•.¸ ♫ Capítulo 04
•.¸ ♫ Capítulo 4. Con Moto
Con Moto: com movimento, com vivacidade, um pouco rápido
A paisagem noturna de Seul se estendia amplamente para além da janela. As luzes, grandes e pequenas, indicavam que inúmeras pessoas ainda estavam em plena atividade.
Os olhos de Sihu, que contemplava os prédios onde alguns trabalhavam, outros descansavam e outros ainda confraternizavam com a família, se estreitaram. Logo em seguida, sentindo uma presença às suas costas, ele virou a cabeça lentamente.
O que entrou em seu campo de visão foi Yejun, vestindo um roupão. Yejun, que secava o cabelo com uma toalha, baixou os olhos assim que viu Sihu. Pelo jeito como suas pupilas rolavam apressadamente para o chão, era evidente que achava a situação extremamente constrangedora.
— Ainda está com vergonha? Acho que não precisa mais.
Sihu deu batidinhas com os dedos no próprio lábio inferior. Yejun, que o observava de cenho franzido, logo reagiu com um “Ah” de embaraço. Seus lábios carnudos e avermelhados estavam levemente inchados. Era o resultado dos beijos apressados dentro do carro.
— Depois de termos nos mordido e chupado.
— …
— Não é?
As pupilas de cor clara de Yejun, que o fitava, vacilaram. Sentindo o ar de constrangimento, Sihu soltou um suspiro vazio e sentou-se no sofá. Com as longas pernas cruzadas e o corpo inclinado, ele também vestia o mesmo roupão.
— Como é sua primeira vez, vamos ficar só na masturbação hoje.
— Masturbação…
— Sim, vamos tocar uma para o outro.
Quando murmurou como se fosse indiferente, com um tom de brincadeira, Yejun soltou algumas respirações. As respirações entrecortadas tinham todas as pontas trêmulas. Ele ergueu a mão direita e acariciou o próprio rosto. Os dedos passaram sobre a pinta de lágrima perto do olho.
— …Me ensine.
Talvez pelo tom de voz envergonhado, as palavras que atingiram seus ouvidos soaram sensuais. A mão de Sihu, que estava apoiada no braço do sofá, lentamente se tensionou. Veias azuladas saltaram sobre sua pele pálida.
— Tire a roupa.
A voz de Sihu ao dar a instrução também continha uma leve excitação. Como se não esperasse que ele mandasse tirar a roupa imediatamente, a bochecha e o queixo de Yejun tremeram como num espasmo. Os dedos que acariciavam o rosto se fecharam e abriram repetidamente.
Sihu decidiu apreciar a hesitação dele. Ao erguer os cantos dos lábios diante da reação inexperiente, o corpo de Yejun estremeceu. Logo, uma luz de decisão começou a se instalar em seus olhos castanhos de cor clara.
Sarak.
Como se nunca tivesse hesitado, Yejun agarrou o cordão, desatou-o e tirou o roupão. A roupa de textura macia deslizou pelo corpo e caiu no chão. O som de ‘tump’ ao atingir o chão estimulou o lóbulo da orelha de Sihu.
— …
Sihu observou o corpo do outro, que vestia apenas a cueca samba-canção. O que primeiro capturou seu olhar foi um tronco esplêndido como uma escultura. O pescoço reto, os ombros largos e ambos os braços abaixo deles tinham músculos perfeitos.
Observando os antebraços sem um grama de gordura, Sihu moveu as pupilas para o centro. O sulco bem definido entre os peitorais e o abdômen com músculos estáveis também eram impecáveis.
— Por que está de cueca?
Quem emitiu a voz baixa foi Sihu.
— Vai acabar tirando de qualquer jeito.
Com o sussurro que quebrou o silêncio carregado de calor, os longos cílios de Yejun tremeram finamente. Em vez de tocá-lo, Sihu deslizou o olhar sobre a cueca. O volume escondido pela samba-canção preta ostentava um tamanho avantajado, como esperado.
‘Aquilo é virgem?’
Quer dizer que é um jovem virgem, não é? Era quase lamentável que um pau tão grande nunca tivesse sido usado. Para Sihu, que passou seus vinte anos de forma dissoluta, era algo incompreensível.
Tinha um rosto bonito, um corpo bonito e até um instrumento esplêndido. Deveria haver outros além dele que se insinuaram querendo provar. Mesmo assim, o fato de não ter tido experiência alguma era difícil de aceitar.
