levantar do lugar.
Assim que o fez, a língua, que ficara parada por um instante, voltou a se mover. Ela emitia um som viscoso, chic, chic, enquanto esfregava a região que tocara pouco antes. Uma sensação que nunca experimentara antes se enfiou entre um dedo do pé e outro. Sem se dar conta, Sihu se retesou e soltou um “ugh” de gemido.
Yejun descolou os lábios e emitiu um “ah” parecido com um suspiro de admiração. Mesmo diante do fôlego leve, as pregas estimuladas do buraco se apertaram com força. Então, em vez da língua, algo longo e grosso entrou. Sihu percebeu de imediato que a coisa longa e firme era um dedo.
Todos os nervos do corpo se eriçaram, afiados como sovelas. O que ele fazia com os antigos parceiros, agora estava sofrendo na própria pele.
— Que raios você está fa… ha…
A voz misturada de absurdo e irritação logo se apagou. O dedo que entrara de golpe, inesperadamente, não doía. Sihu sabia, por incontáveis experiências, que era por ter recebido uma longa carícia de lábios e língua.
O lugar aonde o dedo se dirigiu foi a região que dera a Sihu um choque estranho. Achando que aquilo não daria certo, tentou cerrar os dentes, mas não conseguiu conter o gemido. Era porque o dedo tensionado esmagava aquele lugar com força.
— Khá!
— Aqui está levemente inchado.
— Seu maluco…
— Você sabia?
Em desacordo com a pergunta cuidadosa, o movimento do dedo era brutal como nada. Ele tanto arranhava o lugar com a unha bem cortada quanto entrava mais fundo e saía repetidamente, estimulando a carne interna com a articulação.
— Como é que eu não ia saber? Não é que eu tenha enfiado ali uma ou duas vezes.
Ao falar de propósito de modo vulgar, os cantos dos olhos de Yejun se ergueram. Na região avermelhada dos olhos transparecia, não pouco, um ar de mágoa. Em vez de retrucar alguma coisa, ele esmagou com força, croc, croc, a região da próstata.
Diante da sensação de ter os cabelos eriçados, a cor de Sihu ficou pálida. Com sua peculiar capacidade de suportar, engoliu o prazer e fuzilou Yejun com o olhar. Ainda assim, a cintura, ao menos ela, se remexia numa excitação incontrolável.
— Haa.
Por fim Sihu emitiu um som de fôlego viscoso. Yejun, como que surpreso, arregalou os olhos e inclinou o corpo para baixo. Ainda com o dedo enfiado no buraco de baixo.
— Haa, ha, o que você está olhando?
Em vez de responder, Yejun beijou o canto do olho de Sihu. A textura que vagava aqui e ali percorrendo a superfície do rosto era suave. Cada região tocada esquentava, ardente como fogo. Sihu, com os cantos dos olhos caindo lânguidos, acrescentou mais uma frase.
— Mas na boca não.
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(Continua na parte 2)
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna