•.¸ ♫ Capítulo 08.2
8. Prestissimo (Parte 2/4)
Por mais fofo que fosse, não queria esfregar os lábios que haviam chupado sua parte de baixo. Quando inclinou a cabeça de lado fingindo se esquivar, uma pergunta serena pousou na concha da orelha de Sihu.
— Então em outro lugar eu posso?
— Outro lugar onde?
Yejun não respondeu de imediato. Era claro que fazia de propósito, para estimular a curiosidade de Sihu.
— …No peito.
Diante do murmúrio baixo, Sihu olhou para baixo. Sem que percebesse, Yejun apontava com o dedo o lugar que desejava. Dizia peito, mas o dedo do garoto estava exatamente sobre o mamilo.
Sihu, ainda com as pálpebras baixadas, ergueu a mão na direção do próprio peito. O que a mão grande e firme agarrou foi a gravata. A cada vez que a tocava com os dedos longos, a gravata balançava suavemente. Foi quando o olhar de Yejun se fincou naquela direção.
— Yejun-ah.
Ele fez de propósito uma voz afetuosa. Ao chamar o nome vagarosamente, os olhos de pigmentação clara tremeram de leve. Assim que captou a surpresa e o frêmito que se espalhavam pelas pupilas castanhas, Sihu mudou o timbre, como se nunca tivesse falado com suavidade.
— Quer ser expulso daqui?
A voz vagarosa e grave trazia um ar de incômodo. Era uma pergunta em que transparecia sem disfarce o sentido de “não abuse”. Sihu, segurando a gravata, observou as pupilas do outro.
Era óbvio que tipo de reação viria. Ficaria atrapalhado, ou tenso. Ou então se esforçaria para tentar subir na cabeça dele.
— Ah.
Contudo, inesperadamente, o pressentimento de Sihu errou feio.
— Hahaha.
O som de riso que ele não esperava era límpido. Sihu, com as sobrancelhas grossas franzidas, fitou o rosto de Yejun. O sorriso, radiante como nada, era bonito. A região onde estava fincado o sinal de pele se curvou, e até as covinhas apareceram nítidas.
Era uma reação que de algum modo o esvaziava. Sihu, que perdera a vontade de dobrar um pouco o ânimo do pirralho, acabou soltando um riso débil.
— …O que há de bom para você rir assim?
— Você me chamou de “Yejun-ah”.
Com o rosto colado bem diante do dele, Yejun sorriu com os olhos. As pupilas reluzentes, as bochechas e as orelhas avermelhadas eram como as de um garoto que acabara de receber uma declaração.
— Me chama só mais uma vez.
— …
— Me chama de Yejun, hyung.
Assim que ouviu aquele timbre trêmulo, algo dentro do peito se agitou intensamente. Sem se dar conta, Sihu estendeu a mão que brincava com a gravata e agarrou a bochecha do outro. Pensando que a pele que tocava sua palma era quente, ele sobrepôs os lábios aos de Yejun.
Sentiu o calor se concentrar na direção das orelhas. E se eu tiver ficado vermelho igual a ele? — esse pensamento lhe veio tarde demais.
Sihu botou a língua para fora, lambeu com vagar e viscosidade o lábio inferior de Yejun, e então interrompeu o beijo. Bum, bum, bum — o som do coração que lhe entrava nos ouvidos era intenso. Como os troncos estavam sobrepostos, era difícil saber se era o de Yejun ou o dele próprio.
— Eu disse para não fazer na boca…
Ele agarrou o queixo de Yejun, que murmurava baixo, e o pressionou com força. Yejun, tendo lido ali o sentido de “não fale mais”, riu com um jeito manso. Aquele sorrisinho de raposa era excitante como nada. Ele achava que se tratava de um cãozinho dócil, mas afinal parecia ser uma raposa de nove caudas.
Enquanto passava o polegar sob o queixo do outro, de repente a parte de baixo de seu corpo ardeu. Vieram-lhe à mente a rigidez do dedo que penetrava o buraco, a textura escorregadia da língua que lambia a carne interna, o estímulo afiado dos dentes que raspavam as pregas.
— …
Sihu, imerso nos pensamentos, continuou remexendo no queixo de Yejun. A posição a que, antigamente, ele nem sequer dedicaria interesse, depois de experimentada, era bem boa.
Uma força se concentrou na mão que tocava o queixo. Foi quando os dedos de nós salientes desceram como que arranhando a nuca. Yejun, que recebia quieto aquele toque, baixou a cabeça de golpe. Os lábios tocaram a ponta dos dedos e se afastaram.
Era um ato que só podia ser descrito com a palavra “sedutor”. Sentindo o baixo-ventre se encher por completo de satisfação, Sihu agarrou-lhe o queixo e o ergueu.
— Yejun-ah.
Yejun, deixando-se segurar docilmente, respondeu manso com um “sim”. Como se lhe agradasse ter o nome chamado com afeto, exibindo um sorriso ainda mais intenso.
— Hoje eu vou te ensinar outra coisa.
— Outra coisa?
— Isso.
Sihu ergueu o tronco. Ainda segurando o queixo de Yejun, que se levantou junto sem querer.
Um aroma denso de alfa escorreu e cobriu o corpo inteiro do outro, colado ao seu. Era um aroma de sentido sexual explícito, capaz de deixar o rosto de um ômega escarlate.
Contudo, Yejun apenas aguardava com quietude a explicação de Sihu, sem demonstrar qualquer reação aos feromônios. Uma leve frustração se ergueu de novo. A experiência de sentir a parte de baixo apertar só por trocarem feromônios era algo que não podia ter com Yejun.
‘Não tem jeito.’
Só restava explicar com palavras. Sihu aproximou o rosto da orelha do outro. E então, sentindo o estremecimento que se contorcia, separou os lábios. Um sussurro coberto de fôlego escorreu vagarosamente.
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Antes de se deitar na cama, Sihu tirou o resto das roupas. Ao lado do chão onde pisava jaziam espalhados as meias, a camisa e o colete. Por último, o que estava preso em sua mão era a gravata.
Em vez de deixá-la cair de imediato, Sihu apenas ficou observando-a em silêncio. Então uma voz carregada de calor rompeu o silêncio pesado.
— Tem algum problema com a gravata?
Um sorriso despontou no rosto apático de Sihu. Quando lhe lançou um olhar de “por que você acha isso?”, Yejun acariciou o próprio pescoço. A nuca comprida estava tingida de vermelho feito uma maçã.
— Agora há pouco também. Parece que você fica reparando nela o tempo todo.
Era um jeito sereno de falar, mas a ponta tremia num arrepio. Talvez tendo sentido ele próprio a excitação contida na própria voz, Yejun pigarreou seco. Aquele que tentava se esconder com um pigarro estava, tal qual Sihu, completamente nu.
Aproximando-se do outro, Sihu percorreu minuciosamente o jovem parceiro com os olhos. O vão do peito, o abdômen, e tanto a linha que caía da bacia para as pernas quanto as coxas eram esplêndidos toda vez que os via. O olhar que desceu parou e se fixou entre as pernas.
O pau estava duro, ereto. Talvez sentisse prazer só por receber seu olhar, pois o sexo balançou de leve. Ao ver que a glande arredondada estava molhada e reluzente de líquido pré-seminal, Sihu soltou um riso baixo. Talvez achando que fosse escárnio, as bochechas de Yejun ficaram ainda mais vermelhas.
— Estava pensando em comprar um alfinete de gravata.
— Alfinete de gravata?
Yejun, que perguntava com docilidade, piscou os olhos algumas vezes.
— Você gosta de que estilo?
— Por quê? Vai comprar pra mim?
Perguntando com indiferença, Sihu deixou a gravata cair. E, agarrando o pulso de Yejun, que movia os lábios como se fosse dizer algo, puxou-o para a cama. A cama grande, em que dois homens adultos caberiam deitados de sobra, estava impregnada da luz suave do abajur.
Depois de sentar Yejun ali, Sihu abriu a gaveta ao lado. Ali estavam guardados os itens comprados depois que passara a se relacionar com Yu Yejun. Dentre eles, tirou um gel em tubo e uma camisinha e os entregou a Yejun. Ao ver a camisinha, os olhos castanhos de Yejun tremeram de leve.
— Hyung.
Yejun hesitou por um bom tempo e então emitiu uma voz abafada.
— …Você está falando sério?
— Por que perguntar uma coisa dessas?
O rosto de Sihu, ao devolver a pergunta, estava sereno. Recebendo com serenidade o olhar do outro, quente feito fogo, ele inclinou a cabeça.
— Que eu, em você, hyung…
— Eu disse para você me comer.
O corpo de Yejun enrijeceu, duro. Diante do outro que se petrificara feito rocha, Sihu acrescentou vagarosamente.
— Que enfiasse o seu pau no meu buraco.
— …
— Que foi? Não acredita?
— …Não imaginava que você fosse dizer uma coisa dessas.
Yejun, que ficara um bom tempo sem falar, murmurou como que num sussurro.
— Porque você é alfa, hyung.
— Sabe de uma coisa?
Sihu empurrou o corpo por entre as pernas de Yejun, sentado na beira da cama. E, assim, empurrou para trás o outro, que se contorcia. O sexo de Yejun, caído sobre a cama, se empertigou na direção do teto. Ao ver aquilo, o calor de Sihu também se concentrou na região inferior.
— Você não é o meu tipo.
Ao soltar aquela frase, uma força se concentrou entre as sobrancelhas de Yejun. Sihu se acomodou com naturalidade sobre a barriga dele. Talvez nem o peso considerável o incomodasse, pois Yejun não demonstrou uma única reação de sofrimento. Apenas continuava lançando um olhar de “o que você está dizendo?”.
— Alto e grandalhão. Não tem graça abraçar.
— …
— E a idade também é pouca.
— Eu já não tenho pouca idade. O ano virou, não foi?
Diante da última frase, Yejun murmurou como que protestando. Desde antes, ele frequentemente demonstrava incômodo quando se falava que era jovem. Sem nem saber que ter esse tipo de reação era justamente a prova de que era jovem mesmo.
Sihu empurrou o quadril lentamente para trás. No vão entre as nádegas, feitas de músculo firme, algo úmido encostou. Em desacordo com o rosto límpido, era sem dúvida o pau de Yejun, com as veias saltando ferozes.
Sihu, apoiando o peso na parte inferior do corpo, pressionou-o lentamente. Talvez atrapalhado com a carícia repentina, uma força se concentrou no queixo de Yejun. Apreciando a linha do queixo, que dava uma impressão ao mesmo tempo afilada e robusta, Sihu estreitou os olhos.
— Mas eu gosto de você. Mesmo não sendo o meu tipo.
— Uht.
— Estou dizendo que gosto de você, Yu Yejun.
Chic, chic.
Diante do atrito contínuo, um fluido corporal de que não se sabia a origem emitia um som molhado. Sihu soltou um longo “huum” de fôlego. A cada vez que o sexo batia em suas nádegas, o interior do corpo coçava. O impulso de que seria bom se algo entrasse e pressionasse seu interior, como pouco antes, se espalhou feito veneno. Consciente do próprio estado sensibilizado, Sihu deixou escapar um sorriso de personalidade ruim.
— …Que loucura.
Enquanto falava sozinho, de repente a bochecha ardeu. Ao olhar para baixo, viu que Yejun o fitava com um rosto de emoção indecifrável. Foi quando ia enroscar o olhar no dele para ler aquele sentido.
De repente Yejun ergueu a mão direita e agarrou-lhe o pulso. Talvez estivesse suando, pois a palma estava úmida.
Sem tempo para desfrutar por muito daquela textura, num átimo o corpo foi virado. Sihu, agora deitado sobre a cama, remexeu no lugar que fora agarrado. A pele ardia como se tivesse sido segurada com força.
Yejun, emitindo um som de fôlego que tremia de leve, prendeu a embalagem da camisinha entre os dentes. Os lábios de boa cor pareceram se mover e logo a embalagem se rasgou com um “ziiip”.
O gesto de colocar a camisinha no próprio sexo era habilidoso. Sihu, que sabia ser por ter aprendido consigo, franziu o cenho, com a excitação subindo só de tomar consciência desse fato.
Numa golfada, o gel escorreu sobre a mão de Yejun. A cada vez que ele fechava e abria o punho, um som pegajoso raspava o silêncio. Como era igual ao som que ouvira quando sua parte de baixo fora chupada, o pomo de adão de Sihu se contorceu. A coceira dentro do corpo aumentou.
— Enfia.
A voz de Sihu, ao soltar aquilo, era áspera. Os olhos negros reluziam afiados, como no estado de quem está prestes a entrar em rut. Reprimindo o impulso de agarrar o outro e tomá-lo ali mesmo, ele abriu as pernas.
— Você já chupou à vontade. Não precisa alargar, então enfia logo.
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(Continua na parte 3)
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna