↫─Capítulo 54
ᯓ ✈︎ Capítulo 54
— Hic…
Meu corpo inteiro parecia prestes a explodir em chamas de vergonha. Envergonhado e humilhado, fechei os olhos e soltei um soluço de partir o coração, mas atrás de mim, Saheon hyung apenas riu, como se estivesse satisfeito.
— Haha, uau, caramba. É ainda melhor do que eu pensava. Tô ficando maluco.
Murmurando em um tom que qualquer um podia ver que era de pura alegria, Saheon hyung parecia um verdadeiro pervertido. Suas palavras vulgares e seus olhos meio loucos só aumentavam o medo.
Sua mão grande acariciou minhas nádegas expostas, apertando-as. Não era o seu toque gentil de sempre, mas um aperto vulgar e descuidado. Minha visão, que já havia ficado turva antes, embaçou novamente. As lágrimas escorreram pelo meu rosto.
— Ugh… hic…
— Não chore.
Não era, de forma alguma, uma palavra de conforto. Saheon hyung parecia alguém que estava escancarando violentamente os desejos sexuais anormais que havia escondido até então. Como se aquela situação fosse incrivelmente divertida, sua voz soava alegre e, ao mesmo tempo, sinistra.
Meus braços, que sustentavam meu peso na penteadeira, começaram a doer. Mesmo com minha camisa comprida, eu não conseguia escapar do frio peculiar que parecia emanar do móvel. Com lágrimas escorrendo, olhei para o espelho com os olhos mal abertos.
— Você chorando me deixa com mais tesão. É muito patético.
— Hic… ugh… ha, ah!
Minhas nádegas arderam mais uma vez. Não era uma dor insuportável, mas o barulho e a força do tapa trouxeram um aperto repentino ao peito. O desespero tomou conta, transformando-se em lágrimas que passaram a correr sem parar.
— Ah, hic… hyung, hyung…
— Sr. Cheongmyeong.
A voz que usava termos de tratamento formais para se dirigir a mim era refinada, mas o que ela escondia era vulgar. O calor corporal que tocava minhas costas não parecia pertencer à pessoa que eu conhecia.
— Você deveria me chamar do jeito correto.
Fechei os olhos, soltando um soluço cortante. O Saheon hyung de hoje parecia determinado a me pressionar sem trégua, sem nenhuma piedade.
Os dedos dele penetraram dentro de mim. O toque dele espalhou o sêmen que ainda restava contra as minhas paredes internas, fazendo minha cintura se contorcer. Eu não conseguia parar a torrente de lágrimas e murmurei:
— Por favor, hic, por favor… hyung, ugh, Capitão, senhor, Capitão… ha!
Um pau grande invadiu meu interior de uma só vez. Sem aviso ou preliminares, a penetração repentina fez minha cintura enrijecer. Senti uma dor aguda que parecia atravessar meu corpo inteiro.
— Hic, hic… ha… ah…
Respirando de forma trêmula, soltei o ar. O impacto repentino que me preencheu fez meu corpo ceder, e quase perdi o equilíbrio, agarrando-me à borda da penteadeira. A penetração foi tão profunda que pude sentir os pelos pubianos ásperos roçando em mim. Era uma sensação familiar, mas isso não significava que eu estivesse acostumado.
Eu tremia inteiro, encarando-o pelo espelho. Saheon ergueu a mão e pressionou meus ombros como se quisesse esmagá-los.
Eu me sentia como um herbívoro colocado como presa diante de um predador. Saheon hyung, que me subjugou com um simples gesto, soltou outra risada sinistra. O sorriso que eu sempre achara gentil agora parecia apenas o de uma fera prestes a devorar sua presa.
— Mmm, engolindo direitinho.
— Hic, ha, hic…
— Não é a sua primeira vez, é?
Saheon hyung soltou palavras vulgares, puxou o pau para fora e o enfiou de volta com uma estocada seca e estalo alto. Meu osso pélvico bateu com força na penteadeira. Desabei, apoiando os braços no móvel. Meus movimentos de luta fizeram com que coisas como cera e gel de cabelo que estavam em cima rolassem para o chão.
— Ha! Ah, hic!
— Hã? Realmente, Sr. Lee Cheongmyeong… Um capitão do seu próprio voo te fodendo assim, hein?
A linguagem chula de Saheon era totalmente atípica dele, mas de um jeito bizarro aquilo me excitava. Eu precisava balançar a cabeça em negativa e chorar sem parar só para tentar abafar o fato de que meu corpo estava reagindo àquelas palavras vulgares.
— Sem recusar, sem frescura. Com essa carinha bonita, sorrindo e desfilando por aí… era exatamente isso que você queria o tempo todo, não era?
A cada respiração, palavra e frase, Saheon hyung investia com mais força lá dentro. Normalmente, o gel garantia uma inserção suave, mas tendo apenas o meu próprio sêmen, estava seco e áspero por dentro.
Por causa disso, um prazer bruto e desmedido despontou. Mas, ao mesmo tempo, o tamanho avassalador do hyung parecia capaz de me rasgar ao meio.
— Ah, ha, ha! Ah!
Minhas unhas arranharam a madeira da penteadeira. As estocadas violentas faziam meu corpo tremer com força.
A penetração por trás era mais profunda. A posição desconfortável comprimia naturalmente a parte inferior do meu corpo, enfraquecendo minhas pernas. Meus joelhos pareciam que iam ceder e balancei, fazendo com que Saheon hyung agarrasse minha cintura com as duas mãos e investisse com ainda mais ferocidade.
— Ha! Ha, haa! Ugh, hy, hyung, ah!
A mão grande apoiada na minha camisa estava quente. Eu tremi com um calafrio, mas a risada sinistra de Saheon hyung não parava.
— Erga a cabeça. Olhe com quem você está.
— Não, não, hic, hyung, ugh, hic!
Balancei a cabeça, soluçando. A gravata semi-frouxa pressionava desconfortavelmente a parte de trás do meu pescoço. Saheon hyung, que vinha xingando com a voz rouca, sussurrou:
— Shh, fique quieto. Vão ouvir lá fora. E se um passageiro curioso entrar?
— Ha, hic, ah…
Mordi o lábio. Eu sabia que era mentira, que ninguém estava ouvindo, que as palavras do hyung eram cheias de contradições, mas, por algum motivo, eu sentia vergonha de gemer alto.
Fechei os olhos com força, abafando os gemidos contidos. As lágrimas restantes caíam gota a gota. Meus olhos já ardiam, como se estivessem esfolados.
Saheon hyung, que vinha movendo minha cintura sem piedade, inclinou-se e jogou o peso nas minhas costas. Sua respiração bestial e rude alcançou minhas orelhas. Eu conseguia ver a aba do quepe impecável pelo canto do olho. Pressionado contra mim, Saheon hyung investiu ainda mais violentamente lá dentro.
— Ah, hic, hic… ah…
— Você vai estragar esses lábios bonitos.
O dedo do hyung escorregou entre os meus lábios firmemente apertados. Da minha boca aberta à força, gemidos reprimidos jorraram sem filtro.
— Ha, hic, ha, hyung, devagar, para, ah, haa!
— Tá fazendo manha? Hã? Você sempre.pre chama as pessoas de “hyung” quando estão te fodendo?
— Ah, ha! Não, não, ha, dói, hyung, dói, dói…
O prazer excessivo fazia com que eu quisesse que ele parasse, mas Saheon hyung investia com um gemido baixo e um baque seco. Os pelos pubianos ásperos roçando contra minhas nádegas machucavam. Soltei um gemido estridente e torci o corpo.
— Ah, ugh! Hyung, ah, Capitão… senhor, ah, por favor… ha, ha!
O dedo de Saheon hyung estava na minha boca, fazendo-me implorar de forma incoerente. Ironicamente, o dedo esfregando contra a minha língua trazia outra onda de prazer. Eu queria cerrar os dentes, mas estava com medo de machucar o dedo do hyung, então tremi e choraminguei.
— Ah, ugh… hic!
A mão grande de Saheon hyung, que acabara de sair da minha boca, cobriu-a inteira. Meus gemidos viraram sons abafados. Quando as lágrimas que escorriam pelo meu rosto tocaram a pele dele, o hyung pareceu ficar ainda mais excitado.
Aqueles sons abafados criavam uma atmosfera bizarra. Ele, que havia silenciado qualquer outra interrupção, continuou golpeando meu interior com os dentes cerrados. Quanto mais fundas as estocadas, mais eu tremia, prestes a atingir o ápice.
— Ugh, hic, hic…!
Meus braços, que vinham lutando para sustentar meu peso, cederam. Quase desabei, mas o peso de Saheon hyung impediu. No meu interior, que ainda convulsionava pelo orgasmo intenso, senti o pau ereto do hyung. Ele ainda não havia gozado.
Lágrimas quentes escorriam pelo meu rosto, alcançando a madeira da penteadeira onde ele descansava. Enquanto eu arfava puxando o ar, com o peito subindo e descendo, hyung retirou a mão da minha boca. O ar fresco finalmente preencheu meus pulmões.
— Ha, hic, ah… ah…
Saheon hyung retirou lentamente o pau de dentro de mim. Não senti nada escorrendo para fora. Mas eu sabia que ele ainda precisava gozar para que aquela encenação terminasse, e a incerteza disso trouxe uma nova onda de lágrimas.
Assim que ele se afastou por completo, meu corpo desabou, mas suas mãos agarraram minha cintura com firmeza, sustentando-me. Em um movimento bruto, ele varreu todos os objetos em cima da penteadeira para o chão.
Com um estrondo alto, os frascos e itens despencaram. Sem demonstrar qualquer esforço, ele me virou, levantou-me e ajeitou meu corpo para que eu ficasse quase deitado na penteadeira. Era uma posição incômoda; a frieza do espelho pressionava contra minha nuca.
Saheon segurou a base do meu pescoço e pressionou os lábios contra os meus. A língua dele, abrindo caminho entre minhas respirações ofegantes, explorou implacavelmente minha boca. Eu tentava acompanhar, mas meu fôlego era curto demais. Acabei dando tapinhas leves no ombro dele para mostrar que estava sufocando, e só então ele se afastou.
Diferente de mim, que arfava por ar como se tivesse acabado de correr uma maratona, Saheon hyung ainda exibia um olhar sinistro no rosto. Sua estamina inesgotável era assustadora. A palavra “pervertido” subiu até minha garganta, mas eu a segurei, temendo que algo pior acontecesse se eu a dissesse.
A mão do hyung foi parar na minha gravata lilás semi-frouxa. Com alguns movimentos hábeis, a gravata asfixiante se soltou.
《Acabou?》
Um débil vislumbre de esperança apareceu quando ele enxugou delicadamente meus olhos inchados. Ver o Saheon hyung retornar ao seu eu habitual me fez fungar e correr para me agarrar a ele.
Enquanto eu envolvia meus braços no pescoço dele, agarrando-me a ele como um coala, ouvi uma risadinha suave. Uma sensação repentina de alívio espalhou calor por todo o meu interior. Esfreguei o rosto, ainda com os olhos irritados, contra o ombro dele, deixando escapar um suspiro manhoso enquanto reclamava baixinho.
Saheon hyung, que havia abraçado minhas costas com um braço enquanto ria baixinho, afastou-se devagar. Com um toque leve, ele removeu meus braços do pescoço dele e perguntou com um sorriso malicioso:
— Com quem mais você fez isso? Você não é nenhum novato.
O alívio que havia tomado meu peito despencou num segundo. O calor que tinha chegado às pontas dos meus dedos virou gelo. Meu rosto se contraiu e encarei o hyung com os olhos cheios de lágrimas, mas ele ainda estava imerso no personagem do “capitão pervertido que assediava o comissário novato”.
— Sr. Lee Cheongmyeong, você simplesmente se agarra a qualquer um? Quem é ele?
Com uma mão, ele agarrou meu pulso e, com a outra, segurou minha gravata, começando a amarrá-la lentamente ao redor do meu pulso. Não doía, mas o medo de estar totalmente subjugado fazia as lágrimas caírem intermitentemente.
— É o comissário de bordo sênior?
O hyung usou um termo específico de cargo, mas eu não fazia ideia do que aquilo significava. O absurdo daquela situação e o sumiço do homem gentil que eu conhecia estilhaçaram o que restava do meu coração. Balancei a cabeça em negativa e solucei, mas ele apenas apertou o nó.
— Ou foi algum dos passageiros que não conseguia tirar os olhos da sua bunda?
A mão de Saheon hyung foi parar na minha calça. Ele puxou o moletom que estava embolado na altura dos joelhos e o tirou completamente, deixando-me apenas com a camisa dele. Minha garganta sufocada me obrigou a balançar a cabeça vigorosamente em negativa.
— Então quem é? Seu namorado? Você só faz isso com o seu namorado?
Hyung perguntou em voz baixa, mas eu estava ocupado demais chorando para conseguir responder, negando com a cabeça de forma desesperada enquanto minha visão se embaçava pelas lágrimas. Ouvi-o soltar um “Ah” travesso. Ele parecia ter virado alguma chave estranha, e o humor dele azedou de vez.
— Não?
— Não… hic, não, não, ugh…
— Aquele primeiro oficial alto, rico e bonito que te buscou da última vez não era seu namorado?
Balancei a cabeça freneticamente, olhando para Saheon hyung com um rosto molhado de lágrimas e cheio de indignação. Eu já estava dominado pelos soluços e, pelo jeito, o hyung estava prestes a fazer outra loucura.
Minha previsão estava certa. Saheon hyung agarrou meu pau completamente exposto. O toque brusco dele me fez soltar um ganido.
— Você nem tem pelos aqui embaixo. Sumiu tudo de tanto fazer safadeza?
— Ah, hic! Ah!
Ele agarrou meu pênis, que acabara de gozar, e o sacudiu, provocando uma onda de prazer violento. Tentei alcançar o braço dele, mas meus pulsos amarrados atrasavam todos os meus movimentos.
— Eu, eu não consigo, ugh, mais, ugh, não consigo, não consigo… Ah!
Me debati, me agarrando a Saheon hyung. As mãos cruéis dele pararam, mas, em vez disso, moveram-se em direção aos meus joelhos. Ele enfiou as mãos sob minhas coxas, abrindo minhas pernas ainda mais. A vergonha, viva como a de uma borboleta espetada num alfinete, lavou-me por completo.
Meus joelhos, dobrados para cima, tocavam meus cotovelos. Meus pulsos amarrados tornavam uma posição que já era desconfortável ainda pior. O hyung posicionou seu pau monstruoso na minha entrada, agindo como se pudesse me penetrar a qualquer momento.
Meu sêmen, que havia servido de lubrificante, há muito já tinha secado. Procurei desesperadamente entre as coisas caídas embaixo da penteadeira por um substituto, mas nada parecia utilizável. Mesmo que houvesse, era questionável se Saheon hyung, transformado em um pervertido sexual, usaria.
Olhei para Saheon com os olhos cheios d’água. Meus olhos pareciam inchados e vermelhos pelo fluxo constante de lágrimas. Minha cabeça latejava e minha garganta estava arranhando.
Quando nossos olhos se encontraram, ele deu um sorriso de canto, mas era completamente diferente do seu visual bonito de costume. Saheon hyung, que esfregava provocantemente seu pau ereto contra meu buraco, sussurrou com uma voz rouca:
— Acha que não aguenta?
— U-ugh… gel, loção, qualquer coisa…
Minha súplica foi uma frase quebrada, sufocada pela minha respiração ofegante. Se aquela coisa me penetrasse, eu tinha certeza de que seria rasgado ao meio. Lágrimas brotaram em meus olhos e balancei a cabeça repetidamente, expressando minha recusa. Ele cutucou a área ao redor da minha entrada com o pau e perguntou:
— O que foi? Você acha que não vai entrar?
— Não, não… ugh…
Pensando que ele finalmente pudesse me ouvir, solucei, ainda recusando. Saheon sorriu de novo, aquele sorriso distorcido e perverso.
Um arrepio desceu pela minha espinha de pura ansiedade. Simultaneamente, meu corpo foi erguido. Saheon hyung me colocou no chão, mas minhas pernas estavam abertas havia tanto tempo que desabei, enfraquecido.
Meus joelhos estavam dobrados como se eu estivesse ajoelhado, e eu me apoiava com os pulsos amarrados. Mas Saheon não me ajudou a levantar. Em vez disso, ficou de pé na minha frente, acariciando sem pressa a própria ereção, aproximando-se cada vez mais.
《Eu vou ter que enfiar aquilo na minha boca de novo?》
A lembrança de ficar sem ar da última vez trouxe outra torrente de lágrimas.
《Pervertido, lixo, depravado sexual!》
Minha mente girava com xingamentos para Saheon.
A barra da minha camisa ligeiramente longa cobria minhas nádegas. Com o rosto banhado em lágrimas, olhei para cima, para ele. Felizmente, ele não se aproximou mais. Justo quando um débil alívio me invadiu — ele não ia enfiá aquele monstro na minha boca —, Saheon começou a se masturbar bem na minha frente.
Minha boca ficou aberta em choque enquanto eu o encarava. A visão dele segurando o próprio pau enorme e movendo-o para cima e para baixo, se masturbando bem na minha frente, foi um golpe chocante na minha cabeça.
Ele só pode estar louco. Saheon finalmente enlouqueceu. Dominado pelo choque, eu só conseguia assistir, com os olhos arregalados.
— Ah, droga…
Saheon gemeu baixinho, com a cabeça jogada para trás. O rosto dele, mesmo com os olhos fechados, era inegavelmente bonito, mas quando ele olhou para mim de novo, parecia realmente insano.
Eu o conhecia havia vinte anos, mas aquela era uma visão completamente desconhecida e bizarra. Eu só conseguia fitá-lo, pasmo, enquanto ele continuava, os gemidos baixos acompanhando o enrijecimento do seu baixo-ventre. Quase instintivamente, fechei os olhos.
Logo, algo quente tocou meu rosto. Mais viscoso do que líquido, uma pequena quantidade acabou entrando pelos meus lábios entreabertos. A sensação pegajosa nos meus cílios me fez tremer como alguém em estado de choque. Pisquei devagar, com a visão embaçada.
Engoli em seco involuntariamente. O gosto inconfundível do sêmen dele desceu pela minha garganta, deixando um gosto estranho.
— Uau, caramba…
Eu era quem estava chocado, mas foi Saheon hyung que soltou uma exclamação de admiração quase maravilhada. Através da minha visão embaçada, vi-o tirar o quepe.
Ele o removeu e colocou na minha cabeça. O quepe ligeiramente grande encobriu metade da minha visão. Mesmo assim, eu ainda conseguia ver o pau dele, ainda meio ereto após o orgasmo.
— Uau… droga, caramba. Que tesão do caralho…
Saheon murmurou palavras vulgares, com o pau roçando contra a minha boca. Instintivamente fechei os lábios, mas parecia que ele não estava tentando enfiá-lo na minha boca. O pau coberto de sêmen roçou no canto da minha boca e na minha bochecha.
Minha mente atordoada começou a recuperar os sentidos. E no momento em que compreendi claramente a situação, lágrimas, mais dolorosas do que nunca, começaram a cair. Aconteceu sem que eu sequer percebesse.
Enquanto lágrimas silenciosas rolavam pelo meu rosto, diferente de antes, Saheon sentou-se às pressas e começou a me consolar. Minha boca, ainda aberta de choque, permaneceu entreaberta inconscientemente.
— Ah, Cheongmyeong…
A julgar pelo fato de que ele abandonou o tom de autoridade do joguinho perverso e usou meu nome de forma natural, parecia que Saheon havia voltado a ser o seu eu gentil. As lágrimas silenciosas caíam como uma torneira aberta. Vendo-me chorar em silêncio, ele pareceu levemente atordoado e gaguejou:
— Por que… por que você tá chorando…? Suas mãos… seus braços… estão doendo?
Como um pai de primeira viagem, Saheon tateou desajeitadamente para desamarrar a gravata que prendia meus pulsos. Uma sensação de formigamento me invadiu. Marcas vermelhas da gravata estavam impressas nos meus pulsos. Fitei-as, chocado.
Minha língua parecia seca por causa dos lábios abertos. Mesmo percebendo isso, eu não conseguia apagar a expressão de pasmo do meu rosto. Com o coração partido, lágrimas quentes desciam pelo meu rosto. Um alarme soava na minha cabeça.
— Qu-que… como…
Eu mal conseguia falar, com a voz sufocada pelos soluços. Como aquilo pôde acontecer? Minhas respirações ofegantes vinham acompanhadas de um único pensamento, quase devoto.
《Eu preciso sair de casa.》
✈︎ જ⁀➴ Continua ✈︎ જ⁀➴
◆ Tradução, revisão e raws Nat ◆