❖ Mind Your Loved One, 02.1
❖ Mind Your Loved One, 02.1
2.
Quando acordou, a manhã já estava chegando ao fim. Alex não sabia exatamente em que momento havia pegado no sono, mas guardava lembranças fragmentadas.
Recordava-se de estar exausto, dormindo como se estivesse desmaiado, enquanto Nathan o abraçava por trás e o possuía, ou de como se agarrava a ele entre o sono e a vigília ao atingirem o ápice.
Depois disso, parecia ter reclamado de algo, sentindo-se injustiçado. Frases como “você é mau por não me deixar dormir” e “me fez fazer aquelas coisas na sala” cruzaram sua mente. Como ainda estava sonolento, tudo parecia um evento saído de um sonho.
Franzindo os olhos ressecados, ele soltou um bocejo curto. Logo, uma mão fria se estendeu e afastou os fios de cabelo de sua testa.
— Acordou? Achei que fosse dormir mais. Pode continuar descansando.
Lutando para erguer as pálpebras, ele viu Nathan. Ele parecia ter acabado de sair do banho, pois seu cabelo estava úmido. Só então Alex notou as marcas de mordidas na linha do pescoço que descia até o ombro — o lugar onde ele tinha o hábito de deixar suas marcas.
Ao ver aquilo, sentiu-se bem, como se as marcas reafirmassem que Nathan era seu. O sono dissipou-se em um instante.
— Quando você acordou?
Enquanto observava as marcas segurando o riso, Nathan deu um sorriso de lado e sentou-se ao seu lado. Ele exalava o cheiro úmido de gel de banho. Seus dedos longos e brancos acariciaram suavemente o rosto de Alex.
— Faz pouco tempo.
A sensação do carinho suave era tão boa que Alex esfregou a bochecha contra a mão dele. As “atrocidades” que Nathan cometera na noite anterior vieram à mente, mas ele era lindo demais cuidando dele para que pudesse reclamar. Além disso, como parte daquilo fora por sua própria conta, Alex, como o mais velho da relação, decidiu deixar passar.
Deitado em um estado de languidez, ele observava Nathan. Enquanto encarava satisfeito a nuca alva do outro, percebeu que Nathan estava usando roupas de sair.
— Você vai a algum lugar?
Não tinham conversado sobre sair hoje. E aquela não era uma vestimenta para ir ao hospital. Diante da pergunta confusa, Nathan tocou sua bochecha como se o achasse adorável. Seus olhos se curvaram levemente.
— Eu pretendia dar uma passada rápida em casa quando você acordasse. Minha mãe ligou dizendo que meu segundo irmão veio visitar depois de muito tempo e pediu para eu ir. Vou apenas almoçar e volto.
Ah.
Alex piscou. O segundo irmão de Nathan… Ele só tinha ouvido falar. O nome era Neil? Embora agora soubesse tudo sobre a família dele, Alex ainda não conhecia ninguém além do irmão mais velho, Nicholas. Mesmo tendo frequentado a casa de Nathan muitas vezes quando eram crianças, a casa estava sempre vazia, então nunca cruzara com a mãe dele.
Além disso, ele não tinha confiança para esse encontro. Sentia-se sem jeito e, acima de tudo, culpado.
Embora agora não houvesse segredos entre ele e Nathan, o fato de que ele era alguém “insuficiente” para Nathan não mudava.
Naquelas histórias, a família de Nathan parecia não ter defeitos. A mãe criara os três filhos sozinha, cuidando deles com zelo e amor. Os irmãos eram todos inteligentes, tinham profissões perfeitas e se davam bem como uma família exemplar.
Alex, porém, não tinha esse tipo de lar. Não era órfão, mas sua situação era quase pior que isso, e ele não tinha economias. Nathan dizia que estava tudo bem, mas Alex temia parecer um fardo para ele.
Ele duvidava que a família de Nathan gostaria de um mestiço asiático sem casa e sem família.
— Entendi, vá e aproveite. Eu vou ficar limpando a casa. Já que faz tempo que não os vê, fique à vontade! Pode até dormir por lá se quiser.
Quando era mais novo, ouvir histórias sobre famílias normais o deixava com o coração pesado. Achava que o tempo tinha curado isso, mas, quando se tratava da família de Nathan, ele se sentia diminuído involuntariamente. Pensamentos como “será que eu deveria estar aqui?” frequentemente cruzavam sua mente.
Alex despediu-se com um sorriso contido. O dia ficaria vazio por causa desse imprevisto, mas ele poderia aproveitar para adiantar as tarefas domésticas ou revisar algum caso do trabalho.
Como já estava acostumado com a presença de Nathan nos finais de semana, Alex sentiu-se egoisticamente solitário. Logo em seguida, repreendeu-se mentalmente. Na verdade, era ele quem estava “roubando” o tempo de Nathan com a família.
Enquanto ele pensava nisso, Nathan o observava fixamente. Um pequeno vinco formou-se em sua testa alva. Após um breve silêncio, ele perguntou:
— Você quer ir também?
— Ahn? …Eu?
Alex arregalou os olhos diante da pergunta. Nathan assentiu, moveu a mão e segurou firmemente o queixo dele.
— Sim, você.
— Não! Está tudo bem. É um encontro de família, eu ficaria sem jeito se me intrometesse. Vá você!
Seu coração disparou de susto. Era algo inesperado. Embora fosse sentir falta de Nathan, ele jamais ousaria pensar em se incluir.
Apesar de amá-lo por incontáveis anos, fazia apenas pouco mais de seis meses que haviam se reencontrado e começado a namorar. Ele não sabia como outros casais agiam, mas não era normal esperar pelo menos um ano antes de conhecer a família?
— Você terá que conhecê-los de qualquer forma. Minha mãe quer te ver. Desde que contei que estamos juntos, ela não para de pedir.
Outra frase inesperada. O coração de Alex batia rápido e o nervosismo subia. Por um lado, sentia-se grato pelo desejo dela de conhecê-lo; por outro, o medo o atingiu em cheio.
“Será que ela sabe que eu sou um Alfa?”
Não era comum um Alfa e um Beta ficarem juntos. “Será que ela sabe que eu não ganho tanto dinheiro quanto o Nathan…? E se ela souber que o Nathan teve que mudar de escola por minha causa, ou que ele sofreu tanto por minha culpa? Ela sabe que moramos juntos?”
Ao analisar ponto por ponto, tudo parecia um desastre. Ele estava apavorado. Tratava-se da família da pessoa que ele amava. Era natural querer causar uma boa impressão, mas o “Alex Yeon” parecia pequeno demais. Todos os defeitos que ele esquecia enquanto estava com Nathan vieram à tona de uma vez.
— Mas…
Hesitante, ele recuou o corpo levemente. Viu Nathan erguer uma sobrancelha. Evitando o olhar dele, Alex acabou baixando a cabeça. Sua voz saiu baixa:
— Não, tudo bem. Eu não estou me sentindo muito bem… Podemos deixar para outra hora? Eu nem avisei que iria, seria desconfortável aparecer de repente.
Enquanto ele inventava desculpas, Nathan puxou seu queixo. Ele se inclinou na mesma medida em que Alex havia recuado. Seus fios loiros caíram sobre o rosto.
— Você.
A voz soou grave. Diante do tom sério, Alex prendeu a respiração.
— Pensando bobagem de novo, não é?
— Não é isso…
— Você está pensando que não é bom o suficiente e que seria um desrespeito aparecer lá. Acertei?
“O Nathan é algum tipo de gênio?”
Sentindo-se pego no flagra, Alex desviou o olhar. Nathan já tinha dito uma vez que ele era um péssimo ator; com certeza fora por isso que ele percebeu. Não, espere. Todos sabiam que Nathan era brilhante. Especialmente quando se tratava de Alex, a percepção dele era assustadora, como se tivesse algum poder místico.
— Não é bem assim… Mas… Ela sabe que eu sou um Alfa?
Como já tinha deixado transparecer que ele acertara em cheio, não dava mais para desconversar. Culpando suas próprias habilidades de atuação, Alex perguntou lentamente. Nathan respondeu com firmeza:
— É claro que sabe.
— E mesmo assim ela não se importa? Isso não é comum.
— O que quer que eu faça, ainda é melhor do que o meu irmão mais velho.
Nathan disse isso e buscou o olhar dele novamente, segurando suas bochechas com as duas mãos.
— Ela sabe que você é detetive, sabe que é Alfa. Sabe que eu te amo e que não vou ficar com mais ninguém além de você. Então, pare de preocupações inúteis e, se você estiver bem, vamos.
Não havia como refutar aquela lista de argumentos que bloqueavam todas as suas possíveis perguntas. Hesitante, Alex fez uma expressão chorosa. Não é que ele não quisesse ir. Era a família do homem que ele amava intensamente; ele queria causar uma boa impressão e também queria conhecê-los.
— Mas eu não comprei nada para levar de presente…
Ele não tinha nada que pudesse deixar uma boa primeira impressão. Comprar algo agora seria difícil, pois não tinha ideia do que ela gostava. O tempo estava curto.
— Vamos na próxima vez. Eu compro um presente e…
— Não é um evento formal, é só um almoço em família. Não precisa preparar nada. Não falta nada em casa.
Não havia escapatória. Mas Alex estava desesperado.
— Mas… eu também quero que gostem de mim.
Ele sentia que seu fôlego falharia se a primeira impressão fosse ruim, já que sentia não ter nada a oferecer. Vendo sua expressão de angústia aumentar, Nathan suspirou e o abraçou. A mão que segurava seu rosto desceu para acariciar suas costas com carinho.
— Você é adorável apenas por existir, então está tudo bem.
Alex sentiu o rosto esquentar violentamente. Nathan às vezes o deixava sem fôlego dessa forma. Ter alguém que o fazia tremer apenas por estar perto fazendo esse tipo de declaração em momentos inesperados deixava seu coração apertado. Sentia que recebia um amor imerecido.
— Eu também te amo muito, muito mesmo.
Incapaz de conter a emoção, ele retribuiu o abraço com força. Esfregou o rosto no pescoço de Nathan, sentindo os braços do outro apertarem suas costas. Após alguns segundos de carinho, Nathan fez uma proposta:
— Se você faz tanta questão de fazer algo, cozinhe para nós. Meu segundo irmão vai morrer de alegria. Originalmente, hoje seria o dia da comida da minha mãe.
Alex sentiu-se levemente convencido pela proposta. Pensando bem, Nathan detestava a comida da mãe desde pequeno. Vendo como o próprio Nathan cozinhava mal… provavelmente era genético.
Cozinhar era algo que ele sabia fazer. Na verdade, ele nunca achou que fosse um chef incrível, mas Nathan gostava. Até Matthew dizia que pagaria para comer sua comida, então não devia ser ruim, certo?
Ainda inseguro, Alex confirmou mais uma vez:
— Será que isso basta?
Nathan assentiu com determinação absoluta.
— É mais do que suficiente. Sua comida é um privilégio só meu, mas como é para a família, vou abrir uma exceção hoje.
Após refletir por um longo tempo, Alex decidiu criar coragem. A determinação inabalável de Nathan lhe trouxe um senso de alívio.
Além disso, sendo honesto consigo mesmo, ele queria ir. Queria saber sob os cuidados de que tipo de pessoa Nathan cresceu, quais eram as outras coisas que formavam o Nathan de hoje; queria saber tudo, sem exceções. Queria confirmar plenamente que Nathan era o “seu” homem.
Desejava que, se alguém perguntasse sobre Nathan, ele não tivesse nenhuma lacuna em seu conhecimento.
— …Então vamos logo comprar os ingredientes. Vou tomar banho rápido!
Sua voz, antes pequena, foi ganhando volume. Ao afastar o cobertor macio e falar, Nathan sorriu. Seus belos olhos verdes tornaram-se serenos.
— Vá com calma. Ainda temos bastante tempo.
— Tá bom.
Embora tivesse dito isso, Alex estava apressado. “O que eu vou cozinhar? Se for algo que o Nathan gosta, será que todos vão gostar?” Agora que estava decidido, seus pensamentos se misturavam em uma confusão frenética.
— O que você quer comer? Do que sua mãe gosta?
Sentindo que não podia perder tempo, ele saltou da cama. Por causa dos vestígios da noite anterior, sentiu uma fisgada na lombar, mas a urgência superou a dor. Ao se levantar às pressas, Nathan segurou seu pulso.
— Não precisa preparar nada. Minha mãe já comprou ingredientes para cozinhar. É só irmos.
— Mas a sua mãe vai cozinhar, eu posso me intrometer…?
— Pode — Nathan respondeu com ênfase. — Ela cozinha por obrigação, mas não gosta nem um pouco. Quando éramos crianças, comíamos refeições prontas ou comida comprada na maioria das vezes.
— Mas…
Enquanto ele hesitava, temendo causar uma má impressão, Nathan lançou o argumento decisivo. Franzindo um dos olhos, ele disse seriamente:
— Se deixar minha mãe cozinhar, você vai comer comida queimada. Por fora parece normal, mas por dentro, algo com certeza estará carbonizado.
Diante disso, Alex ficou sem palavras. Já tinha ouvido histórias — como ela fazendo panquecas a vida inteira e queimando-as todas as vezes — e lembrou-se de Nathan dizendo que sua falta de habilidade culinária era genética.
— Se você fizer algo gostoso, ela vai gostar ainda mais.
Alex foi completamente convencido. O nervosismo deu lugar a uma pontada de empolgação em seu rosto.
— Você acha?
— Sim, de verdade.
Nathan apertou com força a mão de Alex, demonstrando sinceridade. Um sorriso tímido surgiu involuntariamente nos lábios de Alex. Mas ele não podia perder tempo. Precisava de tempo para se lavar e se vestir da forma mais impecável possível.
— Mesmo assim, vou me preparar logo. Não podemos nos atrasar.
— Tudo bem.
Nathan soltou um riso curto e afrouxou o aperto na mão. Como ele não o soltou completamente, Alex também sentiu uma pontada de relutância em se afastar. Eles se encararam por um longo tempo com sorrisos nos rostos até que Alex finalmente se virou para sair. Antes que seu pulso se soltasse de vez, um líquido morno escorreu por sua coxa.
Apesar de ser uma sensação familiar, ele estremeceu ao sentir aquele arrepio lá embaixo. Inconscientemente, olhou para baixo; o sêmen que estava dentro dele escorria pelos músculos da coxa. Era uma quantidade considerável. No momento em que viu aquilo, sentiu seu membro pulsar levemente.
Nathan, que estava prestes a soltá-lo, apertou a mão novamente. O pulso de Alex foi preso com firmeza. Ele virou o corpo, de certa forma tenso, para olhar para Nathan. O olhar de Nathan estava fixo no vão das nádegas, na coxa e na poça de sêmen que começava a se formar.
— Parece que você está deixando derramar tudo — sussurrou Nathan, erguendo o olhar lentamente para encontrar os olhos dele.
O tom de voz baixo que fluiu em seu ouvido arrepiou sua espinha. Realmente parecia aquilo.
— Isso é… porque você… ah, fez… tanto… lá dentro…
Alex respondeu gaguejando, envergonhado pelas palavras obscenas. Nathan levantou-se e puxou seu pulso. Com um único puxão, Alex foi arrastado para um abraço. Seus corpos colaram-se.
— Você guardou tudo o que eu gozei sem deixar cair?
O rosto de Alex ficou tão vermelho que parecia que ia explodir. Onde Nathan aprendia esse tipo de coisa? Ao ouvir palavras que ele jamais teria coragem de pronunciar, a parte inferior de seu corpo, que já estava instável, ganhou força. Ele ficou excitado apenas por ouvir aquilo.
Nathan não tinha como não perceber. Colando o corpo ainda mais, ele colocou a outra mão na nádega de Alex. Apertou suavemente a carne firme e, em seguida, moveu os dedos longos para pressionar a entrada por onde o sêmen continuava a escorrer.
— Uh, ah…
Encolhendo os ombros, Alex fez força instintivamente. Ele sentiu o membro de Nathan endurecer instantaneamente. Lábios tocaram seu pescoço.
— Está um pouco inchado.
Massageando suavemente as dobras inchadas, Nathan espalhou o sêmen. Alex estremecia a cada toque. Seus dedos dos pés se contraíram. Involuntariamente, sua entrada pulsou.
— E quente.
O dedo que espalhava o sêmen na entrada, desta vez, penetrou. Como o local fora usado a noite toda e estava úmido, o dedo deslizou para dentro com extrema facilidade, sendo engolido.
— Uh, haaa…
Um gemido raso escapou como um suspiro. “Preciso tomar banho…”, o pensamento cruzou sua mente por um breve momento, mas foi inútil. Conforme o dedo empurrava para dentro, sua mente ficava em branco.
— Parece que vai engolir de uma vez.
Assim que Nathan terminou de falar, seu membro esfregou-se contra a fenda de Alex. O membro longo, que roçava abaixo dos testículos e no períneo, estava rígido e fervendo. O calor subiu.
— Ainda temos tempo — sussurrou Nathan, colocando as duas mãos sob as coxas de Alex para lhe dar apoio. — Eu te dou banho. Temos que tirar tudo para você não passar mal depois.
Alex sabia que o certo seria recusar, mas diante de Nathan, ele nunca conseguia agir de forma racional. Ele era sempre desajeitado, ansioso e urgente.
Em vez de se afastar, Alex abraçou os ombros de Nathan com uma respiração pesada. Ao envolver o pescoço dele e colar os corpos, as mãos que apoiavam suas coxas o ergueram com facilidade. Nathan caminhou em direção ao banheiro com Alex nos braços. Dos lábios que mordiscavam o lóbulo de sua orelha, gemidos começaram a escapar involuntariamente.
↫─ Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna
☆⋆。 Gostou do capítulo? Apoie a autora na plataforma oficial para demonstrar o seu carinho! 。⋆☆
⚠️ Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com a realidade.⚠️