↫─Capítulo 59
ᯓ ✈︎ Capítulo 59
Eu soube imediatamente o que Saheon hyung queria dizer. Aconchegado em seus braços, enquanto estávamos deitados de lado, meu corpo ficava completamente escondido pelo o dele. Minha pele formigava por onde seu olhar carinhoso passava.
Ele abaixou um pouco a cabeça, como se quisesse mostrar que nem mesmo um beijo seria descoberto. Mesmo no escuro, consegui ver o formato curvado de seus olhos. Era óbvio que seus lábios acabariam tocando minha testa ou minha bochecha. Para evitar o beijo, escondi o rosto em seu peito.
Ouvi a risada baixa de Saheon hyung. Sentia o calor de seu corpo, que naturalmente era mais quente que o meu. Ele tentou me beijar novamente, mas virei o rosto para o outro lado e desviei mais uma vez.
— Não vai me dar um beijinho?
Ouvi sua voz sussurrada. Era tão baixa que meus pais, do lado de fora, não conseguiriam escutá-la, mas eu a compreendi perfeitamente. Apertado em seus braços, minha resposta escapou entre os lábios, como se até minhas cordas vocais estivessem comprimidas.
— Não.
— Por quê?
— Ainda estou pensando com calma.
Cortei-o da forma mais fria que consegui. Saheon hyung, que havia rido baixinho, murmurou como se estivesse magoado, embora ainda houvesse riso em sua voz.
— Sério? Não posso mais beijar o Cheongmyeong?
Meu peito começou a coçar de um jeito estranho. Era como se alguém bem maior do que eu estivesse tentando fazer charme. É claro que aquilo era apenas uma impressão minha, algo que Saheon hyung negaria veementemente se soubesse.
Sentindo um formigamento da ponta dos dedos até os pés, curvei os dedos dos pés. Acabei esbarrando sem querer nos pés de hyung, que estavam quase encostados nos meus. Rapidamente, arqueei os pés para mostrar que não tinha sido de propósito.
— …Não vou fazer isso agora — respondi da maneira mais fria possível.
Eu tinha voltado para casa justamente para ter um tempo sozinho e pensar, ainda abalado por ter descoberto um lado do hyung que eu nunca havia conhecido. Mas ele continuava me impedindo de pensar em qualquer outra coisa.
Ele era o tipo de pessoa que ocupava minha mente só por existir, então aquilo estava além do meu controle. Respirei fundo e soltei o ar, como se quisesse tirar aquele peso dos ombros. O cheiro do hyung, preso em meus pulmões, era doce.
— Eu fiz alguma coisa para deixar o Cheongmyeong bravo?
Saheon hyung cutucou meu peito do pé com os dedos. Quando me afastei, ele se aproximou na mesma medida e curvou os dedos para prender os meus com firmeza. Com a sensação de estar acorrentado, só então entendi o que ele havia dito.
— Não estou bravo… não exatamente…
Fiquei atrapalhado, tentando responder enquanto lidava com aquela brincadeira repentina. Saheon hyung chegou a entrelaçar a perna à minha e brincar com os dedos dos pés.
— …Só estou um pouco chateado, não é nada demais.
Gaguejando, finalmente interrompi a brincadeira de forma brusca. Como se relutasse em me soltar, Saheon hyung ainda manteve minha perna presa entre as suas por alguns instantes, até finalmente parar. Mesmo depois disso, continuou com as pernas entrelaçadas às minhas.
Com a sensação de que nossos corpos poderiam se tocar a qualquer momento, puxei um pouco o quadril para trás. Era difícil me mover sequer um pouco, porque ele me segurava com tanta força. Olhei de relance para o hyung, mas não parecia que ele havia percebido.
Nossos olhos se encontraram quando ergui apenas o olhar. Já acostumado à escuridão, eu conseguia distinguir em detalhes a expressão dele.
Saheon hyung também ficou me olhando em silêncio por um tempo. Nem parecia piscar. Incomodado com a intensidade daquele olhar, desviei os olhos primeiro.
A mão do hyung, que até então me envolvia pelas costas, como se quisesse me impedir de escapar, moveu-se lentamente para cima e parou na parte de trás da minha cabeça. Os dedos que acariciaram delicadamente meu cabelo, levemente amassado por eu estar deitado, eram quentes e familiares.
— Sabe, Cheongmyeong… Fiquei pensando o tempo todo. O dia inteiro. Só em você.
Sua voz baixa, sussurrada, fez cócegas no meu ouvido. O calor subiu ao meu rosto, preso contra o corpo do hyung. Parecia que a temperatura quente dele havia passado para mim.
— Fiquei pensando no que eu poderia ter feito para você querer me deixar.
Levantei a cabeça de repente. Então ele abriu um sorriso brincalhão. Meu coração afundou ao ouvi-lo interpretar meu pedido de tempo para pensar como se eu tivesse terminado com ele. Mas logo percebi que Saheon hyung havia escolhido palavras que podiam ser interpretadas de várias maneiras.
Mantive os olhos na clavícula dele, exposta além da gola, enquanto baixava as pálpebras pela metade. As roupas que ficavam largas demais em mim pareciam ter sido feitas sob medida para Saheon hyung.
— Depois que cheguei a Hong Kong… continuei ligando para você. Quando vi sua mensagem, decidi voltar imediatamente, mas você não atendeu. Não sei em que estado de espírito eu estava quando vim para cá.
As palavras seguintes, foram tão doces que pareciam derreter meus ouvidos. A respiração profunda acompanhada de uma risadinha estava quente. Cerrei os punhos para suportar o formigamento constante nas pontas dos dedos.
— Não vai me dizer o que eu fiz de errado?
Saheon hyung sussurrou em tom suplicante. Com aquela voz doce tocando meus ouvidos sem parar e aquele jeito manhoso, senti que toda a minha razão e determinação desapareceriam se eu baixasse a guarda.
Abri a boca com firmeza, tentando colocar meus pensamentos em ordem e manter a calma.
— Hyung, você é… muito, muito…
— Eu sou muito o quê?
— …Você é muito pervertido…
Depois de dizer aquilo, fiquei em silêncio. Saheon hyung também não disse nada. Quando ergui os olhos, cauteloso, seu rosto parecia o de alguém que acabara de levar uma pancada na cabeça. A expressão de completa surpresa era algo que nem eu esperava.
Exceto quando me repreendia seriamente por alguma coisa realmente errada, Saheon hyung sempre fazia piadas e comentários provocadores com a maior naturalidade. Mas aquele jeito despreocupado havia desaparecido, e ele realmente parecia pego de surpresa.
— …Eu?
A resposta de Saheon hyung saiu um pouco trêmula. Depois de limpar a garganta com um “aham”, ele me encarou, sem saber o que dizer. Abriu e fechou a boca algumas vezes, como se não encontrasse palavras, e então se calou. Aproveitando o silêncio, comecei a explicar com calma.
— Quando você faz uma vez… acaba fazendo demais.
— Eu faço demais…?
— É constrangedor. Você me faz olhar no espelho… também me faz fazer por trás…
Os lábios do hyung se comprimiram em uma linha reta. Mesmo vendo aquela expressão, não consegui parar de despejar as coisas constrangedoras que estavam na minha cabeça.
— Você também fala umas coisas estranhas, dizendo que eu vou engravidar mesmo sabendo que não posso… perguntando se eu tomei anticoncepcional…
A mão que acariciava minha nuca foi desacelerando aos poucos. Mas, depois que comecei, as palavras continuaram saindo sem parar.