— Não tem mesmo experiência?
Quando perguntou como se achasse curioso, Yejun acenou com a cabeça. Talvez começasse a se excitar com o olhar viscoso, seu peito musculoso subia e descia levemente. Sihu fixou o olhar deliberadamente apenas no meio de suas pernas e moveu os lábios.
— Curioso.
— Porque nunca tive interesse por essas coisas. …Até conhecer o hyung.
Depois de responder baixinho, Yejun soltou um longo suspiro, “haa”. Seu membro, sob a cueca, já estava ereto para cima. Confirmando que o tecido preto estava ficando úmido, Sihu sorriu sem emitir som.
— Devia ter tirado. Sujou à toa.
— …Você só fala da cueca. E o hyung?
— Eu?
— O hyung… está usando cueca?
Diante dessas palavras, Sihu ergueu os olhos e encontrou o olhar de Yejun. Apesar das bochechas vermelhas como maçãs, uma luz provocativa brilhava em seus olhos firmes.
A postura de não se intimidar mesmo estando nu agradou muito Sihu. Como se tivesse comido algo azedo, uma saliva clara subiu e encharcou sua língua.
Engolindo a saliva, ele estendeu uma mão. Os dedos de Sihu, erguidos no ar, fizeram um leve aceno.
— Se está curioso, venha verificar você mesmo.
Uma expressão pensativa passou pelo rosto de Yejun. Pouco depois, ele fez algo inesperado que agradou Sihu. Ajoelhou-se bem na frente dele e, imediatamente, agarrou o cordão do seu roupão e o desatou.
Seureureuk.
O roupão, agora frouxo, deslizou lentamente pelo corpo de Sihu. Com o movimento que roçava sua pele, Sihu emitiu um suspiro lânguido. Os dedos que desataram o cordão não pararam ali; agarraram o roupão e o abriram para o lado. Quando a pele nua escondida foi exposta, uma sensação de prazer formigou o cóccix.
— Ah.
Quem emitiu o som foi Yejun. Como se uma tontura repentina o atingisse, seu rosto, que fechou e abriu os olhos com força, estava corado. Ele fitou longamente as pernas à sua frente e perguntou:
— Posso… tocar sua perna?
Sihu não afirmou nem negou.
— Como pretende tocar?
Mesmo com o tom informal e ambíguo, sem sinal de ofensa, Yejun segurou o joelho de Sihu. A palma da mão que envolveu a pele estava quente. Seguindo o toque carregado de calor, Sihu obedientemente relaxou a perna.
Então, Yejun segurou o joelho com uma mão e a panturrilha com a outra, movendo-se com cuidado. As pernas de Sihu, que estavam cruzadas, se descruzaram e suas coxas se abriram naturalmente. Embora fosse um gesto respeitoso, Sihu, percebendo que no fim era para olhar entre suas pernas, teve os cantos dos olhos curvados.
— Pervertido.
Ele murmurou a palavra, inclinando a cintura para frente. Yejun continuava sem levantar a cabeça. Como se precisasse mesmo ver, ele já segurava ambas as coxas de Sihu e começava a pressioná-las.
Sihu soltou uma risada baixa e recostou-se completamente no encosto do sofá. Suas pernas se abriram e o som da respiração profunda de Yejun irrompeu.
— Está satisfeito agora?
Entre as pernas de Sihu, que perguntava isso, não havia nem um fio de roupa. Seu membro ereto estava duro e ruborizado, e a glande brilhava, molhada de fluido pré-seminal.
Yejun, de olhos arregalados, olhou para o órgão alheio. Era a reação de quem realmente não esperava que ele não estivesse usando cueca.
Diante da expressão que parecia até chocada, como se tivesse levado um soco, Sihu apenas ergueu um canto dos lábios. E então, ergueu a perna direita e, com ela, envolveu e puxou o pescoço de Yejun.
— Ugh!
Yejun, cambaleando, inclinou a cabeça para frente. A respiração que escapou de seus lábios fez cócegas no órgão de Sihu. Com a sensação de todos os nervos do corpo se eriçarem como agulhas, Sihu agarrou o braço do sofá com mais força.
— Agora que já viu, o que deve fazer?
— …
— Hm?
Quando perguntou com a intenção de obter uma resposta, Yejun murmurou calmamente.
— Quer que eu chupe?
Louco. O palavrão misturado com excitação subiu até sua garganta. Quando se assustava, arregalava os olhos, e agora dizia que chuparia. O impulso de fazer o que ele queria jorrou. Queria enfiar o membro na boca dele enquanto olhava para aquele rosto inocente.
Não o fez porque sabia que o outro era mais novo que ele e que, apesar das palavras, não tinha experiência. Como alguém que se propôs a ensinar, precisava ser mais gentil e calmo.
Fingindo estar à vontade, Sihu colocou a perna de volta no chão.
— Eu disse que hoje só ensinaria a masturbação. Isso fica para a próxima.
— …Ah, sim. Então.
— Uh.
E naquele instante, a testa de Sihu se tensionou. Mal o som de engolir saliva ressoou, e de repente seu membro foi agarrado. Ele descolou o corpo do sofá e emitiu um tom de voz mais áspero.
— Vai ficar só segurando?
— …
— Movimente para cima e para baixo, suavemente.
A grande mão que segurava o membro tremeu. Yejun moveu o pulso lentamente. O som molhado de ‘squelch, squelch’ ecoou desordenadamente.
Com a sensação da excitação penetrando na pele, Sihu gemeu: “Hmm”. O olhar surpreso pousou em seus lábios. Encarando o olhar que parecia perguntar se ele realmente sentira prazer, Sihu acrescentou mais uma coisa.
— Raspe com a unha também. É uma pele sensível, então não arranhe com muita força. Siga as veias, devagar, isso…
Yejun baixou a cabeça novamente e fez como lhe foi ordenado. Passou as unhas suavemente pelo tronco brilhante de fluido. Sentindo o toque que por vezes acariciava e por vezes arranhava cada veia, Sihu abriu a boca.
— Aí, mais forte.
Não se podia chamar de habilidoso nem por educação. Mas a atitude de Yejun, que fazia fielmente o que lhe era pedido, era satisfatória. Sihu abriu mais as pernas e sussurrou para que tocasse também a glande. A razão era que ele gostava bastante de esfregar a glande arredondada com a palma da mão.
— …
— Uh.
Enquanto soltava um longo suspiro, Yejun também emitiu um gemido curto. Seu rosto estava ainda mais vermelho que o de Sihu, que recebia a masturbação.
Com o gemido penetrando em seus ouvidos, Sihu sentiu vontade de provocá-lo. Foi por isso que moveu o pé direito, que estava apoiado no chão.
Tump.
— !
Yejun se assustou como se tivesse levado um susto e inclinou o tronco profundamente para frente. Sua testa suada tocou o joelho. Sihu provocou o meio das pernas do garoto trêmulo com o pé. A sensação nos dedos brancos do pé carregava um calor úmido. Um prazer eletrizante se espalhou pela nuca.
Tump, tump.
Os dedos continuaram a tocar o membro ereto. Ora pressionavam com força, ora roçavam de leve, atormentando o outro. Yejun, que apenas gemia sem conseguir dizer nada, acabou agarrando o pau de Sihu com as duas mãos com firmeza. Com a força forte aplicada de repente, os lábios de Sihu se contorceram.
— Para…
— …
— É muito… estímulo.
Era o murmúrio baixo e trêmulo de Yejun que era estimulante. Depois de rir erguendo os lábios por um instante, Sihu o derrubou, imobilizando-o. As veias saltaram no dorso da mão que o pressionava para que ficasse completamente deitado no chão.
— Relaxe o corpo. Olhe bem para mim.
Depois de repetir “bem para mim” como se quisesse frisar, Sihu abaixou o corpo. A cintura de Yejun, deitado no chão, se contorceu e saltou.
Sihu colocou a mão sobre a cueca de Yejun. Esfregando lentamente com a palma da mão, aproximou o rosto dali. Quando soprou um ‘fuu’, o membro sob a cueca ficou ainda mais duro.
— Hyung, ugh!
Não foi a mão que puxou a cueca para baixo. Sihu colocou os dentes no elástico da cueca e a puxou. O que roçou a ponta de seu nariz foi um cheiro corporal almiscarado. Mesmo com o aroma intenso, apenas a excitação aumentou em vez de desagrado. Sihu terminou de tirar a samba-canção e admirou o membro de Yejun.
— …Realmente. É grande.
O tom de voz era indiferente, mas na verdade ele estava bastante surpreso. O grosso tronco que saltou era ainda maior do que pensava. Era tão volumoso que mais parecia um porrete do que um pênis, a ponto de duvidar que aquilo estivesse realmente preso ao corpo de um Beta.
Sihu pousou os dedos sobre o membro rigidamente ereto. O órgão pulsante era de um vermelho escuro e veias grossas saltavam irregularmente, dando um aspecto até ameaçador. Era um objeto que não combinava nada com o jovem de rosto claro que mais parecia um garoto.
— Espere, espere um pouco.
— Isso é o que eu deveria dizer. Espere um pouco.
Ele imobilizou Yejun, que se contorcia, e acrescentou:
— Não goze já. Se não, seu namorado não vai gostar.
O corpo de Yejun, que até então se contorcia como se estivesse confuso, parou.
— Namorado?
— Sim, namorado. Porque você, Yejun, parece que vai namorar algum dia.
Sihu provocou apenas a glande com os dedos. Ao acariciar a carne lisa, mais líquido escorreu do pequeno meato uretral. Ele o pegou e espalhou também pelo tronco cheio de veias. Como se a provocação persistente fosse difícil, Yejun soltou uma respiração ofegante.
— Se gozar rápido demais, é meio feio para o namorado. Não acha?
— O hyung é assim?
Então, uma pergunta inesperada fez Sihu parar.
— O hyung… não gosta que goze rápido? Se for assim, eu aguento.
Sihu, sem perceber, virou a cabeça para o rosto de Yejun. Quando seus olhares se encontraram, Yejun baixou as pálpebras e sorriu silenciosamente.
Ao pensar que ele era fofo, uma sensação de cócegas subiu. Era a mesma sensação que tivera quando comiam juntos no bar. Era estranho aquele sentimento suave, como se tivesse comido bastante algo doce ou como se estivesse imerso em água morna.
— Yejun.
— …Sim.
— Pare de ser fofo. Senão acho que vou gozar.
Assim que soltou as duas frases secas, o pomo de adão de Yejun subiu e desceu. Apreciando a reação de quem ficava feliz mesmo confuso, Sihu mudou de posição.
Sarak, seureureuk.
O som dos roupões de ambos roçando um no outro incitava o calor.
Pouco depois, não eram os roupões, mas seus membros que estavam encostados um no outro. Montado sobre o corpo do outro, Sihu tentou segurar os dois membros juntos. Embora abrisse os dedos o máximo que podia, agarrá-los ao mesmo tempo não era fácil. Após várias tentativas frustradas, Sihu estalou a língua, “tsk”.
— Não é fácil. Yejun, segure o meu.
Yejun, que até então estava quieto embaixo, estendeu a mão. O antebraço que se movia ficou tenso e os músculos se destacaram. Ele segurou o membro de Sihu com o mesmo cuidado de antes.
Seus olhos brilhavam de excitação, mas a ação extremamente respeitosa causava uma sensação estranha. Sihu pensou, sentindo um prazer agradável infiltrar-se em seu peito.
‘Já disse para parar de ser fofo.’
Ele pensou nisso de forma casual, algo que Yejun acharia absurdo se soubesse, e soltou um suspiro lânguido. Enquanto isso, Yejun arranhava as veias do tronco duro com o polegar. Cada vez que suas unhas bem cortadas roçavam a pele, a sensação sexual era despertada como um relâmpago, fazendo vibrar os ossos de todo o corpo.
— Você… aprende rápido.
Após pronunciar de forma entrecortada, Sihu também agarrou o membro de Yejun e o acariciou de forma viscosa. Embora o ato tivesse começado lentamente, o estímulo parecia forte, pois Yejun franziu o rosto e empinou a parte inferior do corpo.
Jjeok, jjeo-eok.
Cada vez que agarrava e soltava com a mão, um som pegajoso irrompia.
— Pressione aqui embaixo também, de leve.
— Assim?
— Uh… Muito bom.
Tendo apoiado o saco escrotal com a palma da mão, Yejun o esfregou lentamente. Quando a parte macia, uma das poucas no corpo de Sihu, foi esfregada, um líquido claro jorrou do pequeno meato uretral com um ‘pit!’ Os fluidos transparentes molharam o abdômen de Yejun, que estava deitado embaixo. O tanquinho bem definido começou a brilhar rapidamente.
Com o olhar direcionado para lá, Sihu acariciou a barriga de Yejun com a outra mão. Ora traçava as linhas dos músculos com os dedos, ora pressionava de leve o baixo-ventre com as unhas, como se brincasse.
Yejun soltou uma respiração trêmula, “haa”, e ergueu a mão que tocava o escroto para envolver o tronco novamente. Seus movimentos, mais ásperos do que antes, estavam carregados de excitação.
— Yejun.
— …
— Yoo Yejun.
— Sim.
Yejun ergueu o tronco e aproximou o rosto. Mantendo uma distância em que seus narizes quase se tocavam, sussurrou baixinho.
— Estou ouvindo, Sihu hyung. Pode falar.
Sihu descobriu pela primeira vez que seu nome podia soar tão obsceno. Quando a respiração ofegante tocou seus lábios, um arrepio percorreu o meio de suas pernas.
Com o tremor que o atingiu, ficou difícil continuar se movendo lentamente. Para sair daquele estado que fazia sua mente fervilhar, ele sabia bem, por experiências passadas, que precisava esfregar o membro do outro como um animal.
— Quer que eu chupe?
Por que, de repente, a pergunta de Yejun lhe vinha à mente? Será que, na verdade, não queria apenas masturbação, mas enfiar o pau ereto naquela boca?
Sihu olhou para os lábios molhados à sua frente e baixou as pálpebras. E, em vez de agarrar o cabelo de Yejun e forçá-lo a fazer sexo oral, murmurou:
— Agora, mova-se exatamente como eu tocar.
Yejun, que até então acariciava o tronco do membro de Sihu, parou o movimento. Quando até o som molhado desapareceu, um silêncio absoluto envolveu os dois.
A quietude fez todos os nervos de Sihu se eriçarem. Sentindo seu corpo ficar ainda mais sensivelmente quente, ele franziu o nariz. O forte impulso de esfregar o pau na mão de Yejun e gozar imediatamente sacudiu sua alma.
Parece até que entrei no cio. Engolindo uma risada, ele emitiu uma voz ainda mais grave.
— Quero ouvir sua resposta.
Foi então. Sihu quase soltou um gemido mais alto. De repente, Yejun colocou os lábios em seu lóbulo.
Algo quente e macio começou a lamber seu lóbulo. Em seguida, com sons de “chu, chu”, a área sensível foi chupada sem hesitação. Com a carícia inesperada em um estado já exaltado, a respiração ficou sufocada.
— Ugh.
Sihu tentou impedi-lo agarrando o ombro de Yejun com a outra mão. Naquele momento, Yejun soltou o lóbulo que mordera e chupara. Em vez disso, aproximou o rosto do canal auditivo e sussurrou:
— Vou fazer como mandar.
— …
— Se eu for bem… me elogie.
O prazer formigante arranhou seu corpo. Sihu franziu a testa, reprimindo a sensação de ejaculação.
Era evidente que ele havia atacado sua orelha fraca de propósito. Pensando que a velocidade de aprendizado era excessivamente rápida, Sihu bloqueou a glande do outro. Com ela bloqueada, o que fez foi arranhar o meato uretral com a unha.
Como se o prazer intenso fosse difícil de suportar, Yejun soltou uma respiração ofegante. Pouco depois, a mesma carícia foi aplicada à glande de Sihu, que já estava completamente molhada.
— Hyung, Sihu, hyung… Ha…
— Pare de chupar minha orelha, uh.
— Você gosta daqui, não gosta… não é?
Seureuk, seureuk!
As mãos que provocavam as glandes voltaram a agarrar os troncos e começaram a se mover para cima e para baixo. Enquanto tocavam o pau um do outro, os dois se entreolharam.
Sihu fitou a área dos olhos do outro, vermelhos de excitação, e ergueu os cantos dos lábios. Então, Yejun, que observava quieto, sorriu junto com ele. Assim que a covinha apareceu, Yejun foi o primeiro a colar os lábios nos dele.
— Ugh!
Sihu engoliu um gemido e franziu a testa. Era porque sua cabeça foi jogada para trás com o beijo áspero. Por causa disso, acabou apertando a mão que segurava o membro. Ao mesmo tempo que enfiava a língua na boca de Sihu, que cambaleava, Yejun aplicou a mesma força forte.
— …Haa.
Sua mente ficou em branco e, ao mesmo tempo, seu membro pulsou e ejaculou. Sentiu o líquido viscoso escorrer pelo tronco.
Quando seus lábios se separaram e ele soltou o ar, Yejun também fechou os olhos e balançou levemente a cintura. A palma da mão de Sihu também já estava toda suja com algo quente e pegajoso.
— Haa, haa.
— Ha…
As respirações se entrelaçavam e se dispersavam repetidamente. Com a visão ficando turva, Sihu piscou lentamente. A onda lânguida do pós-ejaculação o atingiu como uma maré.
Despenteando o cabelo suado, Sihu verificou o rosto do outro. Diferente dele, que acumulava camadas de cansaço e languidez, Yejun estava em um estado extremamente intacto. As pupilas sob os longos cílios brilhavam de forma estranhamente vívida, e as bochechas e lábios vermelhos estavam cheios de vitalidade.
Aparentemente, só ele teve a energia sugada. Sentindo-se um pouco ferido em seu orgulho, Sihu afastou a sensação de languidez que pressionava seus ombros. A expressão impassível de sempre cobriu seu rosto enquanto pigarreava.
— Hyung.
Yejun sorriu calmamente para Sihu. Os cantos dos olhos em forma de meia-lua e a pinta de lágrima criaram uma bela harmonia com as bochechas coradas.
— Agora, me elogie.
— Eu elogio se for bem.
— Mas o hyung gozou. Então, não significa que fui bem?
O tom de voz era gentil, mas o conteúdo não. Sihu engoliu uma risada e soltou palavras ainda mais explícitas.
— Fazer alguém gozar não significa necessariamente que foi bem.
Com a expressão “fazer gozar”, os olhos de Yejun vacilaram violentamente. Emitindo um leve “Ah…”, ele coçou a bochecha, com um ar de constrangimento no rosto. Sihu, como um gato satisfeito, estreitou os olhos e inclinou a cabeça.
— Foi você quem disse que gozou. Por que está com vergonha agora?
Sobre a testa levemente inclinada, os fios de cabelo balançaram. Yejun, que rapidamente olhou de relance para o cabelo preto escuro, logo emitiu uma voz com tom de riso.
— Pois é. Estava bem, mas de repente fiquei com vergonha.
Com a admissão franca do próprio estado, Sihu também acabou rindo. Era diferente de si mesmo, que, ferido no orgulho, fingira indiferença. Muito mais puro, muito mais honesto.
‘Devo dar um prêmio ao bom menino.’
Sihu agarrou o queixo do outro e o puxou para si. Mordeu o lábio inferior sem machucar e depois o lambeu carinhosamente com a língua. E acariciou a cabeça daquele que estremecia.
— Você foi bem.
Até o cabelo que tocava a palma de sua mão continha calor. Será que havia alguma parte neste garoto que não fosse quente? Enquanto pensava nisso, Yejun perguntou baixinho:
— Sério?
— Sim. Mas precisa aprender mais.
— …Então, me ensine mais agora.
Yejun agarrou o pulso da mão que acariciava sua cabeça e beijou os dedos. Os cílios trêmulos eram longos e densos. Com os lábios ainda colados, Yejun moveu apenas os olhos para fitar Sihu.
A luz da excitação já estava novamente contida em suas pupilas de cor clara.
— Yejun, antes disso…
Encarando o outro, Sihu começou a falar calmamente.
— Vou me desculpar pelo que aconteceu mais cedo.
— Mais cedo?
— De ter pago a conta sem ouvir a sua opinião, Yejun.
Os lábios de Yejun se entreabriram. Era uma reação de quem não esperava um pedido de desculpas.
Sihu observava Yejun com uma expressão relaxada, mantendo-se em silêncio. Seus olhos, com os longos cílios caídos, se estreitaram. Era um olhar que perguntava se ele aceitaria as desculpas.
Pouco depois, uma risada como se o ar escapasse roçou o lóbulo da orelha de Sihu. Yejun soltou um longo suspiro e uniu as mãos. O calor que penetrou entre seus dedos era quente como fogo.
— Amanhã, posso pagar a comida para o hyung?
— Pode sim.
— Não pode pagar a conta de novo.
— Yejun.
— Sim, hyung.
Sihu apontou com o queixo para baixo.
— Por que isso aqui está duro de novo?
Com essas palavras, Yejun baixou as pálpebras para o meio de suas próprias pernas. A borda redonda de sua orelha ficou vermelha.
‘Que vigor.’
Sihu ergueu obliquamente o canto dos lábios. E então, sobrepôs seus lábios aos lábios que se moviam como se fossem dar uma desculpa. A sensação de estar com o estômago pesado e cheio se desfez, e ele se sentiu aliviado.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna