•.¸ ♫ Capítulo 05.3
•.¸ ♫ Capítulo 5.3 Crescendo
Em um instante, Sihu teve a cabeça forçadamente abaixada e acabou ficando com o membro engolido até a raiz. Seu nariz fino e afiado foi incessantemente provocado pelos pelos pubianos. Com o cheiro almiscarado que subiu de repente e a presença que pressionava sua úvula, sua mente ficou em branco.
— Hmp, hmmp, ugh!
O líquido que escorria de seus lábios trêmulos agora não era mais transparente. O sêmen finalmente jorrou da glande que cutucava a carne sensível de sua garganta. A mistura de sêmen e saliva escorreu pelo ponto de união, pingando para baixo.
— Kk…!
Diferente de antes, sem conseguir engolir aquilo direito, Sihu tremeu as pálpebras. O sêmen que grudava teimosamente em sua traqueia era almiscarado e viscoso. Quase impossibilitado de respirar, Sihu dirigiu o olhar para o rosto de quem havia causado aquela situação.
Yejun, com os olhos firmemente fechados, nem sequer soltava um gemido. Os cantos dos olhos afiados, os lábios retorcidos e a expressão violenta que pairava em sua bochecha era um rosto difícil de se ver normalmente. Absorto no momento do clímax, o homem empinava a parte inferior do corpo e continuava a enterrar seu membro na boca de Sihu.
Puk, pu-eok, puk!
Sons obscenos de fricção irrompiam, e as bordas dos lábios de Sihu começaram a se rasgar gradualmente.
‘Louco.’
Esse cara pirou de vez. Sihu achou um absurdo a forma como Yejun o usava como um brinquedo sexual. Passou pela sua mente a ideia de morder o membro, fazendo força com o maxilar. Não era um método ruim. Para reverter a situação transformando a excitação em dor, não havia solução melhor.
Mas por que, então. Mesmo com a garganta coberta de sêmen, mesmo com o cérebro parecendo que ia explodir pela dificuldade de respirar. Mesmo sentindo claramente o desagrado, ele queria deixar o garoto continuar quieto. Sihu logo percebeu que a razão era o prazer que fazia sua garganta arrepiar.
Eu… estou sentindo prazer?
Com o membro de Yejun ainda enchendo sua boca, Sihu moveu o pomo de adão. Mais quantidade de sêmen escorreu pela linha pulsante de seu pescoço. Só então Yejun, que agarrava seus cabelos com brutalidade, retirou a mão.
— Heok, heo-eok…!
Com uma tosse seca, uma respiração ofegante explodiu da boca de Sihu. Tossindo levemente, ele esfregou os lábios com o dorso da mão. O dorso da mão, onde veias azuladas saltavam, brilhava transparente de sêmen.
— Você, seu…
No instante em que ia proferir um palavrão, uma mão grande e firme apoiou as costas de Sihu. Yejun, que já estava ajoelhado, aproximou-se e observou seu rosto. Sua expressão estava pálida. Era como se ele mesmo tivesse sido forçado a ter a garganta perfurada até a úvula.
Com o semblante pálido e abatido, Sihu sentiu mais estupefação do que raiva. Enquanto o olhava fixamente, Yejun estendeu a outra mão e limpou os lábios e o queixo de Sihu. Seus olhos de cor clara começaram a ficar úmidos de culpa.
— …Você não vai chorar, vai?
Assim que a pergunta de Sihu terminou, uma lágrima límpida caiu. Com o líquido escorrendo pela bochecha suave, Sihu esqueceu momentaneamente o desagrado.
Está chorando mesmo?
— …
Era a primeira vez que via alguém chorar durante o sexo, ainda mais por ter chupado o pau do outro. Enquanto o fitava incrédulo, Yejun olhou rapidamente ao redor. E então, sem nem mesmo ter puxado as calças para cima, estendeu o braço comprido.
Ele pegou o lenço de papel que estava sobre a mesa de cabeceira ao lado da cama e limpou o rosto de Sihu. Sihu notou que o pulso que limpava perto de seus lábios estava tremendo. Enquanto observava a reação claramente carregada de arrependimento e culpa, Yejun falou com dificuldade.
— Cospe aqui.
Ao dizer isso, Yejun já havia pegado um novo lenço de papel. Sihu fitou o lenço em silêncio e depois ergueu o olhar novamente para o rosto de Yejun. As sobrancelhas caídas e os cílios longos e molhados lembravam de algum modo um cachorrinho vira-lata do interior. Embora o porte fosse incomparavelmente maior.
— Não tenho o que cuspir.
— …O quê?
Sihu emitiu um som “ah” e abriu a boca. Quando mostrou a língua levemente, a bochecha de Yejun, que olhava atordoado, ficou vermelha. Aparentemente, ele percebeu tardiamente que Sihu havia engolido todo o seu sêmen. Sihu deu uma risada de escárnio e acenou com a cabeça.
— Descul… Ugh!
— Deixa disso.
A força com que Sihu puxou a gravata de Yejun foi forte. Com a força repentina, Yejun cambaleou e foi forçado a curvar o tronco. Sihu também colocou a mão sobre a cabeça dele, que soltava um “ah”.
O cabelo castanho que fazia cócegas na palma da mão era macio e quente. Uma maciez que não combinava com a violência com que havia enfiado o pau até rasgar sua boca.
Pressionando aquela cabeça levemente para baixo, Sihu sussurrou.
— Agora você chupa.
No murmúrio em tom informal, a excitação transparecia. A mão que segurava a cabeça foi descendo gradualmente. Os dedos longos e firmes agarraram a nuca. As veias de Yejun, que pulsavam como se fossem explodir, eram transmitidas por completo.
Um silêncio que não era nem longo nem curto pairou, e finalmente Yejun agiu como lhe foi ordenado. Ao som de soltar a fivela e abaixar o zíper da mesma forma, os olhos de Sihu, que observava de cima, se estreitaram.
— Posso fazer?
De repente, Yejun ergueu a cabeça e encontrou seu olhar. Ainda com as bochechas vermelhas e os olhos brilhando como uvas molhadas.
Parecia que ele ia fungar o nariz a qualquer momento, então Sihu mal conteve a risada. A figura de quem tremia as pálpebras como uma criança que cometeu um grande erro era, ao mesmo tempo, divertida, absurda e, sutilmente, excitante.
‘Excitante.’
O gosto almiscarado do sêmen ainda nem tinha passado. Mesmo assim, a irritação já havia desaparecido, o que era curioso. Sihu murmurou “hm” e passou a língua pelo céu da boca.
— …Ah, merda.
Sua mente se encheu de palavrões. A sensação das veias saltadas arranhando ferozmente seu céu da boca veio à tona. Foi então que o volume entre suas pernas ficou pesado e ao mesmo tempo uma sensação de formigamento subiu pelo cóccix.
Franzindo a testa, Sihu fitou Yoo Yejun fixamente. A bochecha molhada de lágrimas brilhava claramente. Um palavrão passou novamente por sua mente.
— Eu…
— Ugh!
— …preciso falar duas vezes?
Rugindo ferozmente, Sihu enfiou os dedos entre os fios de cabelo de Yejun. Os ombros largos de Yejun, que teve o rosto enterrado entre as pernas de Sihu, se contorceram fortemente. Uma respiração suave, “haa”, arranhou o silêncio.
— Uh.
O gemido seguinte foi emitido por Sihu, não por Yejun. Algo quente e úmido tocou sua cueca. Era, sem dúvida, Yoo Yejun chupando-a por cima do tecido de uma só vez.
Com a excitação que subiu de repente, Sihu tensionou o corpo para não cair para trás. Seu peito, de curva elegante abaixo da clavícula, subia e descia ofegante.
Seureuk, seuk.
A língua do outro moveu-se lentamente, lambendo o tronco. A cueca samba-canção, que ia ficando molhada de saliva, envolveu seu membro com força. Era como se os cabelos estivessem se arrepiando.
— Ugh, hoo…
O desejo ardente se espalhou como veneno. Sihu soltou a respiração entrecortada e franziu as sobrancelhas. Enquanto isso, Yejun tirou sua cueca e começou a esfregar o membro com os dedos.
O toque que o acariciava era incomparavelmente mais habilidoso do que antes. Pressionar o escroto com a palma da mão, arranhar a glande com a unha uma vez e depois percorrer o tronco, a habilidade era tremenda.
Os olhos de Sihu, com os longos cílios negros caídos, se curvaram. Todos os movimentos de carícia para cima e para baixo tinham sido ensinados por ele. Fitando o pupilo de aprendizado rápido, ele impulsionou levemente a cintura.
‘Isso é perigoso.’
Sihu pensou, com os olhos semicerrados. O estado de excitação do seu corpo estava mais ansioso do que nas outras vezes em que se relacionava com Yejun. Com medo de gozar antes mesmo de ter o membro chupado, Sihu teve que aguentar cerrando os dentes.
A força se concentrou em seu maxilar e, abaixo, seu pomo de adão ondulava sem cessar. Enquanto a pele cheia de veias ia ficando vermelha, Yejun encostou os lábios na glande como se desse um beijo. E assim que Sihu gemeu “ugh” com a sensação macia, ele estendeu a longa língua e começou a lamber aquela área. O calor da língua que passava sobre o meato uretral fez um arrepio percorrer todo o corpo.
Era melhor do que havia pensado. Foi por isso que ele não fez força na mão que agarrava a nuca de Yejun. Originalmente, seu plano era enfiar até o fundo, a ponto de não conseguir fechar o maxilar.
A razão pela qual havia planejado torturar a garganta com o pau, independentemente de o rosto ficar coberto de lágrimas e ranho, era óbvia. Era um pensamento nascido de um tipo de vingança, para que ele sentisse na pele o quanto era difícil.
No entanto, o movimento tentador da língua foi ainda mais excelente do que o esperado. Em vez de agir como planejara originalmente, Sihu acabou acariciando a nuca de Yejun. Como se aquilo fosse interpretado como um sinal de que ele havia se saído bem, Yejun riu baixinho e inclinou a cabeça para o lado. A visão dele, com os cílios abaixados, lambendo o tronco com a língua era obscena.
Olhando para Yejun com o rosto enterrado entre suas pernas, uma sensação sexual irresistível atingiu Sihu. Até a sensação do líquido, que não se sabia se era saliva ou seu próprio fluido corporal, escorregando pelo tronco até as bolas era sensual. Incapaz de suportar, Sihu soltou uma grande respiração e apoiou as duas mãos no chão.
— Kk!
Um gemido agudo escapou por entre os dentes cerrados. Assim que o som curto entre os dentes irrompeu, a garganta de Yejun, que apertava o membro, se tensionou. Com a força que pressionou de repente uma área sensível, a testa de Sihu se franziu.
— Espe…ra.
— …
— Eu disse para esperar, mer…
Antes mesmo de terminar a frase, Yejun emitiu um som de engolir saliva e chupou o membro com força. Sihu soltou um gemido único, que não se sabia se era de admiração ou lamento, e fez força nas mãos. Conforme os dedos que agarravam o banco do piano se eriçavam, as juntas ficaram salientes.
Não podia ficar tranquilo. Para liderar como queria e manter a superioridade, a excitação que o invadia era quente demais. A sensação que subiu como fogo apagou completamente todos os pensamentos de sua mente. No fim, tudo o que Sihu pôde fazer foi murmurar palavrões com o formato dos lábios e impulsionar a cintura algumas vezes.
— Ugh.
Yejun teve uma pequena ânsia de vômito, mas não cuspiu o que havia enchido sua boca. Pelo contrário, como se fosse para Sihu sentir, apenas encharcou ainda mais a glande e o tronco com saliva quente.
Com a teimosia sutil, Sihu soltou uma risada amarela, “ha”, e olhou para o teto. Sua visão foi ficando turva, como se uma névoa tivesse se formado diante de seus olhos.
— Haa, ha… Acho que… vou gozar.
— …
— Yoo Yejun, eu disse que vou… gozar. Com certeza.
Por causa da respiração ofegante, seu peito subia e descia sem parar. Apesar dos vários avisos, Yejun continuava a chupar o membro.
— Kk…!
De olhos firmemente fechados, Sihu sentiu o momento do orgasmo. Embora fosse de se esperar que se assustasse com o sêmen repentino, Yejun não se moveu nem um pouco. Pelo contrário, lambeu o membro e até o incitou, como se pedisse mais.
‘Como é que ele sabe disso também?’
Apesar de ser sua primeira vez, ele descobria de forma impressionante como dar prazer ao parceiro. Apreciando a onda de calor que esfriava lentamente, Sihu finalmente relaxou o corpo.
Foi então que Yejun cuspiu, lenta, muito lentamente, o que tinha na boca. A carne fez um som de “jureureuk” e se curvou levemente. Por fim, quando a glande ficou presa entre os lábios, Yejun a mordeu de leve com os dentes.
— Uh.
A situação inesperada fez a parte inferior do corpo de Sihu estremecer. Ele abriu os olhos sem perceber e baixou a cabeça. Seu membro, coberto de saliva e sêmen, já estava murcho para baixo. Mesmo tendo acabado de gozar, seu pau ainda formigava.
— …
As pupilas sob os longos cílios caídos vacilaram minimamente. Passou pela sua mente o pressentimento de que, se fosse mordido e chupado mais ali, outra coisa além de sêmen poderia ter saído. A súbita vontade de urinar que fazia seu baixo-ventre ferver era a prova disso.
Sihu ergueu a mão direita e ajeitou o cabelo que deveria estar bagunçado. Era o momento em que, passando os dedos com aspereza pelo cabelo, tentava retornar ao seu rosto inexpressivo original. O som de “gulp”, de algo sendo engolido, penetrou em seus ouvidos.
— O que você está fazendo…
No instante em que ia perguntar o que estava fazendo, Yejun ergueu a cabeça. Os lábios, bagunçados pelo líquido opaco, estavam firmemente fechados. Como se estivesse confuso com o gosto almiscarado, o maxilar abaixo estava fortemente tensionado. Mas, em vez de cuspir o sêmen ou ter ânsia, Yejun repetiu o mesmo som mais uma vez.
Gulp.
Uma sensação arrepiante e desconhecida percorreu a espinha de Sihu. Não conseguia distinguir se era prazer ou desagrado. Ele abaixou a mão que ajeitava o cabelo e perguntou calmamente.
— Você engoliu?
— Sim.
Enquanto respondia obedientemente, os lábios de Yejun se entreabriram. Por um instante, ele testemunhou claramente a língua vermelha ainda coberta pelo líquido branco.
— …Por que fez algo que eu não mandei?
— Porque sim. Porque eu quis.
— …
— Eu queria experimentar o gosto… do seu.
Yejun ergueu os cantos dos lábios, que estavam lustrosos de tão molhados, e sorriu. Era um sorriso radiante, sem qualquer outra emoção misturada além de alegria.
Com o rosto inocente como o de uma criança, a nuca de Sihu ficou fria. De repente, passou por sua mente o pensamento de que o garoto não era tão comum quanto esperava.
Foi quando ele estava parado, olhando fixamente, sem saber o que dizer. Yejun, que sorria alegremente, de repente emitiu um “ah” e baixou os olhos. Como se nunca tivesse estado alegre, seu semblante escureceu imediatamente.
— Sobre antes… me desculpe mesmo.
— Antes o quê.
Tendo perguntado sem pensar muito, Sihu logo entendeu o que ele queria dizer. Naquele instante, sua garganta ardeu como se tivesse um espinho cravado. Foi porque se lembrou nitidamente de si mesmo ficando ereto quando teve o pau enfiado até a raiz da garganta. O calor subiu para seus lóbulos.
Olhando apenas para o chão, Yejun parecia não ter notado a perturbação de Sihu.
— Nunca mais vou fazer isso.
— …
— Esse tipo de coisa… prefiro morrer a fazer de novo. É sério.
— …
— …Não me odeie.
Depois de um longo tempo em silêncio, Sihu esfregou o rosto seco com uma das mãos. Sua mente estava confusa, mas não tinha intenção de revelar o motivo a Yejun. Sentindo a inquietação surgir, ele moveu os lábios.
— Não vou odiar você. Não vou odiar, então primeiro vamos nos vestir direito.
— Ah.
A orelha de Yejun ficou vermelha em um instante. Aparentemente, ele percebeu novamente que ambos estavam com os membros expostos.
Nessas horas, ele transparece fortemente que era virgem. Sihu levantou-se e caminhou em direção ao lenço de papel. No momento em que ia pegar um para usar, seus lábios tremeram.
Seu membro já estava meio ereto novamente. O fato de a cabeça estar rigidamente levantada era a prova de que estava excitado. Com a reação incompreensível, sua testa lisa se franziu.
Foi então que sua garganta começou a coçar novamente. Era um fenômeno causado por Yoo Yejun ter mencionado o ocorrido. Sobre o dorso da mão, que estava quieto, veias saltaram, e o pomo de adão ondulou silenciosamente. Sihu reprimiu com força a respiração ofegante, aguentando.
— …Limpe-se com isso. Se estiver se sentindo sujo, use o banheiro.
— Obriga…
Antes mesmo que Yejun terminasse de falar, Sihu entrou em seu quarto. Assim que fechou a porta, encostou as costas na parede e agarrou o próprio membro. Com apenas uma sacudida para cima e para baixo, a rigidez do membro aumentou. Com o cenho franzido, Sihu se masturbava sozinho.
— …
Seus lábios foram se abrindo gradualmente, mas ele não emitiu nenhum gemido ou som de respiração. Em vez disso, ergueu a mão que não segurava o membro e a enfiou na própria boca. A cintura, surpresa com o ato que fizera sem perceber, se eriçou completamente.
A rigidez durou apenas um instante. Sihu curvou a ponta dos dedos como garras. As unhas bem cortadas arranharam o céu da boca. O som úmido grudou viscosamente em seu ouvido.
Como se quisesse comer algo, sua úvula se moveu sozinha. Sihu levantou ainda mais a mão que não segurava o pau e enfiou os dedos na própria garganta. Teve ânsia de vômito, mas, na mesma medida, a parte inferior do corpo esquentou. Franzindo o rosto pela falta de oxigênio, Sihu olhou para baixo.
— …
A mão que segurava o membro já estava molhada de sêmen.
Com a perplexidade, ele rapidamente puxou os dedos que estavam enfiados até o fundo da garganta. A saliva na ponta dos dedos se esticou longamente como fios de prata.
Sihu ficou um bom tempo examinando as próprias mãos. No rosto bonito, uma luz de confusão começou a se espalhar.
•´¨*•.¸¸.•*´¨•.¸ ♫ ¸.•´¨*•.¸¸.•*´¨•
Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna