⋅⋆ Capítulo 07.1
— Eu já disse que não vou, quantas vezes vou ter que repetir? Para de me encher.
Ki Giyeonghan respondeu sem hesitar ao colega de turma Lee Yoon-hak, que se agarrava ao seu braço. Yoon-hak praticamente implorou.
— Só uma vez, vai? Por favor, só uma vez.
— Sério… Algum fantasma que morreu de tanto beber grudou em você?
— Isso! Pensa desse jeito mesmo. Faz tempo demais que a gente não bebe junto. Ei, um hyung que fez uma disciplina de ciências humanas com a gente ano passado abriu um bar e falou pra gente ir, como eu vou sozinho?
— Então não vai.
— Ki Giyeonghaaan. Você também gosta de beberrr.
A expressão de Ki Giyeonghan ficou sombria diante da tentativa descarada de Lee Yoon-hak de se fazer de fofo. Yoon-hak pigarreou de leve diante do olhar feroz direcionado a ele.
— O hyung falou pra levar um cara bonito.
— A gente vai pra um bar gay?
— Que porra você está falando? Não, é só… Fica logo ali na frente. Não é nem um pouco longe.
Nem era sexta-feira, por que beber no meio da semana? Mas, se fosse sexta ou fim de semana, Ki Giyeonghan nem teria saído de casa. Ah. Que coisa irritante. Ki Giyeonghan balançou a cabeça.
Se tivesse que classificar, Ki Giyeonghan definitivamente gostava de bebida. Mas havia dias em que queria beber e dias em que não queria. Hoje era o segundo caso.
— Ei, esquece. Tô indo embora.
Ki Giyeonghan se livrou da mão do colega, que segurava seu pulso, e deu meia-volta sem hesitar. Ia direto para o estacionamento pegar o carro e relaxar confortavelmente no seu apartamento.
Essa definitivamente era sua intenção. Se o colega não tivesse agarrado a barra da sua calça…
— Ei, Giyeonghan, por favor. Só uma vez… Por favor…
Ele não só agarrou a barra da calça como se pendurou nela como se fosse arrancá-la. Ki Giyeonghan segurou o passador do cós com uma expressão frustrada.
— Ei, você vai soltar?
— Ah, vamooos. Por favor. Eu, ah, eu tenho um problema. Sério. Um problema sério.
As pessoas que passavam pelo prédio de ciências sociais lançavam olhares para os dois. Já era um horário movimentado. Que cena ridícula. Um homem ajoelhado e agarrado, e, ao lado dele, um homem segurando a calça, com medo de que caísse. Chega seu desgraçado, Ki Giyeonghan xingou e apertou os olhos com força.
Ki Giyeonghan, que odiava ser o centro das atenções e atrair os olhares das pessoas, passou a língua pelos lábios secos e então os pressionou com força. No fim, eu desisti primeiro.
— Ah, tá bom!
Ele gritou. Não sei por que só tem gente sem noção ao meu redor. Não consigo entender como acham que podem conseguir qualquer coisa enchendo o saco e insistindo.
E o lugar onde chegaram era só mais um bar universitário. Lee Yoon-hak chegou a voltar ao apartamento para trocar de roupa. Se ele se vestisse direito normalmente, não precisaria ter o trabalho de se trocar e sair de novo.
Ki Giyeonghan fechou bem o casaco, que era mais fino do que o de poucas semanas atrás. O bar parecia não ter sido aberto havia muito tempo, mas já estava bem cheio.
— Hyung…!
— Ah, Yoon-hak. Chegou?
Enquanto Lee Yoon-hak conversava com um homem que parecia ser o dono do bar, Ki Giyeonghan ficou na entrada e olhou ao redor do lugar. Quase não havia gente que tinha vindo em dupla. Todos ocupavam os assentos em grupos variados. Como era de se esperar de um dia de semana em frente à faculdade, estava a todo vapor.
Eram só oito horas, nem era tarde, mas o lugar já estava cheio de bêbados. Parecia um lugar onde só se reuniam bêbados. Eu tenho mesmo que beber aqui…? Ainda não é tarde demais. Será que eu simplesmente fujo?
O dono lançou um olhar para Ki Giyeonghan.
— Ele é bonito mesmo.
O dono sussurrou para Lee Yoon-hak, e Yoon-hak brincou:
— Eu não te falei?
Sinceramente, Ki Giyeonghan já tinha ouvido o suficiente sobre a própria aparência, então fingiu não ouvir.
— Vou falar pro pessoal tirar da conta, então divirtam-se. Se tiverem chance, juntem-se a alguma mesa. Entendeu?
Lee Yoon-hak fez uma reverência.
— Hyungnim, vou te tratar muito bem.
— Você é cheio de conversa.
Era uma pena que aquela conversa ridícula não fosse abafada pela música. Ki Giyeonghan xingou baixinho sem hesitar.
Logo, Lee Yoon-hak, que tinha sido levado a uma mesa pelo dono, se aproximou de Ki Giyeonghan. Ki Giyeonghan não conseguiu esconder a expressão relutante.
— Você só veio pra ganhar bebida de graça?
— É. O hyung disse que pagava a bebida se eu viesse.
— Então podia ter vindo com outras pessoas.
— Ah, sério, o hyung falou pra trazer um cara bonito… Não, na verdade eu tenho uma coisa pra te contar. Vamos entrar e conversar. Matar dois coelhos com uma cajadada só.
Era óbvio que ele não tinha nada para contar. Lee Yoon-hak era sempre assim. Quando queria beber, inventava um problema inexistente e enchia os copos.
Ki Giyeonghan não fazia ideia de por que Yoon-hak cuidava tanto dele. Ele não tinha personalidade de rir e tagarelar como os outros e, para ser sincero, ele nem era forte para bebida. Uma garrafa de soju era tudo o que eu conseguia beber. Por isso eu preferia beber sozinho.
Sei lá. O que tiver que ser, será. Ki Giyeonghan abanou a mão. Bem, não tem problema, já que posso simplesmente ir pra casa se ficar bêbado primeiro.
── ⋆⋅𖤓⋅⋆ ──
Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna