↫─☫ Episódio 71
𓆰𓆪 Episódio 71𓆰𓆪: Onde se Planta Feijão, Feijão Nasce
— Até o Lee Sayoung usa a sala de espera, então por que vocês não usam?
Jung Bin, que habilmente atacou tanto as consciências deles quanto Lee Sayoung com uma única frase, esperou por uma resposta com um sorriso agradável. Honeybee, que o observava nervosamente, soltou o colarinho de Gyu-Gyu e tentou recuar.
— Ah, eu estava na sala de espera, só saí pra pegar um café. Eu estava planejando voltar assim que pegasse meu café. Mas esse cara começou a arrumar briga primeiro.
— Ah, entendo.
— Você pode perguntar para o funcionário aqui.
Era uma desculpa baseada na suposição de que Jung Bin era leniente com pessoas cooperativas. Jung Bin, que estivera estreitando levemente os olhos para Honeybee, acenou em concordância.
— Precisamos perguntar? Eu confio em você, Honeybee.
Honeybee, tendo escapado com sucesso, sorriu radiantemente.
— Então posso ir agora? O Matthew está me esperando.
— Claro. Nos vemos no leilão.
— …Droga, você teve sorte que o Jung Bin apareceu.
Honeybee fez um gesto ameaçador de cortar a garganta na direção dele antes de se dirigir ao balcão. Gyu-Gyu brincou com o rosto sorridente.
— Ah, que assustador.
— Ban Gyu-min.
— Ah… algo ainda mais assustador.
Gyu-Gyu sorriu fracamente e mexeu seu sikhye com um canudo de papel mole. Jung Bin, olhando para baixo, para o topo da cabeça dele, começou a falar lentamente.
— Embora a diretora tenha suspendido o banimento de entrada…
— Você está me dizendo para não causar problema?
— Fico feliz que você entenda.
— Claro. A maioria dos caçadores estrangeiros vai participar dessa Exposição do Artesão por telefone. Nenhuma razão para qualquer problema.
Gyu-Gyu, tagarelando palavras desnecessárias, deixou a cabeça cair sobre a mesa. Ele olhou para cima para Jung Bin. Ele, que estivera sorrindo gentilmente, agora encarava Gyu-Gyu friamente. Ban Gyu-min ergueu os cantos da boca.
— Não vou hesitar em usar qualquer meio para pegar o J.
— …
— Se qualquer problema surgir, você vai entender, certo? É uma ordem da Diretora Ham Seok-jeong.
— Você preparou mal o terreno. J não vai vir à Exposição do Artesão.
Jung Bin respondeu friamente. Mas Gyu-Gyu estava firme.
— Ele vai vir.
— …Como você tem tanta certeza?
Ainda em sua posição desabada, Gyu-Gyu ergueu a mão direita e apontou para o céu com o dedo indicador.
— Eu rezei muito.
— …
— Minhas preces são bem eficazes, sabe. Meu pai é pastor.
Ele sorriu abertamente.
***
11h da manhã. O salão onde o leilão principal era realizado era surpreendentemente simples para um lugar onde caçadores ricos se reuniam. Exceto por um grande pôster de Hong Ye-seong dando um sinal de positivo atrás do pódio, não havia decorações especiais. Parecia que eles não o decoraram de propósito, antecipando que poderia ser destruído.
À direita do pódio ficava a área de leilão por telefone, e o centro e a esquerda eram todos espaços para portadores de ingresso. Aparentemente, os organizadores ficaram tão traumatizados pela Exposição do Artesão anterior que dividiram as salas de espera e até instalaram divisórias no salão principal para que os caçadores não pudessem se ver.
“Eles estão realmente nos tratando como loucos.”
Embora fosse meramente um encobrimento, era uma boa notícia para Cha Eui-jae. Se Bae Won-woo tivesse reconhecido Lee Sayoung, teria sido uma dor de cabeça. Ele estava grato ao caçador que causou o caos, quem quer que fosse.
Dentro da divisória, que só permitia uma visão do pódio, havia um sofá de dois lugares e uma mesa. Embora espaçoso o bastante para duas pessoas se sentarem confortavelmente, Cha Eui-jae ficou atrás do sofá, já que não era apropriado que um assistente se sentasse ao lado de seu chefe. Lee Sayoung, sentado de pernas cruzadas, murmurou quieto sem se virar.
— Por que você não senta do meu lado?
— Estou confortável aqui.
— O leilão vai demorar um tempo. Algumas horas.
— Estou bem.
— Ah…
Lee Sayoung, apoiando o queixo na mão, soltou uma risada curta.
— Você estava dormindo tão profundamente que achei que pudesse estar exausto. Mas acho que não é o caso.
— …
— Se suas pernas cansarem, me avise. Deixo você deitar.
“Droga.”
Cha Eui-jae fez uma careta. Lee Sayoung estava resmungando desde que ele tirou um cochilo curto na sala de espera. Ele mesmo havia dito para não ir a lugar nenhum e só dormir. Mas, antes que pudesse retrucar, o leilão começou.
O leiloeiro no pódio bateu o martelo.
— Obrigado, caçadores, por comparecerem. Agora, vamos começar a Exposição do Artesão! O primeiro item é um acessório de grau S, na forma de brincos. Tem resistência a fogo, resistência a gelo e opções de aumento de força mental.
Hong Ye-seong, sentado numa cadeira estofada de um lado do pódio, estava de braços cruzados e cochilando. Quando o guarda-costas atrás dele sussurrou algo em seu ouvido, ele finalmente voltou a si e tirou o item de seu inventário. Era um par de brincos com gemas vermelhas.
Hong Ye-seong abriu os olhos sonolentos. Padrões dourados apareceram sobre suas pupilas.
Sem se virar, Lee Sayoung sussurrou.
— O Hong Ye-seong é o único artesão de grau S do mundo… Não é surpreendente que ele tenha as melhores coisas, mesmo que seja favorecido pelo sistema.
— …
— Aqueles são os Olhos da Avaliação.
Quando Hong Ye-seong roçou os brincos com os dedos, caracteres azuis parecidos com estrelas apareceram na gema vermelha. Os mesmos caracteres vistos no ingresso.
[Yìxīng]
O caçador que recebeu os brincos os colocou cuidadosamente sobre a mesa. Hong Ye-seong, perdendo o interesse, fechou os olhos e começou a cochilar de novo. O leiloeiro ergueu a voz.
— Com a gravação do artesão confirmada, vamos começar o primeiro leilão. O preço inicial é 1 bilhão!
Cha Eui-jae encarou a figura de Lee Sayoung, que não mostrava intenção de erguer a placa.
— 3 bilhões oferecidos. Agora vai aumentar em 500 milhões. 3,5 bilhões!
Conforme os itens eram gradualmente leiloados e algum tempo passava, Lee Sayoung ainda não havia erguido a placa uma única vez. Se não havia itens de que ele gostava ou se estava esperando por algo, não estava claro.
O leiloeiro, que ficara em silêncio por um tempo, sorriu misteriosamente. Sua voz antes animada e firme baixou sutilmente.
— Tenho certeza de que todos aqui sabem sobre os traços de Hong Ye-seong.
Finalizador de Prazo. Um traço estranho em que a eficiência e a velocidade do trabalho aumentam conforme o prazo se aproxima. As pessoas nos fundos começaram a se mover atarefadas.
— Até agora, o melhor equipamento que Hong Ye-seong fez foi de grau S, mas…
O que ele tirou de seu inventário foi…
— Apresentando a primeira arma de grau S+ feita por mãos humanas desde o Dia da Fenda!
Uma lança gigante.
Uma que é muito parecida com a que J usava.
As pontas dos dedos dele tremeram levemente. Pareceu que Lee Sayoung olhou para trás brevemente, mas Cha Eui-jae não conseguia tirar os olhos da lança gigante e de Hong Ye-seong, que a abraçava.
Depois de examinar a arma que fizera, Hong Ye-seong ergueu os olhos e escaneou o piso abaixo com seus olhos de avaliação. Pareceu que os olhos deles se encontraram por um momento porque…
— Leilão cancelado!
Ele de repente jogou a lança, se levantou, arrancou o martelo do leiloeiro e gritou. Enquanto a preciosa primeira arma de grau S+ rolava para fora do pódio, as pessoas gritaram. Ignorando-as, Hong Ye-seong ergueu a voz.
— Vamos recomeçar em duas horas! Aguardem na sala de espera! Peguem isto!
Então ele tirou um pó do bolso e o espalhou. O salão foi rapidamente engolfado por fumaça preta espessa, tornando impossível enxergar à frente. Os murmúrios das pessoas também pareciam engolidos pela fumaça.
— …
Só depois de ficar preso no silêncio é que Cha Eui-jae voltou a si. Ele olhou ao redor, mas não viu nada além de escuridão. A ansiedade subiu por seu pescoço. Onde estava Lee Sayoung? Precisava se juntar a ele, já que tinha o ingresso para a sala de espera…
Naquele momento.
— Cóóó.
Um som estranho veio do chão. Em meio à fumaça preta, onde nada podia ser visto, ali estava algo branco e liso… como um pássaro de aparência boba.
“O que é isso?”
Como se respondesse aos pensamentos de Cha Eui-jae, o pássaro abriu suas asas de porcelana e cantou alto.
— Có-có-ri-có-có!
“Que loucura, é uma galinha?”
Antes que percebesse, ele e a galinha haviam escapado da fumaça preta e estavam parados diante de um portão alto de muro de pedra. Além do muro, um telhado de telhas se erguia. Não era a Vila Hanok de Jeonju nem uma vila folclórica, então o que era aquela casa de telhas? Enquanto olhava ao redor atordoado, Cha Eui-jae cutucou o pássaro bobo.
— Ei, o que você é? Onde é isso?
— Có.
A galinha, como se respondesse, bicou o portão com seu bico rombudo. O portão se abriu totalmente, revelando um quintal amplo com grama e uma grandiosa casa de telhas. Num canto do quintal havia um grande forno.
E na varanda principal da casa de telhas, visível diretamente através do portão, Hong Ye-seong estava deitado de lado, apoiando a cabeça com o braço, chupando algo achatado e fino. Numa inspeção mais próxima, era uma barrinha de ginseng. Seus olhos se encontraram. Hong Ye-seong rapidamente se sentou e deu tapinhas no lugar ao seu lado.
— Você chegou! Venha aqui. Bom trabalho, Kkokko.
Apesar de ter acabado de causar uma comoção, agitando o martelo do leilão como um louco, espalhando pó para criar fumaça e sequestrando alguém com uma galinha de porcelana de aparência boba, a atmosfera era leve.
Esse cara… não é um lunático comum.
“Ele não é só um pouco louco.”
Enquanto Cha Eui-jae caminhava com cautela e parava diante dele, Hong Ye-seong deu tapinhas no lugar ao seu lado de novo.
— Aqui, sente do meu lado.
— Estou bem. Vou ficar de pé.
— Rápido, sente-se.
A galinha de cerâmica veio bamboleando, arrastando uma almofada azul. Então pulou da varanda e começou a bicar o tornozelo dele com seu bico rombudo. Cha Eui-jae, com medo de que o bico da galinha quebrasse, sentou-se na almofada. O sino de vento na ponta do beiral tocou com um som claro.
Hong Ye-seong, sentado com um joelho erguido, falou levemente.
— Desculpe por te trazer aqui assim. Mas estou com um pouco de pressa!
— Isso não é sequestro?
— Ei, vou te mandar de volta logo. Sequestro soa tão duro.
Hong Ye-seong riu de coração enquanto jogava a embalagem vazia da barrinha de ginseng vermelho para trás.
— Como devo te chamar? Devo só te chamar de secretário? A gente já se encontrou antes, certo?
— Nos encontramos brevemente no banheiro…
— É, é. Você é o secretário do Lee Sayoung, certo?
— Sim, isso mesmo. Pode me chamar de Secretário Kim.
— Certo, Secretário Kim.
Hong Ye-seong acenou a mão despreocupadamente, como se o nome não fosse importante.
— Então, é o seguinte. Ninguém pode entrar aqui sem minha permissão, então você pode dizer qualquer coisa à vontade. Esta é minha preciosa casa, que fiz com carinho. Só relaxe. Certo? Relaxe.
— …
Era arrepiante. Algo nessa preparação parece suspeito. Nam Woo-jin também o atraíra para uma floresta isolada sob o pretexto de um passeio antes de soltar uma bomba. Enquanto Cha Eui-jae calculava mentalmente a distância até o portão para uma possível fuga, ele foi assustado por Hong Ye-seong de repente empurrou o rosto para frente.
Cha Eui-jae instintivamente recuou. Padrões dourados intrincados apareceram sobre os olhos claros, quase loucos, de Hong Ye-seong. Os padrões pareciam crescer e encolher, com caracteres ilegíveis aparecendo e desaparecendo repetidamente.
A sensação era como uma faca raspando sua pele, mandando arrepios pela sua espinha. Cha Eui-jae cerrou os dentes e estava prestes a agarrar Hong Ye-seong pelo pescoço quando Hong Ye-seong, sem piscar, disse:
— Está no seu inventário, não está?
— …
— A coisa que eu fiz.
* * *
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Sikhye é uma bebida doce e tradicional da Coreia do Sul feita com arroz cozido e malte de cevada.
Ginseng é uma planta medicinal famosa por suas raízes carnudas.
* * *
↫。。⛧ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Flower&Yuki
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⚠️ Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com a realidade. ⚠️