↫─❀ Capítulo 02.3
Capítulo 2 Parte 3
O gramado foi rapidamente reduzido a uma bagunça de lama e grama sob os cascos pesados. Poc. Poc. O som dos cascos ecoava por todo o campo enquanto oito jogadores apostavam corrida com seus cavalos. No meio da briga, a equipe adversária desferiu uma tacada poderosa, a bola abrindo caminho por uma longa distância e passando pelo gol de Damian. Assim mesmo, foi um empate.
Os jogadores se realinharam, com os olhos fixos na bola. Damian conduziu a bola para a direita e, vendo um adversário bloqueando seu caminho, golpeou a bola e imediatamente girou, superando seu marcador. As duas equipes trocavam gols de um lado para o outro em uma luta feroz. O Lachlan estava determinado, mas seus adversários eram igualmente formidáveis.
A visão de Damian comandando o campo arrancou gritos de deleite de suas fãs femininas. Mas o homem que incendiava os corações delas estava muito mais focado no jogo do que no barulho da galeria.
Focado na bola, Damian balançou seu taco com toda a sua força em frente ao gol do adversário, mas um defensor experiente mandou a bola quicando para fora de campo.
— Ahhh… — Um gemido coletivo de decepção ecoou pelas arquibancadas.
Enxugando a testa encharcada de suor com a mão esquerda, Damian deu de ombros para Daniel e Anton, expressando sua frustração.
A partida recomeçou. Ambas as equipes colocaram cada gota de força em suas arrancadas, exercendo pressão e lutando pela vantagem.
Ppiiii—!
O primeiro chukker havia terminado. (Uma partida de polo consiste em seis chukkers, cada um durando sete minutos e trinta segundos.) O placar estava em 3-3, um empate. Seguiu-se um intervalo de três minutos. Os jogadores moveram-se para seus respectivos bancos, pegando toalhas com a equipe para enxugar o suor e engolindo água. Os cavalos, tendo corrido tão violentamente, ganharam um momento para descansar.
Os jogadores se reuniram para uma breve reunião de estratégia. Theo observava a fisionomia de Damian com atenção. Um toque de cor havia retornado ao seu rosto pálido, o que era uma pequena misericórdia.
Se algo acontecesse na frente de todas essas pessoas. Especialmente na frente daquele homem, seria catastrófico. Para sacudir seu pavor persistente, Theo balançou a cabeça de leve. Ele observou Damian engajado em uma conversa séria com seus companheiros de equipe, enxugando as próprias palmas das mãos suadas nas calças.
— O ímpeto deles não é brincadeira. Damian, eles parecem estar marcando você especificamente, então tente passar a bola para o Daniel o máximo possível. Daniel, fique pronto e garanta a bola não importa o que aconteça.
Ao comando de Anton, Daniel assentiu com confiança.
— Vamos tentar bloquear a defesa deles a partir desta posição. Não se agrupem. Se você vir uma abertura, apenas dispare a bola em direção ao gol.
Redistribuindo suas posições, Anton acrescentou: — Não podemos perder hoje. Estão me ouvindo?
— Ninguém gosta de perder. Deixe com a gente. — Lucas e Daniel gabaram-se de que não perderiam. Eles pareciam explodir em uma ansiedade para voltar ao campo.
Quando o intervalo terminou, os jogadores se alinharam. O árbitro checou o centro e lançou a bola.
Waaaaah—!
Com um rugido, as equipes avançaram. A competição foi feroz desde o início. Os Números 3 e 4, os defensores, moveram-se ocupadamente para garantir posições, enquanto os atacantes incentivavam seus cavalos em perseguição à bola. Tacos batiam no ar, e os cavaleiros passavam uns pelos outros com uma proximidade de parar o coração.
O jogo tornou-se cada vez mais intenso, de roer as unhas. Theo engoliu em seco, rezando para que Damian permanecesse ileso.
Mas a prece desesperada de Theo foi despedaçada em meros minutos. Na metade do segundo chukker, a equipe de Damian liderava por dois pontos. Aproveitando o ímpeto, Damian enviou a bola em direção ao gol adversário, pretendendo que Daniel finalizasse a jogada. No entanto, Daniel estava sendo firmemente espremido por dois defensores, tornando impossível para ele balançar seu taco sem golpear o cavalo de um adversário.
Enquanto três tacos se emaranhavam, a bola rolou para longe deles. Damian inclinou seu corpo para a direita, deixando seu taco pender baixo enquanto corria em direção à bola solta. Justo quando ele estava prestes a golpear, um adversário em pânico avançou em sua direção, e seus cavalos colidiram.
Hiiiinnggg!!! Assustada, Lucy empinou nas patas traseiras, soltando um relincho longo e agudo.
Aconteceu em um instante.
Damian, que já estava inclinado fortemente para a direita, perdeu o equilíbrio enquanto o mundo girava violentamente.
— Kyaaaaa!
— Ahhh!!!
Gritos rasgaram a arena.
Baque—!
— Larsen caiu! Ah! Ele está rolando imediatamente!
— Graças a Deus. Ele é um veterano! Damian Larsen tem anos de experiência no polo, então sua reação a esses incidentes repentinos é incrivelmente rápida.
O narrador e o comentarista narravam a cena freneticamente.
Ppiiii!!! O apito do árbitro estridulou. O caos irrompeu instantaneamente.
Nas tribunas VIP, o Duque de Enosh levantou-se num salto. Um árbitro na linha lateral correu para o campo para segurar as rédeas do cavalo agitado e empinando.
— Damian! Você está bem?!
— Damian!
Anton e Lucas pularam de seus cavalos e correram em sua direção. Theo, com o rosto branco de terror, avançou das arquibancadas.
— Estou bem. Só um pouco assustado. — Damian tentou acenar para que se afastassem e se levantar, mas foi de repente erguido no ar. Seu campo de visão mudou em um piscar de olhos.
— Hã?
— V-Vossa Graça?!
— Você está bem?!
Com o rosto como pedra, o Duque de Enosh havia pegado Damian no colo, em estilo nupcial.
— V-Vossa Graça! Por favor, me coloque no chão! Eu estou bem!
Não, o que há de errado com esse homem?! Damian soltou um grito silencioso, mais atordoado do que jamais estivera em sua vida. As expressões das pessoas reunidas ao redor não eram diferentes.
Clique. Clique. Clique. A cena impressionante foi capturada por incontáveis câmeras. Jornalistas e espectadores apontavam seus telefones para eles.
Ninguém havia imaginado que Damian e o Duque de Enosh, que estava de volta ao país há apenas um mês, seriam tão próximos. Claro, todos sabiam que eram parentes. Mas nunca houvera um único relato de Damian — cujos passos geralmente eram notícia — compartilhando qualquer tipo de intimidade com o Duque.
Eles se encontraram em particular? Cada pessoa assistindo compartilhava o mesmo pensamento, com os olhos transbordando de curiosidade. Theo, finalmente alcançando o campo, parecia igualmente atônito.
— Chamem uma ambulância! Há um médico aqui?! — o Duque rugiu, parecendo furioso enquanto caminhava em direção aos bancos.
— Eu sou o médico dele! — Theo gritou, empurrando a multidão.
A equipe médica estava sempre de prontidão no clube para tais acidentes. Ao comando do Duque, o gerente do clube desdobrou-se para chamar a equipe médica e uma ambulância. Acomodando Damian em um banco, o Duque permaneceu inclinado sobre ele, recusando-se a se afastar.
— Você está ferido? Dói em algum lugar? — Ele começou a verificar o corpo de Damian, suas mãos movendo-se sobre ele para encontrar sinais de dor.
— Estou bem. Não há nada de errado. Vossa Graça, estou realmente bem. — Damian tentou afastar as mãos dele gentilmente, insistindo que estava bem. Com tantos olhos sobre eles, ele não podia exatamente ser ríspido. Ele estava usando cada gota de sua paciência. No entanto, para os espectadores, isso só os fazia parecer ainda mais íntimos.
A multidão assistia com intensa fascinação. Sussurros começaram a se espalhar. Mesmo como parentes, o grau de parentesco deles permitia o casamento. Com seu status impecável e o fato de serem um Alfa e um Ômega, não era nem um pouco estranho que fossem próximos.
— Vossa Graça, por favor, afaste-se. Eu vou examiná-lo. — O momento em que Theo interveio, o rosto de Damian inundou-se de alívio.
— Qual é o estado dele? Ele está bem? — O Duque, afastado por Theo, perguntou com uma aura esmagadora de autoridade. Sua expressão rígida era tão feroz que Theo sentiu uma sensação de formigamento na nuca, como se um punhal estivesse apontado para ele.
— Estou bem. Theo, não dói. Não estou machucado.
— O que você quer dizer com ‘bem’?! Só fique parado.
Sendo o alvo direto do olhar intenso do Duque, Damian estava incrivelmente desconfortável.
— Onde dói? Sua cabeça dói? Tente mover as mãos e os pés.
Era difícil se concentrar com seus companheiros de equipe amontoados ao redor e sussurrando. Theo franziu o cenho. — Pessoal, por favor, silêncio!
— Não é como se fosse a minha primeira vez caindo de um cavalo, parem de fazer tanto barulho… Ai. — Enquanto falava, uma dor aguda disparou de seu tornozelo até a panturrilha. No momento em que ele soltou aquele pequeno clamor de dor, a expressão do Duque tornou-se ainda mais selvagem.
— Onde está aquela ambulância? Vocês realmente chamaram uma?
Diante da repreensão mordaz do Duque, o gerente do clube começou a gaguejar desculpas sobre como poderia levar algum tempo para ela chegar.
— Droga. É o tornozelo? Tire a bota.
— Não, está apenas um pouco rígido…
— Você vai continuar sendo difícil? Ou eu devo tirá-la para você?!
Diante da ameaça arrepiante, Damian não teve escolha a não ser remover seu equipamento de proteção e puxar a bota. Enquanto a bota roçava em seu tornozelo, um gemido escapou dele involuntariamente.
Damian estava agudamente consciente do olhar do Duque enquanto o homem permanecia ali com os braços cruzados, seu rosto uma máscara de fúria fria.
Por que você está sequer aqui? O que você pensa que está fazendo?
Mais do que a dor latejante em seu tornozelo, Damian incomodava-se com o homem que permanecia plantado no lugar como um pilar. Assim que a bota foi retirada, Theo ajoelhou-se para examinar o pé. A área ao redor do osso do tornozelo estava vermelha e esfolada. Parecia que ele o havia torcido durante a queda.
— Haa… O que faremos? Devemos cancelar a partida? — Anton, andando de um lado para o outro perto do banco, murmurou ao ver o tornozelo.
— A partida é mais importante agora?!
O rugido do Duque ecoou pelo campo. Aqueles que estavam por perto ficaram pálidos com sua pura intensidade.
— N-Não, não foi isso que eu quis dizer… — Anton começou a gaguejar.
— Tudo bem. Eu posso fazer isso. Anton, estou bem. Já tive lesões como esta antes, então não será um problema cavalgar.
— Que tipo de bobagem é essa?! Absolutamente não! — Theo, examinando o tornozelo, gritou.
— Não é como se o osso estivesse quebrado. É apenas uma torção…
Enquanto Damian tentava forçar um sorriso para mostrar que estava bem, o Duque, que estava parado um passo atrás, de repente deu um passo à frente.
— Um mero jogo é realmente tão importante? Você está ferido. Pare de falar bobagens e receba o tratamento em silêncio. Onde está aquela ambulância?! — Quando o Duque gritou novamente, a equipe médica local do clube veio correndo com uma bolsa de gelo.
Theo pegou a bolsa e aplicou-a ao tornozelo de Damian, lançando olhares furtivos para o terrível Duque.
— Capitão… O que faremos? Não temos jogadores suficientes…
— Temos que desistir? Ou devemos colocar o James?
— O James consegue dar conta? Ele não tem experiência…
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello