Parte 04
Projection Vol. 6.4
Quanto tempo deveria dar a ele? Um dia? Dois dias? Será que uma semana? Sejin estava profundamente imerso em pensamentos. No dia anterior, quando Cheon Seju lhe pediu um tempo, ele se irritou e agiu com pressa achando que ele ia fugir de novo, mas, a julgar pelo comportamento dele, parecia que não era o caso.
Cheon Seju agora não negava as palavras de afeto que ele proferia. Também não o afastava, nem sentia medo. Aquilo significava que ele estava se preparando psicologicamente à sua maneira para contar a Sejin a real natureza de seus medos.
Embora soubesse que deveria esperar calmamente, Sejin estava ansioso. Naquela noite, ele havia tocado Cheon Seju como quis e o havia beijado, mas, após o pedido de um tempo, de alguma forma não conseguia tocar nem a ponta dos dedos dele. Queria abraçar Cheon Seju e se apoiar nele como se não fosse nada, mas, ao ver o rosto dele que parecia profundamente concentrado, não tinha coragem de atrapalhar aquele tempo.
Por isso, após alguns meses, Sejin havia retornado ao seu quarto no fim do corredor. No entanto, aquele lugar também não era mais como antes. O quarto que outrora era bom por ser silencioso e claro, agora parecia apenas solitário e escuro. Graças a isso, enquanto estava deitado na cama dormindo, a consciência de Sejin voava para longe, para o quarto de Cheon Seju.
Tendo sonhos que relembravam a noite com ele, Sejin, que acordou com a cueca boxer encharcada, foi em direção ao banheiro pensando que era uma sorte não ter dormido com Cheon Seju. Lavou a roupa íntima à mão, estendeu-a e foi para a sala preparar o café da manhã.
Cheon Seju devia ter saído para se exercitar, pois a porta do quarto dele estava aberta. Sejin tomou o café da manhã deixando pronto o shake que Cheon Seju beberia. Próximo ao momento em que ele arrumava a louça, Cheon Seju voltou para casa. No entanto, vestindo a camiseta molhada de suor, ele exibia uma expressão totalmente abatida, diferente do habitual. Observando o rosto de Cheon Seju com cuidado, Sejin ergueu os cantos dos olhos ao ver que a bochecha dele estava inchada e vermelha.
— O que é isso?
— …O que foi.
— Você apanhou?
Aproximando-se de Cheon Seju em um passo, Sejin estendeu a mão. No entanto, antes que a ponta dos dedos tocasse a bochecha, Cheon Seju recuou um passo primeiro e balançou a cabeça. Não faça isso, sussurrou ele de leve, explicando enquanto abria a geladeira para pegar água:
— Não é nada. Foi um erro do outro lado enquanto eu treinava.
— Está completamente vermelho, como isso não é nada? Quem é esse outro lado? Não deveria denunciar à polícia? Recebeu um pedido de desculpas? Ele não encerrou a história com um simples sinto muito depois de bater em alguém, né?
— Que grande coisa para ir até a polícia por causa disso.
Era uma frase que, se a pessoa que bateu na bochecha dele ouvisse, acharia engraçada e riria. Cheon Seju soltou um suspiro irritado ao lembrar do rosto de Shin Kyoyeon, que o observava com interesse enquanto ele sentia dor. Como o primeiro foi um erro, mas depois disso Shin Kyoyeon continuou visando o mesmo lugar, parecia que ele queria confirmar se ele sentia dor. Por ter lutado desesperadamente por não querer resolver aquela curiosidade, encerrou o treino sem mais dores, mas lembrar daquela personalidade de merda realmente o deixava de mau humor.
— …Ei.
Cheon Seju, que bebeu o shake preparado por Sejin, virou-se para ele como se tivesse lembrado de algo de repente. Kwon Sejin estava revirando o armário e pegando a caixa de primeiros socorros. Vendo-o tirar dali uma pomada para hematomas, Cheon Seju perguntou a ele apoiado no balcão da cozinha:
— Você… naquela época, quando saiu de casa.
— Fale direito. Deve ter sido quando fui expulso. Vire o rosto.
Realmente não perdia uma única palavra. Cheon Seju virou o rosto conforme ele ordenava, pensando que queria bagunçar totalmente o cabelo de Sejin, que exibia uma expressão emburrada. Sejin, que espremeu a pomada na mão, esfregou-a suavemente na bochecha dele. Recebendo aquele toque suave que causava cócegas, Cheon Seju abriu a boca novamente:
— Você também viu o homem do quadragésimo terceiro andar?
— Quadragésimo terceiro andar? Ah, aquele homem…
Ele inclinou a cabeça e assentiu como se tivesse entendido. Logo, Sejin perguntou a Cheon Seju com a testa franzida:
— Foi aquele homem que fez isso? Aquele homem é seu chefe? O homem do quadragésimo segundo andar disse que também trabalha com você… Os dois são tipo o chefe e o vice-chefe?
— ……
Chefe. Diante de uma palavra que parecia de gângsteres de beco, Cheon Seju riu como se achasse aquilo um absurdo. Pensando bem, no passado, quando era a facção Daegam, o presidente Shin Kyungju talvez ouvisse esse tipo de tratamento em alguns dias. Mas, como havia se tornado uma empresa há muito tempo, agora tratamentos como presidente, vice-presidente, representante ou diretor eram generalizados. Cheon Seju desviou os olhos, encarou Sejin e acenou com a cabeça. É parecido, disse ele, e alertou Sejin:
— Você, pode até não ser com o do quadragésimo segundo, mas não puxe conversa com o homem do quadragésimo terceiro andar. Se ele cumprimentar, apenas cumprimente de volta educadamente… Evite ao máximo criar situações de envolvimento.
— Por quê?
— Como assim por quê.
— Aquele homem também é uma pessoa promíscua?
Diante da pergunta que Sejin lançou de repente, Cheon Seju franziu o cenho. Fique quieto, embora tenha desfeito a linha torta dos lábios ao ouvir a fala de Sejin que passava a pomada, os lábios se moveram novamente pelo pensamento de que precisava explicar sobre Shin Kyoyeon.
— Aquele desgraçado… é um louco. É um verdadeiro psicopata, então nunca finja conhecê-lo e, se ele aparecer na sua frente, evite-o. Entendeu?
— …Sim.
Sejin olhou de relance para Cheon Seju e acenou com a cabeça. Na verdade, o homem do quadragésimo terceiro andar parecia extremamente gentil e dócil em comparação com o homem do quadragésimo segundo andar, que parecia um delinquente. Embora não soubesse por que ele estava tão alerta, Sejin apenas assentiu obedientemente e perguntou de leve:
— Eu sou bem obediente, não sou.
Diante daquela autopromoção de última hora, Cheon Seju riu como se achasse graça e estendeu a mão para acariciar suavemente o cabelo de Sejin. Diante daquele contato doce, o coração dele se acelerou sem motivo. Sejin recebeu o toque dele com os olhos baixos. Desejava que o dia em que ele confessaria tudo chegasse o quanto antes.
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Como se o fato de terem tido relações sexuais tivesse sido esquecido, os dois passaram um fim de semana tranquilo. Como em algum momento do passado, sentaram-se no sofá e assistiram a um filme juntos, e foram ao mercado fazer compras. Na manhã de segunda-feira, Cheon Seju foi para o trabalho e Sejin ficou sozinho em casa. Tendo passado a manhã preparando acompanhamentos e limpando a casa, Sejin sentou-se diante da TV à tarde, após almoçar.
Enquanto estava deitado no sofá de Cheon Seju olhando fixamente para fora da janela, o celular tocou em um determinado momento. Pensando que poderia ser Cheon Seju, ele esticou o pescoço e viu que a chamada vinha de um número desconhecido. Sejin olhou fixamente para aquele número e apertou o botão de recusar, pensando que seria propaganda.
— ……
No entanto, mal a vibração cessou, o telefone tocou mais uma vez. Franzindo a testa, ele apertou o botão de chamada e ligou o viva-voz. Então, do outro lado, uma voz desconhecida chamou o nome de Sejin.
— Sejin? Kwon Sejin? Alô?
— …Quem é?
Era uma voz de que não se lembrava. Diante da pergunta de Sejin enquanto segurava o celular, a outra pessoa exclamou como se estivesse contente:
— É o Sejin mesmo, não é? Sou eu, a professora Lee Jinkyung.
— Ah…
A professora regente do terceiro ano de Sejin, alguém de cuja existência ele havia se esquecido completamente. Assim que ela percebeu que Sejin reconhecia sua voz, soltou um suspiro de alívio e abriu a boca:
— Sim, sua mãe está bem de saúde? O tratamento está correndo bem, não está?
— …Sim.
Como ele não havia informado sobre o falecimento dela, Lee Jinkyung nem sequer sabia do fato de que Kim Hyungkyung havia morrido. Engolindo o pranto que subiu instantaneamente, Sejin respondeu em voz baixa, e ela murmurou que era uma sorte, continuando a falar:
— Você sabe que eu registrei as suas faltas do ano passado como saída antecipada para que você conseguisse se formar a duras penas, não sabe? Não é nada demais, é que a cerimônia de formatura é na próxima semana. Se puder vir com a sua mãe, venha, e se ela não tiver tempo, venha você mesmo para retirar o diploma. Também tem o álbum e, além disso, precisamos esvaziar o armário.
O armário… Sejin lembrou-se de repente de seu armário na escola. Havia várias miudezas guardadas ali dentro. Incluindo a roupa de educação física e lixo, coisas como o guarda-chuva que havia colocado ali para o caso de chover. …Aquele guarda-chuva era o que Kim Hyungkyung usava.
— Posso ir hoje?
Diante do fato de que estava deixando um objeto que era praticamente uma relíquia de sua mãe abandonado na escola, Sejin perguntou a ela com pressa. Lee Jinkyung, que não imaginava que Sejin viria imediatamente, respondeu hesitando:
— Ahn? Ah… sim, bem. As férias terminam na próxima semana, se você não puder vir nessa época… Como eu estou de plantão hoje, seria bom se você viesse hoje.
— Então vou agora mesmo.
— Sim, entendido. Até logo.
— Sim.
Desligando o telefone, Sejin levantou-se imediatamente de seu lugar e se preparou para sair. Como o clima não estava muito frio, ele vestiu um agasalho esportivo por cima, colocou um casaco acolchoado, pegou o boné de Cheon Seju emprestado e saiu.
Pegar o metrô depois de tanto tempo para ir à escola causava uma sensação estranha. Lembrou-se da época em que Kim Hyungkyung estava viva e, muitas vezes, quando Cheon Seju deixava a casa vazia, ele ia para a escola sozinho. Naquela época, Sejin estudava mesmo no caminho para a escola. Houve momentos em que sentia orgulho de si mesmo por decorar palavras em inglês com afinco, como se tivesse se tornado um aluno exemplar.
Deveria começar a estudar de novo? Dentro do vagão que cruzava a ponte sobre o rio Han, Sejin teve esse pensamento de repente. Como não sentia nenhuma motivação desde que perdeu a mãe, havia deixado as coisas de lado, mas não podia ficar agindo assim para sempre. Por mais que fosse bonito e se encaixasse perfeitamente no gosto dele, era evidente que Cheon Seju também detestaria um desempregado que só ficava em casa comendo e dormindo e, acima de tudo, Sejin não queria se tornar um humano inútil para o mundo como Kwon Yongbeom.
Mas, ao tentar recomeçar os estudos de fato, sentia-se perdido. Como havia esquecido tudo o que havia decorado a duras penas e o exame de admissão já havia passado há muito tempo, era pelo pensamento de que o período de estudos se tornaria extremamente longo.
Sejin desembarcou do metrô após pensar sobre o futuro incerto depois de muito tempo. Passou pela catraca de forma familiar e foi em direção à escola, para a qual nunca mais retornaria após o dia de hoje.
Por estar no período de férias, a escola estava deserta. Talvez por ser inverno, a umidade permanecia no pátio onde a chuva não havia secado totalmente, e o edifício que exibia um ar sombrio parecia velho o bastante para desabar a qualquer momento. Como era um lugar do qual não guardava nenhuma lembrança boa, ele passou pelo pátio sem nenhuma grande emoção, mas, ao alcançar o saguão da escola, lembrou-se de repente de Cheon Seju.
O dia em que ele veio à escola e se apresentou como o protetor de Sejin, o dia em que saiu para o mundo carregado nas costas dele. Apesar do vento cortante que soprava, as costas de Cheon Seju eram calorosas e confortáveis. Provavelmente foi a partir daquela época. O momento em que Sejin passou a nutrir um sentimento diferente por Cheon Seju…
O rosto que sorria radiantemente para ele estava nítido. Sejin mordeu os lábios com força, contendo o sorriso que queria sair, pegou o celular e enviou uma mensagem para Cheon Seju.
14:21 [Você está ocupado? Vim à escola buscar minhas coisas. Quer que entremos em casa juntos mais tarde?]
Como se o trabalho não estivesse tão corrido, a marcação de lido apareceu imediatamente e Cheon Seju ligou para ele. Sejin conversou com ele enquanto ia em direção à sua sala de aula.
— Sim.
— Foi à escola?
— Sim, a professora regente disse para buscar as coisas.
— Ah, sim, quando termina. Pegou tudo? Está pesado? Quer que eu vá te buscar.
A sala do terceiro ano ficava no primeiro andar. Sejin abriu a porta que estava fechada e se aproximou de seu armário. O interior do armário, que não estava trancado com cadeado, estava praticamente vazio. A roupa de educação física, cadernos, o guarda-chuva e alguns boletins jogados que haviam ficado ali por meses eram tudo. Retirando apenas o guarda-chuva dali de dentro, Sejin respondeu a Cheon Seju:
— Não, não tem muita coisa. Quando termina o seu trabalho? Eu vou até aí.
— Eu em uns vinte minutos? Vou sair logo.
— Então espere aí. Eu vou.
Durante o período em que frequentou a escola, Cheon Seju sempre vinha buscá-lo. Sejin respondeu daquela forma pelo pensamento de que queria ir buscá-lo ao menos uma vez. Após se formar na escola, não haveria motivos para vir a este vilarejo e, a menos que viesse buscá-lo de propósito até aqui, não teria a oportunidade de ir buscar Cheon Seju em seu local de trabalho. Felizmente, Cheon Seju não levantou nenhuma dúvida.
— Entendido. Sabe onde é, não sabe? Ligue quando chegar.
— Até mais tarde.
— Ah, Sejin.
— Sim?
Os cantos de sua boca subiram diante da voz que chamava Sejin. Talvez por ter sido chamado na maioria das vezes de ei ou Kwon Sejin em janeiro, aquele tratamento carinhoso pareceu para Sejin um sinal de que o caminho a percorrer não era longo.
— Tem algum jantar preparado em casa?
— Não, não tem. Por quê? Quer comer algo específico?
— Não, então antes de irmos para casa, vamos dar uma passada em um lugar.
— Onde?
— Te conto mais tarde.
Sejin acenou com a cabeça e respondeu obedientemente, embora estivesse intrigado. Como não era de hoje que Cheon Seju o arrastava do nada para o shopping, pensou que talvez ele fosse propor comprar roupas de primavera.
— Entendido.
— Ligue quando chegar.
— Sim.
Seria impressão sua achar que a voz que o tratava era doce demais? Sejin olhou fixamente para o celular após desligar a chamada e, esfregando as bochechas que esquentaram, olhou novamente para dentro do armário. Depois de jogar todas as coisas que estavam ali dentro, incluindo a roupa de educação física, na lixeira, Sejin saiu da sala de aula. Em sua mão, enquanto caminhava em direção à sala dos professores, estava apenas o guarda-chuva que Kim Hyungkyung costumava usar.
— Nossa, Sejin!
— Olá.
Assim que abriu a porta da sala dos professores, Lee Jinkyung acenou para Sejin. Como parecia não ter o que fazer, ela, que assistia a um drama, apertou a barra de espaço para pausar a reprodução e levantou-se imediatamente de seu lugar. Na sala dos professores onde pairava um ar deserto, ela estava sozinha. Lee Jinkyung levou Sejin para o local onde ficava o aquecedor, fazendo alvoroço continuamente.
— Meu Deus, como você cresceu! Nossa, se eu te encontrasse na rua, não te reconheceria!
Lee Jinkyung também havia sido a professora regente de Sejin no primeiro ano do ensino médio. Ela, que havia saído de licença-maternidade e retornado ao trabalho no segundo semestre do ano passado, ainda achava estranho o Sejin que havia ficado mais alto.
— Você não vai virar celebridade de verdade? Não pode se esquecer da professora!
Ao menos Lee Jinkyung era uma das pessoas que haviam demonstrado consideração por Sejin. Ela o elogiou com surpresa por ter crescido tanto e, logo em seguida, começou a falar sem parar sobre a história de Sejin quando ele estava no primeiro ano. Kwon Sejin ouviu aquela história com um rosto sem alma e só se levantou depois que Lee Jinkyung trouxe o diploma.
— Até logo.
— Sim, sim. Fique bem! Tenha sempre saúde! Mande lembranças para a sua mãe também. Logo ela vai melhorar, ganhe forças você também, Sejin.
— ……
Sejin inclinou a cabeça sem dizer nada e se virou. Não tinha coragem de corrigir as palavras de Lee Jinkyung. Ao ouvir as palavras dela, parecia que Kim Hyungkyung ainda estava viva em algum lugar deste mundo, então Sejin apenas escutou aquele som sem dizer nada.
14:49 [Estou saindo da escola agora.]
Saindo da escola, Sejin caminhou em direção ao local de trabalho de Cheon Seju enfrentando o vento frio. O edifício, que ele havia visitado cerca de duas vezes, ficava em um beco próximo a uma colina baixa, passando por uma área residencial. Nos arredores, fileiras de prédios comerciais e residenciais que tinham algo como escritórios no primeiro andar eram comuns, mas, se caminhasse um pouco mais, era um beco sem saída, sendo um local com pouca circulação de pessoas.
Ao longe, avistou o edifício de concreto sem uma única janela. Como deve ser sufocante trabalhar ali dentro. Por que o arquiteto teria construído o edifício com aquele tipo de design? Sejin deu um passo em direção ao estacionamento enquanto pensou em coisas inúteis. No entanto, ao contrário do que imaginava, pensando que o carro de Cheon Seju estaria ali, no estacionamento do edifício havia apenas uma van velha e um sedã preto estacionados.
Será que ele estacionou em outro lugar? Inclinando a cabeça, Sejin naturalmente desviou o olhar e observou a entrada do edifício. Era pelo pensamento de que, como havia enviado a mensagem, Cheon Seju logo sairia. No entanto, um momento depois, a pessoa que apareceu quando a porta de entrada do edifício se abriu não foi Cheon Seju.
— ……
Moon Seonhyuk observou Sejin de cima com um olhar gélido. Como dezenas de câmeras de segurança estavam instaladas ao redor do estúdio, um alarme estava configurado para soar caso uma pessoa não registrada permanecesse nos arredores por mais de um determinado tempo.
Como o som de alerta ecoou de repente, ele foi verificar e Sejin estava lá. Moon Seonhyuk saiu do escritório assim que confirmou o rosto dele.
— O que você está fazendo aqui.
A voz pesada foi direcionada a Sejin.
Sejin desviou o olhar para o lado de onde veio o som com um rosto inexpressivo. Ele também reconheceu Moon Seonhyuk imediatamente e franziu a testa.
Havia se deparado com Moon Seonhyuk várias vezes, e todos esses encontros foram desagradáveis. Embora não tivessem tido nenhuma grande conversa, Sejin não era ingênuo a ponto de não saber que eles consideravam a existência um do outro incômoda. Prevendo que hoje também seria um encontro desagradável, ele respondeu com uma voz rude:
— Estou esperando o Cheon Seju.
Diante da resposta curta de Sejin, as sobrancelhas de Moon Seonhyuk se moveram. Aquele lugar era o estúdio. Um local onde a exposição a pessoas de fora era minimizada e onde pessoas sem autorização sequer podiam entrar.
Seonhyuk não gostava do fato de Sejin estar rondando um lugar como aquele pela segunda vez. Além disso, Cheon Seju não estava aqui agora. O chefe deveria estar na Shinsa Capital, por que aqui… Enquanto pensava, Moon Seonhyuk de repente estreitou o espaço entre as sobrancelhas e perguntou a Sejin:
— Por que está esperando o chefe aqui.
— Cheon Seju disse para eu vir aqui.
— ……
Diante da frase dita por via das dúvidas, retornou uma resposta inacreditável. O fato de que Cheon Seju, aquele Cheon Seju, havia quebrado as regras e chamado Sejin para cá era totalmente inacreditável. Moon Seonhyuk olhou para Sejin distorcendo o rosto com crueza.
O homem que exibia apenas uma imagem perfeita desde que apareceu pela primeira vez estava se desestruturando repetidamente desde que conheceu aquele garoto. Seonhyuk lembrou-se de Cheon Seju, que continuou violando as leis da organização por causa de Sejin nos últimos meses. No início, pensou que era porque ele tinha o coração mole. Mais tarde, pensou que era porque havia se apegado. Quando chegou ao ponto de realmente não conseguir suportar, confortou a si mesmo pensando que era uma criança que partiria assim que se tornasse adulta, então não deveria se importar.
No entanto, já havia se passado mais de um mês desde a virada do ano, e o garoto continuava grudado em Cheon Seju, e Cheon Seju não hesitava em quebrar as regras por causa dele.
Chamar uma pessoa de fora para o estúdio, aquilo era algo sem cabimento. Moon Seonhyuk sentiu uma profunda aversão diante do fato de que ninguém menos que Cheon Seju havia agido assim.
No entanto, Seonhyuk ainda admirava Cheon Seju. Desde o momento em que encontrou Cheon Seju, que pisou no estúdio pela primeira vez após deixar Seok Yunhyung, Seonhyuk o admirava.
Cheon Seju exibia a imagem do homem perfeito que Moon Seonhyuk idealizava. Ele possuía uma aparência bela a ponto de transformar o local onde estava em uma cena de filme, e sua firme capacidade de execução, disposto a suportar tudo se fosse pelo bem da organização, fascinava Seonhyuk.
Sentia que se estivesse com ele, poderia fazer qualquer coisa. Por assim dizer, aquilo era admiração. Moon Seonhyuk queria se tornar uma pessoa como Cheon Seju, e sentia orgulho de ele ser seu superior.
No entanto, aquela imagem perfeita estava sendo quebrada repetidamente. E nada menos que por causa daquele garoto insignificante……
— Até quando você vai ficar grudado no chefe como um parasita.
Diante das palavras que Seonhyuk cuspiu, Sejin ergueu o olhar duvidando de seus próprios ouvidos. Com a cabeça ligeiramente inclinada e os cantos dos olhos erguidos, ele olhou para cima para Moon Seonhyuk e respondeu:
— O que você ganha sabendo disso?
— Esse moleque petulante……
Tendo praguejado baixinho, Moon Seonhyuk desceu os degraus a passos largos. Seu interior fervia. O fato de que um sujeito assim, que não tinha estudos nem posses, era uma existência que manchava a perfeição de Cheon Seju realmente incomodava seus nervos.
Seonhyuk desejava eliminar Sejin, que era a causa da mudança de Cheon Seju. Sentia que se aquele garoto não existisse, tudo voltaria ao normal. O Cheon Seju perfeito, que era frio, valorizava os membros da equipe mais do que ninguém e se sacrificava pela organização.
— Não é um lugar onde um garoto como você deva estar. Sem nem saber que tipo de pessoa o chefe é…… Você tem ideia do quanto ele se desgasta para lidar com alguém do seu nível?
Sejin não se intimidou diante da atitude de Seonhyuk, que parecia olhar para algo insignificante. Soltando uma risada de desmém, ele encarou calmamente Moon Seonhyuk, que parou diante dele. Sim, agora eu entendo. O motivo pelo qual aquele homem continuava incomodando seus olhos.
Moon Seonhyuk tratava Cheon Seju como se ele fosse uma pessoa grandiosa. Agia com aquele homem, que sabia sorrir normalmente, como se ele fosse um chefe da máfia perfeito.
O mesmo valeu no ano passado, quando ele levou o Cheon Seju adormecido até em casa para deitá-lo na cama. Os gestos de Moon Seonhyuk eram reverentes, quase como se estivesse lidando com o corpo sagrado de um santo e, apesar de a diferença de idade não ser grande, ele usava uma linguagem excessivamente formal com Cheon Seju. Não importava por onde olhasse, era uma atitude anormal.
Que tipo de forma Cheon Seju teria na imaginação daquele homem, afinal? Sejin não achava que aquela seria a real imagem de Cheon Seju. A essência de Cheon Seju provavelmente estaria mais próxima do que ele havia mostrado a Sejin. Sendo assim, aquela discrepância não seria a causa que desgastava Cheon Seju?
Sejin de repente sentiu curiosidade. O Cheon Seju que Moon Seonhyuk conhecia. Que tipo de imagem seria aquela que Cheon Seju não queria mostrar a ele de jeito nenhum. Sejin perguntou de volta, tentando parecer indiferente:
— O que há de desgastante? Você não sabe o quanto o Cheon Seju fica confortável quando está comigo. Por que diz uma bobagem dessas sem saber de nada.
— Esse filho da puta……
— Você parece achar que o Cheon Seju é uma pessoa incrivelmente grandiosa. Mas não, não é assim.
Diante da voz calma de Sejin, Moon Seonhyuk ouviu o som de sua paciência se esgotando. Embora tivesse sido repreendido várias vezes por Cheon Seju, ele era um temperamental por natureza. De certa forma, no que dizia respeito estritamente a Cheon Seju, que era o seu ideal, seu ponto de fulgor era mais baixo do que o de Haeung.
— Cheon Seju é uma pessoa comum. Ele é mais humano do que você imagina e é alguém que sabe sofrer pelo trabalho que faz. Mas o que você sabe para tratar o Cheon Seju como um deus?
— Cale a boca!
Cheon Seju era alguém que combinava com este mundo mais do que qualquer outra pessoa. Moon Seonhyuk lembrava perfeitamente. Cheon Seju parecia alguém que havia nascido e crescido nos becos de trás. O passado que ele carregava e as feridas decorrentes dele apenas contribuíam para transformar o humano chamado Cheon Seju em um homem perfeito.
Na mente de Moon Seonhyuk, Cheon Seju era por si só um membro consolidado do submundo. Cheon Seju tinha a forma do irmão mais velho que Seonhyuk idealizava em seus sonhos, o tipo de pessoa pela qual ele pensava que entregaria sua vida sem hesitação caso existisse. Às vezes Cheon Seju divergia daquela forma, mas Seonhyuk se esforçava para encaixar Cheon Seju naquele molde.
Porque não haveria outra pessoa assim. Se Cheon Seju desaparecesse, não surgiria de novo. Aquela admiração obsessiva fazia Seonhyuk deificar Cheon Seju, e a lealdade cega de Seonhyuk provinha desse tipo de sentimento.
Para alguém assim, as palavras que Sejin despejou eram praticamente algo que jamais deveria ser dito. Dizer que Cheon Seju, aquele homem perfeito, era comum era uma frase que quebrava o ideal de Seonhyuk. Com a raiva subindo até o topo da cabeça, Seonhyuk agarrou e puxou o braço de Sejin.
— Você é quem não sabe porra nenhuma sobre o chefe……
Esse moleque podia proferir aquele tipo de palavra porque não sabia o que Cheon Seju fazia. Se ele conhecesse a realidade nua e crua de Cheon Seju, jamais conseguiria dizer que ele era comum.
Moon Seonhyuk, cujos olhos ficaram vermelhos, arrastou Sejin, que não resistiu, e entrou no estúdio. Tum, passando pela porta de ferro dupla, ele arrastou Sejin escada abaixo em direção ao subsolo. A realidade do homem chamado Cheon Seju existia naquele lugar. Esse garoto precisava conhecer a imagem intrínseca de Cheon Seju que se consumava no subsolo.
— Ahn? Irmão Seonhyuk?
No instante em que Moon Seonhyuk arrastava Sejin para o subsolo, Haeung, que descia as escadas, reconheceu os dois e aumentou o tom de voz:
— Quem é? O que foi. Esse, ele, não é aquele garoto?
Como Seonhyuk, que havia saído para verificar o alarme, não retornava, ele estava prestes a sair para ver, mas que situação era aquela. Haeung chamou Seonhyuk exibindo uma expressão de surpresa. No entanto, Moon Seonhyuk já estava em um estado onde não enxergava nada diante de si. Não havia hesitação nos passos que pisavam nos degraus arrastando o intruso.
À medida que ele se aproximava do subsolo junto com Sejin, uma voz cheia de perplexidade fluiu de Haeung:
— O que foi! Onde vocês estão indo! Não pode ir aí! Irmão Seonhyuuuk!
Como a situação de levar uma pessoa de fora para o subsolo parecia incomum, ele havia ligado para Cheon Seju e estava observando secretamente. Vendo Seonhyuk tentar bater em Sejin de repente, Haeung, que ficou horrorizado, jogou longe o sorvete que comia e correu. Foi pelo pensamento de que, como a cabeça de Sejin era muito pequena, se ele levasse apenas um soco de Seonhyuk, seu crânio se despedaçaria.
Embora não soubesse que tipo de situação era aquela, pelo pensamento de que não podia deixar Seonhyuk bater no garoto que estava sob os cuidados de Cheon Seju, Haeung gritou grudado na cintura dele com todas as forças:
— Ei! Mandei sair!
No entanto, parecia que Sejin não tinha a intenção de simplesmente recuar. Massageando a cabeça que bateu contra a parede, Sejin deu um passo à frente, encarou Moon Seonhyuk com um olhar assassino e disse:
— Cheon Seju não mudou por minha causa, ele apenas estava aguentando firme neste subsolo de merda até agora. Uma pessoa como você não significa nada para o Cheon Seju, é apenas o tipo de alvo do qual ele quer escapar!
Diante daquela provocação, Moon Seonhyuk desferiu um soco praguejando, e Haeung, que foi atingido no rosto, caiu para trás soltando um grito. Assim que rolou pelo chão, Haeung levantou-se abruptamente de seu lugar com as veias da testa saltadas.
— Seu filho da puta, você enlouqueceu!
Tendo gritado aquilo, Haeung avançou contra Moon Seonhyuk. Esforçando-se para se aproximar de Sejin enquanto empurrava Haeung que se agarrava a ele novamente, Seonhyuk também xingou Sejin com os olhos fora de órbita:
— Seu filho da puta caralho. Não fale de qualquer jeito sobre o chefe sem saber de nada!
Sua voz grave ecoou de forma sinistra dentro do subsolo. No entanto, Seonhyuk não conseguia se aproximar de Sejin por causa de Haeung que avançava contra ele, e Sejin, após observar os dois se atracando, soltou uma risada de desdém e virou o corpo.
Se fosse no passado, talvez tivesse sentido confusão ao ver o subsolo, mas agora não era assim. Sejin sabia que tipo de pessoa Cheon Seju era.
Ele era alguém rigoroso consigo mesmo, que se autoflagelava. Tendo vislumbrado a autoaversão que Cheon Seju carregava, Sejin pôde notar o fato de que ele deve ter sofrido por muitos dias neste lugar. Teria sido apenas sofrimento? Talvez tenham sido vários os momentos em que suportar foi um fardo tão grande que ele quis desistir.
Sejin engoliu o choro. Desde o momento em que soube do fato de que ele era um executivo da DG, aquilo era algo que ele já esperava até certo ponto, mas perceber que ele trabalhava escondido no subsolo dessa forma, e não simplesmente como um líder de ação, o deixava realmente triste.
A intenção de Cheon Seju de querer mantê-lo afastado durante todo esse tempo foi profundamente compreendida. Pelo medo de que Sejin o odiasse ou apontasse o dedo caso soubesse que ele fazia esse tipo de trabalho, Cheon Seju havia escolhido a esquiva continuamente por causa desse temor.
Cheon Seju… tinha medo de ser odiado por ele.
— Eu não disse para parar! Por que está batendo em mim!
— Gu Haeung! Você não vai dar o fora daí!
Deixando para trás o subsolo onde os dois brigavam barulhentamente, Sejin fechou a porta daquele lugar e saiu. Assim que a trava se ativou com um clique, nenhum som fluiu do lado de dentro. Graças ao isolamento acústico perfeito, parecia que ninguém saberia mesmo se várias pessoas morressem ali dentro.
…Sejin lembrou-se de repente dos dias em que Cheon Seju entrava em casa em um estado marcadamente exausto. Naqueles dias, Cheon Seju teria que fazer o seu trabalho aqui?
Um trabalho que, mesmo que outros pudessem fazer, eu obrigatoriamente preciso fazer sozinho, relelembrando as palavras que Cheon Seju havia dito em algum momento, Sejin subiu as escadas. Aquilo provavelmente significava esse tipo de trabalho. E mesmo naquela frase, Sejin conseguia ler a doçura de Cheon Seju.
Por não querer dar aquele trabalho terrível a outra pessoa, Cheon Seju tentou arcar com tudo sozinho. Para um Cheon Seju assim, dizer que o subsolo combinava bem com ele era o mesmo que uma ofensa gravíssima. Quão egoísta era o humano chamado Moon Seonhyuk. Toda vez que ele o olhava com aquele olhar de admiração, Cheon Seju deve ter sofrido imensamente. Porque aquele homem tão doce não queria decepcionar nem mesmo um Moon Seonhyuk daqueles……
Sejin apressou os passos pensando que queria encontrar Cheon Seju o quanto antes para abraçá-lo. Foi exatamente no momento em que ele alcançou a extremidade da escada.
A porta se abriu abruptamente, e uma fragrância familiar invadiu o local junto com o vento frio. Sejin ergueu a cabeça calmamente e olhou para a pessoa que apareceu. Cheon Seju estava parado bem diante dele. Vendo o homem em trajes de camisa, sem sequer vestir um paletó, parecendo ter corrido às pressas, Sejin franziu a testa.
— Por que…
Por que você anda assim, vai pegar um resfriado… No momento em que ia perguntar aquilo, seus olhares se cruzaram com os de Cheon Seju. E Sejin viu o pavor se espalhar em um instante por todo o semblante dele.
As duas pupilas profundamente abatidas oscilaram como se tivessem encontrado uma tempestade, e o medo se alojou no cenho endurecido. Cheon Seju observava Sejin, que subia do subsolo. Vendo os lábios dele oscilarem trêmulos, Sejin piscou os olhos distraidamente.
— …Você viu?
O subsolo. A voz que complementou baixinho tremeu de forma lastimável. Agora sabia o que Cheon Seju temia. Sejin engoliu as lágrimas que subiram naquele momento e acenou com a cabeça. Sim, assim que respondeu baixinho, Cheon Seju cambaleou como uma pessoa que tivesse levado um golpe na nuca.
— Cheon Seju…!
Sejin subiu os degraus às pressas e segurou os ombros dele. Cheon Seju apenas movia os lábios como uma pessoa que tivesse perdido a fala. Diante da imagem dele com os tendões da testa salientes e os lábios trêmulos cerrados enquanto os mordia, Sejin balançou a cabeça com dificuldade.
— Não, eu estou bem. Está tudo bem, Cheon Seju.
No entanto, Cheon Seju não conseguia suportar o pavor que o invadia.
Era hoje. Tinha a intenção de confessar tudo a Sejin hoje. Planejava despejar tudo o que queria falar para Sejin da maneira que desejava. Não era dessa forma. Não tinha a intenção de expor seu próprio fundo do poço de maneira tão nua e crua.
Não passava pela sua cabeça em hipótese alguma mostrar o subsolo. Porque aquele lugar era onde a verdade sórdida que ele não tinha coragem de dizer a Sejin estava enterrada.
No entanto, Sejin viu aquele lugar. Que tipo de história ele teria ouvido de Moon Seonhyuk. Como Kwon Sejin pensaria sobre mim. Cheon Seju balançou a cabeça sem forças e recuou, não conseguindo acreditar naquela realidade distorcida. Sem sequer notar que a mão que segurava seu ombro ganhava força, ele empurrou Sejin, virou as costas e escapou do edifício.
Vai sentir aversão. Vai achar assustador. O medo que brotou de seu interior assumiu uma forma real e avançou contra Cheon Seju. Uma dor de cabeça terrível desabou como se seu crânio fosse quebrar. Cheon Seju correu para o local onde o vento frio soprava e lutou para respirar de forma ofegante. Sua cabeça girava. A ponto de pensar que logo morreria se continuasse assim, era difícil respirar.
— ……Seju
Não. A história que eu queria contar não era aquela. Não era esse tipo de coisa que eu queria mostrar. Eu, eu…….
Cheon Seju balançou a cabeça arquejando. Algo estava errado. O mundo girava. Era difícil manter o equilíbrio. Cheon Seju sentiu alguém segurá-lo e agarrou com força a mão que estava pousada em seu armário. Salve-me. Sinto que vou morrer. O pedido de socorro misturado com um gemido emitido dolorosamente não tinha como saber a quem havia alcançado. O cenário diante de seus olhos se tingiu de preto.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna