⋅⋆ Capítulo 09.4
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Yoon Yejun, que era um aluno mais velho e não participava das atividades do departamento, achava o MT desconfortável. Os calouros e os alunos que voltavam do trancamento estavam todos animados. Yoon Yejun, que só frequentava as aulas com dedicação ou, no máximo, dividia umas bebidas com os colegas de turma, se sentia deslocado naquela atmosfera flutuante. Era igual com os cumprimentos formais de calouros que nunca tinham falado com ele e que curvavam a cabeça nervosamente quando de vez em quando cruzavam o olhar com ele.
Fosse porque tinham sido arrastados como ele ou por intenções impuras, havia um número incomum de alunos mais velhos naquele MT. Yoon Yejun, que no início teve dificuldade para se adaptar, se sentiu um pouco mais à vontade quando começou a conversar com rostos conhecidos e a apresentá-los a outros, numa reação em cadeia.
O pessoal do grupo dele no MT era amigável e não parecia desconfortável com ele como veterano. Graças a eles, foi relaxando aos poucos. Tinha decidido tirar aquela semana de folga do trabalho de meio período e precisava encontrar um aluno das aulas particulares no domingo à noite, quando o MT terminasse, mas, já que tinha vindo ao MT, decidiu aproveitar o momento.
Yoon Yejun, que nas férias tinha que fazer vários trabalhos de meio período e depois ir para sua cidade natal, raramente tirava tempo para sair e se divertir. Então, pela primeira vez em muito tempo, decidiu se dar férias de três dias e duas noites, como fazia quando era calouro.
Sentia que podia relaxar e descansar com conforto. Como o MT era principalmente para os calouros, ninguém se importava se os alunos que voltavam do trancamento dançassem ou cantassem entre si, ou nadassem cachorrinho na piscina ali perto.
— Os calouros deste ano não são muito bonitos?
Kim Dong-hoon chegou perto dele e o cutucou na lateral do corpo, perguntando. Yoon Yejun franziu a testa, o que não era do seu feitio. Se os calouros eram bonitas ou bonitos era irrelevante para ele. Se tivesse que dizer sua preferência, gostava de pessoas mais velhas em vez de mais novas, e de rostos maduros em vez de infantis.
Não, o que ele estava fazendo naquela idade? Não pegava bem ser veterano e avaliar os calouros pelas costas. Provavelmente ia bancar o grande veterano na frente deles.
— Este ano eu vou ter um casal de campus de qualquer jeito.
Yoon Yejun estalou a língua diante da determinação de Kim Dong-hoon.
— Você devia namorar alguém de quem gosta, que tipo de plano é esse?
Kim Dong-hoon fez bico diante da bronca. Então passou por Yoon Yejun e foi até o grupo de calouros. Yoon Yejun podia ver os calouros apavorados com a aparição do aluno mais velho, mas Kim Dong-hoon não pareceu perceber.
O que ele está fazendo nessa idade…?
Yoon Yejun suspirou brevemente e balançou a cabeça.
O horário em que os calouros ensaiavam para o show de talentos da noite era só tempo livre para os alunos que voltavam do trancamento. Alguns se sentavam em roda jogando cartas, alguns só jogavam jogos de celular, e alguns iam até onde os calouros ensaiavam o show de talentos e davam conselhos não solicitados.
Yoon Yejun não tinha nada para fazer, então deu uma volta ao redor da pousada. Havia uma trilha sem manutenção atrás da pousada. A trilha era bem íngreme, como uma colina, e além dela havia um rio bem grande que se ligava ao córrego que circundava a pousada. Mais cedo, ele tinha visto que o pessoal que queria se divertir já estava brincando na piscina anexa à pousada. Imaginou que não haveria muito motivo para alguém vir até ali.
Ainda assim, sentia-se um pouco mais à vontade fazendo uma caminhada tranquila até um lugar com vista panorâmica. O lugar onde Yoon Yejun morava não era bem assim, mas era uma área movimentada no interior, com poucos prédios altos. O que será que o avô estava fazendo? Pensou em ligar para saber dele, mas se conteve.
O avô sempre ficava ansioso quando ele ligava, achando que precisava de dinheiro. Ele nunca tinha pedido dinheiro, mas o avô sempre se preocupava. Então, de propósito, não entrava em contato com frequência até ir ficar com ele por alguns dias nas férias. A distância entre os membros da família era sempre ambígua. O avô ficava feliz quando tinha notícias dele, mas também ficava ansioso, e, quando não tinha notícias, ficava triste mas não dizia nada, afirmando que nenhuma notícia era boa notícia.
Yoon Yejun não era de prestar muita atenção nas pessoas ao seu redor, mas às vezes sentia uma corrente sutil. Alguns o invejavam por ter raciocínio rápido, mas era graças a ter trabalhado em muitos empregos de meio período e conhecido pessoas variadas.
A pessoa mais peculiar e incomum dos últimos tempos era…
Só podia ser Ki Giyeonghan.
Ki Giyeonghan era sensível e exigente. A julgar pela aparência, parecia ter raciocínio rápido, mas, vendo como não se importava com a atmosfera ao redor, parecia que sua percepção era quase zero. Mesmo assim, ele se destacava para os outros. Se de um jeito bom ou ruim, ele não sabia.
Que tipo de vida ele viveu para ficar desse jeito? Ele não parece ser um garoto ruim de jeito nenhum. Parece o tipo que cuida de você sem deixar óbvio. Lembrou-se de cerca de uma semana antes, quando o outro lhe jogou a jaqueta na descida da montanha. Ainda assim, as palavras dele eram horríveis. Ki Giyeonghan, assim que abria a boca, despedaçava tudo o que tinha cuidado sutilmente. Bem, de qualquer forma, era um garoto estranho. Também parecia que só se comportava mal porque confiava no próprio rosto.
Yoon Yejun, que tinha pensado em Ki Giyeonghan por um breve momento, olhou para o rio que se estendia calmamente. Estava silencioso e parado. As vozes dos alunos rindo e conversando alto atrás dele chegavam claramente com o vento.
Yoon Yejun se lembrou de repente do MT a que tinha ido dois anos antes. “Yejun, você quer ir ao MT?” Ele tinha dito que iria, como se estivesse enfeitiçado por aquelas palavras gentis. Achava que era o único a quem tinham perguntado de forma tão casual. Gostou que o outro cuidasse dele melhor do que dos calouros e sorrisse para ele até no MT. Embora, depois disso, tivesse sido o pior.
— …….
Yoon Yejun balançou a cabeça de repente. Normalmente não pensava muito naquilo, mas vinha à mente principalmente quando estava vivendo a vida do departamento de Comunicação. Era por isso que eu não queria viver a vida do departamento de Comunicação, mas o que posso fazer, já que estou aqui. Ainda assim, agora que estava ali, esperava passar aquele tempo em paz, sem que nada acontecesse. Queria passar as duas noites e três dias sem incidentes.
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A música de rock alta parecia que ia rasgar seus tímpanos. A testa de Ki Giyeonghan se franziu, enquanto ele estivera tranquilamente deitado. Abriu os olhos, que estavam serenamente fechados, com irritação. Não sabia de onde vinha o som, mas vinha de perto demais.
— Que porra….
Murmurou em voz baixa, ainda sonolento. Estão fazendo algum evento em algum lugar? Levantou-se, com a intenção de chamar a polícia imediatamente, e foi para a sala. O som ficou mais alto. A televisão estava desligada, e ele olhou ao redor com uma expressão frustrada. Então seu olhar se voltou para a mesa de jantar.
— …….
♩! ♩! ♩!
O celular, tremendo e fazendo um barulho alto, não era dele. Ki Giyeonghan não precisou pensar de quem era. Era obviamente de Lee Yoon-hak. Esse desgraçado vai pro MT e deixa o celular aqui. Olhou para o celular com o rosto indiferente.
Irmão mais novo 1
Lee Yoon-hak sempre tinha um jeito peculiar de salvar os contatos. Era como um código que só ele entendia. Ki Giyeonghan franziu a testa ao olhar a tela, depois colocou o celular no silencioso. O celular que tocava alto ficou em silêncio num instante. Era um pouco demais mexer no celular dos outros, mas ele odiava ainda mais o barulho.
Virou-se para olhar o relógio na parede e checar a hora. Passava da 1 da tarde. Tinha dormido muito. Talvez fosse por ter tido uma noite agitada, mas só pretendia tirar um cochilo e já tinha passado tanto tempo.
Ki Giyeonghan se espreguiçou, segurando os dois braços e puxando-os para cima. Esticou o corpo bem musculoso. O abdômen ficou levemente visível quando a camiseta subiu, mas logo desapareceu quando ele baixou os braços de volta à posição original.
Ki Giyeonghan tocou a nuca e caminhou até a cozinha. Colocou uma cápsula na máquina de espresso e apertou o botão. Vuum. Uma vibração alta soou, e o espresso marrom-escuro foi despejado na xícara. Remexeu o congelador, pegou gelo, colocou no copo e despejou água gelada no espresso. Pegou o copo de café e entrou no cômodo que só usava para estudar.
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Ki Giyeonghan tirou os óculos. Não era que tivesse a vista ruim, mas os olhos se cansavam se olhasse livros por muito tempo, então tinha arranjado óculos para evitar isso. Pressionou o polegar e o indicador no dorso do nariz. Depois de se concentrar por muito tempo, sentiu-se cansado e com fome.
Era um dia tranquilo. Teria sido ainda melhor se não tivesse tido aquele sonho esquisito de manhã. Ki Giyeonghan empurrou a cadeira para trás e se levantou. Pegou o copo vazio e saiu. Será que janto em casa? Ou como algo simples na minha casa, busco o Ki Young-hyun, que sai da escola depois das 23h, e peço alguma coisa pra comer?
Enxugou o copo e o colocou na prateleira, fazendo planos sozinho. Foi para a sala e se jogou no sofá. Olhou pela janela e viu que o tempo estava bem bonito. Os dias estavam mais longos do que alguns dias antes.
— …….
Afundou a nuca no braço do sofá e se deitou. O tempo bom não o fazia se sentir melhor, então ele só se sentia mais ou menos. Ki Giyeonghan, que recolheu os lábios para dentro por um instante, logo se levantou. Melhor eu ir pra casa. Não tinha nada para arrumar, então Ki Giyeonghan, que estava prestes a ir para a porta de entrada sem pensar, parou em frente à escrivaninha do computador.
— Será que posso simplesmente deixar o celular?
Murmurou para si mesmo, pegou o celular de Lee Yoon-hak e apertou de leve o botão de ligar.
Irmão mais novo 1 Chamadas perdidas 5
Irmão mais novo 2 Chamadas perdidas 2
Mãe Chamada perdida
Uma mensagem de texto apareceu.
[Hyung, você está ocupado? A mãe disse que tem uma coisa pra te falar por telefone]
[É sobre a mudança]
[Hyung~~ Me liga quando vir isso, é muito urgente!!]
Teria sido melhor não ter visto, mas já tinha visto. Uma leve ruga se formou entre as sobrancelhas serenas. É urgente? Hesitou e mandou uma resposta para a mensagem mais recente.
[Sou amigo do Lee Yoon-hak. Ele esqueceu o celular na minha casa e foi pro MT.]
Uma resposta voltou imediatamente.
[Ah…ㅠㅠ É urgente, tem algum outro lugar onde eu possa ligar pra ele?]
