Parte 02
Projection Vol. 3.2
Cheon Seju não apareceu mesmo depois dos 30 minutos prometidos. Depois que passou cerca de uma hora e Sejin, entediado de esperar, pensava se deveria entrar no prédio, foi quando aconteceu. Quando ele achou que a porta de entrada do prédio se abriria, uma figura muito grande apareceu.
Não era a silhueta da pessoa que ele esperava. Cheon Seju tinha um corpo mais fino e esguio que aquele corpanzil. Sejin estreitou os olhos e esforçou-se para reconhecer aquela forma. Enquanto fazia isso, a sombra aproximou-se gradualmente do carro.
Em um momento, as luzes de sensor do estacionamento se acenderam. Só então Sejin percebeu o fato de que Cheon Seju estava carregado nas costas de alguém. Não era uma pessoa que ele via pela primeira vez. Era o homem de rosto ameaçador que ele tinha encontrado várias vezes em casa e no beco em frente ao prédio, que estava carregando Cheon Seju nas costas, com os olhos fechados.
Será que ele dormiu enquanto trabalhava? Sejin balançou a cabeça lembrando-se do diligente Cheon Seju. Pensou que, mesmo trabalhando sem saber que estava acabando com seu próprio corpo, não haveria ninguém para reconhecê-lo, então, enquanto estalava a língua por dentro, o homem que se aproximou do banco do passageiro puxou a porta e a abriu sem hesitar. Sejin, que estava pensando em outra coisa, assustou-se e olhou para ele.
— …
— …
Seon-hyeok, que não pensava que haveria alguém no banco do passageiro, viu Sejin e franziu a testa. Ele olhou para Sejin silenciosamente e, em seguida, fechou a porta e abriu a porta do banco traseiro. Seon-hyeok, que sentou Cheon Seju cuidadosamente lá, colocou até o cinto de segurança nele e, depois de dar a volta no carro, subiu no banco do motorista.
— Por que ele está assim? Ele está dormindo?
Assim que Seon-hyeok ligou o motor, Sejin perguntou isso abruptamente. Moon Seon-hyeok respondeu com um olhar frio à sua forma de falar informal. Era uma expressão que perguntava de onde ele tirou tanta audácia para falar assim. No entanto, Sejin não se assustou.
— Por que Cheon Seju está assim?
Sejin, que ainda chamava o nome de Cheon Seju, fez Seon-hyeok franzir os olhos. Era um fato que ele também sabia que Cheon Seju tinha trazido para casa a criança que ele tinha levado de Shinsa Capital. No entanto, ele não sabia que aquela criança era um pirralho tão sem modos. Seon-hyeok abriu a boca enquanto pisava violentamente no acelerador para fazer o carro partir:
— Por que você chama o nome do gerente de forma descuidada?
Uma voz baixa vibrou no interior do carro.
Não foi uma ou duas vezes que ele levou bronca de Cheon Seju por bater nas crianças. Moon Seon-hyeok era um ser humano que não conseguia suportar ver pirralhos olhando com desdém para Cheon Seju, a quem eles deveriam respeitar.
Mas bater não pode, avisar deve ser possível. À pergunta feita ferozmente com esse pensamento, Sejin respondeu levantando os cantos dos olhos de forma pontuda:
— O próprio interessado nem diz nada, o que você tem a ver com isso? Estou perguntando por que ele está assim.
Os dedos de Seon-hyeok, que seguravam o volante, contorceram-se. Aquele moleque estava causando todo tipo de problemas para Cheon Seju. Não bastava ele morar de favor na casa dele e incomodá-lo de manhã e de noite, ele ainda fazia Cheon Seju ir ao Hwahagak frequentemente choramingando que precisava encontrar a mãe, e não foi ele quem fez Cheon Seju chamar até um advogado pelo que aconteceu no ano passado? Moon Seon-hyeok sentia que ia ficar louco de raiva ao pensar como ele podia agir de forma tão sem noção com a pessoa que cuidava dele com tanta dedicação.
Ha, Seon-hyeok, que soltou um suspiro profundo, respondeu fechando os olhos e abrindo-os lentamente:
— Ele está dormindo, então fique em silêncio.
Se fosse pelo seu desejo, ele queria bater nele apenas uma vez. Pensava que, assim, poderia ensinar educação para aquele moleque. No entanto, Seon-hyeok aguentou. Ao contrário de Young-joon ou Hae-woong do Shinsa Capital, o Sejin na sua frente era apenas um moleque que nem adulto era ainda. Ele pensou que, se Cheon Seju ficasse desapontado com ele por tocar em alguém como uma folha de papel que pareceria cair só de bater uma vez, ele teria problemas.
Naquele momento, Sejin, que não sabia o que Seon-hyeok estava pensando, fuzilou-o com uma cara de que achava aquilo patético:
— Você sabe pelo menos que Cheon Seju machucou a mão? Ele tem que ir ao hospital antes que aquilo inflame. Como decidimos ir ao hospital depois que o trabalho terminasse, vá para lá, não para casa. Eu defini o destino no GPS.
— …Como ele não pode acordar agora, fique em silêncio.
— Por que ele não pode acordar? Ele desmaiou?
Sejin insistiu novamente na pergunta, apesar do que Seon-hyeok respondeu cerrando os punhos. Realmente, ele falava sujo.
— Ele está dormindo porque tomou remédio, então cale a boca, moleque.
— …
Diante da denominação brutal, Sejin fechou a boca com uma expressão desagradável. No silêncio que finalmente chegou, Seon-hyeok pôde virar a cabeça para frente enquanto mastigava palavrões por dentro.
Na verdade, Cheon Seju não estava dormindo porque tomou remédio. Para ser preciso, estava dormindo porque tomou uma injeção.
No armário do estúdio, estavam reunidos, por propósito, os medicamentos que Cheon Seju usava. Soníferos, anestésicos, afrodisíacos para ajudar na confissão que desmoronavam o espírito, e vários tipos de drogas.
Depois que Moon Seon-hyeok saiu levando Hae-woong ferido, o sujeito colocou alguns deles na seringa e, antes de morrer, injetou em Cheon Seju o que escondia nas garras da mão que segurava a chave inglesa. A sorte foi que o que o sujeito escolheu era um sonífero. Foi uma sorte que aconteceu porque Cheon Seju não escreveu o nome no frasco de remédio.
Assim que o esfaqueador morreu e Cheon Seju perdeu a consciência, Seon-hyeok saiu do local levando-o. Deixou Jin-young, que estava na sala de observação, encarregado de cuidar do resto e subiu para examinar o estado de Cheon Seju. Só depois de ter certeza de que Cheon Seju estava apenas em um sono profundo, ele saiu do prédio. Ele pensou em levar Cheon Seju para casa para que ele pudesse dormir confortavelmente, mas não imaginava que Sejin estaria esperando no carro.
Sejin perguntou ironicamente a Seon-hyeok se ele sabia que Cheon Seju tinha machucado a mão, mas Seon-hyeok também já estava consciente daquele ferimento. Só que Sejin não viu, o curativo enfaixado na mão de Cheon Seju já tinha sido trocado por um novo. Porque o ferimento abriu novamente e sangrou enquanto ele segurava a faca.
— Desça.
Não demorou muito para que Seon-hyeok, que entrou no estacionamento, parasse o carro na vaga designada do 4100. Ele desligou o motor, desceu do banco do motorista e carregou Cheon Seju nas costas imediatamente. Enquanto ele se dirigia ao elevador com ele nas costas, imóvel como um morto, Sejin espreitava ao seu lado com uma expressão suspeita. Parecia que ele estava preocupado porque a pessoa não tinha reação alguma. Seon-hyeok ignorou-o e pegou o elevador. Como o registro de entrada estava feito, ele pôde subir ao 41º andar sem problemas usando o elevador privativo.
Moon Seon-hyeok entrou na casa de Cheon Seju e dirigiu-se direto para o seu quarto. Deitou-o no seu quarto em posição correta, cobriu-o com o cobertor e saiu novamente para a sala.
— …
No balcão da cozinha, Sejin estava parado com um olhar de cautela. Seon-hyeok ficou de mau humor ao olhar fixamente para aquele rosto que atraía o olhar só por ser bonito. Ele não gostava nada do fato de que aquele pirralho sem modos fosse uma exceção para alguém que nunca manteve ninguém por perto, mesmo que tivesse dado uma compaixão passageira. No entanto, não havia o que fazer. Ele não queria fazer nada contra a opinião de Cheon Seju.
Moon Seon-hyeok acabou escolhendo as palavras silenciosamente e disse uma frase como se estivesse repreendendo Sejin:
— …Não incomode o gerente.
Moon Seon-hyeok, que disse isso, desapareceu logo em direção à entrada. Assim que ele desapareceu da vista, Sejin soltou um suspiro. Tudo era um monte de coisas que ele não conseguia entender. Por que a pessoa que disse que ia trabalhar tomou remédio e dormiu, por que aquele homem ficou com tanta raiva só porque chamou Cheon Seju pelo nome, mas por que ele não se importava que Cheon Seju tinha machucado a mão, e que remédio afinal Cheon Seju tomou para dormir daquele jeito, como um rato morto.
Sejin, não conseguindo suportar a frustração, puxou o próprio cabelo de forma caótica e deu passos. Primeiro, entrou no quarto, tomou um banho, trocou de roupa e foi para a cozinha preparar a comida. Como ele perdeu a hora do jantar por causa da ida ao Hwahagak, estava morrendo de fome. Depois de saciar a fome, só então recomeçou a se preocupar.
Cheon Seju era alguém sensível à limpeza, a ponto de tomar banho primeiro sem falta quando saía e voltava. Não podia ser que não o incomodasse o fato de uma pessoa daquelas estar deitada na cama dormindo sem conseguir tomar banho. No entanto, o que o preocupava mais do que isso era a mão de Cheon Seju.
Sejin suspirou lembrando-se da mão direita de Cheon Seju, que estava encharcada de sangue vermelho. E se ele não cuidasse e inflamasse, e se a carne apodrecesse. Ele se preocupava cada vez mais. No fim, Sejin tirou o kit de primeiros socorros que estava no armário da cozinha. Ele pegou desinfetante, pomada e gaze estéril e dirigiu-se ao quarto de Cheon Seju.
Ele entrava no quarto toda vez que limpava, mas era a primeira vez que entrava enquanto Cheon Seju estava lá. Ao contrário da época em que era sempre frio e silencioso, a atmosfera era diferente porque o dono estava deitado. Sejin aproximou-se da cama sentindo o ar que parecia estar pesadamente afundado.
— Cheon Seju.
Ele chamou silenciosamente, mas não houve resposta. Olhando para ele, Sejin engoliu em seco. A aparência de Cheon Seju dormindo com os olhos fechados era tão magnífica que o impedia de respirar. Era magnífico o suficiente para fazer o coração bater forte, mesmo sendo do mesmo sexo. Mas, se Cheon Seju era bonito ou não, isso não era o importante agora.
— Vou cuidar da mão…
Sejin murmurou silenciosamente, subiu na cama e pegou a mão direita de Cheon Seju. Pelo menos alguém no escritório deve ter visto, a forma do curativo era diferente daquela que Han Ji-won, gerente do Hwahagak, tinha enfaixado mais cedo. Sejin, que esticou os lábios, desfez o curativo enrolado na mão dele e examinou o ferimento.
Nas brechas rasgadas, sangue coagulado estava acumulado. Aquela imagem fazia sua testa franzir, mas fora isso, o estado parecia muito bom. Parecia que o ferimento não tinha inflamado nem inchado.
Pensando que bastaria trocar apenas a gaze, Sejin borrifou iodo, limpou o sangue com algodão com álcool e aplicou pomada no ferimento. Depois, tirou a gaze estéril, aplicou na palma e no dorso da mão, frente e verso, e enrolou com fita adesiva de papel. Estava mais malfeito do que o que Han Ji-won ou alguém do escritório tinha feito, mas, aos olhos de Sejin, não parecia ruim.
Depois de terminar aquele tratamento desajeitado, Sejin retirou o cobertor que cobria Cheon Seju. Como Moon Seon-hyeok só tinha tirado o paletó dele e ido embora, Cheon Seju ainda estava de camisa e calças sociais. Em breve, Sejin descobriu manchas de sangue espalhadas sobre sua camisa branca e franziu a testa. Será que era sangue que espirrou da palma? Não era uma visão muito bonita. Era muito anti-higiênico.
— …Vou trocar sua roupa.
Sejin, que estava hesitando, sussurrou no ouvido de Cheon Seju como se estivesse pedindo permissão. Como Cheon Seju também tinha a personalidade de gostar de limpeza, se ele acordasse de manhã e percebesse que Sejin tirou aquela roupa suja, ele estaria grato. Com esse pensamento, ele levantou-se e dirigiu-se ao closet de Cheon Seju.
Em cima da cômoda dele, havia as roupas de casa de Cheon Seju que Sejin tinha colocado lá para ele organizar. Ele pegou a camiseta fina e as calças de agasalho largas que Cheon Seju costumava usar e, hesitando, até roupas íntimas, e saiu de lá.
Quando voltou para a cama, Cheon Seju ainda estava dormindo. Sejin aproximou-se e sentou-se ao lado dele. Então, olhou fixamente para o magnífico rosto de Cheon Seju.
Ao contrário de quando estava com os olhos abertos, ele estava indefeso. A barreira característica que ele mostrava habitualmente estava borrada. Sejin, como se estivesse acostumado, foi cativado pelo olhar pelo homem estranho.
Como quando viu o ferimento na mão durante o dia, era uma sensação de que um canto do seu coração estava inquieto de forma estranha. O fato de Cheon Seju poder parecer tão fraco surpreendeu Sejin.
Cheon Seju com os olhos abertos era a pessoa mais forte de todas. Ele era sempre folgado e uma pessoa que via o mundo com uma atitude como se estivesse observando tudo. O homem que parecia não ter nem brecha para uma agulha passar parecia sólido, como se não fosse se machucar com nada.
Mas Cheon Seju dormindo não era assim. Era apenas uma pessoa. Como Sejin, ele sabia como ficar com raiva de alguém, sabia como se agarrar desesperadamente a alguém e parecia uma pessoa comum que sabia como ficar triste por alguém.
Essa grande discrepância estreitou a distância em seu coração. Sejin, sem perceber, estendeu o braço e tocou o rosto de Cheon Seju. A ponta dos dedos tocou a pele fria, e finalmente, naquele pequeno contato, Sejin percebeu que ele era uma pessoa que vivia no mesmo mundo que ele. Percebeu que ele não era um homem deixado sozinho na escuridão, desbotado, mas uma pessoa ao seu lado.
Enquanto estava assim, seu coração batia estranhamente rápido e ele estava com sede. O calor subiu para o rosto. Sua sensação estava estranha. Por que é assim? Sejin, que engoliu em seco, estendeu a mão para a camisa dele, pensando que deveria trocar a roupa dele e sair logo.
Um, dois, assim que os botões foram desabotoados, a camisa que farfalhava foi se abrindo, e a parte superior do corpo branco de Cheon Seju revelou-se. Sejin examinou a pele dele como se estivesse cativado. Músculos, não secos, mas adequadamente firmes, foram capturados pelos dois olhos de Sejin. “Sae-geun, sae-geun”, a cada vez que ele soltava uma respiração suave como um bebê, o peito, agradável de ver, subia e descia.
— …
Sejin, com as bochechas coradas, esticou os lábios. Era um corpo magnífico, de modo que só se podia dizer que sentia inveja. Ao contrário dos corpanzis do Shinsa Capital, a parte superior do corpo de Cheon Seju, com a quantidade necessária de músculos apropriados, era realmente magnífica. A linha que continuava da parte superior do peito ligeiramente inchada e a pele macia que cercava as costelas, até a cintura fina, ao contrário dos ombros largos, era… linda, a ponto de fazer Sejin sentir uma sensação estranha sem motivo.
No entanto, aquele corpo perfeito tinha muitas cicatrizes. Sejin examinou a parte superior do corpo dele, fazendo uma careta de choro sem saber que estava chateado. Em seu abdômen inferior, permaneciam marcas de ter sido costurado ou rasgado longamente, e também via-se uma cicatriz de cerca de um palmo de comprimento rasgada do lado esquerdo abaixo do peito até o lado. Sejin, ao ver isso, convenceu-se novamente de que Cheon Seju não era um simples agiota.
Uma cena de um filme noir que ele tinha visto na TV passou como um flash pela sua cabeça. O “trabalho insubstituível” de que ele falava significava isso? Sejin pensou silenciosamente enquanto tirava a camisa dele.
A camisa era fácil de tirar. Bastava virar um pouco o corpo, tirar os braços e puxar a roupa. Mas a tarefa de vestir a camiseta depois foi um pouco difícil. Sejin enrolou a camiseta em formato de bola, começando pela bainha, pensando que deveria primeiro passar a cabeça. Com esse estado, colou-se a ele, levantou a cabeça de Cheon Seju com as duas mãos e passou a roupa sofrendo. Depois que a camiseta ficou presa na parte do pescoço, ele tinha que enfiar os braços, mas esse era o problema agora. Quando ele tentou colocar o braço de Cheon Seju, ele não conseguia movê-lo de qualquer jeito por causa da sensação de que o osso ia quebrar.
Sejin deu uma risada seca de si mesmo, achando aquilo absurdo. Era um mistério por que ele tinha esse tipo de pensamento, quando não havia como aquele braço firme e liso quebrar só com o seu toque. Sejin, que soltou um suspiro, abaixou a parte superior do corpo para que ele não sentisse um grande desconforto, e empurrou lentamente o braço de Cheon Seju para dentro da roupa. Assim que ele enfiou primeiro a mão machucada e baixou a cabeça para enfiar a mão do outro lado, foi o momento.
Sejin descobriu algo no pescoço branco de Cheon Seju. Seu olhar fixo tocou sobre um ponto que parecia rosa choque, misturado com marrom e rosa. Dois pontos muito pequenos, como se tivessem sido marcados com grafite de lapiseira, estavam posicionados lado a lado, no meio da linha do pescoço esquerdo de Cheon Seju. Eram pontos tão pequenos e fofos que, se não olhasse de perto, nem dava para saber se havia pontos lá.
Sejin, de repente, lembrou-se da marca em forma de hematoma vermelho que Cheon Seju costumava carregar quando saía. Pensando bem, era exatamente nesta posição. Aquilo seria a marca da mulher que Cheon Seju encontrava, chupando o ponto? Sejin, sem perceber, simpatizou com o coração dela, uma mulher cujo nome ele não sabia. Isso é realmente…
…Realmente.
Realmente, o quê? Diante de um pensamento louco que surgiu de repente, Sejin franziu a testa e levantou a cabeça. O rosto estava quente. Ele deve ter ficado louco. Deve ser porque ele está ao lado de uma pessoa pervertida e seus pensamentos foram contagiados. Sejin, como se dissesse para si mesmo para cair na real, bateu nas bochechas com as duas mãos e dedicou-se novamente ao trabalho de vestir a roupa nele. Enquanto isso, o toque ao tocar em Cheon Seju estava ainda mais cuidadoso do que antes.
Depois de vestir a camiseta com tanta dificuldade, Sejin, em seguida, colocou as mãos no cinto dele. Será que até isso já é demais? Devo deixar assim? Pensando nisso, ele soltou o cinto com confiança, achando que “somos homens, o que há de errado nisso?”. De qualquer forma, ele já tinha visto o pênis de Cheon Seju algumas vezes. Não foi uma ou duas vezes, por ele andar sem nenhuma precaução. Sejin, pensando assim, tirou de uma vez as calças e a roupa íntima dele, cujo fivela ele tinha soltado.
— …
No entanto, havia uma grande diferença entre ver de passagem e ver bem na sua frente. Sejin fechou a boca ao ver a parte inferior do corpo de Cheon Seju exposta bem na sua frente. Suas bochechas e orelhas queimaram de vermelho em um instante.
‘A do irmão é grande, não é?’
Lembrou-se da frase que Cheon Seju tinha dito de forma brincalhona um dia. Aquilo estava certo. Era grande… A de Sejin também não era pequena em relação à sua altura. Apenas por causa da elasticidade, a diferença de tamanho entre quando estava ereto e quando não estava era um pouco grande, mas Cheon Seju era grande mesmo estando relaxado. Parecia ser assim também por não ter pelos e a cor ser clara… Como se parecesse parecer maior quando se veste roupas brancas ou rosa do que roupas pretas…
Mas por que não tem pelos? Sejin, que estreitou os olhos, desviou o olhar daquele lugar de Cheon Seju depois de pensar isso com esforço. Com um suspiro complexo, pensando em terminar logo e sair, ele vestiu a roupa íntima que trouxe entre as pernas dele.
Enquanto levantava os pés e os colocava um por um nos buracos, seus tornozelos e peito do pé, que ele achava particularmente elegantes, entraram de relance em sua visão. Ele não queria ter esse tipo de pensamento nesta situação, mas o pé de Cheon Seju era realmente bonito. Como se tivessem sido tirados de um manequim, o osso do peito do pé reto, e até a linha da veia azul que passava sob a pele que o cobria… não havia nada que não fosse elegante.
Sejin, que apreciou o pé de Cheon Seju por um momento, logo puxou a roupa íntima que estava nos dois tornozelos dele para cima. Levantando as pernas dele, virando a cintura, finalmente ele vestiu a cueca nele. Depois disso, suas costas estavam encharcadas de suor.
Por que é tão pesado… Ele tinha um desejo ardente de ajudar apenas até aqui, mas, ainda assim, Sejin não desistiu e, soltando uma respiração pesada, vestiu até as calças nele. Foi um esforço para retribuir o favor a Cheon Seju aproveitando esta oportunidade.
— Ah…
No entanto, havia algo que o incomodava no momento em que ele ia puxar as calças até o fim. O pênis de um homem deve estar bem arrumado dentro da cueca, mas, talvez porque ele tivesse virado o rosto enquanto vestia a roupa íntima, a coisa de Cheon Seju estava dobrada para um lado lá dentro.
Sejin entrou em um conflito sério. Se ele deixasse assim, Cheon Seju, ao acordar de manhã, poderia sentir uma grande dor enquanto tivesse uma reação física natural…
— Porra…
Como ele era um homem, ele não podia ignorar a dor que viria. No fim, Sejin fechou os olhos com força, enfiou a mão dentro da cueca de Cheon Seju. Ele organizou lindamente o que era mais macio e suave, por não ter pelos, embora o dele também fosse assim, e desceu da cama apressadamente. Ao lembrar que não tinha cobrido com o cobertor, estendeu a mão novamente para cobri-lo até o pescoço, e só então Sejin pôde sair do quarto dele.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna