• Capítulo 90
Capítulo 90
Uma neve fina caía suavemente. A neve parava brevemente, mas logo preenchia o céu de novo. Desde que chegara à casa de campo, Kwon Siyul não tinha assistido TV, que dirá olhado o rádio ou o celular, então não fazia ideia de como estaria o tempo.
Na verdade, Kwon Siyul mal se importava. Ele só queria que o tempo parasse assim. Não voltar para o continente, mas ficar ali na Ilha de Jeju, naquela pequena casa de campo, a sós com Woo Hyunse.
Kwon Siyul jogou um cobertor longo sobre os ombros e abriu a porta da varanda do segundo andar. Os ladrilhos frios tocaram seus pés descalços. Ele se retraiu por um momento, mas logo colocou os dois pés na varanda. Sob o cobertor, não usava um único fio de roupa.
Woo Hyunse não o deixava usar nada. Dizendo que estava frio, trancou bem todas as portas da casa, aquecendo o ar lá dentro, e então soltou o outro como um animal que criava com cuidado, sem uma única peça de roupa no corpo.
Woo Hyunse tinha descido brevemente para pegar algo para beber. Achando que aquela era sua chance, Kwon Siyul saiu para a varanda, tirou a neve acumulada no parapeito e apoiou os braços nele. O ar de inverno arranhando sua garganta era frio, mas igualmente revigorante.
Para além da varanda, nenhuma casa era visível. Mesmo quando chegaram de carro, demorou bastante, então parecia ser bem longe das vilas ao redor.
Foi então que Kwon Siyul ouviu passos na escada e se virou. O topo de sua cabeça apareceu primeiro, depois Woo Hyunse surgiu. Ele tinha deixado Kwon Siyul nu, mas ele mesmo usava calças.
Na bandeja em sua mão havia petiscos e bebidas. Era a bebida de iogurte que Woo Hyunse tinha encontrado e colocado no carrinho no supermercado antes de Kwon Siyul.
— Por que você está aqui fora?
— Está um pouco quente lá dentro.
Kwon Siyul sorriu largamente. Woo Hyunse o seguiu até a varanda com a bebida nas mãos. Ao ver os pés descalços de Kwon Siyul, franziu brevemente a testa.
— Vamos entrar.
— Só mais um pouquinho. Fiquei lá dentro esse tempo todo, então está meio abafado. E está fresco aqui fora.
Kwon Siyul virou a cabeça, contemplando a paisagem nevada. A neve que tinha se acumulado durante a noite tinha ficado mais espessa. Agora estava funda o bastante para enterrar facilmente uma criança pequena.
Woo Hyunse suspirou de leve e trouxe chinelos que estavam guardados num canto. Mesmo Kwon Siyul dizendo que estava tudo bem, ele insistiu em virar as costas para ele e se agachar, calçando os chinelos em seus pés descalços com os dedos avermelhados.
— E se você pegar um resfriado? Você já é fraco.
— Eu não sou tão fraco assim.
— É fraco o bastante. Você nem está tomando seu tônico esses dias.
— Eu não quero mais tomar aquilo. É amargo demais. Eu realmente não consigo mais beber.
Embora Kwon Siyul provavelmente não precisasse mais bebê-lo de qualquer forma, ele recusou com seriedade e cara fechada. Woo Hyunse disse que era por isso que tinha trazido sobremesa, e beliscou de leve a bochecha do outro como quem lida com uma criança manhosa, depois soltou.
— Ah, eu vou beber aquilo.
Quando Kwon Siyul apontou com o indicador, Woo Hyunse trouxe a bebida que tinha colocado na mesa. Até abriu a tampa para ele. Kwon Siyul sorriu com uma expressão indecifrável diante da cena, depois agradeceu e a pegou. Mesmo sendo o sabor conhecido do qual já tinha cansado de tanto comprar na loja de conveniência, por que ele parecia um pouco amargo hoje?
Como que por hábito, Woo Hyunse encostou os lábios na boca da garrafa onde os de Kwon Siyul tinham tocado. Engoliu um pouco, como se só provasse, e então fez uma careta de nojo como quando o outro bebia o tônico. O que tinha gosto doce para ele podia ter gosto de bile para Woo Hyunse.
Kwon Siyul pousou a bebida no chão e se virou. Ainda não queria entrar. Achou que o outro fosse insistir para entrarem, mas, ao contrário do esperado, Woo Hyunse o abraçou em silêncio por trás. Dizendo que assim ele sentiria menos frio.
O corpo de Kwon Siyul, que já tinha esfriado, começava a reclamar do frio. Com o calor do corpo de Woo Hyunse somado ao cobertor, ficou muito mais suportável. Kwon Siyul se enterrou no abraço do outro e esfregou a testa contra seu antebraço. O cheiro de Woo Hyunse não era diferente da paisagem nevada diante de seus olhos, mas seu abraço era aconchegante e quente.
— Eu devia ter trazido algo quente pra beber?
— Eu bebo quando a gente descer depois. A gente tem chocolate quente também?
— Você é uma criança.
Ele riu baixinho. Kwon Siyul ouviu com atenção o som disperso da risada. Não queria perder uma única palavra de sua voz, um único pedaço de sua risada.
Uma mão entrou sob o cobertor. O calor do corpo acariciou seu estômago, sua cintura, seu peito. Era um toque simples, sem luxúria. Parecia que ele tentava sobrepor seu calor corporal a qualquer lugar que pudesse ter esfriado.
A mão que vinha acariciando com delicadeza deslizou lentamente para baixo. Do umbigo à pélvis, da pélvis às coxas. Explorou cada canto do corpo de Kwon Siyul, contornando precariamente suas partes baixas, que tinham ficado quietas a noite toda depois de terem sido exauridas.
O toque, que era como acariciar um cachorro ou um gato, foi gradualmente ficando mais intenso. O cheiro corporal que fluía de onde eles se tocavam também aqueceu o interior de Kwon Siyul. Sua carne interna rapidamente ficou úmida. Mesmo tentando se conter, seus fluidos escorriam pelo caminho interno, deixando as bordas escorregadias.
As mãos que erguiam o cobertor eram urgentes. Woo Hyunse agarrou a haste que vinha tocando a cintura de Kwon Siyul e a esfregou contra suas nádegas. Quando segurou com firmeza as nádegas com as duas mãos, a entrada exposta ao ar frio se contraiu. Da noite anterior até aquela manhã, tinha sido continuamente usada em excesso e estava inchada nas bordas.
A ponta tocou ali. Entrou lentamente no buraco que estava suavemente relaxado. Os calcanhares de Kwon Siyul se ergueram. Segurando sua cintura para mantê-lo no lugar, Woo Hyunse empurrou para dentro a glânde, o colo e até o meio particularmente grosso da haste num instante.
— Hnngh…!
Kwon Siyul baixou a cabeça. A mão que agarrava o pulso de Woo Hyunse tremia, e as pontas de seus dedos estavam vermelhas de frio. Ainda assim, suas nádegas agarradas, ombros, nuca e a parte de trás do pescoço estavam afogueados de calor, exalando um cheiro morno de glicínia.
Enterrando o rosto naquela nuca, Woo Hyunse impulsionou os quadris. Abraçou com força Kwon Siyul, que se debateu bastante uma vez, agarrou seu queixo para virar sua cabeça e roubou um beijo de seus lábios.
O cobertor, cansado dos movimentos, escorregou para o chão. Kwon Siyul estava completamente nu. Sua metade inferior, afogueada e aquecida, estava exposta sem esconder nada — de seus flancos pálidos e do umbigo profundamente afundado agarrado pelas mãos de Woo Hyunse, ao fluido que cruzava molhado entre suas coxas. Seu estômago liso se projetava e afundava repetidamente por causa do membro que golpeava ferozmente lá dentro.
Embora alguém que passeasse pudesse topar com eles por acaso, nenhum dos dois se importava. Como duas cobras recém-despertadas da hibernação e encontrando um par, estavam entrelaçados sem a menor fresta, como se fossem morrer se separados nem que fosse por um grão.
— Haa, ah… Nngh!
Kwon Siyul choramingou com as coxas bem juntas. A ponta de sua língua, sugada por Woo Hyunse, inchou, e seus lábios tremiam. Agora, mesmo sem ejacular, o clímax vinha por conta própria, fazendo seus pelos se arrepiarem. Seu corpo tinha mudado assim.
Depois de chegar ao auge uma vez, ele ficou exausto e seu corpo amoleceu. Woo Hyunse o beijou enquanto recolhia o enfraquecido Kwon Siyul. Enquanto retirava lentamente seu membro maduro, à beira de liberar, Kwon Siyul agarrou o parapeito e desabou. De seu buraco não completamente fechado, fluidos pingavam como gotas caindo numa poça, derretendo os flocos de neve espalhados pelo chão da varanda.
— Ah.
Uma mão entrou de repente entre suas axilas. Woo Hyunse ergueu Kwon Siyul, que estava prestes a desabar no chão, e rapidamente entrou da varanda. Fechou a porta descuidadamente com o pé e deitou Kwon Siyul na cama.
Normalmente, ele teria fugido dizendo que não aguentava mais, mas agora a situação era diferente. Kwon Siyul abraçou o pescoço de Woo Hyunse e buscou seus lábios primeiro. Abrindo as pernas e acariciando suavemente as partes baixas de Woo Hyunse, sussurrou para que ele colocasse dentro.
Claramente não era um ciclo de cio. Mas ele queria gravar Woo Hyunse como uma tatuagem por dentro e por fora de seu corpo, mesmo assim. Kwon Siyul não se importava nem que viesse com dor.
Porque nunca mais aconteceria depois disso.
* * *
Quando deixaram a ilha, o céu estava claro como se a nevasca de antes tivesse sido mentira. Nem uma única nuvem carregada de neve era visível. Se não fosse pelos montes de neve cobrindo o chão, alguém poderia duvidar que houvesse realmente nevado intensamente, dado o tempo perfeitamente limpo. Graças a isso, puderam ver o mar azul abraçando a cor do céu antes de deixar a Ilha de Jeju.
Isso foi tudo o que houve em sua programação. Por duas noites e três dias, eles não puseram os pés fora da casa de campo. Foi em parte por causa da neve pesada, mas, mesmo que não tivesse nevado, provavelmente não teriam saído muito de qualquer forma.
Não foi menos intenso do que durante um cio, se não mais. Eles uniram os corpos em cada canto da casa. Ele o chamou de “hyung” à vontade. Chamou-o assim a ponto de transbordar, até sua voz ficar rouca, tediosamente o bastante para que nunca mais pudesse chamar ninguém de “hyung”.
Suas partes baixas estavam bem agora, mas às vezes ele se sentia vazio por dentro, como se tivesse sido escavado. Seu interior formigava, como se seu corpo tivesse se ajustado a Woo Hyunse, ficando molhado inconscientemente em resposta ao seu cheiro.
Assim que recuperou as forças, Kwon Siyul foi ao shopping. Tinha informado Woo Hyunse com antecedência que sairia. Depois da viagem, Woo Hyunse tinha se abrandado ainda mais com Kwon Siyul. Ele já era suficientemente afetuoso, mas ficou ainda mais e sorria com frequência. Ele sempre tinha um rosto levemente sorridente, mas havia uma clara diferença entre seu sorriso quase inexpressivo e o que mostrava diante de Kwon Siyul.
Kwon Siyul perambulou pelo shopping, mantendo uma distância moderada de seu guarda-costas. Mesmo não havendo mais necessidade de proteção, Woo Hyunse tinha insistido em grudar um rabo em Kwon Siyul. Talvez o motivo não fosse proteção, mas algo completamente diferente.
°🥂⋆.ೃ🍾࿔*:・°🥂⋆.ೃ🍾࿔*:・
Continua *ੈ🍸✩‧₊˚
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna