↫─☫ Episódio 73
𓆰𓆪 Episódio 73𓆰𓆪: Onde se Planta Feijão, Feijão Nasce
Uma Presa de Basilisco encontrada na fenda do Mar do Oeste. Embora não feita por Hong Ye-seong, dizia-se ter sido criada por Hong Ye-seong.
Mesmo sem considerar a gravação, a afirmação de Hong Ye-seong tinha alguma credibilidade ao pensar na natureza da Presa de Basilisco. Filhos se parecem com os pais; feijão nasce onde feijão é plantado, e feijão vermelho onde feijão vermelho é plantado.
Quando Cha Eui-jae ficou em silêncio, perdido em pensamentos, Hong Ye-seong começou a choramingar.
— Hmm? Hmm? Ah, por favor, me diz. Estou morrendo de curiosidade.
Ele era igualzinho à Presa de Basilisco, fazendo afirmações por conta própria.
Contudo, o “pai” da Presa de Basilisco, Hong Ye-seong, não sabia nada sobre a fenda no Mar do Oeste. Pensando simplesmente, parecia que fora feita por outro Hong Ye-seong, não o que estava diante dele. Uma fenda onde o tempo e o espaço são distorcidos não era mera fantasia selvagem agora. Cha Eui-jae já havia confirmado sua possibilidade.
“Há muitos casos em que eles têm os mesmos nomes e rostos, mas são pessoas diferentes.”
Hong Ye-seong não aparecera nos fragmentos mostrados por Yoon Ga-eul. Contudo, os fragmentos vistos naquela época eram parte do mundo destruído que Yoon Ga-eul havia juntado, então em algum lugar existiria um fragmento onde ele aparecesse. Cha Eui-jae olhou distraidamente para grama balançando com o vento.
“Preciso encontrar Yoon Ga-eul de novo…”
Se ele conseguisse descobrir como a Presa de Basilisco feita pelo Hong Ye-seong dos fragmentos apareceu na fenda do Mar do Oeste… poderia ajudar a resgatar as pessoas enterradas nela. Ele também precisava perguntar mais sobre o apocalipse.
Enquanto Cha Eui-jae permanecia em silêncio, Hong Ye-seong, esperando que ele falasse, começou a bater no chão com o pé.
— Ei? Secretário? Você está me ouvindo, certo? Está pensando? Vou esperar?
O olhar de Cha Eui-jae passou por Hong Ye-seong até uma galinha de cerâmica cochilando. A galinha, possivelmente perturbada pelas vibrações contínuas embaixo dela, estivera balançando sem parar desde que se plantou em cima do celular.
Alguém persistente o bastante para ligar repetidamente assim só podia ser Lee Sayoung. Cha Eui-jae olhou quietamente para outro lado, observando as nuvens fofas flutuarem pelo céu azul. Era hora de escapar da realidade.
“Ótimo, estou ferrado.”
— Secretário Kim!
A sobrancelha de Cha Eui-jae se contraiu diante da voz que soava como se estivesse a três segundos de se tornar um cervo. Não só seu raciocínio estava sendo interrompido, mas agora sua fuga da realidade também estava sendo perturbada. Cha Eui-jae suspirou profundamente. Ele já havia se segurado três vezes. De repente, um pensamento irritado surgiu.
“…Como esse cara pode ser tão descarado depois de sequestrar alguém?”
A máscara de gás de Lee Sayoung apareceu em sua mente, e a voz zombeteira de Lee Sayoung começou a tocar automaticamente.
“Eu não te disse para evitar encontrar outros o máximo possível… Se você gosta tanto de socializar, por que não entra num clube de montanhismo?”
Só de pensar em suportar o sarcasmo de Lee Sayoung seus punhos se cerravam. Superar uma montanha só para encontrar outra mais alta à frente, parecia.
“Mesmo que eu escape, vou ter que ouvir a besteira do Sayoung, né?”
Cha Eui-jae falou quietamente com Hong Ye-seong, que batia os pés.
— Você estava perguntando onde eu consegui isso.
— Ah! Você finalmente decidiu responder. Sim, onde você conseguiu?
Cha Eui-jae olhou para Hong Ye-seong, que acenava entusiasmadamente. Sua postura ereta na almofada estava gradualmente ficando torta.
— Por que você está curioso?
— Hã?
Hong Ye-seong piscou, parecendo confuso. A essa altura, o “Secretário Kim” estava se curvando como a Torre de Pisa, um joelho erguido, braço apoiado nele, inclinado de lado. Cha Eui-jae respondeu sem rodeios.
— Por que eu deveria confiar em Hong Ye-seong e contar qualquer coisa a ele?
— Em mim?
— Não, sério. Quem simplesmente falaria com base numa promessa verbal? Você deveria apresentar um contrato adequado. Tipo, se eu te contar, você vai fazer algo por mim. Você não deveria propor primeiro tais condições?
— Eu disse que ia manter segredo e até fazer armas para você!
— Não seria suspeito se um caçador de repente aparecesse com uma arma feita por Hong Ye-seong?
Inicialmente planejando passar aquilo como uma piada, as palavras de Cha Eui-jae começaram a conter alguma verdade, influenciadas pela turbulência que ele experimentara com Lee Sayoung antes.
— Além disso, se você exige que eu fale, tenho que obedecer? Isso não é um abuso de autoridade e poder?
— Nossa… Hã, essa é a primeira vez que ouço algo assim desde meu despertar. É bem revigorante.
Pego numa súbita controvérsia sobre abuso de poder, Hong Ye-seong bateu no peito.
— Eu sou Hong Ye-seong. E o que há de errado em um pai perguntar onde seu filho perdido foi encontrado? Você realmente não vai responder?
Apesar de seu apelo emocional, infelizmente não teve efeito sobre Cha Eui-jae.
Revelar que ele o encontrarou na fenda do Mar do Oeste seria equivalente a se declarar como J. Qual seria o benefício de divulgar essa informação? Nenhum. Além disso, Hong Ye-seong tinha laços próximos com o Departamento de Gestão dos Despertos, então, mesmo que ele ficasse de boca fechada, havia chance suficiente de a informação vazar.
Sem mais informação útil para extrair dele, e com a certeza da explosão de Lee Sayoung, não havia razão para falar.
— Você disse antes que não fez isso, certo? Não faz muito tempo. Você é realmente o pai?
Sem outra escolha a não ser esgotar mentalmente Hong Ye-seong, Cha Eui-jae, encorajado por não ter para onde recuar, começou a zombar dele implacavelmente, fazendo Hong Ye-seong ficar boquiaberto.
“Dizem que ele é secretário de Lee Sayoung, será que ele aprendeu a ser sarcástico de ficar perto dele?”
Infelizmente, o homem à sua frente também usava uma máscara de gás, fazendo parecer que Lee Sayoung estava sentado bem ali.
— Você também disse que nunca viu um basilisco. Eu gostaria de compartilhar, mas falta confiança…
O secretário também não deveria ter visto um. Mas o Secretário Kim exalava a confiança de alguém por dentro do assunto. Hong Ye-seong, atrapalhado, bateu na lâmina preta da Presa de Basilisco. Ele acenou a mão, mostrando que não estava cortada nem ferida.
— Viu? Meu nome está nela, e essa coisa afiada não me machuca. O criador a reconhece.
— Deixa eu ver.
Hong Ye-seong hesitantemente entregou a Presa de Basilisco, seus olhos cheios de suspeita. A Presa de Basilisco, como se sentisse falta do toque familiar e afetuoso de seu pai, se debateu nas mãos desse rufião, mas Cha Eui-jae agarrou o cabo com firmeza.
[Pensamentos da “Presa de Basilisco” atualizados!]
[Pensamento da Presa: Se você me golpear, vou cortar sua mão fora.]
Embora a Presa de Basilisco não reconhecesse seu mestre e ficasse agressiva, Cha Eui-jae tinha seus próprios planos.
[Traço: Veneno de Basilisco (S+) ativado.]
“Toma jeito.”
[Pensamentos da “Presa de Basilisco” atualizados!]
[Pensamento da Presa: Cancele o pensamento anterior.]
Suprimindo a rebelião tímida da Presa de Basilisco com a autoridade do veneno de basilisco, Cha Eui-jae golpeou sua mão contra a lâmina sem hesitar. Apesar do golpe direto, sua mão permaneceu ilesa. Os olhos de Hong Ye-seong se arregalaram. Cha Eui-jae disse descaradamente.
— Talvez a lâmina só tenha ficado cega? Isso não parece prova.
— Espera! Vou afiar. Depois tenta de novo.
De alguma forma, os papéis do interrogador e do interrogado haviam naturalmente se invertido. Hong Ye-seong, absorto em provar que era o pai da Presa de Basilisco, de repente pareceu ter esquecido suas suspeitas.
“É uma sorte que Hong Ye-seong seja simples.”
Bem quando ele sentia um suspiro de alívio observando Hong Ye-seong pular para encontrar uma pedra de amolar, Hong Ye-seong murmurou.
— …Parece que algo está acontecendo lá fora.
— Como assim?
— …
Sem responder, Hong Ye-seong mexeu no celular. Logo, uma voz mecânica de TTS começou a tocar.
— Sr. Hong Ye-seong, você poderia possivelmente adiantar o horário de reinício do leilão? ^^ Tem um probleminha.
— Sr. Hong Ye-seong, por favor, desconsidere a mensagem anterior.
— Não saia lá para fora sob nenhuma circunstância.
As mensagens soavam como as últimas palavras de um sobrevivente numa história de terror. A expressão de Cha Eui-jae azedou, mas Hong Ye-seong parecia sério.
— Se o Jung Bin está dizendo coisas assim, significa que a situação lá fora está seriamente ferrada.
— …
— O Gyu-Gyu vai estar cauteloso por causa da última vez, e os outros vão estar receosos comigo. Então, o único que faria algo…
Seus olhares se encontraram no ar. Ambos pareciam estar pensando na mesma pessoa. Como que confirmando sua especulação, as vibrações da galinha também haviam cessado. Cha Eui-jae fechou os olhos com força.
“Droga, Sayoung. O que você está aprontando agora…”
***
— Ugh, ah…
Cabelo branco bagunçado, espalhado em desordem. Uma bota de combate preta pressionava com força o ombro do homem deitado no chão. Respirações ofegantes e forçadas escapavam. Gyu-Gyu, tossindo asperamente, arranhava a bota com a mão, um sorriso torto nos lábios.
— Você acha que pressionar assim vai quebrar meu ombro?
Uma cabeça de máscara de gás inclinou-se levemente para a direita, ainda segurando um celular no ouvido. Uma voz automatizada fraca podia ser ouvida do celular, anunciando que a ligação não podia ser completada. Uma voz zombeteira perguntou.
— Com quem você está falando? …J?
No momento em que o nome “J” foi mencionado, o pé pressionando o ombro aumentou sua força. Um som claro de estalo de ossos se desalinhando foi ouvido, mas, apesar disso, Gyu-Gyu continuou a observar a máscara de gás com um sorriso fraco e zombeteiro. Lee Sayoung murmurou de forma estranha.
— O que te dá tanta confiança para agir assim?
— Cough, merda, isso dói…
— Você deveria escolher suas brigas com mais sabedoria…
De repente, uma sirene alta soou de algum lugar. Gyu-Gyu deu uma olhadela leve, mas o pé implacavelmente moendo seu ombro e movendo-se em direção à clavícula o deixou se contorcendo desamparado.
— Tentando estabelecer uma ordem de hierarquia aqui, como você fez com mercenários?
Lee Sayoung enfiou o celular entre o ouvido e o ombro e estava prestes a remover as luvas quando aconteceu.
Fiiish! Uma corrente preta disparou em direção a Lee Sayoung. Ele estalou a língua e recuou. Gyu-Gyu agarrou o ombro e começou a tossir violentamente. A corrente, incapaz de encontrar seu alvo, recuou de volta para o aperto de seu dono. O som de metal tilintando e um suspiro profundo se seguiu.
— Sim… Gyu-Gyu.
O som da sirene acompanhou a chegada de Jung Bin. Enrolando a corrente preta ao redor da mão, ele se aproximou deles. Seu rosto, normalmente adornado com um sorriso gentil, agora estava severo.
— Preciso de uma explicação da situação.
* * *
↫。。⛧ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Flower&Yuki
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⚠️ Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com a realidade.⚠️