•.¸ ♫ Capítulo 08.4
8. Prestissimo (Parte 4/4)
Feria seu orgulho chorar aos ganidos como os antigos parceiros, mas o prazer era intenso demais para fingir que não sentia nada. No fim, Sihu não teve como não admitir o fato de que estava sentindo bastante.
Um alfa que gosta de ser comido pelo pau de um beta. Que gosto detestável.
— Tira a mão da barriga.
— Se não pensar em outras coisas, eu tiro.
A expressão de Yejun, que o encarava em silêncio, era afiada. Com um rosto em que transparecia uma sensação fria, ele moveu os lábios.
— Eu sei de tudo.
Uma força se concentrou na mão que pressionava o baixo-ventre. Yejun encostou os lábios na orelha de Sihu, que franzia o rosto com um “ugh”. Na voz que penetrava o buraco da orelha havia um fôlego quente misturado.
— O que você está pensando, hyung. Estou dizendo que dá pra ver.
— …Ah, é?
Sihu, ainda com as sobrancelhas tensionadas, ergueu os cantos da boca.
— E o que foi que eu, pensei?
A voz que murmurava se interrompia aqui e ali. Era por causa do pau que entrara de uma vez até o ponto extremo e saíra depressa.
Assim que Sihu cerrou os dentes diante da sensação da carne interna sendo arrastada para fora, aquilo voltou a entrar esmagando seu interior. No instante em que a cabeça do pau acertou a próstata em cheio, Sihu acabou abrindo as pernas ainda mais.
Yejun, pressionando para baixo Sihu, que murmurava “ugh”, moveu a região inferior com ainda mais violência. A cada vez que socava com força, do sexo empertigado de Sihu escorria um líquido límpido. Com medo de gozar só por trás, Sihu tentou recompor seu estado precário.
Terá lido aquela intenção de Sihu? Yejun agarrou a cintura que se retorcia e a imobilizou.
Sihu, impossibilitado de se mover, arregalou os olhos. Um enorme ponto de exclamação surgiu em sua cabeça. Tentou rebolar as nádegas e empurrar o outro para longe. Mas o corpanzil, duro feito rocha, apenas esmagava Sihu ainda mais e enfiava o próprio pau até o fim.
— Ah…!
Trespassado num átimo, Sihu jogou o pescoço bruscamente para trás. O corpo, incapaz de se mexer nem um pouco, tremeu ao seu bel-prazer. Nem uma única pessoa jamais o havia forçado assim, sendo ele um alfa dominante.
— Você disse que ia me ensinar sexo, mas não ensina nada.
— Ugh!
— Só me ensina jeitos de me tirar do sério.
Pac, paac, pac!
No espaço tornado viscoso pelo calor, o som do atrito irrompia sem descanso. Yejun agarrou e pressionou o ombro de Sihu, que tentava se levantar. A palma da mão estava encharcada de suor.
— !
Uma das pernas de Sihu se ergueu no ar. A sensação que subia dos dedos dos pés até o topo da cabeça era, sem dúvida, um orgasmo.
Sihu sentiu de modo vívido a sensação de seu interior, forçosamente aberto, se agitar. A perna, que não conseguia descer até a cama nem envolver o corpo de Yejun, apenas convulsionava, trêmula.
— Khá.
O gemido breve foi de Yejun. O rosto que respirava com ofego, de olhos fechados, estava ruborizado, avermelhado. A julgar pela região dos lábios que se contorcia, sem dúvida ele também estava ejaculando. Sihu, que observava os cantos dos olhos contorcidos, baixou o olhar.
O próprio sexo continuava erguido, empertigado. Fora por muito pouco. Se ele tivesse socado mais algumas vezes, talvez tivesse gozado só por trás mesmo. Soltando o fôlego com aspereza, Sihu agarrou o próprio pau.
— Hum…
O gemido que escorria por entre os lábios avermelhados era lânguido. Em meio ao clímax que subia de golpe, Sihu fechou os dois olhos. Só de acariciar algumas vezes de cima a baixo, o meato uretral formigava como se fosse ejacular.
Nunca imaginara que o primeiro sexo em que era penetrado fosse tão estimulante. Ele provocou a glande com os dedos longos e soltou um riso baixo.
‘Você disse que ia me ensinar sexo, mas não ensina nada. Só me ensina jeitos de me tirar do sério.’
A alfinetada de Yejun rodopiava sem parar em seus ouvidos. Se ele não achava aquilo atrevido, era porque a observação tinha lá sua razão. De tão excitado, o plano original de ensinar com calma desmoronara.
Para Sihu, para quem o sexo um dia fora rotina, era estranho ver a si mesmo ofegando feito um pirralho verde. Pensando que acontecia cada coisa, passou o polegar sobre o meato uretral. Sentiu a parte tocada se umedecer num átimo.
— …Ha.
Sihu emitiu um som lânguido e inspirou fundo. Mesmo em meio a tudo aquilo, Yejun continuava com o pau enterrado bem fundo dentro de seu corpo, sem se mover nem um pouco.
‘Nem dá para gozar em paz.’
A cada vez que as paredes internas se apertavam, a presença do sexo do outro ficava ainda mais vívida. Diante daquela presença que continuava a mexer com seus nervos, os cantos dos olhos de Sihu se ergueram. Ele separou os lábios para dizer que já era hora de tirar.
Nesse instante, aconteceu algo que ele não esperava.
— ?
De olhos fechados, Sihu franziu as sobrancelhas. Mesmo em meio a tudo aquilo, a mão se movia depressa para ejacular.
Chic, chic.
Sentindo o som obsceno grudar em sua orelha, ele aguçou os nervos. Um aroma inesperado rondava a ponta de seu nariz.
Aquilo que ia enchendo por completo o quarto inteiro não eram os seus feromônios.
Sentindo que havia algo de estranho, Sihu por fim abriu os olhos. No campo de visão entrou o teto embaçado e, finalmente, o aroma que ele captara se adensou ainda mais.
‘Isto é…’
É um cheiro familiar. Ele remexeu a cabeça enevoada para descobrir onde é que o sentira.
Não se passaram alguns segundos e Sihu se lembrou de que era o aroma que um dia sentira em Yejun. Ainda que não soubesse exatamente onde nem quando o sentira. Ao mesmo tempo em que o corpo esfriou sem motivo, arrepiou-se.
— O que é isso?
A voz de Sihu, ao murmurar, ainda estava empapada de excitação. Mesmo diante daquela voz úmida e lânguida, Yejun não disse nada. Sihu, estranhando, apoiou-se na cama e ergueu o tronco.
— Yu Yejun?
— …
— O que houve?
— Ugh…
Gemendo baixo, Yejun baixou a cabeça de golpe. Amparando Yejun, que tombava para a frente, Sihu arregalou os olhos. Foi uma sensação de o coração despencar até abaixo dos pés.
O corpo colado ao seu estava quente demais. Ele, abraçando o garoto que tremia como que em convulsão, tateou-lhe as costas. Uma temperatura corporal feito bola de fogo não era coisa comum. O pensamento que lhe veio no instante foi o estado de Yejun, que pouco tempo antes sofrera com uma gripe febril. Estava doente de novo em algum lugar?
— Haa…!
Yejun vomitou um som de fôlego sofrido. Diante do movimento de quem treme num arrepio com a testa encostada em seu ombro, Sihu franziu o cenho. Só então se deu conta de que Yejun havia ficado um bom tempo de pé na rua nevada, naquele dia frio.
Baek Sihu, seu louco. Será que você o atacou de supetão sem nem saber o estado do garoto?
O rescaldo logo após o sexo se dissipou de golpe e a culpa espetou seu peito, chuc, chuc. Achando que aquilo não daria certo, ele segurou o rosto de Yejun com as duas mãos e o ergueu.
— Yejun-ah.
No instante em que ia perguntar se ele estava bem, os olhos de ambos se chocaram com um estalo. A mão que envolvia a bochecha de Yejun se contorceu intensamente. Sihu, esquecendo por um instante o modo de respirar, fitou o outro como se fosse trespassá-lo.
— Haa, haa…
O rosto de Yejun, que continuava ofegando, estava ruborizado de vermelho. Sihu percebeu de imediato que não se tratava simplesmente do calor provocado pelo sexo.
Os olhos de pigmentação clara que haviam perdido o brilho, os lábios que emitiam um som de fôlego úmido, e o pomo de adão que oscilava sem parar como se ele estivesse com sede. Acima de tudo, o que enrijeceu Sihu foi o aroma.
O que emanava do garoto que remexia levemente os ombros era, sem dúvida, cheiro de feromônios.
E, ainda por cima, feromônios de alfa. Um aroma agressivo igual ao de Sihu envolveu o quarto inteiro.
Diante da situação incompreensível, as pupilas de Sihu se agitaram. Não pode ser.
Yu Yejun é beta. Um beta que, mesmo impregnado de feromônios, não os percebe, com um corpo insensível como nada.
Foi quando ele estava petrificado feito uma estátua de gesso diante da situação inesperada. Yejun agarrou-lhe as costas da mão.
— …
Yejun encostou os lábios na palma que se contorcia e sugou-a sem hesitar. Era um beijo destemido, como se ele tivesse virado um vampiro sedento de sangue.
Sihu, que observava atônito, logo franziu o rosto. Era porque os caninos do outro haviam começado a esmagar sua pele, mordiscando-a.
— Se acalme.
Ao dizer uma palavra, Yejun ergueu apenas os olhos e cruzou o olhar com o dele. Os olhos, tornados afiados, estavam diferentes do habitual, diferentes demais. Diante daquilo, Sihu, sem se dar conta, falou sozinho.
— Rut…?
No murmúrio transparecia estranhamento. Era uma situação absolutamente incompreensível. Rut? Um estado que só um alfa experimenta, por que ele?
Contudo, o rosto de Yejun que entrava em seu campo de visão era sem dúvida o de um alfa em pleno rut. Diante de um estado tão evidente que não dava para negar, Sihu moveu a mão que não estava presa.
Os dedos de nós salientes agarraram o queixo do outro. A boca de Yejun, que soltava um fôlego áspero, estava contorcida como se ele sofresse. Foi o instante em que ele se convenceu de que sua suposição estava certa.
— Ugh.
Yejun, como se não aguentasse mais, emitiu um som entre os dentes e derrubou Sihu ali mesmo. Diante do empurrão brutal, a cintura se remexeu e o que estava dentro dele escapou.
Diante da sensação do sexo volumoso arrastando sua carne interna, Sihu agarrou o travesseiro. As veias que saltavam sobre as costas da mão revelavam por inteiro seu ar de comoção.
— …Acontece cada coisa.
Sobre o pescoço de Sihu, que murmurava, pousaram uns lábios. A textura úmida percorreu cada canto da nuca e incitou a excitação. Diante da carícia que o encurralava sem trégua, Sihu fechou os dois olhos. Ainda apertando com força o travesseiro.
O que fazer? Seu parceiro estava apresentando sintomas anormais. O ato de entrar no cio e se esforçar para pôr a própria semente no corpo de outra pessoa. Estava lhe mostrando aquilo a que se dá o nome de Rut, e o atacando. Parecia um sonho, mas era realidade.
Ao sentir os feromônios de outro alfa, todos os nervos do corpo se eriçaram feito espinhos.
Sihu girou os olhos e olhou para a gaveta. Dentro da gaveta havia diversos tipos de supressores. Por ora, sem dúvida o melhor método era tirá-los dali e tentar pôr na boca de Yejun.
— …Hyung.
No instante em que estava imerso nos pensamentos, Yejun por fim emitiu uma voz. Diante do timbre inesperadamente manso e enternecedor, ele piscou os olhos algumas vezes. Sem que percebesse, Yejun abraçava com força a cintura de Sihu, com o rosto enterrado em sua nuca.
— Sihu-hyung…
A cada murmúrio, um fôlego carregado de calor caía pela linha do pescoço. Ouvindo aquele chamado misturado de tensão, ansiedade, excitação e desejo, o cóccix coçava sem motivo.
Sihu, em vez de abrir a gaveta e tirar o remédio, tocou os cabelos de Yejun com a palma da mão. Era uma textura suave e quente, como sempre.
— Yu Yejun.
Erguendo de viés apenas um dos cantos da boca, Sihu acrescentou palavras das quais não se sabia se eram alfinetada ou carinho.
— Nunca vi ninguém que desse tanto trabalho quanto você.
Como se tomasse aquela frase justamente por um sinal, Yejun apoiou o peso e o pressionou para baixo. Diante do corpanzil que lhe comprimia a barriga, Sihu emitiu um “khá” breve, mas não o empurrou. Apenas sentiu o pau do outro, rigidamente ereto, e pensou o seguinte:
‘Será um sonho?’
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna