Capítulo 78
↫─Matched with a Disaster Grade Esper ↫⚝↬ 78
Damian foi conduzido para baixo como se fosse um cão cujo mestre finalmente tivesse chamado seu nome após muito tempo. Hexion esperou pacientemente, observando-o descer. Damian ajoelhou-se sem questionar, baixando-se ao chão perto de onde Hexion estivera batendo com a ponta do sapato, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Olhando para baixo para Damian, que agora estava ajoelhado diante dele, Hexion ergueu o pé sobre o ombro de Damian e pressionou levemente. Damian não desviou o olhar do de Hexion.
— Por que você faz isso, sabendo muito bem como as coisas vão acabar?
— Cães são assim. Se o dono não presta atenção, eles tendem a causar problemas.
Damian riu. Hexion pressionou seu ombro, momentaneamente perdido em pensamentos, como se ponderasse a justificativa de suas ações. Logo, ele pareceu chegar a uma conclusão.
— Você quer uma punição?
— Tanto quanto você desejar.
— Parece que me tornei indulgente demais.
Talvez a idade realmente dome uma pessoa, pensou Hexion, empurrando o corpo de Damian ainda mais com o pé como uma força inevitável.
Um choque ressonante de objetos duros ecoou pelo ar.
↫─⚝─↬ Tradução, revisão e Raws: Bella Cheng&Belladonna
Zero Nine sentiu a brisa passando suavemente, observando o que o cercava. Parado em meio a uma multidão movimentada, ele deixou os pequenos ruídos que faziam fazer cócegas em seus ouvidos. Ele coçou a bochecha e olhou para frente mais uma vez.
Ao longe estava a estátua de uma deusa azul, com o braço estendido para o alto — a icônica Estátua da Liberdade dos Estados Unidos. Zero Nine estava encostado em um corrimão um pouco mais distante, olhando silenciosamente para cima.
Ele não sentia desejo de se aproximar mais. Simplesmente estar em um ponto turístico tão famoso que todos pareciam conhecer trazia uma sensação de satisfação. Virando-se, Zero Nine caminhou na direção oposta.
— Tendo visto isso, o próximo…
Os murmúrios alegres das pessoas continuavam ao seu redor. Sentindo-se um pouco estranho por estar sozinho em meio a tanta vivacidade, Zero Nine acelerou o passo, acabando por escapar da multidão para uma área mais calma.
Parando por um momento, ele olhou para trás. Dentro daquela multidão, ele se sentia deslocado. Parecia que todos pertenciam a este mundo enquanto ele se sentia à parte. Engolindo a sensação familiar, Zero Nine virou-se novamente.
— Bem-vindo!
Sentindo fome, Zero Nine entrou em uma lanchonete de sanduíches próxima. Embora passasse um pouco da hora do almoço, por ser um ponto turístico, o lugar estava fervilhando de gente. Contemplando se havia um lugar para sentar sozinho, um funcionário perguntou:
— Há outra cliente aqui sozinha. Gostaria de compartilhar a mesa?
Olhando na direção indicada, ele viu uma jovem de óculos consumindo vagarosamente cerca de cinco sanduíches pedidos.
— Se ela não se importar.
— Tudo bem? Só um momento.
Após consultar a jovem de óculos, o funcionário fez sinal para Zero Nine se aproximar.
— O que posso lhe trazer?
Enquanto Zero Nine se sentava, um menu foi empurrado em suas mãos, o funcionário claramente apressado com a multidão. Zero Nine olhou para o menu, sem saber o que escolher, hesitando por alguns segundos. A mulher com quem ele compartilharia a mesa finalmente falou.
— Que tal o terceiro sanduíche?
— Este?
— Se você gosta de bacon, ovos e molho picante, é uma ótima escolha.
— Uma combinação difícil de não gostar. Tudo bem.
O funcionário levou o menu e o pedido, Zero Nine baixando o olhar para a mulher que dera sua sugestão rápida antes de voltar o foco para seus sanduíches. Com o cabelo preso e vestindo um terno semi-formal ligeiramente amassado, ela parecia uma mulher de carreira fatigada. Traje estranho para um local turístico.
— Você é estudante?
Inesperadamente, ela perguntou.
— Hm, não.
— Um pouco mais velho que isso.
Afastando seu segundo sanduíche, ela se apresentou.
— Sou Casey.
— Oh, eu…
Zero Nine coçou a nuca. Percebendo que não tinha um nome casual para dar, ele olhou ao redor. Ele notou um rótulo em uma garrafa no balcão de autoatendimento.
[Tommy Ketchup]
— …Tommy.
— Tommy? Parece um pouco incompatível.
Empurrando seus óculos de volta para cima, que haviam escorregado levemente enquanto comia seu sanduíche, Casey mudou de assunto com um sorriso.
— Você está aqui para passear?
— Na verdade, não. Olhe para a minha roupa. Quem vem passear com roupas horríveis como estas?
— Eu não diria que são horríveis.
— Estou aqui a trabalho, infelizmente.
Casey fez uma careta de exasperação, tomando um grande gole de sua cola.
— Então, Tommy. Onde estão seus pais?
— Não estou exatamente na idade de precisar de um guardião.
Casey comentou com leve indiferença.
— Justo, mas você tem essa expressão de criança perdida.
É tão óbvio assim? Zero Nine olhou brevemente para o lado, desconfortável, enquanto Casey começava seu terceiro sanduíche.
— Então, o que traz Tommy aqui? Ah, naturalmente, é turismo, certo?
— É sim.
— Sozinho?
Zero Nine assentiu. Casey parecia desconfortável, mastigando seu sanduíche enquanto o examinava.
— Sem guarda-costas?
— Guarda-costas?
Zero Nine inclinou a cabeça, pego de surpresa pela pergunta inesperada. Casey continuou, lambendo o molho picante do polegar.
— Você não parece ser estudante nem ter um emprego específico, mas…
Casey apontou para as roupas de Zero Nine.
— Tudo o que você está vestindo é de grife. Você parece não ter consciência dos preços, então presumi que pudesse ser algum jovem mestre de família rica.
Seria um comentário um tanto indelicado para qualquer outra pessoa. Não sabendo o valor real de suas roupas, Zero Nine coçou a cabeça, com a curiosidade aguçada.
— Quanto elas custam?
— Oh, nem pergunte, você vai me deixar com inveja. Provavelmente valem mais do que o meu salário anual combinado.
Sentindo que seria rude perguntar sobre o salário dela, Zero Nine assentiu taticamente. Casey tomou outro gole de sua cola antes de continuar.
— Cuidado com sua carteira. Batedores de carteira têm olhos aguçados para itens caros.
— Oh, eu não tenho carteira, então está tudo bem.
— Por quê, o seu guarda-costas a carrega?
— Não, eu não tenho guarda-costas.
Zero Nine refutou. A ideia de ter um guarda-costas para um desastre era absurda demais. Hexion cruzou sua mente brevemente, mas ele era mais como um guardião — embora um tanto forçado.
— Não importa o quão caras sejam minhas roupas, tudo o que eu tenho são trezentos dólares.
— Você fugiu? Não parece que você tem idade para isso.
— Aqui está.
Nesse momento, o sanduíche pedido por Zero Nine foi servido. Vapor quente subia do pão recém-aquecido. Pegando o prato, Zero Nine respondeu.
— Está perto. Eu fugi.
— De quem?
— De alguém que está me perseguindo.
— Quem?
— Alguém muito assustador.
— Você é por acaso um criminoso?
— Hmm, duvidoso.
Zero Nine estreitou os olhos, fazendo Casey mostrar uma expressão peculiar diante de sua resposta ambígua.
— Se te encontrarem, você vai me fazer de refém?
— Você tem uma imaginação fértil.
— Viver uma vida mundana pode levar a tais pensamentos.
Partindo o sanduíche morno ao meio com as mãos, Zero Nine deu uma mordida. Os sabores do ovo bem cozido com bacon e molho picante surgiram nitidamente. Aquilo o fascinou, percebendo os gostos individuais de cada ingrediente. Ele costumava pensar que toda comida era essencialmente a mesma. Mas talvez seu paladar tivesse mudado depois de estar com Hexion.
— Então, para onde você planeja fugir?
— Ainda estou pensando. Alguma sugestão?
— Nunca pensei que me pediriam para escolher um destino de fuga.
Deixando seu sanduíche de lado, Casey lançou um olhar sério, erguendo a vista antes de baixá-la novamente.
— Se for uma fuga, um lugar menos povoado seria o ideal.
— Por quê?
— Para tornar mais difícil para o seu perseguidor.
Mesmo se fugisse para o meio do Pacífico, Zero Nine imaginava que Hexion o alcançaria sem muitos problemas. E então,
— Para prosseguir com o plano, um lugar menos lotado é melhor.
Zero Nine deu uma mordida em seu sanduíche, mastigando devagar. Casey parecia estar ponderando seriamente. Ela realmente parecia ter bastante imaginação.
— Há um hotel supostamente mal-assombrado a cerca de uma hora de carro daqui…
Zero Nine engoliu o pão levemente amanhecido.
— Isso é mais perto do que eu pensei.
— Você disse que só tem trezentos dólares?
— Bem, custos de transporte não importam muito.
— Se usar um cartão de crédito, será encontrado.
— Oh, eles não são necessários.
Casey primeiro pareceu intrigada, mas depois assumiu um rosto calmo como se não lhe dissesse respeito.
— Se for para longe, vá para o exterior. Mongólia, Austrália — qualquer lugar com terras vastas e pouca gente. Ou…
Casey sorriu, sugerindo como uma piada de mau gosto.
— Voltar para casa?
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Continua…
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↫─⚝ Tradução, revisão e Raws: Bella Cheng&Belladonna