— Quando a gente faz… aquilo, você só usa palavras vulgares, e ainda joga seu esperma no meu rosto… me faz usar a boca, me faz chamar você de Capitão…
Enquanto falava, eu mesmo me surpreendia com a quantidade de coisas que precisava dizer a Saheon hyung. Continuei murmurando, mas, ao perceber o silêncio dele, fechei a boca com cuidado.
— Continue.
Saheon hyung falou como se estivesse perguntando o que mais havia, mas eu tinha discernimento suficiente para saber que não deveria continuar ali. Quando o encarei, ansioso, ele sorriu de leve, como se dissesse que estava tudo bem.
— Você parece um pervertido… um desviado sexual…
Eu me perguntava se estava mesmo tudo bem. Observando cuidadosamente a reação do hyung, terminei de falar em voz baixa.
— Eu fiquei com medo.
Por um momento, só ouvi a respiração regular de Saheon hyung. Nossa conversa havia cessado dentro do quarto, e, do lado de fora, chegava até nós o som baixo da televisão que meus pais assistiam.
Ele ficou em silêncio por um longo tempo. Meu corpo, mantido na mesma posição, ficava cada vez mais rígido. A mão que acariciava minha nuca desceu até meu rosto, envolvendo minha bochecha. Minha face ficou completamente apoiada em sua mão grande.
— Você ficou com medo?
Saheon hyung perguntou com a voz rouca. Assenti devagar, mas logo mudei para um movimento de cabeça negativo. Hyung soltou uma risadinha quase habitual.
— Não?
— Só fiquei com medo na vez que você me mandou te chamar de Capitão.
Murmurei como se estivesse me justificando. A expressão de Saheon hyung ficou ainda mais difícil de decifrar. Os dedos que seguravam minha bochecha se moveram com cuidado, como se estivessem pressionando teclas de piano. Seus dedos tocaram pontos sensíveis do meu rosto com delicadeza.
— Se estava com medo, devia ter pedido para eu parar.
Saheon hyung murmurou em voz baixa. Com o rosto ligeiramente abatido, soltou um suspiro profundo, então começou a brincar com meu lóbulo. Meus ombros se encolheram com o calor que tocou diretamente aquela região sensível.
— Eu pedi…
Reclamei baixinho. Saheon hyung ficou pensativo por um instante e soltou outro suspiro profundo.
— Da próxima vez, se ficar com medo de mim, dá um tapa na minha cara.
— O quê? Como eu poderia…
Uma voz incrédula escapou de mim. Saheon hyung, que segurava delicadamente meu lóbulo entre o polegar e o indicador, sorriu de leve.
— Você não precisa aceitar tudo o que eu fizer. Se não gostar de alguma coisa, me bate. Pode até me dar um chute.
— Mas isso é meio…
Murmurei baixinho e então fechei a boca com firmeza. Saheon hyung tirou a mão do meu lóbulo e acariciou lentamente minha nuca.
— Eu estou tentando aproveitar isso junto com você. Mas, se você não gosta, não deveríamos fazer.
— Aproveitar?
Murmurei, confuso. Eu não conseguia entender como uma situação em que um capitão e um comissário de bordo faziam sexo escondidos, fingindo ser passageiros de um voo, poderia ser divertida. Saheon hyung hesitou por um instante antes de oferecer uma explicação simples.
— É só vontade de experimentar algo diferente. Tipo médico e paciente, ou professor e aluno, esse tipo de coisa.
Como isso poderia ser possível? Precisei me esforçar para manter a boca fechada, pois ela parecia prestes a se abrir sozinha. Eu não conseguia entender como fingir ser outra pessoa poderia ser excitante.
— Isso é divertido?
Perguntei com cuidado. Saheon hyung sorriu em silêncio e deu leves tapinhas na parte de trás da minha cabeça. Percebendo aquilo como uma confirmação, tentei dar um exemplo mais específico.
— Então, numa brincadeira de médico e paciente, você fica excitado se o médico disser: “Paciente, você precisa de tratamento” e continuar interpretando o papel durante o sexo?
— …Nossa, essa foi longe.
— Não foi? É estranho, não é?
— …É. Quase ficou estranho.
Saheon hyung encerrou a conversa às pressas. Senti meu humor melhorar um pouco diante daquela admissão inesperadamente sincera. Os cantos da minha boca se ergueram.
— Então você está dizendo que fugiu para a casa dos seus pais porque ficou com medo de descobrir que eu tinha algum fetiche sexual estranho?
Havia algo esquisito na forma como o hyung havia colocado aquilo, mas confirmei em silêncio. De algum modo, admitir aquilo era constrangedor.
— Não vou fazer isso de novo, professor. Desculpe.
Saheon hyung respondeu em tom brincalhão, como um aluno, enfatizando o final das palavras. Quando ri baixinho, ele abaixou a cabeça como se quisesse fazer charme e esfregou a bochecha no meu ombro. Uma risada profunda encheu meus ouvidos. Depois, apoiou novamente a bochecha no travesseiro e perguntou em um sussurro:
— Você não vai me abandonar agora, vai?
— Abandonar você?
Sussurrei em uma voz aguda sem perceber. O som baixo da televisão ainda chegava do outro lado da porta. Finalmente lembrando onde estávamos, abaixei ainda mais a voz.
— Abandonar?
— Você disse que precisava de um tempo para pensar.
— Você nem me deu tempo para pensar.
A risada do hyung aumentou um pouco diante da minha reclamação. De repente, senti minha cintura ficar tensa por manter o quadril ligeiramente afastado. Quando me mexi nos braços dele para mudar de posição, ele me abraçou ainda mais forte.
— Eu não queria te dar tempo para pensar.
A sensação de nossos peitos se tocando por causa do abraço apertado era estranha. Quase tive medo de que meu coração, batendo cada vez mais rápido, pudesse ser sentido pelo hyung.
— Se o Cheongmyeong não está aqui, eu choro de solidão. Não aguento.
Meu coração quase derreteu diante daquelas palavras doces como açúcar. Tive que morder os lábios com força para não desmoronar. Saheon hyung sussurrou, com uma expressão um tanto sofrida:
— Não me deixe para trás de novo.
Uma estranha sensação de realização preencheu meu peito. Minha cabeça girava com as palavras do hyung, que sussurrava como se eu fosse a única pessoa importante para ele. Precisei continuar segurando minha razão, que parecia prestes a desmoronar.
— Posso te beijar agora?
Saheon hyung sussurrou baixinho. Mesmo no escuro, ele agia como alguém que sabia exatamente como parecer bonito. Tentei fingir indiferença e fiz um leve biquinho. Saheon hyung abaixou um pouco a cabeça e encostou os lábios nos meus, dando dois beijinhos rápidos.
— Haa…
Depois do beijo, ele soltou um suspiro profundo. Parecia quase um suspiro de alívio. Em seguida, voltou a me abraçar com força, a ponto de me deixar sem ar, mas logo afrouxou os braços para me dar mais liberdade.
Apesar de a cama king-size ser grande o bastante para nós dois deitarmos confortavelmente, estávamos grudados um no outro. Deslizei um pouco para baixo. O braço do hyung naturalmente serviu de travesseiro para mim.
— Sabe como eu fiquei quando você disse de repente que deveríamos terminar?
— …Eu não disse que deveríamos terminar…
— Eu vim correndo, preparado para me ajoelhar e implorar, seu bobo.
Saheon hyung apertou delicadamente meu nariz. Com o nariz tapado, murmurei com a voz anasalada:
— Mas como você soube que eu estava aqui?
— Segredo profissional.
Ele balançou de leve, algumas vezes, a mão que segurava meu nariz antes de soltá-lo. Com a sensação de que a cartilagem havia sido apertada, esfreguei de leve a ponta do nariz. Mesmo no escuro, ainda conseguia enxergar o sorriso do hyung. Então, ele sussurrou baixinho:
— É muito difícil namorar uma criança.
Meus olhos se arregalaram. Meu coração começou a bater muito mais forte do que antes. Na minha cabeça, apenas uma palavra flutuava: namorar.
Meu coração batia tão rápido que quase doía. Precisei morder a parte macia da parte interna da boca para conter à força aquela sensação estranha que tentava tomar conta de mim. Saheon hyung tocou de leve a ponta do meu nariz com o dedo e perguntou:
— Mas, se você não estava pensando em terminar, no que estava pensando?
— Ah, bem…
As palavras do hyung foram penetrando aos poucos na minha mente vazia, como se eu estivesse sonhando. Talvez por causa das coisas estranhas que ele havia dito antes, tudo o que Saheon hyung dizia agora fazia minha cabeça seguir por associações inesperadas.
— Eu pensei… que você tivesse enlouquecido…
— O quê?
Saheon hyung soltou uma risada incrédula. Eu já estava envergonhado por ter dito aquilo, mas, de repente, percebi uma coisa.
Abalado pelo lado desconhecido de Saheon hyung que havia descoberto, eu havia escolhido um lugar onde ele não estivesse para poder pensar sobre ele.
Mas o fato de agora conhecer sua verdadeira natureza não significava que eu havia deixado de gostar dele. Então, por que eu tinha ficado tão abalado? Consegui chegar à resposta passo a passo.
Eu não vinha alimentando uma espécie de fantasia sobre o hyung, que sempre considerei ser gentil e confiável? Não fiquei abalado justamente porque a realidade era diferente da imagem que eu havia criado de alguém de quem gostava e com quem queria namorar há tanto tempo?
A sensação era um tanto vazia, mas também revigorante, como desembaraçar um fio que estava todo enrolado. Fiquei olhando para o hyung, atordoado. A mão grande dele passou pelo meu cabelo. Senti os fios escorregando por entre seus dedos.
— Acho que não preciso mais pensar.
As palavras saíram da minha boca quase sem que eu percebesse. Saheon hyung ergueu as sobrancelhas. As palavras que eu ouvira dele antes haviam preenchido minha mente, não deixando espaço para nenhum outro pensamento além do fato de que eu gostava de Saheon hyung.
De repente, um pequeno pensamento surgiu: 《talvez tudo bem》. Antes que eu pudesse entender o que aquilo significava, minha voz trêmula já havia escapado.
— Porque eu gosto de você… então está tudo bem.
— Ah, Cheongmyeong.
De repente, perdi o ar. Saheon hyung me abraçou sem aviso. Pressionado contra seu corpo, pisquei, atordoado. Os lábios do hyung pousaram sem ordem por todo o meu rosto.
Nas bochechas, nos lábios, ao redor dos olhos, nos cantos da boca, nas têmporas — ele beijava qualquer lugar onde seus lábios alcançassem, fazendo pequenos estalos. Então sussurrou com uma voz que parecia dolorida:
— Acho que vou enlouquecer. Por que você é tão bonito?
Sua voz, muito mais baixa, carregava uma aspereza contida.
— Eu gosto tanto de você, gosto tanto de você, Cheongmyeong. Eu amo você, gosto tanto de você…
O hyung parecia alguém que já não sabia mais o que estava dizendo. Pequenos beijos acompanhavam cada palavra, como se ele não soubesse o que fazer consigo mesmo.
Meu rosto ficou vermelho antes que eu percebesse. Só então entendi o que havia por trás daquele “talvez tudo bem” que escapara de mim momentos antes. Na verdade, eu havia deixado uma frase incompleta.
《Desta vez, talvez tudo bem confessar ao hyung o que sinto.》
✈︎ જ⁀➴ Continua ✈︎ જ⁀➴
◆ Tradução, revisão e raws Nat ◆