•.¸ ♫ Capítulo 08.3
8. Prestissimo (Parte 3/4)
Os dedos de Yejun, empapados de gel, se contorceram, mexendo-se. Em vez de dizer alguma coisa, ele enfiou o próprio corpo entre as pernas abertas de Sihu. O que fez em seguida foi despejar em grande quantidade o gel que havia no tubo.
Plot, plot.
Quando o gel frio caiu sobre as pregas, Sihu emitiu um “ugh!” de gemido carregado de irritação. Eu disse pra enfiar logo e essa teimosia…!
Yejun, sem se importar, continuou espremendo o gel. O líquido transparente umedeceu o sexo de Sihu, o períneo e o buraco. O líquido que não foi absorvido escorreu pelas nádegas e sujou o lençol.
— Haa.
Talvez excitado só de olhar, Yejun emitiu um som de fôlego encurtado. O sexo dele, coberto pela camisinha, também começou a ficar empapado de gel.
Sihu, que observava Yejun espalhar o gel com a mão grande em movimento, fechou os olhos. Mesmo com o campo de visão escurecido, a forma do sexo longo e volumoso continuava a bruxulear. Diante do pressentimento de que aquilo logo trespassaria seu corpo, a espinha arrepiou. Foi quando lhe veio, tarde demais, o pensamento de que talvez tivesse arranjado encrenca à toa.
— Ugh.
Sihu não teve como não abrir os olhos de novo. As pernas se abriram ainda mais e algo úmido tocou sua parte de baixo. A textura daquilo que pressionava seu buraco de modo grosso parecia irreal. Ele baixou os cílios para ver aquilo com os próprios olhos.
O sexo, grande feito o de um cavalo, começou a se mover vagarosamente. A glande, que pressionava com força como se fosse trespassar seu traseiro, recuou e esfregou sobre o períneo. O monte, vigorosamente sugado, estava inchado e avermelhado. A cada vez que aquele lugar era acariciado lentamente, as veias que saltavam ferozes estimulavam a pele.
— Hyung…
No timbre de Yejun, que murmurava baixo, havia um calor intenso. Diferente do chamado frágil, o sexo dele provocava sem hesitação a parte inferior do corpo de Sihu. Zuu, zuu — junto com o som do atrito, o pau ereto varria a face interna da coxa. O gel que se acumulara na glânde escorreu e sujou a coxa.
Diante da sensação do gel caindo por sua área sensível, Sihu estreitou os olhos. Um erotismo indescritível se ergueu. Foi por isso que, sem se dar conta, soltou uma frase de repente.
— Não goze já, mata o clima.
Yejun, com um olhar de quem sofre, ergueu os cantos da boca. Era um sorriso que combinava com as bochechas de boa cor.
— Eu sei. Você não gosta de gozar sozinho, hyung.
E então acrescentou palavras de sentido incerto.
— Mas eu gosto.
— Do quê?
— De o outro gozar sozinho.
O sexo, que fora empurrado para trás, voltou a se mover para a frente e pressionou a região ao redor do buraco. A cada vez que comprimia a carne úmida, um som obsceno ressoava, chac, chac. Foi quando, diante do estímulo contínuo, as pregas do buraco se contorceram e abriram a boca.
— Acho que seria bom se você gozasse primeiro, hyung.
— Que besteira…
No instante em que ia repreendê-lo dizendo que ele só falava besteira, uma força se concentrou no queixo de Sihu.
— !
A glânde ofegante do outro, sem que ele notasse, já havia aberto as pregas e entrado. Diante da grossura considerável, o buraco se fechou com força e o apertou. Sihu, diante do choque que experimentava pela primeira vez, demonstrou um ar de comoção, com as costas e a cintura se remexendo. E então olhou para baixo e murmurou um palavrão.
— Que loucura…
Talvez o sofrimento fosse igual para Yejun, pois ele estava com as sobrancelhas tensionadas. Os cabelos castanhos se espalharam sobre a testa e grudaram nela. Ele inspirou fundo e baixou a mão. O lugar aonde a mão enorme se dirigiu foi a franja de Sihu.
Os dedos afastaram para trás a franja desalinhada. No gesto de acariciar em silêncio transparecia por inteiro o desejo de acalmar Sihu. Ainda que o cabelo dele próprio é que estivesse um desastre.
Sihu ergueu o queixo, tensionado a ponto de as veias saltarem na nuca. Os olhos baixados fitaram o tronco que se remexia à frente. Bem diante dos olhos estava um peito que ostentava um formato bem definido e robusto. Teve o anseio de tocar aquilo uma vez, mas Sihu não pôde agir conforme desejava.
Zuu.
Era porque Yejun, que continuava ajeitando o cabelo de Sihu, tornara a mover a cintura. A glande, apoiada no buraco, foi empurrada mais fundo. As veias do mastro, que entrou num átimo, estimularam a carne interna. Sihu emitiu um “ugh!” de som irritado e jogou a cabeça para o lado.
— Está doendo?
— …
— Sihu-hyung, se doer, fale.
A voz carregada de preocupação era tão suave que provocou uma impressão estranha. Era ao mesmo tempo estranho, desagradável e, além disso, melhor do que ele imaginava. Sihu sabia que era insuficiente explicar todas essas emoções variadas com a resposta “está doendo”.
Por isso o que ele fez foi estender o braço, que ostentava uma musculatura firme. Ao tatear a cama, uma almofada foi parar em sua mão. Agarrando-a, encarou os olhos de Yejun. Querendo dizer: deixa disso e se mexe logo.
— …
As pálpebras de Yejun tremeram de leve. Nos olhos castanhos, a luz feita de preocupação e ansiedade desapareceu e, em seu lugar, o desejo reluziu intenso. Sihu percebeu por instinto que ele havia cortado a razão. Diante do que estava por vir, a espinha estremeceu num arrepio.
Nesse instante, Yejun agarrou-lhe a cintura com as duas mãos e enfiou tudo de uma vez. O mastro, do qual restava cerca de metade, entrou até a raiz.
— !
Os pelos castanho-escuros fizeram cócegas nas nádegas e na região ao redor do buraco. Como se nem isso lhe bastasse, Yejun empurrou a região inferior com força, insistente. Naquele ritmo, parecia que ia acabar enfiando até as próprias bolas dentro do buraco.
Penetrado num átimo, Sihu arregalou os olhos. Como se alguém lhe apertasse a garganta, nenhuma palavra saiu.
Dentro de seu campo de visão embaçado entrou o próprio baixo-ventre. A barriga, que deveria estar firme, se projetava para fora, protuberante. Era um formato de quem engolira não um pau, mas um antebraço.
Engolindo o palavrão, ele mesmo tocou a parte de baixo com a própria mão. Ao pressionar com a palma, uma força se concentrou no buraco e a presença do pau ficou ainda mais vívida.
— Ugh.
Yejun emitiu um som entre os dentes e curvou o corpo. Ao ver a região dos olhos avermelhada de calor, Sihu, sem saber por quê, se irritou. Enfia tudo até o talo e ainda banca o bonitinho. Sihu, que pensava isso, também estava com os olhos avermelhados.
O sexo pareceu recuar e entrou ainda mais fundo. Aquilo que escancarara as paredes internas começou a raspá-las ferozmente com as veias. Enquanto isso, a glande do tamanho de um punho acabou espetando o ponto extremo com força.
— Ugh, ha…!
A voz de Sihu, que até então engolia os gemidos com força, mudou. Diante da experiência inédita, tudo diante dos olhos ficou branco. Sem conseguir recompor a respiração desordenada, ele ergueu os joelhos. Mas, diante do movimento de quadril que começou emitindo um “pac, paac”, os joelhos passaram a tremer sem parar.
‘O que é isso?’
A glânde recuava e, ao voltar a entrar, remexia sem parar a carne que tentava se fechar. Enquanto isso, o mastro grosso se movia para cima e para baixo, estimulando as paredes internas. A carne interna, ao seu bel-prazer, emitia um som de ventosa, chac, chaac, e mordia o pau. E a cada vez que a região da próstata, que fora esmagada pelos dedos, formigava .
Diante daquela sensação estranha, ele tentou torcer a cintura para se esquivar, mas foi em vão. Yejun, segurando a cintura de Sihu, movia a região inferior em silêncio. A glande, que pressionava o ponto extremo, agora acertava a próstata em cheio. Diante da pressão que esmagava sem dó a região inchada e protuberante, não conseguia respirar direito.
— Ei, cara… mais, devagar.
— Devagar, ugh, não dá…
— Que loucura…
O que se pode esperar de um virgem? Sihu franziu a testa com fúria e agarrou o braço de Yejun. Firmou as unhas e arranhou a pele, mas Yejun, como se não sentisse dor alguma, apenas continuava movendo o quadril. Diante da sensação de estar transando com um cachorro em pleno cio, a espinha de Sihu arrepiou.
Pac, paac!
Um som de atrito violento batia sem cessar em seus ouvidos. Algo escorregou e caiu pelo sexo de Sihu. Não tinha nem cabeça para verificar se era gel derretido ou seu próprio líquido pré-seminal. Era porque Yu Yejun tornara a enfiar até a ponta da raiz. Diante da penetração profunda, a cintura se curvou sozinha em arco.
— Hunf…
Por fim Sihu acabou soltando um gemido agudo. Os cantos dos olhos de Yejun, ao ouvir aquela voz, se ergueram afiados. Ele baixou a mão com o olhar fixo no rosto dele.
A mão que segurava a cintura de Sihu desceu e agarrou-lhe as nádegas. Ao segurá-las e abri-las, o buraco mordeu o mastro grosso com pregas ainda mais tensas. O gel acumulado lá dentro desceu emitindo um “pfit!”. A mão que segurava as nádegas continuava amassando a pele firme.
— Hyung.
— …
— Está sentindo, não está?
— …
— Eu estava preocupado por ser a primeira vez…
Como que dizendo “não é verdade?”, a voz raspou a orelha de Sihu.
— É a primeira vez, huf, que você põe um pau aqui. Que bom que você está gostando.
Só esta frase era difícil de ignorar.
— Quem está gostando?
— Você ficou de pau duro.
Mesmo diante da voz ríspida, Yejun não se atrapalhou. Apenas continuou baixando o olhar, ainda agarrando com força as nádegas. O lugar que o olhar quente tocou foi o sexo de Sihu. Assim como Yejun dissera, o pau de Sihu estava tomado de calor, avermelhado.
O sexo do alfa dominante se erguia empertigado, como se quisesse enfiar-se em algo ali mesmo. Contudo, em vez de deixá-lo agir conforme o instinto de alfa, Yejun esmagou Sihu com seu corpanzil. Ao comprimi-lo com o corpo, o pau do tamanho de um cassetete remexeu as entranhas e as preencheu.
Sem se dar conta, Sihu chutou a cama repetidas vezes com os pés. Mesmo sabendo que com isso não poderia impedir o pau que penetrava até o seu interior.
Pac!
— Ah!
Pac, paac!
O som do atrito começou a ficar ainda mais violento. Yejun, respirando com ofego, abraçou Sihu com força. A glande, que recuara, repetia o movimento de entrar fundo raspando a próstata. Sentindo a carne que remexia suas entranhas de qualquer jeito, Sihu franziu o rosto. A cabeça fervia borbulhante feito lava.
De repente lhe vieram à mente os antigos parceiros, que choravam tanto embaixo dele. Eram pessoas que, mesmo chorando que o pau do diretor era grande demais, sacudiam bem a cintura. Como conseguiam gostar tanto assim? Veio-lhe uma curiosidade tardia.
Não era que detestasse, mas tampouco queria se acostumar com facilidade àquela carícia unilateral. Para Sihu, os antigos parceiros se tornaram, de novo, seres curiosos.
‘Será que é porque eram ômegas?’
No instante em que pensava isso, de repente Yu Yejun abriu a mão bem larga. O lugar aonde a mão excepcionalmente grande se dirigiu foi o baixo-ventre de Sihu. Ele, abraçando Sihu com força, pressionou o baixo-ventre. Quando o corpo se retesou, o pau que penetrara até o cólon ficou ainda mais vívido.
— Uht?! Ei, hunf!
Chuc, chuuc.
Diante da força contínua, o tronco de Sihu se remexeu. Sem dúvida ele havia observado o momento em que, pouco antes, Sihu pressionara a própria barriga. Prazer e dor irromperam ao mesmo tempo. Ficou em dúvida se devia elogiar aquilo ou se irritar.
— Ah, merd…!
Sihu soltou um palavrão em que transparecia a excitação e jogou a cabeça para trás. Então Yejun, com a mão ainda pressionando a barriga, moveu o quadril depressa. Investindo de golpe contra a carne interna, sensivelmente escaldante, e voltando a entrar, pressionava aqui e ali de modo grosso. Diante do som que o pau grosso fazia ao socar seu interior, Sihu soltou um riso débil.
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(Continua na parte 4)
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna