🧬 Capítulo 15
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Paraíso dos tolos (15)
Tendência rebelde…
Seokhwa nunca duvidara da própria identidade. Aquela era a primeira vez que ele questionava a Rainbow City. De repente teve a ilusão de que jogavam água fria em todo o seu corpo. Kwak Soohwan era seu escolta, mas era militar da Rainbow City e, pelas palavras do sequestrador, seu guardião. E se ele reportasse à cúpula a conversa que tiveram naquele dia?
Não devia acontecer. A suspeita de que quem matou Oh Yangseok fosse alguém de dentro parecia ser compartilhada por Kwak Soohwan. Nesse caso, isso também não era tendência rebelde? E Seokhwa mantinha as suspeitas abertas para todos os lados. Inclusive o sequestrador que dizia ser da nova religião Jardim do Éden.
O fato de eles terem em mãos o testamento de Oh Yangseok significava que havia alguém subornado no abrigo ou na polícia militar, ou então…
[Liberando.]
Seokhwa registrou a digital no próprio quarto e, só depois de entrar, escorregou até o chão. Depois cruzou os braços e abraçou os próprios ombros.
E se não for isso, será que a cúpula estava me testando?
Sabia que pensar até esse ponto era exagero. Sim, não fazia sentido. Sete militares da filial de Gwacheon tinham morrido. Mas Seokhwa sabia. Sabia sobre o doutor Wonho, do Abrigo de Yeouido, muito tempo atrás. E sabia também qual tinha sido o seu destino.
Na época, ele era um pesquisador recém-chegado ao Abrigo de Yeouido. E Wonho tinha idade próxima à de Oh Yangseok, e eles eram bastante próximos. Só que Wonho, ao contrário de Oh Yangseok, que cuidava bem das pessoas, não tinha um temperamento afável. Ele mal trocava palavras com os pesquisadores novos, e via com maus olhos Seokhwa, que vivia apresentando sintomas de anemia.
Mas um dia começou a correr um boato no abrigo: que o doutor Wonho fazia espionagem sob ordens dos rebeldes.
Ele não sabia de onde vinha aquele boato, e aquilo estava fora do interesse de Seokhwa. O boato foi se espalhando ao longo de alguns meses, e a polícia militar chegou a prender em flagrante o doutor Wonho em contato com rebeldes. Os rebeldes com quem Wonho se aliara eram gente com a ambição de tornar independente a Rainbow City, pertencente ao Estado integrado.
O Abrigo de Yeouido virou um alvoroço. Diante do fato de que Wonho, pesquisador-chefe, se aliou aos rebeldes, o doutor Oh Yangseok também passou por mais de uma semana de investigação rigorosa da polícia militar.
Quem redesenvolveu o soro da verdade chamado amobarbital, cujo uso já foi proibido, foi o próprio doutor Wonho, e ele confessou toda a verdade sob o efeito do soro que criou. Além disso, na época em que Wonho estava sendo investigado, os pesquisadores novos também foram convocados pela polícia militar, e entre eles estava Seokhwa.
“Escutem. O doutor Seok jamais seria. Eu garanto. Se investigarem esse rapaz inocente com rigor, ele pode morrer.”
Por incrível que pareça, foi como Oh Yangseok disse. E a polícia militar também achava que Seokhwa jamais poderia ser rebelde. Como poderia o mais frágil de todos, que desmaiava até no meio da refeição, fazer espionagem e se juntar a rebeldes?
Os demais doutores puderam sair depois de receber o soro da verdade, mas Seokhwa foi o único que saiu da sala de interrogatório da polícia militar sem que nada lhe acontecesse.
Depois do dia em que Wonho foi executado, Oh Yangseok voltou a beber, tendo largado a bebida. Ele lamentava por seu amigo tolo. Até então, Oh Yangseok tinha um enorme orgulho de ser cidadão da Rainbow City. Mas, após a morte do amigo, ele deve ter mudado aos poucos.
Ele deve ter passado a se perguntar sem parar por que o amigo se juntou aos rebeldes. O que faltava para ele trair a Rainbow City? Para obter resposta a essa pergunta, Oh Yangseok deve ter ido cavando cada vez mais fundo, e, como disse em seu último testamento, deve ter passado a sentir aversão à cúpula, que não desejava o desenvolvimento de um tratamento.
Não sei…
Murmurando, Seokhwa deslizou o corpo apoiado na porta e se deitou de lado. Queria pegar ao menos uma barra de chocolate para comer, mas não tinha forças nem para mover um dedo.
Do doutor Wonho ao doutor Oh Yangseok…
Era como se agora ele começasse a percorrer o mesmo caminho que eles trilharam.
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[Liberando.]
[Abertura forçada do alojamento do doutor Seokhwa, código 310.]
Alguém abriu a porta, e o corpo de Seokhwa, que adormeceu no chão, foi empurrado. Ele ergueu os olhos ainda sonolentos, empurrado pela porta. Três homens de uniforme militar olhavam para ele. Em seus braços havia braçadeiras com uma marca de águia que Seokhwa conhecia bem.
Aqueles eram a polícia militar de Rainbow City.
— Doutor Seokhwa, tocamos a campainha e não houve resposta, então abrimos à força. Perdoe a descortesia.
— …Tudo bem.
— Se já recobrou os sentidos, precisa nos acompanhar.
Ele desconfiou. As preocupações do dia anterior tinham virado realidade naquele dia? Mas a expressão de Seokhwa era a de sempre. Dois policiais militares se aproximaram e ergueram seu corpo.
— Posso tomar banho antes de ir?
— Sim, aguardaremos.
Como não o arrastaram de imediato, aquilo talvez não fosse um assunto tão grave quanto imaginava.
Seokhwa tirou uma barra de chocolate da gaveta e a comeu para se recompor melhor. Enquanto comia com calma, viu que os policiais militares se entediavam, mas ele foi repondo o açúcar devagar. Foi ao banheiro, tomou banho com água fria, escovou bem os dentes e, ao sair, os policiais militares já seguravam a porta esperando, como quem manda ele sair logo. Por último, tomou três comprimidos de reforço físico, um a um, e molhou a garganta com água.
Seokhwa seguiu a polícia militar até o elevador e desceu ao terceiro subsolo. Originalmente era usado como estacionamento, mas depois de reformado estava dividido em escritórios da polícia militar, salas de interrogatório etc. Fazia muito tempo que Seokhwa não ia até ali. E a atmosfera opressiva continuava sendo algo a que não se acostumava.
Passando por vários escritórios, viu-se ao fundo uma porta de ferro. Ao ver a placa escrita “Sala de Interrogatório”, as pálpebras de Seokhwa tremeram algumas vezes. Não havia por que ter medo. Nem do que se apavorar. Ele não se juntou aos rebeldes, apenas tivera dúvidas sobre a morte do doutor Oh Yangseok.
— Entre.
A pesada porta da sala de interrogatório se abriu e Seokhwa entrou sem hesitar. Lá dentro havia várias salas com portas de ferro. Seokhwa foi empurrado para a chamada Sala de Interrogatório 3. O interior era dividido, tendo um espelho falso ao centro, entre sala de espera e sala de interrogatório. Olhando para além do espelho, do lado onde havia microfone e gravador de imagem em funcionamento, via-se um homem sentado. Seokhwa foi empurrado mais uma vez pela porta ao lado.
O homem que aguardava dentro se levantou com o rosto iluminado.
— Chegou, doutor?
Visto de dentro, o espelho falso apenas reflete como espelho o homem e ele mesmo. A platina do homem que se aproximou para apertar sua mão era prateada.
— Sou o major Yoo Jeonggyeong, da polícia militar.
— Sou Seokhwa, do setor de pesquisa.
Seokhwa apenas olhou para a mão estendida e foi direto para o que parecia ser sua cadeira. Puxou a cadeira dura, sentou-se e pousou as mãos sobre as coxas.
Na nuca do major Yoo Jeonggyeong havia uma tatuagem de águia idêntica à marca da polícia militar. Se chegava a desenhá-la no corpo, certamente tinha um orgulho enorme da unidade a que pertencia.
— Já se alimentou? Se ainda não, mando trazerem comida.
— Comi uma barra de chocolate.
— Haha, uma barra de chocolate.
Yoo Jeonggyeong ergueu apenas os cantos da boca num sorriso, como quem pergunta “isso lá é comida?”. O major, sentado à sua frente, girou uma pasta que estava sobre a mesa e a colocou diante de Seokhwa. Olhando para baixo, estavam registrados em detalhe os horários em que ele acessara a Mother, junto com o que ele reportou a Lee Yeontae.
— O senhor deve ter se assustado ao ser chamado de repente à sala de interrogatório.
— Não me assustei.
Haha, entendo. Yoo Jeonggyeong lidava com Seokhwa com um sorriso falso.
— Não há motivo para preocupação. Só o trouxemos aqui para organizar melhor as coisas. Afinal, é o pesquisador-chefe da nossa Rainbow City, não podemos tratá-lo mal.
— Podemos prosseguir.
Yoo Jeonggyeong já interrogou incontáveis militares, pesquisadores e rebeldes. Em geral as emoções transpareciam no rosto ou nas atitudes, mas com aquele doutor à sua frente era difícil perceber qualquer coisa. Ele não parecia nem realmente assustado nem inquieto.
Mesmo quando perguntou pelo rádio aos policiais militares como estava a situação quando invadiram, só ouviu que ele não apresentara nenhuma reação particular.
— Ontem deve ter sido duro para o senhor. Foi sequestrado de repente. E estava acompanhado de Lee Chaeyoon, Yang Sanghoon e Kwak Soohwan, o orgulho do Abrigo de Yeouido, a chamada Unidade Invicta, e o carro em que o senhor estava tombou, certo?
— Sim.
— Quem dirigia era o major Yang Sanghoon. E é muito curioso que ele não tenha conseguido desviar do carro que veio para cima. E não só isso: por mais que o carro tenha tombado, com três de classe S ali, perderem o senhor bem diante do nariz? Claro, o senhor diz que desmaiou, então não soube da situação.
Não me diga que eles estão suspeitando da Unidade Invicta?
Seokhwa teve a intuição de que dali em diante devia poupar ainda mais as palavras.
— O senhor foi sequestrado e levado para um lugar chamado Motel Honey, e foi resgatado por GPS. O senhor disse que não viu o sequestrador, certo?
Precisava responder bem. No dia anterior disse que não o encontrou, se voltasse atrás agora, as suspeitas poderiam recair sobre ele.
— Eu ouvi a voz do sequestrador.
Yoo Jeonggyeong franziu o rosto.
— Mas ontem o senhor disse claramente que não o encontrou.
— Por causa da concussão, houve confusão na minha memória.
— …
Yoo Jeonggyeong entrelaçou as mãos e as pousou sobre a mesa. O sorriso de cortesia sumiu por completo, e ele fez um olhar cortante como o de uma águia que observa a presa lá do alto.
— Continue falando.
— O sequestrador mencionou a morte do doutor Oh Yangseok. Na verdade, minha memória ainda está confusa e não me lembro em detalhes.
— Ei.
Uma voz grave, cheia de ameaça, o atingiu. Seokhwa ergueu os olhos baixos e encarou o major da polícia militar.
— Dizem que você é inteligente. Um gênio. Então por que sua memória fica confusa?
Seokhwa fechou os olhos devagar e os abriu.
— O fato de eu ter tido uma concussão leve foi confirmado ontem na sala de exames. Claro que a memória fica confusa.
— E um cara desses tenta acessar documentos confidenciais da polícia militar?
— Porque eu tinha nível para consultar documentos confidenciais. Mas ontem não foi possível. Quem bloqueou?
Seokhwa perguntou sem alterar o tom. Se colocasse força ao falar, sentia que a energia acabaria rápido.
— Doutor Seokhwa. Como o senhor não é honesto, gera desconfiança, por isso bloquearam.
Yoo Jeonggyeong estendeu a mão e puxou um carrinho de metal que estava ao lado da mesa.
Sobre o carrinho havia facas, alicates e afins, aparentemente para intimidação. Como havia sangue escuro coagulado neles, talvez não fossem simplesmente para intimidar. Na segunda prateleira do carrinho de três andares estava o soro da verdade desenvolvido pelo doutor Wonho, ainda em uso.
— A cúpula não desconfia do doutor Seokhwa, mas, como o senhor sabe, respostas ambíguas não são o que a cúpula quer, certo? Disseram que, se necessário, eu poderia aplicar o soro da verdade. Mas, doutor, o senhor é tão frágil que eu tenho medo de você bater as botas se tomar isso, e nem posso aplicar à toa.
— Pode aplicar. Eu só falei a verdade.
Bam! Yoo Jeonggyeong bateu com força na mesa. Então puxou à força o braço de Seokhwa e o fixou sobre a mesa. Seokhwa não resistiu.
— Quão frágil você é pra falarem que morre? Mas, doutor, a vida humana é bem mais dura do que se pensa. Não morre tão fácil assim.
Eu também sei. É por isso que continuo vivo até hoje.
Seokhwa engoliu por dentro a resposta irônica. Yoo Jeonggyeong pegou a solução de amobarbital e enfiou a agulha. Ergueu o êmbolo e aspirou uma quantidade abaixo da dose letal.
Por que a polícia militar estava indo tão longe? Quem foi sequestrado foi ele, porque estavam desconfiando e o acusando?
Depois da morte do doutor Oh Yangseok, ele veio ao Abrigo de Yeouido, e a cúpula, segundo se dizia, bloqueou o contato entre ele e o doutor. E, assim que chegou ali, ele foi à casa de Oh Yangseok… Talvez já desde então tivesse atraído as suspeitas da cúpula.
Era como se dissessem: sabemos que quem te sequestrou é o Jardim do Éden, então confessa. Mas ele já não contou a verdade sobre a conversa com o sequestrador nem a Lee Yeontae.
Era como estender a perna para dar um passo à frente e encontrar um laço à espera. Quando Yoo Jeonggyeong aproximou a seringa de seu braço, Seokhwa abriu a boca:
— Desinfete primeiro. E eu mesmo aplico.
— Ah, é? É por isso que eu odeio pra caralho esses desgraçados que se dizem doutores. Aceita o que enfiam em você e cala a boca.
Cravou a agulha no meio da dobra do cotovelo e empurrou o êmbolo.
Zás, Yoo Jeonggyeong jogou a seringa usada no chão, agarrou Seokhwa pela gola e o esmagou contra a mesa. Com o impacto, ele tossiu.
— Releve a brutalidade, doutor. Já o fato de você ter vindo parar na minha sala significa que os de cima mandaram não pegar leve. É que eu sou bem bruto. Vamos esperar só um pouco até o efeito subir.
— Não consigo respirar.
Como ele pressionava suas costas com a mão, ele realmente sufocava.
— Hã?
O sujeito aproximou o rosto e cochichou que ele repetisse.
— O doutor tem um cheiro bom, hein? Deve ser de comer só coisa boa e crescer confortável. Eu, porra, esperando aqui, e você ainda foi tomar banho? Não, mas, depois de receber todo tipo de tratamento bom, por que você quer se meter com rebeldes?
Outro qualquer teria se debatido de indignação dizendo que jamais fizera isso. Claro que, como dissera Kwak Soohwan, ter dúvidas sobre a cúpula já podia ser ideologia rebelde.
— E aí, como está? Dizem que aumentaram a velocidade de ação disso. Isso também foi feito por vocês, doutores, né?
— …
Yoo Jeonggyeong agarrou os cabelos de Seokhwa e ergueu sua cabeça. Como era de esperar, o rosto estava não só branco, mas azulado.
— Hein? Aconteceu o quê ontem? Vamos sair bem dessa, hein? Sabe? Faz bastante tempo: quando eu era um tenente novinho na polícia militar, eu enfiei um furador na coxa do doutor Oh Yangseok umas vinte vezes. Nossa, aquele velho era teimoso pra caralho. Como é mesmo o nome, aquele velho que foi executado por fazer papel de rebelde? Wonhyo? Ah! Wonho! Quando a gente interrogou aquele velho, sabe como foi que…
— Major Yoo Jeonggyeong.
Seokhwa o chamou ainda com os cabelos presos.
— Hã?
— Minha cabeça está latejando.
O sujeito, que tinha enrijecido a expressão, riu baixinho e soltou seus cabelos. E o sentou direito na cadeira, ainda ajeitando suas roupas.
— Se o doutor diz, então eu solto. Vamos, agora vamos do começo de novo? O que você conversou ontem com o sequestrador?
— …O sequestrador me mencionou a morte do doutor Oh Yangseok. Na verdade, minha memória ainda está confusa e não me lembro em detalhes.
— Ah, é mesmo?
Devia ter ficado irritado, porque franziu o nariz algumas vezes.
Alguém que dizia não se lembrar bem repetindo a resposta sem mudar uma sílaba devia ter lhe dado a sensação de estar sendo zombado. Yoo Jeonggyeong esperou com calma, engolindo a raiva, até o efeito do remédio subir mais. A dose aplicada em Seokhwa era suficiente para fazer até um elefante representar com o corpo tudo o que tinha feito no dia inteiro.
— O que você conversou ontem com o sequestrador?
Os cantos dos olhos de Seokhwa estavam mais caídos que o normal, mas a expressão continuava a mesma.
— Preciso repetir? O sequestrador me mencionou a morte do doutor Oh Yangseok. Na verdade, minha memória ainda está confusa e não me lembro em detalhes.
Haa, ele umedeceu com dificuldade os lábios ressecados e engoliu a saliva. Yoo Jeonggyeong também deve ter percebido que algo estava dando errado, porque de repente trouxe uma garrafa de água e a pousou diante de Seokhwa. Sentiu-se até desconcertado ao ver que, mesmo tendo recebido o soro da verdade, as palavras não mudavam nem um pouco.
— Doutor Seokhwa. Ai, porra. Não é isso. Você foi procurar o Kwak Soohwan também de madrugada. Hein? Acha que eu não sei que vocês estão aprontando alguma coisa esquisita? O que vocês fizeram? Hein?!
Havia ordem da cúpula para investigar Seokhwa, mas ele nunca recebeu autorização para acuá-lo até aquele ponto. Só que Yoo Jeonggyeong já vira incontáveis pessoas com tendências rebeldes.
Que Seokhwa tivesse mudado a versão sobre o encontro com o sequestrador, e que andasse fuçando o rastro do doutor Oh Yangseok, era tudo suspeito. E ele também esperava bastante pela sorte de poder amarrar junto aquele desgraçado do Kwak Soohwan, que era um espinho no seu olho, e mandar os dois de uma vez.
— O que vocês fizeram, porra?! Vocês não estavam tentando se juntar aos rebeldes, como o Wonho e o doutor Oh Yangseok?!
— O doutor Oh Yangseok se juntou aos rebeldes?
Foi Seokhwa quem perguntou de volta.
BAM!!!
A porta ao lado do espelho falso foi arrancada por um chute de alguém e ficou pendurada.
— O senhor não pode entrar agora!
— Major!
Os policiais militares tentaram impedir, mas dentro daquele abrigo não havia ninguém capaz de deter aquele homem. Kwak Soohwan ergueu os policiais militares que bloqueavam o caminho e os arremessou contra a parede.
— Diga seu posto e nome, desgraçado. Quem te deu permissão pra levar o doutor Seok?
— Posto e nome? Mas nós já nos conhecemos muito bem. Major Kwak Soohwan, que história é essa de “desgraçado”? Não sei o que veem de tão bonito num sujeito que só sai por aí saqueando bar.
Quem sempre cuidava de Kwak Soohwan toda vez que ele arrumava problema era justamente Yoo Jeonggyeong. E toda vez Kwak Soohwan não se lembrava dele. Mais precisamente, fingia não se lembrar para irritá-lo.
Qualquer outro já teria apodrecido anos na solitária, mas a cúpula fazia vista grossa aos atos de Kwak Soohwan alegando ser ele um capacitado de classe S. Para Yoo Jeonggyeong, aquilo era terrivelmente enfurecedor. Enquanto ele fazia todo tipo de trabalho sujo para proteger a Rainbow City…
— Levanta.
Kwak Soohwan agarrou o braço de Seokhwa.
— Major Kwak, dessa vez, mesmo sendo você, não vai passar batido.
Crac, ele baixou os olhos para o frasco quebrado sob seu pé. Ao perceber que era um tipo de soro da verdade, exibiu um ar ainda mais feroz.
— E então. O que você conseguiu injetando até isso nele?
— Eu ia descobrir a partir de agora, mas você chegou.
Seokhwa, ainda preso por Kwak Soohwan, respondeu olhando para Yoo Jeonggyeong:
— Já posso responder?
Ao murmúrio de Seokhwa, os olhares dos dois militares se voltaram para ele.
— Você perguntou… o que eu fui fazer no quarto do major Kwak Soohwan, não foi?
— Doutor Seok, fica quieto por ora.
Como ele tinha recebido soro da verdade, não se sabia que palavras sairiam, por isso ele ergueu o corpo dele e o abraçou. Seokhwa continuou, ainda encarando Yoo Jeonggyeong, e falou com naturalidade:
— …Fui fazer aquilo.
— O quê?
Sem ter ouvido a parte importante, Yoo Jeonggyeong empurrou a mesa e se aproximou. Esperando que saísse uma frase capaz de acabar com os dois.
— Fui… beijar.
Seokhwa repetiu, sem qualquer força no corpo. E, de qualquer forma, independentemente do objetivo, o que Seokhwa dizia era verdade. Além disso, aquilo era melhor do que ser suspeito de rebeldia.
⊹₊˚ 🧬 ˚₊⊹
Continua….
🌈 Tradução, revisão e Raws: Belladonna&Othello