↫─Capítulo 53
ᯓ ✈︎ Capítulo 53
A mão ao meu redor no ombro apertou. Antes que eu pudesse sequer reagir, fui puxado bruscamente na direção dele. Sua pegada firme deslizou naturalmente para a minha cintura. Saheon hyung encontrou meus olhos no espelho, com um leve sorriso malicioso nos lábios.
Meu reflexo no espelho mostrava-me com a boca aberta, parecendo absolutamente pasmo. Mesmo depois de notar o pequeno espaço entre meus lábios, eu só consegui assistir às ações de Saheon hyung se desenrolarem.
A mão dele acariciando minha cintura parecia diferente. Uma sensação de humilhação, de estar sendo tratado como um brinquedo, corou minhas bochechas de um vermelho carmesim. Um sentimento estranho, como um fogo cintilando no meu peito, me invadiu. Com a voz trêmula, murmurei:
— Hyung, você é… um pervertido… Por que está fazendo isso…?
Pressionando levemente os lábios contra a minha têmpora, ele sussurrou, mal separando os lábios:
— Um pervertido?
A voz rouca dele me enviou arrepios pela espinha. Mesmo sob as luzes fluorescentes, os olhos dele brilhavam de um jeito meio selvagem. Instintivamente, eu sabia que ele estava fixado em algo… incomum.
— Eu gosto disso. Vamos tentar? Um pervertido assediando um comissário de bordo novato?
Minha previsão foi certeira. Minhas bochechas, que já estavam coradas, queimaram ainda mais, visíveis até para mim. A vergonha era avassaladora, mesmo só de imaginar. Tentei me afastar, mas a outra mão dele já havia circulado minha cintura.
A mão que me segurava por trás, puxando-me para perto, claramente tinha segundas intenções. Talvez por causa da palavra “pervertido” que ele acabara de usar, parecia que eu estava sofrendo assédio sexual de uma pessoa realmente desprezível.
— Não… eu… não… quero…
Resmunguei minha objeção. Saheon hyung, verificando minha expressão no espelho, riu baixinho e deu outro beijo na minha têmpora. Sua respiração quente tocou minha pele. Sua voz baixa fez cócegas na minha orelha.
— Não quer?
Ele soltou uma risadinha suave. A mão na minha cintura apertou. Assim que senti sua pegada poderosa, meu corpo girou. De repente, fiquei cara a cara com Saheon hyung. Perdendo o equilíbrio, agarrei instintivamente a penteadeira para me apoiar.
— Você está sendo assediado por um pervertido agora mesmo. Acha que ele vai ouvir se você disser não?
Mordi o lábio com força. Embora estivéssemos cara a cara, minhas costas estavam curvadas de forma acentuada. A pressão opressiva fez com que meu fôlego ficasse preso na garganta.
Rindo como se estivesse achando graça, ele parecia um verdadeiro lunático. A mão de Saheon hyung sobrepôs-se à minha, que agarrava a penteadeira, e depois moveu-se ligeiramente para trás. Sua mão agarrou o seu quepe de corte impecável.
Com uma facilidade prática, Saheon hyung ajeitou o quepe perfeitamente na cabeça. Ajustando a aba, ele encarnava exatamente aquela imagem “ascética e composta” que Choi Hyun-oh tanto descrevia. Apesar de estar com roupas confortáveis de ficar em casa, aquilo lhe caiu surpreendentemente bem.
Fiquei hipnotizado por seu rosto bonito emoldurado pelo quepe impecável. Saheon hyung riu. Com um único sorriso, a imagem ascética desapareceu, deixando apenas um homem com um olhar meio louco nos olhos. A mão dele sobrepôs-se à minha novamente, e ele sussurrou com aquela voz perigosamente sedutora:
— Você é um comissário de bordo recém-contratado, e eu sou o capitão que só está pensando em como te levar pra cama.
Meu corpo aqueceu. A temperatura do ar ao nosso redor parecia ter mudado. O rosto de Saheon hyung estava tão perto. Ele entrelaçou os dedos nos meus. Cada articulação de seus dedos, serpenteando ao redor dos meus, enviou arrepios pela minha espinha.
— Enquanto eu pensava em como te levar pra cama durante o voo… Tive uma ideia brilhante enquanto estava no banheiro… É um voo noturno, todos os passageiros estão dormindo e o serviço de bordo acabou, então eu tenho bastante tempo… Que tal se eu atraísse o comissário novato e ingênuo para o banheiro, dizendo que havia algo estranho lá dentro… e aí o capitão o devorasse?
A outra mão dele, que não estava entrelaçada na minha, ergueu suavemente meu queixo. Saheon hyung sorriu, com os olhos cintilantes.
— Certo, Lee Cheongmyeong? Tem algo estranho aqui dentro, não tem?
A voz dele mudou para um tom profissional. Sua voz de trabalho tornou o cenário fácil de imaginar. Minha respiração falhou. Meu pomo de adão subiu e desceu nervosamente.
— O-o que…?
— Olhe aqui. Não consegue ver?
Segui o olhar dele, mas não havia nada lá. Minha mão, presa na dele, tremeu levemente, como se quisesse escapar. Notando minha resistência, a pegada dele apertou.
— Ah!
Uma dor aguda arrancou um gemido de mim. A mão que segurava meu queixo moveu-se suavemente para a nuca. O toque quente na minha pele sensível fez meus ombros se encolherem. .
— Não consegue ver?
— Eu… não consigo… ver… nada…
Mesmo sentindo que aquilo era errado, dei por mim balbuciando uma resposta à pergunta insistente dele. Os olhos geralmente afiados de Saheon hyung suavizaram-se em uma curva mais gentil.
— É claro que não consegue.
— Ugh!
A mão que acariciava minha nuca desceu mais, agarrando minhas nádegas. O aperto firme, quase doloroso, fez-me dar um pulo.
— Droga, eu estava esperando pelo dia em que pudesse te foder. Sabia?
Os lábios de Saheon hyung cobriram meu gemido. Com um baque, meu corpo bateu contra a penteadeira. Assustado com a dor aguda, tentei me contorcer para me livrar, mas a língua dele invadiu minha boca, recusando-se a soltar. Ele invadiu minha boca, lambendo, sugando e mordendo com uma ferocidade completamente diferente de seu comportamento gentil habitual..
— Ah, ah, ugh, Hyung…!
— Fique quieto. Quer mostrar para todo mundo que o capitão está fodendo um comissário?
A voz dele estava cheia de tesão, parecendo quase o rugido baixo de uma fera. A visão aterrorizante daquele Saheon hyung desconhecido me enviou um arrepio de medo, mas uma excitação bizarra também formigou pelo meu corpo.
As mãos ásperas e urgentes dele tatearam a minha gravata frouxa. Ele a empurrou para baixo e jogou de lado, depois começou a abrir os botões da minha camisa. Depois de desabotoar alguns, ele afastou a camisa impacientemente, com os dentes afundando no meu pescoço.
— Hmph!
Uma dor aguda disparou através de mim. Quando virei o rosto para o lado, Saheon hyung agarrou meu queixo e me forçou a voltar. Seus dedos afastaram minha camisa aberta, esfregando suavemente o ponto ao lado da marca de mordida. Ele sorriu com malícia e perguntou:
— Cheongmyeong, você já estava fodendo com outro? Eu não sabia que você tinha um amante.
Seu tom ameaçador o fazia parecer uma pessoa completamente diferente. O calor subiu aos meus olhos marejados.
— Uh, uh, o que…
— Ou talvez tenha sido o gerente do escritório. O olhar daquele cara também era suspeito.
Saheon hyung resmungou como um louco. O gerente do escritório, o amante, o “outro”—tudo era invenção da cabeça dele, mas ele agia como se outra pessoa tivesse feito aquilo comigo.
— Pra— ugh!
— Shh. Fique quieto. Cheongmyeong precisa colaborar para podermos acabar logo, tá bom?
— Hyung…
Eu me agarrei às roupas dele, implorando. Uma sensação estranha fazia parecer que minha cabeça ia explodir. Saheon hyung pressionou as marcas que havia feito, perguntando:
— Foi o seu amante que fez isso?
— O Hy-hyung fez…
— O hyung?
Saheon olhou para mim com um sorriso brincalhão. Uma sobrancelha estava arqueada. Seu sorriso charmoso era parecido com o habitual, mas as palavras que saíam de sua boca não eram.
— Você acabou de me chamar de “hyung”?
Saheon hyung estava completamente imerso em seu papel de “capitão pervertido tentando forçar um comissário novato”. Ele parecia realmente insano. Meus olhos, cheios de calor, encheram-se de lágrimas.
— Você faz manha e chama os outros de “hyung” também?
— Não, Hyung…
— Você fica exibindo essa bunda bonita e nem percebe os olhares dos outros caras virando, né?
Sua raiva aparentemente genuína fez com que eu fizesse um bico e calasse a boca. A pressão de Saheon hyung, estivesse ele totalmente imerso no papel ou não, era imensa.
— Eu te criei tão bonitinho, e você fica flertando com outros caras?
— Não, eu não…
Minha negativa indignada foi esmaecendo. Eu só gostara dele, de mais ninguém… e eu não andava exibindo a bunda… Minha defesa não dita manifestou-se como uma expressão emburrada.
— Acho que você nasceu para provocar os outros, né?
Ele resmungou com rancor, pressionando os lábios nos meus antes de descer mais. Fiquei momentaneamente confuso com sua postura ajoelhada, mas a sensação das minhas calças descendo me assustou.
Saheon hyung usou os dentes com habilidade para abaixar minha cueca. Uma onda de tesão me invadiu quando sua respiração quente tocou meu pênis semierecto. A antecipação fez meu corpo tremer.
Usando seu quepe, Saheon hyung olhou para cima, para mim, e abriu a boca. Ajoelhado, ele encontrou meu olhar, com a mão segurando a base do meu pau, enquanto sua boca envolvia a glande.
A sensação úmida, quente e a visão estimulante me dominaram. Saheon hyung, franzindo levemente a testa, continuou olhando diretamente nos meus olhos enquanto movia a boca lentamente para baixo.
— …H-h-ah! Ha…!
Meu corpo inteiro tremeu como se tivesse sido atingido por um raio. Cobri minha boca aberta com a mão. Senti como se meu corpo estivesse desabando, e agarrei desesperadamente a borda da penteadeira.
Apesar do tamanho, que parecia grande demais para uma bocada só, ele o engoliu por completo sem nenhum sinal de dificuldade. Senti a ponta da minha glande tocar a úvula dele. Minha cabeça girou, e senti que estava prestes a gozar.
Saheon hyung estava chupando meu pau. E estava fazendo isso parecendo estar com seu uniforme impecável. A estimulação era tão intensa que parecia que eu estava assistindo a um filme pornográfico. Minhas pernas fraquejaram. Saheon hyung movia a cabeça lentamente para cima e para baixo.
A estimulação direta era avassaladora. A sensação de sua boca quente esfregando-se contra o meu pau, junto à sua sucção rítmica, estava me deixando louco. Quando ele chupou com mais força, senti que ia desabar, então usei minhas mãos errantes para agarrar a cabeça dele.
— Ah, ah, ugh, Hyung, Hyung, ugh…!
Levei a mão à orelha dele, preocupado em machucá-lo, e a usei para abafar meus sons. Estrelas brilharam diante dos meus olhos. Tomado pela excitação, lágrimas escorreram pelo meu rosto. Joguei a cabeça para trás, soltando um gemido abafado.
— Ugh, ugh, hmph, huh… Hyung, ugh…
O olhar dele de baixo para cima era intenso. Saheon hyung observava cada reação minha, sem nunca quebrar o contato visual. Dominado pela excitação e por aquele olhar sensual, soltei um grito silencioso e gozei.
Minha mente ficou em branco no pico do meu orgasmo. Meu corpo tremeu com tanta violência que desabei contra a penteadeira, percebendo tardiamente que eu havia gozado na boca de Saheon hyung. Ele se afastou um pouco, com um toque de desagrado no rosto, e cuspiu o sêmen branco na palma da mão.
— …Ha… Ha…
Fiquei arfando por ar, observando as ações dele. Saheon hyung endireitou o corpo.
— Vire-se. Fique de quatro.
Ele deu uma ordem simples e autoritária. Sua expressão inexpressiva revelava uma aura fria que geralmente ficava escondida atrás de seus sorrisos. Uma onda repentina de medo tomou conta de mim.
Foi porque eu tinha gozado na boca dele? Engolindo em seco, observei-o nervosamente. Meus olhos cheios de lágrimas tornavam os traços dele borrados.
— Hyung… Eu… desculpa…
Murmurei um pedido de desculpas. Mas Saheon hyung apenas ergueu uma sobrancelha em resposta. Ele devia estar bravo. Eu também ficaria se alguém acabasse de gozar na minha boca.
Saheon hyung encarou-me em silêncio. Incapaz de suportar seu olhar intenso, virei-me e me inclinei lentamente. Conforme instruído, curvei-me apoiado na penteadeira, virando o rosto para olhar para ele. Saheon hyung puxou as calças ainda mais para baixo.
Minha visão, já embaçada pelas lágrimas, estava turva. O ar tocando minha pele exposta enviou um arrepio de tensão através de mim. Um medo inexplicável fez meus ombros tremerem. Olhei para frente, e o reflexo de Saheon hyung no espelho estava inexpressivo.
A mão do hyung moveu-se em minha direção. Era claro que os dedos dele logo estariam sondando a abertura estreita. Mas a posição desconfortável — em pé, porém curvado — e a tensão irradiando de trás de mim fizeram meu corpo enrijecer.
Os dedos dele, lubrificados com sêmen, tocaram-me lá embaixo. Um arrepio disparou pela minha espinha, e eu me tensionei inconscientemente, encolhendo os ombros.
Então, ouvi um estalo forte contra minhas nádegas. A mão dele havia me atingido.
— Ai!
Não foi terrivelmente doloroso, mas meu bumbum ardeu. O choque emocional de ser atingido pelo hyung foi muito maior do que a dor física. Um suspiro agudo escapou dos meus lábios ligeiramente entreabertos.
Um rancor estranho brotou, mas engoli-o. O reflexo dele no espelho parecia aterrorizante.
— Relaxe. E, Cheongmyeong, você continua me chamando de “hyung” — quem é esse hyung, hein?
A voz dele era gélida. Ele parecia ainda preso em seu jogo pervertido de ser o “capitão”. Encarei Saheon hyung pelo espelho, com o rosto parecendo a própria imagem da miséria.
De repente, lembrei-me das palavras dele de mais cedo sobre interpretar papéis. Um tipo diferente de mal-estar revolveu-se no meu peito.
— C-C…
O som que escapou dos meus lábios foi um tremor patético. A vergonha e a humilhação faziam meu corpo tremer. Atrás de mim, ouvi a respiração quente e ofegante do hyung.
— …C-Capitão… fazer isso… aqui… não é… é errado…
Arfando por ar, com a respiração ofegante e irregular, apertei os olhos com força. As lágrimas escorreram pelo meu rosto.
✈︎ જ⁀➴ Continua ✈︎ જ⁀➴
◆ Tradução, revisão e raws Nat ◆
▪︎ Nada apresentado no capítulo se refere a situações reais.
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