O lema de Ki Giyeonghan era evitar ao máximo se envolver nos assuntos dos outros, mas achou que devia pelo menos pagar pela sopa de broto de feijão para ressaca que tinha comido, então ligou para “Chefe”, presumivelmente Min-jeong, na lista de chamadas recentes. Ia pedir para falar com Lee Yoon-hak, mas ela não atendeu mesmo depois de várias ligações.
— …….
[Ela não está atendendo. A pessoa que foi com ele.]
Ele não tinha o menor interesse no centro acadêmico, e Lee Yoon-hak salvava todos os números de um jeito estranho, então não conseguiu encontrar ninguém que tivesse ido ao MT. Enquanto hesitava, recebeu uma ligação. A dona da voz jovem, que se apresentou como a irmã mais nova de Lee Yoon-hak, perguntou se ele sabia onde era o local do MT, porque era um assunto muito urgente.
Não, será que ele fugiu com dinheiro ou algo assim.
As palavras chegaram à garganta de Ki Giyeonghan, mas ele não podia descontar na irmã mais nova de um colega de faculdade que nunca tinha conhecido. Ki Giyeonghan, que já estava metido numa situação problemática, se perguntou se devia simplesmente desligar.
— É que… é por causa de um assunto de família… Eu preciso muito falar com ele agora.
A irmã mais nova de Lee Yoon-hak, do outro lado da linha, murmurava com uma voz que parecia prestes a chorar. Será que aquele desgraçado do Lee Yoon-hak fugiu mesmo com dinheiro? Ki Giyeonghan tocou a testa com uma expressão preocupada. Em qualquer outro momento, simplesmente teria desligado, mas se sentiu um pouco fraco diante da voz que parecia ter a idade do seu irmão mais novo. Argh. No fim, um suspiro escapou dos seus lábios.
— …….
Onde é que eu vou achar esse desgraçado? Umedeceu os lábios secos com a língua. Ao mesmo tempo, lembrou-se do cartaz colado no prédio da Faculdade de Ciências Sociais. O local do MT definitivamente estava escrito lá.
— Tudo bem.
Ki Giyeonghan finalmente abriu a boca. Odiava se intrometer e odiava se envolver nos assuntos dos outros, mas as palavras saíram.
— Você só precisa que eu leve isso pra ele, né.
Não conseguia evitar quando a voz, que parecia ter a idade do seu irmão mais novo, tremia. Enfim, aquele desgraçado do Ki Young-hyun não serve pra nada na vida. Deu uma desculpa sem sentido para estar fazendo algo que não era do seu feitio.
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Olhando o tempo de viagem no GPS, um gosto amargo encheu sua boca. Levaria uma hora e trinta minutos só para ir. Três horas ida e volta. Chegaria em casa depois das 21h. Ki Giyeonghan nem pensou em relaxar a expressão rígida e se concentrou na direção.
Ia jogar o celular na beira da estrada e dar meia-volta se o trânsito estivesse ruim, mas só a área do pedágio estava congestionada, e as outras estradas estavam em geral livres. Não sabia se devia chamar aquilo de sorte ou não. Nem Ki Giyeonghan, que dirigia, sabia.
Continuou dirigindo sem pensar muito, mas seu rosto foi ficando pálido aos poucos.
Ele está indo a algum resort em Gapyeong entregar o celular do Lee Yoon-hak. Era para lá que o Departamento de Mídia e Comunicação tinha ido fazer o MT. A única pessoa que ele conhecia no Departamento de Mídia e Comunicação era Yoon Yejun. Tinha tido um sonho estranho com Yoon Yejun justo naquele dia.
— …….
Espero não ter que ver a cara dele. Quantos alunos tem o Departamento de Mídia e Comunicação? Teria uma ideia aproximada se tivesse participado da vida universitária, mas Ki Giyeonghan, que nunca participara direito, não fazia ideia. Só esperava não esbarrar com ele.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna