•.¸ ♫ Capítulo 07.5
7. Smorzando (Parte 5/5)
— Não pode.
— Por quê?
— …
— Vou te dar prazer.
— É por isso que não pode.
Yejun estava resoluto. A região do sinal de pele pareceu tingir-se de cor de pêssego e logo os lábios cheios se moveram.
— Pode acontecer como da última vez.
— Última vez o quê. De você ter espetado minha úvula com o seu pau?
— …Você disse que nunca mais ia fazer isso. Não quero quebrar essa promessa.
— Tanto faz.
— Ugh.
Os dedos longos agarraram o sexo ereto. Yejun franziu as sobrancelhas e emitiu um som breve entre os dentes. Não dava para saber se se assustara com a mão fria ou se fora estimulado por ter a área sensível agarrada. Sihu arranhou com a unha o mastro pegajoso e úmido e acrescentou.
— Enfiar até a raiz, gozar leite dentro da minha garganta. Tanto faz, eu disse.
O fato de aquela experiência ter ficado como uma lembrança arrepiante que lhe voltava sem parar, ele não fez questão de contar. Em vez disso, fingindo serenidade, fitou fixamente o rosto do outro.
Yejun também, mordendo o lábio inferior, correspondeu ao olhar. A tensão do instante que antecede o enroscar de dois corpos começou a envolver a sala inteira.
Quem primeiro retirou o olhar foi Yejun. Os cílios baixados eram longos e bonitos.
— De todo jeito não vai dar.
A voz que murmurava tremia na ponta. Pensando que aquele timbre, comprimindo com força alguma coisa, era sexy, Sihu inclinou a cabeça.
— Já disse que tanto faz.
— Pra mim faz. Se você chupar o meu…
Yejun hesitou por um átimo. Foi só por um instante; movendo os olhos de pigmentação clara, tornou a encará-lo.
— …Se chupar, acho que vou gozar na hora.
— Cresceu bastante. Antes você nem conseguia dizer a palavra “chupar”.
— Graças a você, hyung.
— Ora, ora.
— Enfim, não pode. Se eu gozar assim que colocar, é ruim, né.
— Então aguenta.
Yejun apontou para baixo com o indicador. O sexo que estava agarrado em sua mão se inchara, avermelhado. As veias se contorciam finamente, como se ele fosse ejacular a qualquer momento.
Sihu compreendeu com facilidade que não era conversa à toa. Uma pena, mas não havia jeito. Ele só queria chupar até o fim, apreciando as reações de Yejun; não era que quisesse tragar o sêmen de imediato. Foi quando torceu a boca com um “hmm” de descontentamento.
— Por enquanto, deixa eu chupar primeiro.
— Você?
— Sim. Eu, o seu, hyung.
O formato dos lábios que se moviam ao dizer “o seu, hyung” era fofo. Foi por isso que um riso se espalhou nos olhos negros de Sihu.
Ele se virou e sentou no meio do sofá comprido. No rosto que abria as coxas e erguia o queixo transparecia um ar lânguido e arrogante.
— O meu o quê?
— …Você fala isso sabendo de tudo.
— Que foi, não estou entendendo.
Era uma voz sem altos e baixos, mas com uma malícia nítida. Talvez tendo notado isso, Yejun emitiu um som esvaziado. E então se aproximou entre as coxas dele e se ajoelhou devagar. Para quem tinha a concha da orelha escaldante de vergonha, era um gesto que parecia bastante habilidoso.
Frescor e ousadia. Aquela figura de Yejun, misturando as duas coisas, Sihu gostava.
Quando o fitou de cima com um olhar carregado de calor, Yejun inspirou fundo. Em seguida, o que ele fez foi estender o rosto para a frente e encostá-lo bem diante da virilha.
Os lábios de Yejun pararam a uma distância mínima, quase tocando a calça. O fôlego ameno que escapava por entre eles era estimulante demais.
— É disto que eu estava falando.
Depois de acrescentar “disto”, Yejun abriu levemente os lábios. Entre os lábios cheios e vermelhos ficou preso o zíper da calça. O som de um “ziiip” raspou a orelha de Sihu. A cabeça fervia de vontade de agarrar na hora a nuca do garoto e enfiar-lhe o pau.
No mesmo instante em que a cueca desceu, o sexo firmemente ereto se revelou. Vendo as coxas retesadas, Yejun sorriu sem som. Em vez de sugar a glande ou lamber o mastro, ele endireitou o tronco.
Diante do rosto que de repente se aproximou bem diante de si, Sihu arregalou os olhos. Sobre os lábios pousou algo quente e macio. No instante em que percebeu serem os lábios de Yejun, o corpo foi empurrado de leve para o lado. Sihu, sem forças por causa do beijo de surpresa, tombou assim mesmo no sofá.
— O que você está fa…
Enquanto murmurava baixo, Yejun despiu de uma só vez a calça social e a roupa de baixo dele. Ao ver as próprias peças presas nas panturrilhas, Sihu esqueceu que precisava terminar a frase.
Em meio ao silêncio, Yejun agiu como bem quis. Toc, tóc — o som da calça e da roupa de baixo caindo ressoou no espaço silencioso.
Pela mão do outro, a perna direita de Sihu se ergueu no ar. A perna que ele segurava vestia uma meia que cobria até a canela. Depois de amassar a panturrilha de músculos bem-formados, Yejun a afastou para o lado e pressionou-a para baixo.
— O que você vai fazer?
— Vou te chupar.
Precisava me deitar pra isso? Além disso, por que tirar toda a calça e a roupa de baixo? Sihu não gostou muito de estar naquele estado, só de meia comprida, feito um tarado. Foi quando desviou o olhar para o lado a fim de procurar a roupa para vestir. A cintura, que estava apertada pelo colete, saltou para cima.
— Kh.
Por entre os dentes escapou um gemido que ele não conseguiu engolir. A língua que envolvia a glande inteira era estimulante. A língua, firme e tensa, movia-se de cima para baixo, estimulando sobre o meato uretral. Diante do prazer pontiagudo feito uma sovela que estourava um após o outro, Sihu franziu o rosto mantendo a cintura erguida enrijecida.
O som de lambidas grudou na orelha aguçada. A língua que lambia a glânde inchada agora começava a remexer como se fosse penetrar o buraco da uretra. Diante de uma sensação que não sabia se era dor ou prazer, a região ao redor dos olhos de Sihu tremeu como que num espasmo.
No instante em que ele ia dizer para parar, Yejun, como se tivesse esperado exatamente por isso, baixou os lábios. Como se nunca o tivesse atormentado, a carícia que provocava o mastro era suave como nada.
‘Ele é bom nisso.’
Quando o fôlego tocou o sexo, um arrepio percorreu a espinha. Sentindo os lábios que o percorriam por inteiro, Sihu riu sem som. A habilidade com que chupava era considerável. Quem transformara assim um garoto que nada sabia fora ele próprio. Um senso de realização ressoou pelos ossos, arrepiante.
— Ha, huum…
Soltando o fôlego fundo, Sihu relaxou o corpo. A língua que lambia o saco abaixo do mastro era boa como nada. Admirando outra vez Yejun, que chupava sem constrangimento até as bolas alheias, ele por fim se deitou por completo. Então a linha que caía do queixo para o pescoço, do pescoço para o ombro, se contorceu. Foi porque um calor que se erguera forte sacudira seu corpo.
— ?
Foi enquanto ele entregava, quieto, a região inferior a Yejun. Os olhos de Sihu, meio ocultos pelos longos cílios, se estreitaram. É que de repente o saco que estava sendo lambido foi erguido para cima. Achando “o que ele vai fazer?”, foi no instante em que ia se levantar.
— !
Os lábios quentes tocaram a área que estava oculta pelo saco. Diante do contato inesperado, a testa lisa de Sihu se franziu. Mal o corpo enrijeceu, os lábios de Yejun escorregaram para baixo. O lugar que a língua úmida tocou foi o períneo de Sihu.
— O que você está lambendo?
Quando perguntou com voz baixa, Yejun ergueu a cabeça. Os olhos redondos que olhavam para cima brilhavam límpidos. Assim como seus lábios, empapados dos fluidos de Sihu.
— Disseram que aqui também pode virar zona erógena.
— Quem disse?
— Numa fonte. Eu pesquisei.
O que teria lido. Sihu se remexeu e desenhou um sorriso parecido com escárnio. Os cabelos negros escorreram sobre a testa.
— Você anda vendo cada coisa.
Em vez de retrucar, Yejun baixou os cílios longos e fartos. Sihu pensou que ele estava sem graça. Não levou nem alguns segundos para perceber que aquela suposição estava completamente errada.
— Você…! Ugh.
No instante em que o períneo foi sugado num “chuuup”, um arrepio despontou. O prazer que se ergueu de golpe num átimo entupiu por completo a garganta. Diante do prazer inesperado, Sihu estendeu longamente um dos braços.
Mas os dedos esticados não conseguiram conter Yejun. No instante em que ia empurrar-lhe ao menos a cabeça, os lábios cobriram e envolveram o períneo inteiro. Yejun, assim, emitindo um som molhado de “chup, chuup”, sugou com força a carne.
Diante da força que sugava, chuup, chuup, Sihu acabou agarrando o sofá em vez de Yejun. Sobre as costas da mão que se contraía, veias azuladas saltaram.
‘Veja só.’
Onde, o que teria visto. O sorriso que estava estampado no rosto de Baek Sihu desapareceu por completo. Diante da carícia inesperada, não sobrou brecha para manter a calma. A cabeça fervia borbulhante feito espuma. Nunca na vida sequer imaginara que chegaria o dia em que teria o períneo sugado por alguém.
Uma área com a qual jamais se preocupara. O períneo de Sihu era, na verdade, mais rechonchudo de carne do que o dos outros.
Com o rosto enterrado naquele lugar saliente, Yejun agarrou as duas pernas de Sihu e as ergueu ainda mais alto. Com a cintura dobrada, Sihu perguntou com voz afiada se ele havia enlouquecido. Yejun, porém, não respondeu à pergunta carregada de irritação. Se era por saber que a ponta da voz, que parecia irritada, estava tremendo, ou se era por ter se divertido em sugar o períneo, não havia como saber.
— Chup, chuup.
Um som obsceno raspava o silêncio sem parar. Yejun demonstrava sem falha a habilidade com que chupara o pau. Estendendo a língua bem larga, lambia sem hesitação o monte. Quando o períneo, lambido sem descanso, reluzia de saliva, dessa vez ele abriu a boca ainda maior e sugou a carne, chuup, chuup.
— Ha, que loucura… Uht.
O rosto de Sihu que murmurava se ruborizou. Assim que ele xingou “que loucura”, Yejun parou o movimento. Foi só por um instante; firmando os dentes, mordeu de leve o períneo protuberante. Diante do prazer ardido, Sihu gemeu “ugh!” e ergueu ainda mais alto as pernas. Amassando com força as coxas que tremiam, Yejun descolou os lábios.
— Você gosta.
Ele pareceu murmurar baixinho consigo mesmo e logo firmou a ponta da língua. Em seguida lambeu devagar a marca de dente que ele próprio deixara. O períneo, contraído e tenso, já estava avermelhado, cozido.
— Você anda fazendo cada coisa. Deve ser só você no mundo que chupa o períneo de um alfa.
Yejun, em vez da língua, esfregou com o dedo o períneo avermelhado. A cada vez que o dedo tensionado pressionava o monte, a região dos olhos de Sihu se contorcia. Estranhamente, toda vez que era pressionado ali, o sexo e as entranhas ressoavam, arrepiantes. Enquanto engolia saliva seca diante da sensação estranha, Yejun murmurou em silêncio.
— Parece que só eu chupei aqui, né? Por que gosta tanto assim.
Sihu captou de imediato que no murmúrio de Yejun havia um estranho frêmito.
— Desse jeito você vai até chupar minha bunda.
Não fora uma fala lançada para provocá-lo. Só resmungara porque achara engraçado ele gostar de cada coisa.
Mas, sabe-se lá como interpretou aquilo, Yejun arregalou os olhos e prendeu a respiração. Naquele que baixava as pernas erguidas e endireitava a cintura reta transparecia um evidente ar de surpresa.
— O que você tanto olha?
Yejun baixou as pálpebras na direção de Sihu, que estranhava. Em vez de responder de imediato, fitou-o fixamente com uma expressão de sentido incerto. No olhar que percorria cada canto do rosto transparecia calor.
Foi quando Sihu franziu a testa diante da reação incompreensível. Um som inesperado tocou-lhe a orelha.
— Você me deixa chupar?
— …O quê?
Yejun agarrou a face interna da coxa de Sihu. A mão que acariciava a parte feita de músculo era viscosa. Diante da sensação de amassar obstinado, o sexo se excitou e ficou duro, empertigado.
Yejun, depois de fitar por um instante aquele lugar em brasa, tornou a cruzar o olhar com Sihu. Os lábios cheios e bonitos se moveram.
— Sua bunda, hyung. Deixa eu chupar.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna