⋅⋆ Capítulo 09.5
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Chamava-se resort, mas era uma pousada localizada na parte mais afastada da área onde as pousadas se concentravam. Ki Giyeonghan pegou o celular e saiu do carro imediatamente. Achou que haveria muita gente por ser um MT, mas não havia muita. Um aluno de pé em frente à pousada lançou um olhar para Ki Giyeonghan. Sabendo que ele não era do Departamento de Mídia e Comunicação, aproximou-se e perguntou.
— O que te traz aqui?
— Estou procurando alguém do centro acadêmico. Lee Yoon-hak, um cara.
— Ah… todos os presidentes de centro acadêmico da faculdade estão aqui agora. Só um momento.
O aluno que falou com ele parecia ser do centro acadêmico do Departamento de Mídia e Comunicação. Ki Giyeonghan ficou ali de pé, com o olhar vazio. O tempo estava bem frio. Dava para ouvir uma algazarra vindo do prédio em que o aluno tinha entrado. Com certeza, parecia que estavam bebendo mesmo antes de o sol se pôr. O motivo de não haver gente do lado de fora provavelmente era porque estavam numa bebedeira lá dentro. Queria ser sarcástico e dizer que eles tinham sorte, mas o próprio destino era miserável demais para dizer isso.
— Giyeonghan!
Logo, Lee Yoon-hak, com o rosto vermelho de embriaguez, apareceu.
— O que aconteceu?
Yoon-hak saiu usando chinelos bem menores que os pés dele. Vendo aquilo, Ki Giyeonghan não conseguiu segurar a raiva que subia. Com a mandíbula cerrada, franziu a testa e entregou o celular que segurava.
— Você devia cuidar do seu próprio celular, por que fica fazendo as pessoas virem até aqui.
Tentou se segurar, mas, no fim, lançou um olhar fulminante e murmurou.
— Hã…?
— Ei, checa o seu celular. Ser atrapalhado não é coisa de um ou dois dias.
Quando ele abaixou a voz, Lee Yoon-hak remexeu às pressas no celular.
— Hã…?
O rosto dele ficou manchado de constrangimento. Então disse a Ki Giyeonghan:
— Só um momento.
E desapareceu atrás do prédio enquanto fazia uma ligação. Nem foi um momento. Ki Giyeonghan se virou para ir para casa.
Uma brisa fresca pairava no quintal. Flores de cerejeira esvoaçavam como flocos de neve das cerejeiras densamente plantadas. Foi bem quando Ki Giyeonghan estava prestes a endurecer a expressão diante da paisagem inutilmente bonita e seguir em frente.
— …Ki Giyeonghan?
Os passos de Ki Giyeonghan pararam abruptamente diante da voz que vinha de trás. O coração, que estivera esfriando de raiva de Yoon-hak, bateu descontrolado. Era como se alguém estivesse espremendo seu coração à força. Tum, tum, tum, tum…. Parecia que tinha corrido 100 metros a toda velocidade. Respirou fundo à força e se virou lentamente.
— O que te traz aqui?
Era Yoon Yejun. Estava vestido de forma confortável. O zíper da jaqueta de agasalho que usava estava levemente abaixado. Por baixo, vestia uma camiseta um pouco maior, e a linha do pescoço e a clavícula estavam nitidamente visíveis. Ki Giyeonghan encheu os olhos com aquela visão explícita.
Ki Giyeonghan baixou o olhar como se espiasse, depois ergueu rapidamente os olhos sem nem olhar para os lábios dele.
— …Como assim.
Quando Ki Giyeonghan perguntou o que ele queria dizer, Yoon Yejun, que tinha chegado mais perto, estendeu a mão. Ki Giyeonghan se sobressaltou e deu um passo para trás.
— Por que, por que… você está me tocando?
— Não.
Yoon Yejun estendeu a mão um pouco mais, tocou o cabelo de Ki Giyeonghan e se afastou. Abriu a mão e mostrou uma flor de cerejeira na palma.
— Isso estava na sua cabeça.
Depois de falar, Yoon Yejun riu sozinho. Ele está bêbado? Está rindo porque ficou sem graça? Ki Giyeonghan tentou descobrir por que ele ria, mas não era fácil. Inclinou a cabeça e acabou baixando o olhar.
Nesse momento, Lee Yoon-hak, que tinha terminado a ligação, se aproximou.
— Yejun hyungnim, você também conhece o Giyeonghan?
— Ah… conheço. A gente faz a mesma disciplina de ciências humanas.
Que história é essa de “hyungnim”. Ki Giyeonghan ficou muito descontente com Lee Yoon-hak, que era amigável com as pessoas sem limite nenhum.
— Ei, Giyeonghan, já que você veio até aqui, bebe e vai embora amanhã.
— Vai pro inferno. Você acha que eu sou de Comunicação?
As palavras escaparam sem filtro, e ele fez contato visual com Yoon Yejun. Ki Giyeonghan ficou constrangido e fechou a boca, mas Yoon Yejun, que sempre tinha visto Ki Giyeonghan daquele jeito, estava calmo.
— É difícil voltar pra casa. Dorme aqui. Eu aviso o pessoal. Vai ficar tudo bem.
Yoon Yejun fingia ser um cara legal. Ki Giyeonghan se perguntou por que Yoon Yejun agia daquele jeito. Seria porque havia outras pessoas por perto? Pensando bem, parecia que ele agia assim desde o dia da trilha. Se ele retrucasse ou dissesse alguma coisa naquela situação, seria o único vilão. É claro que isso não significava que não faria.
Ki Giyeonghan pressionou os lábios com força. Yoon Yejun olhava para ele, esperando uma resposta. Ki Giyeonghan, que mordeu com força os lábios recolhidos, acabou enfiando as mãos nos bolsos.
— Por uma noite, bem…
Não era porque não pudesse de jeito nenhum recusar o pedido de Yoon Yejun. Era só que se perguntava por que Yoon Yejun o encarava com os olhos tão arregalados. Precisava saber o motivo.
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Como esperado, Ki Giyeonghan estava sozinho. Se alguém vinha falar com ele, respondia secamente e, se ninguém falava com ele, ficava sentado sozinho num canto, beliscando petiscos que nem eram petiscos. Se outra pessoa, incomodada ao vê-lo sentado sozinho, se aproximava e puxava conversa com cautela, ele respondia de forma ríspida de novo e a despachava rapidamente. A mesma situação se repetia sem parar.
No entanto, Ki Giyeonghan não se importava se as outras pessoas vinham para o seu lado ou não. Lançava olhares para Yoon Yejun de vez em quando e, quando os olhares se encontravam, bebia a cerveja à sua frente. Enquanto bebericava cerveja sozinho, uma sensação de tristeza o invadiu tardiamente. Não só Yoon Yejun, que lhe dissera para descansar e ir embora depois, já que era tarde, mas até Lee Yoon-hak o estava deixando de lado.
Foi assim que ele passou um bom tempo.
— Giyeonghan-ah.
Yoon Yejun apareceu. Tinha trazido arroz instantâneo, um frango ensopado apimentado que parecia ter sido feito de qualquer jeito e alguns petiscos.
— É meio demais, já que você não conhece ninguém, né? Será que eu devia ter só te mandado pra casa?
— …Do que você está falando?
Ki Giyeonghan retrucou emburrado a Yoon Yejun, que arrumava uma mesinha diante dele.
— Janta. Você disse que não comeu.
— ……
Ki Giyeonghan pegou uma colher tardiamente. Pegou arroz. O arroz instantâneo vendido nas lojas não era muito diferente de lavar o arroz e cozinhá-lo na panela elétrica. Estava com fome, então começou a comer direito, e Yoon Yejun o encarava à sua frente.
— Nunca viu alguém comer antes? Por que está encarando?
Ki Giyeonghan engoliu o arroz que tinha enfiado na boca e retrucou. Assim que terminou de falar, Yoon Yejun se levantou. Então foi até os alunos. Ele foi embora tão rápido depois de uma única palavra?
Ki Giyeonghan franziu levemente a testa e encarou as costas de Yoon Yejun. Se não tivesse bebido cerveja, teria simplesmente ido embora, mas já tinha bebido cerca de meia lata, então não podia fazer isso.
Pegou outra colherada grande de arroz e colocou na boca para fingir indiferença. O frango ensopado apimentado que Yoon Yejun trouxera não parecia estar com a carne bem cozida, então ele só tomou o caldo. Mas, de repente, sentiu uma presença. Ki Giyeonghan levantou a cabeça. Yoon Yejun, que tinha saído do lugar, reapareceu com uma garrafa de soju.
— Vou beber aqui.
— ……
Yoon Yejun achava que com Ki Giyeonghan seria melhor. Estava se sentindo sobrecarregado com a atenção dos calouros. O que eles esperavam de um aluno velho, de período avançado, que nem tinha se formado? Tudo o que ele falava era de mensalidade e custo de vida, então Yoon Yejun acabou mudando de lugar para perto de Ki Giyeonghan. Pelo menos Ki Giyeonghan não parecia esperar nada de ninguém.
— …Faz como quiser.
Ki Giyeonghan respondeu secamente e voltou a se concentrar na refeição. Yoon Yejun encheu de soju o copo à sua frente. Um copo, dois copos… Os dois não trocaram uma única palavra enquanto bebiam.
— Ei! Giyeonghan!
Até Lee Yoon-hak aparecer. Lee Yoon-hak estava bem bêbado, cambaleando ao se sentar ao lado de Ki Giyeonghan. Ki Giyeonghan o xingou com os olhos. Yoon Yejun achou a cena divertida e sorriu de leve para os dois, mas, quando Ki Giyeonghan estreitou os olhos e o fulminou, endureceu a expressão.
Lee Yoon-hak, que parecia ter vindo depois de se afogar em álcool, falou com ele, bem bêbado.
— Se não fosse por você, eu estaria numa enrascada.
— Por quê.
— Não. O dinheiro da mudança da nossa casa está na minha conta…
Lee Yoon-hak divagou sobre a situação financeira da família sem que ninguém perguntasse, e Ki Giyeonghan nem ouviu direito. Yoon Yejun ouvia, assentindo lentamente como se se solidarizasse com o que Lee Yoon-hak dizia. A conclusão de Lee Yoon-hak era simples. Obrigado por trazer meu celular. Yoon Yejun, que esvaziou o copo e enxaguou a boca com água, disse:
— O Giyeonghan é gentil, no fim das contas.
— Ele é uma joia escondida. As pessoas é que não sabem direito…
— Para de exagerar.
Ki Giyeonghan retrucou com rispidez, irritado com as palavras que o elogiavam sem necessidade. Lee Yoon-hak riu. O olhar de Ki Giyeonghan chegou de repente a Yoon Yejun. Os lábios de Yoon Yejun brilhavam de álcool e água.
Ele recolheu os lábios para dentro e depois os soltou. Os lábios particularmente carnudos tremularam, e a ponta da língua, levemente para fora, apareceu. Ki Giyeonghan, sentindo-se tonto, desviou o olhar por um instante e mal conseguiu fazer contato visual com Yoon Yejun. Yoon Yejun sorriu radiante. Ki Giyeonghan estava prestes a perguntar por que ele estava rindo à toa, deixando-o ainda mais retorcido.
— Ei, pessoal, o professor e os veteranos estão chegando. Cumprimentem direitinho!
Um membro do centro acadêmico, que tinha chamado Lee Yoon-hak quando Ki Giyeonghan chegou, levantou a voz e fez o anúncio. Ki Giyeonghan não se importava muito se o professor vinha ou se os veteranos vinham. Eram pessoas que ele só veria por um dia, de qualquer forma, e nem era o seu departamento.
Só queria beber como estava bebendo agora. Sentia que estava ficando um pouco bêbado, mas tudo bem. Também queria conversar com Yoon Yejun e chegar a uma conclusão sobre por que ele estava agindo assim.
No entanto, os outros alunos, exceto ele, ficaram ocupados.
Um membro do centro acadêmico preparou um lugar. Era na ponta oposta de onde os três estavam. E, ao mesmo tempo, a porta da pousada se abriu. Três ou quatro professores prestes a se aposentar entraram, seguidos por alunos de pós-graduação que pareciam ser os que fariam todo o trabalho. Até ali, ele não achou nada demais, mas um homem bem alto e bonito também entrou. Ele não parecia ser estudante.
— ……
Ki Giyeonghan olhou para o homem que entrava e depois voltou o olhar para Yoon Yejun. Ia perguntar por que ele tinha trazido um frango ensopado apimentado que nem estava com a carne cozida.
— ……
Ki Giyeonghan não tinha passado muito tempo com Yoon Yejun, mas achava que eles tinham visto os podres um do outro. Um rosto de desprezo, um rosto sorridente, um rosto constrangido, até um rosto vomitando de bêbado…
Olhos tremendo violentamente e um olhar correndo de um lado para o outro em pânico. Um rosto tão branco quanto o de quem tinha visto um fantasma.
Era a primeira vez que Ki Giyeonghan via o rosto de Yoon Yejun daquele jeito. Ki Giyeonghan seguiu naturalmente o olhar de Yoon Yejun. O olhar de Yoon Yejun estava fixo no homem que ele tinha acabado de avaliar como bonito.
Será que eles não se davam bem?
Talvez fosse o caso. Ki Giyeonghan olhou para o rosto pálido de Yoon Yejun e lançou vários olhares para o rosto do homem. O jeito como ele sorria com um rosto amigável, como se tivesse vindo fazer campanha, não era nada bom.
E então voltou a olhar para Yoon Yejun, que sutilmente deu as costas para o grupo de professores. Em seguida, ele bebeu soju em sequência. Ki Giyeonghan franziu levemente a testa enquanto observava Yoon Yejun, que despejava bebida de forma mais agressiva do que antes, mas não era bom de copo o suficiente para acompanhar o ritmo dele. Para ser sincero, já estava um pouco bêbado.
— Vou lá cumprimentar a Min-jeong noona e o professor.
Lee Yoon-hak terminou de falar e se levantou. Só os dois ficaram. Yoon Yejun serviu água e bebeu. Respirava de forma curta, como alguém que queimava por dentro. Ki Giyeonghan observou Yoon Yejun, que enchia o copo de bebida sem parar, e falou.
— Bebe menos. Vai vomitar de novo?
Yoon Yejun sorriu de leve.
— Hoje vou beber devagar e comer bastante petisco, então não vou vomitar.
Ki Giyeonghan olhou para o homem sentado à sua frente com o rosto emburrado diante da voz que falava com calma. Certamente não era tão sarcástica quanto da última vez. Que me importa, tanto faz. Ki Giyeonghan também se concentrou no que restava da refeição.
Yoon Yejun, que tinha esvaziado uma garrafa de soju sozinho em menos de 10 minutos, se levantou. Os movimentos eram calmos, sem cambalear.
— Vou lá fazer uma ligação.
Depois de falar, saiu do prédio. Ki Giyeonghan ficou sozinho de novo. Permaneceu no lugar e olhou mais uma vez para o homem que deixara Yoon Yejun em pânico assim que o viu. Os olhares se encontraram, e o homem inclinou a cabeça primeiro, cumprimentando-o. Parecia um adulto.
Ki Giyeonghan ignorou o cumprimento. Torceu o olhar e olhou para o soju que Yoon Yejun nem tinha aberto. Já tinha bebido uma ou duas garrafas de cerveja, mas achou que não teria problema beber um pouco mais. Será que tudo bem se bebesse devagar? Ki Giyeonghan, que normalmente não bebia soju quando bebia sozinho, sentia-se frustrado agora.
Não teria problema beber como acompanhamento. Girou e abriu a tampa da garrafa de soju.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna