↫─☫ Episódio 69
⚠️ Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com a realidade. ⚠️
𓆰𓆪Episódio 69𓆰𓆪 : Onde se Planta Feijão, Feijão Nasce
Estava tudo bem até o ponto em que ele o abraçou ousadamente. Não foi ruim que Lee Sayoung, quem Cha Eui-jae achava que o empurraria imediatamente, não o fez. Mas o problema era que não só Lee Sayoung, mas o corpo de Cha Eui-jae também enrijeceu, fazendo parecer que dois troncos sólidos estavam parados pressionados juntos.
O corpo de Lee Sayoung estava mais frio que a temperatura corporal normal. Quase como o de uma pessoa morta. De repente, a nuca de Cha Eui-jae ficou gelada. Ele mordeu o lábio. Sua boca ficou seca de nervosismo.
“…Não, o Lee Sayoung está vivo.”
Cha Eui-jae inconscientemente apertou o abraço e se concentrou no pulso batendo na nuca dele. Tum, tum, tum… Ele fechou os olhos, sentindo o pulso que batia de alguma forma rápido.
Toda vez que ele dava tapinhas e acariciava as costas de Lee Sayoung, conseguia sentir os movimentos tensos dos músculos bem definidos e ouvir as respirações baixas ocasionais. O cheiro doce. Os pontos em que o corpo de Cha Eui-jae tocava a pele pálida estavam esquentando levemente. Um sinal de vida.
Cha Eui-jae inclinou a cabeça levemente para ouvir o batimento cardíaco um pouco mais.
Bam!
Uma força forte empurrou seu ombro direito. Cha Eui-jae, que foi empurrado para trás quando foi empurrado, abriu os olhos bem largos. Lee Sayoung congelou na mesma posição, com a mão estendida. Suas pontas de dedos pretas se curvaram levemente.
Seus olhares se encontraram e se chocaram na distância criada entre eles. Os olhos roxos de Lee Sayoung estavam ligeiramente arregalados. Cha Eui-jae, que também ficou surpreso ao ver aquele que o empurrou parecendo mais perturbado, revirou os olhos.
“Será que eu o abracei por tempo demais?”
Seu ombro, empurrado pela mão de Lee Sayoung, doía levemente. Fazia um tempo desde que sentira esse tipo de dor, já que seu corpo raramente era ferido por qualquer ataque. Cha Eui-jae esfregou o ombro com a palma. O olhar de Lee Sayoung seguiu cada movimento que ele fazia atentamente.
Se tivesse sido qualquer outra pessoa além de Cha Eui-jae quem fosse empurrada, teria sido jogada na pilha de caixas. Seus ossos do ombro poderiam ter se estilhaçado. Deveria aconselhar Lee Sayoung a ter cuidado com sua força ao empurrar as pessoas? Ou deveria fingir estar mais machucado? Mas a expressão inquietante no rosto de Lee Sayoung tornava difícil dizer qualquer coisa.
Ele parecia… ansioso.
— …
Lee Sayoung, que havia empurrado Cha Eui-jae, apenas ficou ali parado, olhando vazio para ele. Não estava claro se seu último recurso havia funcionado.
Contudo, agora era mais importante apaziguar Lee Sayoung do que ensiná-lo ou derrotá-lo. Bem, pelo menos ele não acabou na pilha de caixas. Tendo chegado a essa conclusão positiva, Cha Eui-jae despreocupadamente escovou o ombro.
— Se sentindo melhor agora?
O ombro de Lee Sayoung estremeceu. Depois de um momento, ele cerrou o punho e retrucou sarcasticamente com um rosto sombrio.
— Você não tem capacidade de aprendizado?
Ele estava tentando superar isso bem, então por que esse cara estava de repente atacando sua inteligência? Cha Eui-jae, que estava sorrindo despreocupadamente, franziu a testa imediatamente.
— Ei, por que você está trazendo capacidade de aprendizado agora?
— Achou que foi anos atrás que você cuspiu sangue?
— Sangue?
Cha Eui-jae, franzindo a testa e relembrando as palavras, soltou uma exclamação curta. Lee Sayoung parecia estar se referindo à época em que ele havia vomitado sangue durante o contrato.
Graças ao traço “Veneno de Basilisco”, ele havia desenvolvido uma imunidade, então o veneno de Lee Sayoung não era mais uma preocupação para Cha Eui-jae. O que ele realmente estava preocupado…
Lee Sayoung continuou a zombar sem diminuir a distância.
— Se você cuspir sangue aqui, como você vai lidar com as consequências?
— …
— Por que você vai deixar a limpeza para mim também?
— …
— Mesmo que o antídoto não funcione…
— Ei, Sayoung.
Cha Eui-jae, que havia chamado Lee Sayoung sem pensar, fechou a boca firmemente. Não importa o quanto Lee Sayoung soubesse sobre Cha Eui-jae escondendo sua força, ele não podia revelar a existência do traço de antídoto para ele.
“É muito suspeito.”
Uma habilidade de grau S que pode desintoxicar imediatamente e construir imunidade. Mesmo se ele fosse um caçador escondendo seu poder, não seria suspeito demais de ouvir sobre isso?
— …
Um breve silêncio caiu. Lee Sayoung parou de retrucar e encarou Cha Eui-jae com a boca firmemente fechada.
Bem, era compreensível que ele estivesse surpreso, já que a pessoa a quem havia dado o antídoto quase morrera na sua frente por não conseguir suportar o veneno. Ele provavelmente lamentava ter desperdiçado o néctar… Ele continuaria pensando nisso. Cha Eui-jae deu de ombros.
— Não… realmente, está tudo bem. Seu veneno não é mais tão perigoso.
Cha Eui-jae falou a verdade, mas Lee Sayoung pareceu ainda mais insatisfeito. Ele, com as mãos nos bolsos, murmurou em voz baixa.
— Ah… e mesmo assim alguém cospe sangue desse jeito?
— Já disse que não é mais assim. Estou bem.
— Não pretendo lidar com um cadáver aqui.
Cha Eui-jae tentou retrucar, mas Lee Sayoung parecia desinteressado em ouvir. Em vez disso, ele silenciosamente tirou os ingressos registrados em ambos os nomes.
Quando Lee Sayoung rasgou as bordas de ambos os ingressos ao mesmo tempo, o entorno embaçou e afundou no chão, substituído por uma nova paisagem. Onde as caixas tinham sido empilhadas desordenadamente, agora havia um sofá longo e uma mesa. Onde as paredes escuras do beco cobertas de poeira, estava agora havia paredes limpas e luzes brilhantes.
Em um momento curto, eles se encontraram numa área espaçosa, parecida com uma sala de espera. Letras pretas apareceram uma a uma na parede branca bem forrada.
《Sala de Espera para Participantes da Exposição do Artesão》
[Criada pessoalmente por Hong Ye-seong.]
[Cada sala de espera é acessível apenas com um ingresso certificado.]
[Por favor, aguardem na sala de espera até o torneio começar.]
[Sair da sala de espera e causar problemas pode resultar em punição sob a Lei Especial dos Despertos.]
[Se um distúrbio parecer provável, evacue para uma sala de espera pessoal e contate o Departamento de Gestão dos Despertos ^^]
Por que riscar “sala de espera”? Enquanto Cha Eui-jae olhava suspeito para as palavras na parede e para a sala de espera recém-aparecida, Lee Sayoung, mais familiarizado com o lugar, apontou para o sofá.
— Sente-se.
— Para que serve esse lugar?
— Está escrito ali. Uma sala de espera.
Cha Eui-jae ainda parecia intrigado, então Lee Sayoung acrescentou uma explicação.
— A última exposição quase teve o prédio desabando.
— Por quê?
— Porque tinha um moleque sem modos.
Os abundantes registros de chat que haviam preenchido sua mente vieram automaticamente à tona. Todas as precauções listadas ali foram aprendidas por meio de experiência? Que tipo de campo de batalha era a última exposição?
E que tipo de pessoa o levaria a um lugar assim sob o disfarce de um encontro com ameaças? Enquanto Cha Eui-jae permanecia confuso, Lee Sayoung murmurou displicentemente.
— Disseram que iam nos isolar dessa vez… e fizeram um espaço separado assim. É tipo uma gaiola de hamster.
Segundo ele, da última vez que colocaram vários hamsters super-caçadores numa gaiola, o prédio quase desabou, e a exposição quase falhou. Então, dessa vez, decidiram por uma política de um hamster, uma gaiola.
Não esbarrar em outros era bom, mas ficar sozinho com o torto Lee Sayoung nesse lugar não era todo bem-vindo. Cha Eui-jae, ainda parecendo suspeito, sentou-se no sofá.
Lee Sayoung, cruzando os braços e encarando Cha Eui-jae, falou.
— Sua camisa.
— Hã?
— Tire.
Vendo-o gesticular para o seu ombro, parecia que ele queria checar o ombro que havia empurrado antes. Embora doesse intermitentemente, curaria naturalmente com o tempo. Cha Eui-jae não queria se despir. Ele balançou o braço exageradamente para mostrar que estava bem.
— Nem foi um golpe tão forte assim.
Lee Sayoung murmurou sombriamente.
— É melhor você tirar antes que eu faça isso eu mesmo.
Cha Eui-jae inconscientemente agarrou o paletó com força.
— Ei, você não tirou a máscara de gás antes.
— Isso é a mesma coisa?
— Qual é a diferença? Por que você não acredita em mim quando digo que estou bem?
— Ah, claro que vou acreditar nisso.
Embora Lee Sayoung estivesse zombando, seu olhar ainda estava fixo ao redor do ombro dele. Cha Eui-jae soltou sem pensar.
— Você está preocupado comigo?
— …
Lee Sayoung deu um passo à frente, estalando a língua. Sua mão preta agarrou o encosto do sofá. Ele olhou para baixo para Cha Eui-jae, que estava sentado no sofá, e, depois de algum tempo, respondeu.
— …De jeito nenhum.
— …
Depois de um momento, Lee Sayoung tirou a mão do encosto, puxou o celular e pareceu responder a uma mensagem de alguém antes de virar o corpo e caminhar em direção à porta.
— …Descanse aqui. Não pense em sair e ser notado por outros.
Rangido, bang! A porta se fechou firmemente. Cha Eui-jae encarou a porta por alguns minutos, mas não viu nenhum sinal dela reabrindo.
Cha Eui-jae finalmente exalou uma respiração longa e se espalhou no sofá. Ele devia estar bem tenso, sem perceber, já que seu corpo inteiro se sentia letárgico. Deixado sozinho nesse espaço, olhou quieto para o teto.
Embora o silêncio predominasse, não era inquietante. Talvez porque ele sabia que o espaço era seguro, uma sensação que ele não sentia há muito tempo o inundou. Estabilidade.
E de repente, uma pergunta que ele não havia considerado antes veio à tona.
“Por que o Lee Sayoung não está curioso sobre mim?”
As pessoas frequentemente o importunavam sobre suas habilidades sob o disfarce de melhor utilizá-lo. Elas queriam saber o que seus poderes podiam fazer, onde estavam seus limites, e exploravam tudo.
Mas Lee Sayoung nem fazia perguntas nem tentava utilizá-lo adequadamente. A essa altura, ele já teria percebido que Cha Eui-jae era uma pessoa capaz em um nível similar. Ele virou de lado e se deitou.
“Não é básico avaliar a outra parte antes de fazer um contrato?”
Era fundamental perguntar sobre habilidades e características, mas Lee Sayoung não mostrava interesse nesse tipo de coisa. Era como se ele precisasse da própria existência de Cha Eui-jae.
Cha Eui-jae abriu a mão direita e encarou a palma. Uma corrente dourada tênue brilhou fracamente. Ele cerrou e abriu o punho, mas a corrente dourada ainda brilhava ali. O pensamento que havia começado continuou a crescer.
“Será que ele sabe que sou J?”
Não, isso não podia ser. Se ele soubesse, já teria exigido algo em troca de manter o segredo. Mas Lee Sayoung não perguntava nada e simplesmente estabelecera a condição de não traí-lo.
“Então, por quê?”
Depois de escapar da fenda, Cha Eui-jae visava viver uma vida perfeita e comum, tranquila e pacífica. Uma vida em que vivia cada dia com afinco sem se envolver com monstros ou fendas. Mas essa vida modesta acabou sendo mais difícil de alcançar, deixando-o sem espaço para pensar em qualquer outra coisa por vários meses.
Mas, em algum momento, Lee Sayoung havia se enfiado nas lacunas bem ordenadas de sua vida diária. Como se ele também fosse parte dessa vida tranquila, ele ocupava um canto, e foi só agora que Cha Eui-jae percebeu isso.
A vida de Cha Eui-jae agora estava preenchida com Lee Sayoung. Ele ruminou sobre essa percepção por um longo tempo.
***
A figura sombria estava parada silenciosamente entre as pilhas de caixas no beco isolado, o mesmo local antes de o ingresso ser rasgado. Havia dois antes, mas agora só havia um. Seus olhos, perseguindo a poeira flutuando no ar, se voltaram para parede.
— …Certo, desculpe.
Os braços fortes que o haviam abraçado, o calor que o havia envolvido, a mão que havia acariciado repetidamente suas costas, o coração batendo quieto, o cabelo macio roçando sua nuca.
Cerrando os dentes, Lee Sayoung murmurou suavemente, sua voz ecoando no beco.
— Líder da Guilda.
Da sombra de Lee Sayoung, uma cabeça redonda espiou lentamente para fora. Era Um Pequeno Milagre Seo Min-gi, que deveria estar em uma viagem de negócios no exterior. Claro, ele apenas tocará na soleira do avião antes de se esgueirar de volta ao Departamento de Gestão dos Despertos.
Vestido num terno arrumado, ele saiu rastejando da sombra e ficou de pé, cruzando as mãos atrás das costas.
— Peço desculpas por estar um pouco atrasado. Tive que finalizar algumas tarefas.
— Relatório.
— Sim, primeiro, por favor, pegue isso.
Lee Sayoung pegou o tablet que Seo Min-gi lhe entregou. Quando ligou a tela, grandes letras góticas vermelhas o saudaram.
[Relatório de Rastreamento de J]
Enquanto Lee Sayoung encarava a tela, Seo Min-gi limpou a garganta.
— Então, vou começar o relatório.
* * *
↫。。⛧ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Flower&Yuki